História Racismo de Sangue - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abo, Alfa, Ômega, Racismodesangue
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Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Depois de um ano decidi reescrever essa história, espero que gostem e se apaixonem por cada personagem.

Capítulo 1 - 1



Era bom pode respirar e saber que estava em casa, só havia alguns dias que tinha voltado após longos anos longe.

Apesar disso não tive muito tempo para descansar, fui arrastada para para empresa já que meu pai queria se vangloriar da primogênita, que finalmente estaria pronta para assumir a empresa, ou seja pronta para ficar sentada lendo mil relatórios, indo a reuniões diárias, mas tudo era para que meu pai pudesse descansar mais.


— O céu está lindo hoje é mais confortável olha ele daqui do que no internato.



— Filha? – Uma voz grave me chama pelas  costas.


— Oi Pai? – Meu pai não aparentava estar na casa dos cinqüenta e poucos anos, seus cabelos ainda eram negros como a noite assim como seus olhos. Sua pele é branca enquanto a minha e mais escura afinal sou parda igual minha mãe, mas a cor do meu cabelo é igual a dele, como a noite.


— Você pode conversar comigo agora? – Perguntou ainda na porta.


— Bom se você sair da porta e se sentar na cadeira, acho que sim.– Ele gargalhou e veio se sentar na cadeira a minha frente.


— Todos disseram para mim que você é uma boa pessoal e uma boa ajudante de chefe.


— Isso é bom.


— Ótimo na verdade, mas não é sobre isso que quero falar. Sabe dá reunião que haverá amanhã?


— Sim, por quê?


— É na empresa de um velho amigo da família, ele e a família estão sofrendo uma crise.


— Que tipo de crise?


— Todos os sócios da empresa dele são alfas puros ou lúpus, mas tanto ele como os resto da sua família não, muitos estão pensando que por causa disso ele não seria uma boa opção para negócios, estão perdendo pouco a pouco a credibilidade devido ao sangue.


— Isso é uma brincadeira? – Ele negou.— Sangue? Eles estão sendo menosprezados pelo sangue? Isso é desumano. – Porém não somos mais humanos normais, mas mesmo assim é desprezível essa atitude pensei comigo mesma.


— Concordo, por isso quero ajudá los.


— Fico feliz por isso, mas como pretende ajudar seu amigo? Arranjando novos contratos? Comprando ações?


— Unindo as nossas famílias. – Ele disse sério.


— Como? – Ao ouvir aquilo meu corpo travou, meus instintos gritavam pelo medo.


— Isso os ajudaria, melhorar a imagem da empresa deles e daria a chance de alguém de sangue puro nascer na próxima geração deles.


— Pai... Isso é impossível não acha?


— Seu irmão…


— Meu irmão não pode, ele já está seguindo sua vida do modo que quer e tem hà… – Naquele momento minha mente ficou em branco. — Agora entendi. Fui mandada para um colégio interno, completei tanto o ensino médio como o superior lá. Fui treinada para ser uma boa líder, como  uma alfa sendo uma ômega, para no final servir de salva vidas para uma empresa? Porque não me mandou para aulas de corte e costura? Ou melhor para uma casamenteira ai essa proposta aí fazer mais sentido não acha?


— Filha entenda...


— Você faz ideia do que Está me pedindo?  


— É para um bem maior.


— Você poderia me pedir para dar a minha vida pela sua que daria pai, mas nesse caso está pedindo para eu deixar a liberdade que nunca tive e ainda por cima sabe as consequências de uma marca! Ela é eterna!  – Minha voz se tornou grave e meu semblante frio.


— Filha eu sei...


— Vocês são tão amigos assim?— Ele afirmou.


— Nossas famílias se conheceram depois que você foi para o internato.


— Eu tenho limites pai.– Ele me olhava triste. — Pela primeira vez não poderei fazer o que você considera "melhor."


O clima amigável do ambiente havia mudado completamente, já não encarava meu pai. Tanto tempo mantida longe para ouvir isso.


— Entendo, bom eu vou indo para casa sua mãe quer ajuda para preparar o jantar. – Sorriu Fraco virando de costas.

— Pai. – Ele virou se para mim de novo. — Não fale mais disso comigo ou dessa vez eu mesma me tranco em um internato.


— Não tinha intenção filha, sinto muito eu não queria te magoar, só achei que poderia ser bom, sabe te levaria para o altar.


— Você ainda vai levar pai, só espere o momento certo.


— Vou esperar filha.


Depois que ele saiu da sala o mesmo clima pesado permaneceu, já não consegui me concentrar em nada. Tanta coisa que ele poderia pedir. Não tem possibilidade disso ocorrer comigo.


— Senhora?


— Hum? – Olhei para frente e vi minha secretária e amiga. – Você me chamou de senhora?


— Desculpa é costume, como você está?


— Não achei que ouviria algo assim ainda mais pelo motivo. – Reclamei para ela que já estava sentada na cadeira a minha frente.


— Isso começou a surgi a três anos atrás, as pessoas se tornaram arrogantes e mesquinhas.


— Muita coisa mudou aqui na não é mesmo Sol?


— Sim. Ah o horário de trabalho acabou, então podemos ir comer.


— Comer? Eu não podia comer a essa hora no internato.


— Aquele lugar não era bom, no não é mesmo?


— Não, mas é passado agora.– Há olhei sorrindo. — Já que é passado  acho que vou comer um pouco antes do jantar que meus pais vão preparar.


— Ah é verdade. Seu irmão me avisou.


— Por que será em? Cunhada. — Ela riu.


Ao sair minha sala  nós entramos no elevador ao lado de dois alfas que trabalham junto com meu pai. Os dois começaram a conversar alto e em um determinado momento o assunto me  chamou atenção.


— Ficou sabendo, vamos na empresa dos sangues ruins.


— Não acredito que somos sócios de gente desse nível . – Um mais baixo que o outro respondeu.


— Devíamos fazer negócios só com os puros assim iríamos ter mais lucros.


— Concordo, mas pelo que ouvi eles vão falir em dois meses. – Tão pouco tempo pensei.


— Desculpe me senhores, mas por acaso vocês esqueceram que só são secretários?  — Sol perguntou em voz alta.


— Não senhora, mas você tem que concorda conosco os puros são os melhor…


— Sinceramente esse elevador é tão lento.


— Huna?


— Senhorita Berthiny?


— Sim?


— A senhorita já voltou?


— Que patetas. – Sol disse saindo do elevador que havia se abrido há alguns segundos atrás.


Sol não era da linhagem pura, seus pais trabalham em uma floricultura renomada, por isso muitos acham que seu sangue é “azul”. Na verdade o dela deve ser mais do que o meu.


— Senhores na próxima vez que agirem dessa forma, vão estar na rua. — Falei para os dois atrás de mim e a segui.




Depois do pequeno acontecimento no elevador Sol e eu fomos para uma cafeteria perto da empresa.

Nem lembrava como era sair .


— Queria ter saído mais na juventude.– Disse enquanto estacionava o carro na garagem.


— É… sinto...


— De quem é esse carro Sol? — Apontei para um carro branco que estava estacionado mais para dentro da garagem.


— Será que vamos ter visita hoje? Vamos! – Ela pegou meu pulso e me puxou para dentro de minha casa. O cheiro de comida imediatamente invadiu minhas narinas, uma das coisas das quais mais sentia saudade era a comida do meus pais.


— Meninas que bom que chegaram os Blanc estão aqui!


— Quem são os Blanc?


Notas Finais


Obrigada por ler pequena Lua ou pequeno Sol.


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