História Racismo de Sangue - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abo, Alfa, Ômega, Racismodesangue
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Terminada Não
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


No próximo capítulo vamos descobrir o nome dela.

Capítulo 3 - 3


Acordei com o coração angustiado, por mais que soubesse que não não aceitaria a ideia do pai , não sai da minha mente os rostos tristes dos amigos de minha família a o fato deles poderem ir a falência por causa do tipo de sangue que carrega me assusta.


Suspirei alto e me sentei na cama, a única coisa no meu campo de visão era minha mesa de estudos antiga. Estava lotada de documentos e com um porta retrato da família. Tinha quatorze anos época, a foto foi tirada um mês antes de ser mandada para outro país. Passei dez anos da minha vida lá. Mais uma vez suspirei alto.


Como já havia perdido o sono, me encaminhei para o banheiro, tomei um banho frio, precisava de um choque. Depois, fui para o guarda-roupa, estou acostumada a usar roupas sociais, para ser mais exata terno, meu cabelo está bem longo, às vezes só o quero o corta e parecer uma garota mais nova e não uma mulher de trinta. Após vesti um terno preto e uma blusa branca por baixo dele, peguei o salto, outra coisa da qual queria me livrar.

Quando sai do quarto e desci as escadas, não vi nenhum sinal de meus pais ou do meu irmão, afinal era cinco da manhã ainda. Mesmo sabendo do horário peguei a chave do carro e dirigi até a empresa do amigo do meu que ficava a uma hora da minha casa, não entraria nela antes das sete, esperaria em algum café ou lanchonete perto dela.

Ao chegar em uma cafeteria, mandei mensagem para Sol falando que assim que ela e meu pai chegasse perto da empresa para me ligarem que eu aparecia lá.

Por volta das seis a cafeteria começou a encher, as poucas mesas que tinham foram sendo ocupadas. Estava sentada em um canto afastado da entrada lendo alguns papéis quando ouvi alguém me chamar.

— Bom dia. – Olhei para cima e me deparei com um moça "parece com os amigos do meu pai."

— Olá?

— Será que eu e meu namorado podemos podemos nos sentar aqui.

— Podem.– Ela sorriu e saiu voltando em seguida acompanhado de um garoto mais alto, ele tem olhos azuis claros e cabelo loiro, provavelmente descoloridos, eles combinam com sua pele morena. Os dois se sentaram e conversavam baixo entre si.

— Você é uma advogada? — Os olhei, o mesmo que me desejou bom dia perguntava.

— Não, sou formada em administração empresarial.

— Isso é bem chato. — Ri.

— Meu bem não fale assim.

— Tudo bem.– Disse para o alfa que parecia preocupado com a atitude da namorada.

— Por que vocês alfas tem que sempre fazer esses cursos? – "Alfas?"

— Eduarda ela é uma ômega. — Os alfas sempre tem mais facilidade em detectar o cheiro dos ômegas.

— Oh desculpe me, eu nem senti seu cheiro e já fui falando besteiras...

— Tudo bem, eu não tenho traços que ajudem a perceber.– Sorri para eles.

— Qual é o seu...— Antes que ele completasse a frase meu celular tocou, era meu pai.

— Estou indo.— Disse ao atender a ligação. Quando desliguei dei um longo suspiro.

— Vai para um entrevista de emprego? – O alfa perguntou.

— Uma reunião.

— Não parece animada para ela.– A ômega disse baixo.

— Talvez minha vida mude depois dela. – Falei alto sem perceber.

— Ah meu Deus, eles vão te matar? — A ômega perguntou gritando. – Ri alto do seu comentário. Ela pensou logo na morte.

— Acho que não vou morrer ao todo.

— Como assim?

— Uma por todos … Sabe quando um chefe precisa fazer sacrifícios pela empresa. — Disse olhando para os dois que me escutavam atentamente. — Bom tenho que ir, tenham um bom dia.

— Obrigado! — Os dois acenaram para mim.

As sete em ponto já estava na sala de reunião, podia ver o amigo do meu pai e mais dois homens de outra empresa, sentei me mais distante do lado de Sol.

— Por que saiu mais cedo? – Ela me perguntava baixo.

— Por nada, onde estão os outros negociadores?

— Acho que eles não vêm. – Podia ver a  expressão de decepção do meu pai o senhor Blanc estava da mesma forma, aquilo estava me irritando. Quando pensei em pronunciar me, uma mulher entrou na sala e foi até o amigo do meu pai e cochichou algo em seu ouvido, fazendo ele se levantar.

— Infelizmente os outros negociadores não iram comparecer senhores e senhoritas.

— Entendo então devemos ir.— Os dois alfa começaram a levantar inclusive meu pai.

— Apresente me o produto senhor Blanc, não importa a quantidade de membros, uma reunião não deve ser perdida não acha? — Todos encaravam me curiosos.

— Não seria perda de tempo? — O alfa de cabelos grisalhos falou. – Para nossa empresa sim, pois trabalhamos só com as vendas e marketing. Já eles investiram na montagem do produto.

— Para ganhar dinheiro não, nos apresenta da melhor forma e depois diremos se nosso tempo foi perdido.— Os alfas voltaram a se sentar e o Sr. Blanc começou a apresentação. Não entendia o motivo, mas a cada fala sua, mais a mercadoria parecia boa aos meus olhos e ouvidos. No final da reunião a única coisa que vi foi foi a cara de irritação dos homens presentes.

— Bom foi uma perda de tempo.

— Não espere uma ligação meu caro. – Os dois saíram da sala e deixando somente meu nós quatro.

— O que aconteceu aqui?

— É o preconceito minha filha, você viu como o produto é bom? – Afirmei.

— Eles são idiotas. — Sol exclamou alto.

— Sinto muito senhor.

— Está tudo bem querida, as vezes o que construímos simplesmente se desfaz nas nossas mãos.— Os dois se retiraram da sala.

— Ele era tão feliz agora está assim, tenho pena dele.

— Eu também.


Quando chegamos em casa depois de um longo dia de trabalho chamei meu pai para conversar em seu escritório.

— O que foi filha?

— Eu não sei...

— Filha esquece aquilo que falei ontem é melhor.

— Você me joga uma bomba e depois fala isso? Você os trouxe aqui, me levou até lá, me expôs a toda situação pai! E agora parece que não consigo largar isso!

— Desculpe me. — Pediu me abraçando.

— Seu amigo sabe dessa sua ideia?

— Ninguém sabe, eu falei com você primeiro.

— Tem algum problema se eu não for marcada se me casar?

— Bom alguns, vai aceitar?

— Eu não falei isso pai, eu quero ajudar, mas dessa forma não dá.

— Então encontre uma forma e me diga filha ou tome sua decisão.

— O problema é que acho que já sei qual é.– Sussurrei ao sair da sala.


Notas Finais


Obrigada por ler.🏙


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