História Radioactive - Capítulo 2


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Categorias Doutzen Kroes, Harry Styles
Personagens Doutzen Kroes, Harry Styles
Tags Doutzen Kroes, Harry Styles, Obsessão, Radioactive
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Palavras 2.795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oooolha, como prometido, cá estou eu com mais um capítulo para mostrar mais desse mulherão que é a Grace!
Antes de partir pra leitura, quero que saibam que essa fic não é machista, não faz apologia a violência, estupro e etc., por mais ''áspero'' (amo essa palavra) que o Harry possa ser ao longo da fic e por mais explosivas que sejam as brigas deles (spoiler), não há nada parecido com o citado acima.
Muito obrigada aos que favoritaram a fic e comentaram, sério, vocês são o máximo!! Amei cada um e espero que possam continuar assim, pois são eles que me estimulam a dar meu melhor aqui, entre outras coisas.
A política aqui é um capítulo por semana, mas amanhã posto a ''segunda parte'' deste cap. inteiramente sob o ponto de vista do Harry, ou ficaria enormeeeee.

Boa leitura!!
*Nossa Grace maravilinda na capa*

Capítulo 2 - Capítulo dois


Fanfic / Fanfiction Radioactive - Capítulo 2 - Capítulo dois

Grace

 

Começa a escurecer quando as luzes da boate são ligadas e os clientes começam a chegar, logo, em questão de minutos, lotando o recinto e tornando a boate mais popular a cada dia que passa. Espaço não é um problema, já que deve demorar uns 15 segundos para atravessa-la por completo. Um fator muitíssimo satisfatório de se trabalhar aqui é não presenciar algum homem destratando alguma dançarina ou arranjando briga alheia; pois são homens nobres e sei disso pois maioria dos que possuem uma boa conta no banco são pessoas refinadas e são essas pessoas que frequentam o local, mesmo que não envolva sexo, apenas danças sensuais.

 

Como meu trabalho, estou atrás do balcão, eu e Summer, servindo as bebidas á quem deseja. Summer virou minha amiga desde que comecei a trabalhar aqui e logo pensei na ironia por trás de seu nome; ela é morena, cabelos castanhos e lisos, mais escuros que o tom de sua pele, cores que contrastam com as cores do verão. É bem bonita e eu mesma já confessei que queria ter sua aparência.

 

– Boa noite – cumprimento o homem que acaba de posicionar em um banquinho. Ele me olha com os cotovelos deitados sobre o balcão. – Vai querer alguma bebida?

 

– Vodka e rum, por favor – ele pede gentilmente. Assinto e preparo sua bebida, rápido, pois já adquiri a prática. Entrego o copo á ele cm um sorriso, que agradece. Então pergunto:

 

– Mais alguma coisa? 

 

Ele dá um gole e repousa o copo.

 

– Quero você – ele diz com os olhos brilhantes e antes que eu possa falar algo, ele prossegue. – É uma loira bem bonita. Você tem namorado? Se não tiver, estou a seu dispor. Se tiver, tudo bem.

 

Meu ímpeto é dizer algo bem desagradável á ele. Falar em como está sendo um idiota por perguntar algo indecente e da forma mais direta á uma mulher Mas vejo pela sua voz que não está querendo ser desrespeitoso ou soar atirado. Não é sua intenção assustar alguém ou forçar a barra, como maioria faz. Já passei por várias situações assim e este homem apenas está atrás de uma namorada, só não sabe como fazer isso da melhor forma. O ''mas se tiver tudo bem'' mostra que sua intenção é ainda ter um pingo de respeito apesar da pergunta inadequada.

 

– Tenho, sim – minto.

 

ou não, se Cameron não largar do meu pé

 

Calo meu pensamento e continuo:

 

– Mas se você quer arranjar uma namorada, sugiro que seja menos direto e mais delicado. Puxar um assunto e conhecê-la melhor, sem parecer assustador, é uma boa aposta. – Sugiro á ele, de forma gentil e lhe lanço um sorriso generoso. O mesmo agradece a bebida e vai embora; acho eu, pronto pra usar minha dica.

 

Recolho seu copo e viro pra trás, onde Summer me encara com um olhar admirado e diz:

 

– Nossa, não sabia que você tinha todo esse conhecimento sobre como conquistar uma mulher

 

Sem tirar o sorriso anterior, lhe olho.

 

– É...Eu já tinha passado por isso algumas vezes e falei como gostaria de ser tratada. Acho que maioria das mulhereres pensa assim

 

Ela me olha maliciosa e divertida ao mesmo tempo.

