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História Racing Hearts: Three of Us - Capítulo 16


Escrita por: nm_

Notas do Autor


Hello!!!

Como estão?

Espero que não me soquem no final do capítulo, prometo que o próximo já está em produção.

Aproveitem,

<3

Capítulo 16 - Monaco Grand Prix


Fanfic / Fanfiction Racing Hearts: Three of Us - Capítulo 16 - Monaco Grand Prix

Mônaco | 3 de agosto de 2025 | 8 meses e 2 semanas de gestação 

Era, oficialmente, o aniversário de setenta e cinco anos do Grande Prêmio de Mônaco, e véspera da pausa de descanso da Fórmula 1.

Acordei naquela manhã de domingo muito mais cedo que o normal, Maeve estava inquieta e minhas costas doíam mais do que qualquer outro dia da gestação. 

Saí do quarto pé ante pé, para não acordar Max que dormia tranquilamente, enrolado no edredom branco.

Ele teria longas 78 voltas para correr hoje e precisava descansar. 

Esperei a água ferver e coloquei o sachê do chá de camomila na minha caneca favorita. 

Atravessei as portas de vidro e caminhei pela grama gelada, observando os tons de lilás do céu que ainda amanhecia o dia. 

Deitei em uma das espreguiçadeiras e não demorei a sentir outro chute dolorido. 

- O que foi, filha? - passei a mão pela barriga, começando a conversar com Maeve - Está apertado aí dentro, não é?! - suspirei, observando a minha pele esticar com movimentos dela - Tudo bem se você quiser nascer, pequena, eu e seu pai mal podemos esperar para te conhecer - assoprei o chá quente, tomando um gole em seguida - Mas será que eu posso te pedir um favor, filha? - pedi, rindo baixinho ao me dar conta da conversa - Se você quiser vir hoje, será que pode esperar o final da corrida do seu pai? É um dia muito importante para ele, com o tempo você vai entender - senti mais um movimento forte e não soube dizer se aquilo era um sinal positivo ou negativo. 

Enquanto o céu clareava, eu continuei tomando o meu chá e conversando com Maeve e aos poucos a pequena se acalmou na minha barriga. 

- Liefde? - ouvi Max chamar do lado de dentro e levantei com um pouco de dificuldade.

Estava prestes a entrar na sala outra vez quando praticamente trombei com Verstappen na porta, que me encarou assustado.

- Você está bem? - ele perguntou no mesmo segundo.

- Sim - vi o holandês suspirar - Maeve estava agitada, minhas costas estão muito doloridas, precisei levantar - apontei para a xícara, agora vazia, em minha mão. 

- Quando acordei e não te vi, achei que Maeve já estava querendo nascer - neguei com um sorriso, fingindo não ter pensado o mesmo. 

Max me abraçou apertado e ficamos enrolados um no outro por longos minutos, apenas aproveitando o silêncio que ainda era presente. 

- Preciso tomar banho, o dia vai ser longo - resmunguei, sentindo o beijo que ele deixou na minha cabeça. 

- Se não quiser acompanhar tudo, você sabe que não precisa - o holandês se afastou apenas o suficiente para poder me encarar. 

- É claro que eu vou - respondi decidida - Eu e a Maeve já conversamos, ela não vai querer nascer antes do final da corrida - ouvi Max gargalhar com a minha frase. 

Me estiquei, deixando um selinho em seus lábios e subi as escadas, mentalizando que a água morna do chuveiro valia o esforço depositado em cada degrau. 

O grande prêmio de Mônaco nunca foi apenas uma corrida. 

Além de um dos meus favoritos, era o mais famoso circuito de rua do mundo e a elegância da cidade era refletida no evento, com a presença da família real do principado. 

Observei meu reflexo no espelho e sorri para o resultado. 

A maquiagem leve cobria o meu rosto e o vestido preto, na altura dos joelhos, combinava perfeitamente com as sapatilhas vermelhas que calçavam meus pés. 