 

– Hum...Temos uma bela feminista na boate – ela elogia

 

– Acha que essa sua bajulação  chata toda é pra eu te emprestar aquele salto? – ela esboça um sorriso que iria se tornar completo com meu comentário, mas algo atrás de mim a faz parar e me encarar com advertência.

 

– Falando em chato... – ela murmura antes de se virar para o outro lado, inclina a cabeça e vejo a pessoa que eu menos queria ver e, sinceramente, desejei que tivesse mudado de país no tempo em que ficou fora.

 

Cameron.

 

Seu cabelo curto e castanho está bem penteado para trás com gel e seu visual casual, mas também elegante, combina direitinho com ele. Mas por mais que ele aparente ser refinado e muito bonito, não é nada disso por dentro e nem chega perto. O que está chegando perto é minha paciência de acabar, pois já deixei bem esclarecido que o quero longe. Por que é tão difícil entender? 

 

A medida que ele se aproxima do balcão, me pergunto como não pensei na teoria dele e de minha mãe trabalhando juntos, é só ligar os pontos. Claro que ela viria aqui apenas falar de Cameron e criticar e na noite seguinte, ele aparece; sem dúvida para tentar reatar comigo, dizer o quanto está arrependido e reforçar a ideia de minha mãe de que voltemos. Como não presumi isso antes? 

 

– Olá, Grace – ele me cumprimenta da melhor forma que pode e senta em um banquinho. Me viro para ele, tentando permanecer natural, ou irei ter um ataque e falar tudo o que penso, e não falei, para esse rosto principesco.

 

– Oi, Cameron. Vai querer uma bebida?

 

Ele me lança um olhar meigo; ou é a intenção dele, pois mais parece que levou uma nuvem de areia no rosto.

 

– Você sabe que não vim pela bebida ou pelas dançarinas – diz ele, como se fosse óbvio. – Vim para conversar, para me defeder e, claro, tentar fazer com que voltemos.

 

Ah, mas é claro!

 

– De novo esse papo? Primeiro minha mãe e depois você? Será que não fui clara quando disse que terminei e...

 

– E será que não fui claro – interrompe ele. – em todas as vezes que disse que te amo?

 

Estou de frente pra ele, do meu lado do extenso balcão e prontíssima para lhe dar um tapa; mas fica no desejo. Não vou criar escândalo por algo que não vale a pena criar, por isso me controlo. Fecho as mãos em punho e ponho atrás das costas para evitar que se abram e façam o que meu lado agressivo, que é bem pouco, manda fazer.

 

– Nós tínhamos tudo, Grace – ele continua. O nojo chega a um ponto considerável ao ouvir meu nome vindo dele. – Não entendo por quê me deixou. Por mais que tente , sei que seu amor sempre será voltado á mim e seja lá o que fiz de ruim, estou imensamente arrependido.

 

Meu interior gargalha ao ouvir isso. Detesto quando ele dá uma de poeta romancista e, pior que isso, é que sei que é tudo uma encenação. Meu EU interior não deixa de me lembrar que é isso que ele fazia na nossa época de  namoro, e traição; me punha contra eu mesma, a fim de acender meu lado piedoso. Mas o que ele não sabe é que esse lado, em parte, se dissipou e tornou-se mais frio graças ao concreto invisível que construí ao meu redor.

 

– Podemos conversar em outro lugar? – proponho, com a intenção de evitar um desaforo em público.

 

Calma Grace, não dá uma de louca.

 

Ele me segue até o corredor vazio, onde ficam os camarins das dançarinas. Mesmo sozinhos, prometo mentalmente que vou evitar dar muita atenção pro que ele falar, ou seria um grande desgaste mental desnecessário.

 

– Escuta o que vou fal... – ele começa, mas o interrompo:

 

– Escuta você aqui – estou perdendo o controle. – Não precisa gastar saliva me falando o quanto quer voltar atrás, porque eu já disse e repito: Não vou voltar atrás com você Cameron. Não quero ter de pagar de idiota esperando a madrugada inteira para você chegar bêbado e acompanhado. Não quero voltar no dia em que quase senti na pele a sua raiva e muito menos quero voltar a ser a Grace antes, com medo de desapontar a mãe egoísta e que aceitava o que o namorado impunha. A Grace que sempre era a que tinha que juntar sozinha o resto do coração quebrado. Então volta de onde veio, porque não existe a mínima possibilidade de reatarmos. – disparo, tentando manter a calma.

 

Seu olhar é inexpressivo, irracional, e por um momento penso que seus olhos começarão a encharca-se, mas o que vejo é um rosto perfeitinho sem emitir qualquer emoção pelo que eu disse. Em seguida, observo sua mandíbula ligeiramente se mover e seus olhos penetrarem os meus, com uma pitada de raiva.

 

– Não importa o que você fale, vou continuar te amando como sempre amei! – ele diz de forma brusca e áspera. Me surpreende quando, inesperadamente, enrola seu punho em volta do meu pulso agressivamente. – Sei que no fundo ainda sente algo por mim, por mais pequeno que seja. 

 

– Me solta, agora! – rosno e, antes de pôr mais força no punho, ele parece se dar conta do que está fazendo e me solta.  Involuntariamente, levo a mão ao meu pulso, o qual possui marcas que saem do pálido para o vermelho em segundos. O encaro com uma fúria contida e falo por entre os dentes:

 

– Não quero te ver aqui de novo. Em nenhum lugar. Se puder, nem respira o mesmo ar que eu, porque aquilo que nós tínhamos não podia ser chamado de amor. Tudo o que sinto agora de você é nojo.

 

Dito isso, me viro e caminho de volta para meu posto de trabalho, o qual nem deveria ter saído. Nem me dou o trabalho de olhar para ver se ele me seguiu, pois o conheço, nem que seja só dois por cento, pra saber que aquelas palavras foram o bastante para ele entender de uma vez por todas. Ou pelo menos é o que eu espero.

 

Continuo meu trabalho como se não tivesse acontecido nada.  Summer me olha de vez em quando com preocupação, mas não ligo. Enquanto preparo uma bebida para um outro cliente, noto que ela direciona sua visão para um ponto na boate, um ponto longe. Querendo saber o que ela olha com tanta admiração estampada no rosto que parou de organizar os copos de vidro, levo minha atenção para a porta. E logo, é a minha vez de arregalar os olhos.

 

É nítido e óbvio que a expressão deliciada de Summer tem um motivo; um ótimo motivo. Minha mente repassa várias frases, que eu nunca diria em voz alta, admirando o cara que vem entrando na boate. Mas, por mais que ele possua traços agradáveis até demais e um cabelo que exala um cheiro maravilhoso de perfume masculino ao sentar-se ao balcão, não deixo de lembrar quem ele é na minha cabeça.

 

Harry styles

 

O cara que pode tudo. O tal. O homem que pode adentrar qualquer festa ou casa noturna sem estar na lista; o que é impossível, já que é amado o suficiente para ter presença garantida. O único Harry no mundo que possui a voz d um anjo e, obviamente, o único que tem privilégios que muitos não tem. Em uma lista de homens mais importantes do mundo, ele conquistaria o primeiro lugar e com apenas uma piscadela na direção de qualquer mulher, pode tocar-lhes o coração. Presunção e soberba é o que, sem dúvida, deveriam estar tatuados em sua testa, assim como beleza e galanteria devem estar em seu perfil. Como eu detesto pensar que ele deve estar se achando o dono do pedaço com dinheiro no bolso, bebida na mão e as duas esbeltas acompanhantes do lado.

 

Summer parece tremer quando vai preparar sua bebida cara. Por sorte, ele não me olhara; mas quando seus olhos encontram os meus por um instante, desvio imediatamente, não querendo que ele ache que eu estava observando sua encantadora beleza. Falho ao tentar fingir que estou pondo as garrafas de destilado no lugar nas sofisticadas prateleiras e, para meu alívio, ouço meu nome sendo chamado por uma voz irritantemente alegre atrás de mim.

 

– Ah, oi Caroline – cumprimento minha chefe de trabalho. Ela traja um vestido vermelho berrante e que para na metade das coxas, com bordados brilhantes que a fazem parecer uma glamourosa aspirante a modelo no programa de televisão. – Posso ajudar? 

 

– Sim, claro. Eu...Ah! Harry! – ela começa a falar normalmente, mas logo solta um grito surpreendentemente agudo para  homem que, claro, tirou a mão das nádegas de suas acompanhantes sorridentes para vidrar-se no corpo curvilíneo  de Caroline. Ela sai de trás do balcão, que é uma parte aberta, e vai até onde Harry está sentado.

 

– Podem esperar lá, garotas – ele diz ás mulheres, que obedecem e se afastam. Caroline o abraça, o que faz com que sua cabeça fique no meio de seus fartos seios. Posso ver daqui a satisfação transbordando de seus olhos. – Caroline...Radiante como sempre.

 

Ela sorri e dá uma volta, fazendo ele se levantar e lhe dar um rápido abraço. Não sei por quê, ,as sinto uma negatividade me invadir ao ver isso. 