O antigo apartamento de Max ficava apenas duas quadras do paddock, mas agora a distância e a gravidez nos obrigaram a percorrer o caminho de carro. 

A movimentação de um domingo de corrida ainda me acelerava o coração, mesmo depois de tantos anos vivendo essa sensação. 

Os dedos de Max estavam entrelaçados nos meus, enquanto caminhávamos cumprimentando aqueles que sorriam para nós. 

Encontramos Pierre e Kate pelo caminho, que pareciam fora de si, tamanha felicidade. 

- Maeve vai ter uma amiguinha - o francês colocou a mão sobre a barriga, ainda reta, da noiva. 

- Ou amiguinho - a loira sorriu, tão encantada quanto o piloto. 

- Meu Deus, que notícia maravilhosa - a abracei com certa dificuldade - Finalmente a próxima geração de crianças do paddock vai vir - comemorei a vinda do baby Gasly. 

- Imagina a bagunça que vai ser - Max comentou, rindo, depois de cumprimentar o amigo. 

- Os cabelos brancos vão vir, cara - gargalhamos juntos do comentário de Pierre mas logo precisamos nos despedir, pois ele tinha algumas coisas para resolver nos boxes da Mercedes. 

Antes de chegarmos às garagens da Red Bull, encontramos alguns fãs pelo caminho e além das fotos e sorrisos, saímos até com presentes para Maeve.

Eu nunca deixaria de achar especial tanto carinho. 

Quando finalmente passamos pelas portas de aço, me senti em 2019 outra vez, com o sorriso acolhedor de Jasmine nos recebendo. 

- Que saudade, Jas - Max tinha um carinho ainda maior pela loira e não demorou a acolher em um abraço - Porque mesmo você se aposentou? - a pergunta dele arrancou uma gargalhada. 

- Porque o meu trabalho com vocês dois já tinha sido cumprido - ela piscou para o piloto, se soltando do abraço e vindo até mim. 

Abracei Jasmine com o pensamento que eu carregava há anos, de que ela era nossa fada madrinha ou anjo da guarda, vivo. 

- Tem certeza de que não quer ir? - Max perguntou enquanto caminhávamos até o local onde carro do desfile sairia.

Em geral só os pilotos participavam, mas os convites sempre acabavam se estendendo à mim.

- Só de me imaginar lá em cima meu estômago enjoa - torci o nariz e o ouvi rir. 

Assim que Charles e Charlotte se aproximaram de nós, Max se despediu de mim com um sorriso e um beijo na testa, seguindo com o monegasco e me deixando na companhia da arquiteta. 

- Você está bem? - a morena perguntou, provavelmente me vendo fazer uma careta de dor, com a pontada que senti na barriga. 

- Essa garotinha aqui, parece saber que não pode me fazer sentir dor na frente do pai dela - estiquei as costas e respirei fundo, sentindo a pressão aliviar.

- Será que ela vai ficar muito mais tempo no forninho? - Charlotte perguntou, me estendendo a garrafa de água que tirou da bolsa.

- Sinceramente? - ela assentiu enquanto eu dava longos goles na bebida - Não me surpreenderia se ela nascesse essa semana - dei os ombros, vendo os olhos castanhos da minha amiga arregalarem. 

- Sério, amiga? - a morena pareceu realmente assustada com a possibilidade.

- Sinto que ela não tem mais espaço aqui, Char - suspirei, esfregando a pele sob o vestido. 

- Tudo bem - Charlotte estagnou e respirou fundo - A madrinha está pronta para recebê-la - observei ela mudar de postura e não segurei um riso baixo. 

Eu definitivamente tinha acertado em cheio na escolha da madrinha para Maeve. 

Ao longo da manhã, senti por algumas vezes as pontadas doloridas na barriga, mas estava disposta a respirar fundo e acreditar que Maeve acolheria o meu pedido. 

Para o almoço, Lando se juntou a nós e como sempre fez piada sobre estar sofrendo longe de Amy enquanto nós quatro estávamos sempre juntos. 

- Porque vocês não se mudam de vez para cá? - Charles perguntou com a boca cheia de salada, recebendo uma careta de Charlotte. 