 

– Quanto tempo não te vejo aqui vejo aqui – diz ela. – Por que não voltou mais?

 

– Trabalho e mais trabalho – responde ele sem nenhuma expressão, somente um sorriso ladino. – Mas senti saudades.

 

Seguidamente, noto Caroline o lançar um olhar carregado de malícia e falar algo em seu ouvido. Harry, em reação, morde os lábios e põe a mão direita na cintura dela. Antes de sair com ele, ela para ao meu lado e diz:

 

– Preencha esta folha que chegou. São as novas bebidas e, quando acabar, pode deixar na minha sala depois. – Os dois saem em direção ao corredor que fica a sala de Caroline.

 

É uma cena engraçada de se ver. Summer está boquiaberta e de queixo caído e eu, involuntariamente, estou com o cenho franzido; mas não sei ao certo o motivo. Ela deixara uma folha, um trabalho, portanto, viro minha atenção para ele. 

 

Eu sabia que ele vinha aqui com o intuito de ver Caroline, ele é considerado um cliente Vip apenas por ser o suposto Harry styles. Acho que é por isso que não o curto muito. Mas não sou boba, sei que o que passa entre eles dois é apenas sexo. É óbvio apenas pelo modo que ele a olha, faminto por seu corpo. Nem sei por quê me preocupo tanto. O que tenho a ganhar deduzindo o que se passa?

 

***

 

Um tempo depois, consigo terminar de preencher as lacunas com os nomes das bebidas. Como pedido, vou até a sala de Caroline e ergo minha mão para bater, mas meu punho para no ar, fazendo os pingentes metálicos da minha pulseira balançarem. O que escuto faz minha mão paralisar-se por um bom tempo.

 

Se os gemidos de Harry forem idênticos a voz dele, então ele deve ter uma voz divina. Os gemidos roucos dele se misturam com os gritos de Caroline e criam um barulho insuportável para meus ouvidos. As coisas estão bem animadas ali dentro e mesmo sendo horrível pensar nisso, minhas bochechas esquentam em pensar no que ele faz com ela nessa sala. Enquanto pondero a hipótese de ir e voltar outra hora, escuto o barulho da mesa batendo na parede e a hipótese passa a ser considerada. 

 

Não sei a causa, mas permaneço aqui um tempo apenas para quando saírem eu fingir que estava chegando agora e que não ouvi eles transando na sala. Porém, quando me viro, totalmente constrangida, escuto um pigarreio atrás de mim e fico paralisada de susto. Viro-me e dou de cara com uma alta estatura. É ele. E antes que eu possa fazer alguma expressão sem graça, ele fala:

 

– Não lhe ensinaram que não se deve escutar atrás das portas?

 

Sua voz é ofegante e completamente grave, os olhos verdes penetrantes me encarando de forma vil é de arrepiar, mas não me abalo.

 

– Sim, tive uma ótima educação – respondo com ar presunçoso. Não é de mim falar assim, mas é assim que o orgulho dele deve ser devolvido. – Ao contrário de certas pessoas...

 

Ele faz uma cara sagaz do tipo ''é mesmo?''

 

– Wow, a gatinha está afiada hoje. Dá pra ver que educação é o que falta.

 

Não deixo de notar seus aspectos físicos. Sua blusa preta se desabotoa até boa parte de cima, mostrando algumas belas tatuagens. O cabelo longo está uma bagunça e, creio eu, que ele tentou ''organizar'', ou algo perto disso, jogando pro lado; uma linda bagunça e que estranhamente parece combinar com sua face minunciosamente desenhada, parte por parte.

 

– E dá pra ver que um tapa é o que falta em você – digo e presencio sua expressão exclamativa, mas logo ele diz:

 

– Não brinca comigo – ele alerta, de um modo arrastado e isso me faz rir internamente. Será que ele está bêbado? Do jeito que é, certeza que vai falar que ele, um cliente Vip, foi desrespeitado por uma funcionária da boate, então decido ficar calada. De alguma forma fico nervosa e pensativa no que falar pra ele.  Caroline aparece e enquanto falo com ela, noto a curiosidade sendo denunciada em sua pose; que consiste em ele pôr a mão na boca de forma curiosa e me encarar. Vou embora, ainda sentindo o olhar dele sobre mim. Com certeza, deve estar pensando quanto cobro por uma noite.

 

Você me deixa nervoso para falar
Então eu simplesmente não digo nada
Tenho vontade de liberar
E você continua me dizendo para segurar

Nervous- The Neighbouhood



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