- Nunca conversamos sobre a possibilidade - o inglês deu os ombros - Amy está estilizado em Londres, tem o ateliê e tudo mais, não quero que ela abra mão disso - o mais novo suspirou.

- Mas ela é talentosa, tenho certeza de que as clientes viriam até Monte Carlo sem problemas - Lando apenas assentiu para o comentário de Max. 

- Lembra sempre que o não você já tem - apertei a mão do meu melhor amigo em cima da mesa - Não te custa nada tentar conversar com ela - pisquei e recebi um sorriso. 

Logo após o almoço, fomos nos despedindo conforme passávamos em frente as garagens das equipes, restando apenas eu e Max caminhando em direção as instalações da Red Bull. 

Acompanhei o holandês durante a reunião sobre a corrida e só então me dei conta o quão acirrado o campeonato estava naquele ano. 

Desde 2021, eu e Max revezávamos a liderança do campeonato com certa folga, mas dessa vez poucos pontos separavam ele de Lando, Charles e Russell, uma corrida que Verstappen não subisse ao pódio seria o suficiente para ir facilmente para quarto lugar. 

Observei a feição preocupada de Max, que terminava de ajeitar o macacão e suspirei, me aproximando. 

- Vai dar tudo certo - falei baixinho, passando meus braços por sua cintura e deixando um beijo em suas costas. 

- É difícil segurar as pontas no campeonato de construtores sem você - ele suspirou, me encarando pelo espelho. 

- Mas você consegue - entrelacei meus dedos nos dele - Você é talentoso e nós dois sabemos que ninguém segura o leão - brinquei com o apelido que a torcida o chamava. 

Max se virou e simplesmente se enrolou em mim, afundando o rosto na curva do meu pescoço por longos segundos. 

- Vocês duas sempre vão ser a minha maior vitória - o ouvi sussurrar no meu ouvido. 

- E nós duas estaremos aqui para te ver subir naquele pódio hoje - os olhos azuis tão intensos me encararam e logo nossos lábios estavam grudados um no outro. 

Acompanhei Max, sem soltar sua mão um segundo sequer, até o cockpit

- Eu amo vocês - o holandês disse baixinho e deixou um beijo na minha testa e depois um na barriga. 

- E nós amamos você - devolvi a declaração e esperei que ele colocasse a balaclava e o capacete, para então deixar um beijo no objeto - Eu te vejo no pódio - pisquei e soube que Max sorria pelos olhos que ficaram miúdos. 

Decidi por não assistir a corrida no pitlane junto com Christian e por isso permaneci no paddock, com Charlotte e Kate. 

Mônaco era um circuito belíssimo, mas extremamente traiçoeiro e de ultrapassagens muito complicadas, para alguns pilotos, quase impossíveis. 

Max havia largado na pole, mas eu via o bico do carro de Charles quase encostar no carro 33 durante as curvas mais lentas e conforme as 78 voltas iam passando eu sentia meu coração apertando e a pressão na minha barriga aumentando. 

O pit stop da Red Bull foi simplesmente perfeito o que rendeu a Verstappen alguns segundos de vantagem sobre o monegasco depois de retomar a ponta. 

Ouvi a explosão da equipe quando a bandeira quadriculada tremulou e finalmente consegui respirar fundo. 

O grande prêmio de Mônaco de 2025 era de Max e o meu pódio favorito se repetiria mais uma vez. 

Assisti a cena do piloto pulando para fora do cockpit e correndo até a equipe, sendo amassado em um abraço. 

O sorriso no meu rosto só desapareceu quando senti um líquido quente escorrer pela minha perna, formando uma pequena poça próximo dos meus pés. 

- DOMI! - ouvi Max gritar o meu nome e só então percebi que ele estava parado em minha frente, me encarando preocupado. 

- Amor, a Maeve vai nascer - soltei as palavras rapidamente sentindo a primeira contração forte me atingir. 

Respirei fundo. 

Maeve iria nascer. 

 

 

 

 



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