História Radioactive (Vkook-Taekook) - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Jeon Jungkook, Kim Taehyung, Kook, Kookv, Taekook
Visualizações 490
Palavras 1.904
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Seven.


"O dia nasceu diferente?Não? Então por que senti que estava?" 

Jungkook estava dormindo na grande cama de lençóis vermelhos e sonhando com algo qualquer, normalmente. Normalmente seria aquela manhã ensolarada se os lençóis não estivessem molhados. Não, não por água, não por bebida, e sim pelo suor do mais novo. Estava pegando fogo, claro, como não estaria? Fazem semanas que frequenta a casa noturna e não vem se alimentando direito: hora ou outra o corpo teria que se manifestar de que algo estaria errado.

Taehyung, ao ir até seu quarto para trocar de roupa — convenhamos que, tinha uma reunião importante e não poderia ir de pijama —, viu o garoto ali deitado, algo comum. Se aproximou para olha-lo melhor — sem beijos! Isso dá paixão —,  que era como o beijava, com os olhos. Ao se aproximar, o viu totalmente pálido e suado. Era tanto suor que poderia jurar ver gotas formadas no corpo do garoto. Logo  chamou Yoongi. 

— quero que você o leve para o hospital! — pediu, ou ordenou no mesmo instante que o mesmo entrou. 

— e o que ele tem? 

— eu não sei, — Taehyung decidiu pegá-lo em seus braços, no estilo noiva. Óbvio, Jungkook estava desacordado e não poderia ir até o hospital andando — só preciso que você  o leve agora. 

— por quê? 

— por que o quê? Ah, cale-se, Yoongi! Não  me pergunte nada, apenas faça o que mandei. 

Então Yoongi o fez. Taehyung passou o garoto desacordado para os braços alheios, mas ainda tinha  o receio em seus olhos. E era verdade, não vamos omitir que o prateado não gostava nada nada que tateassem seu garoto, pois era apenas seu e de ninguém mais. — pelo menos era o que pensava. Por ele, Jungkook não estaria nos braços de outro da cara, e ele odiou essa ideia  — posso dizer que até quis voltar atrás  e leva-lo para o hospital. Nada melhor que um trabalho feito por você mesmo, não? Mas tinha uma pequenina reunião de negócios. Era algo delicado, não deveria faltar. E não iria. 

Em cada corredor que Yoongi passava, lá estava seu chefe para abrir a porta e cuidar para que Jeon não espatifasse com a cabeça em algum lugar. Até na hora de posicionar o garoto no carro, Yoongi teve ajuda do chefe, que fez questão de fazer o reverenciado de abrir  a porta do carro escuro. 

— não seria  melhor levá-lo no seu carro? É bem melhor. — questionou Yoongi. 

— está com alguns problemas.

— que tipo de problemas teria aquele carro? Ele é imortal! — brincou com o chefe, já entrando no lado do motorista. Banco de couro e cheirinho de perfume? Yoongi simplesmente adorava seu carro, mas  sendo esportivo o do chefe, o preferia. Quem sabe assim pode dar uma volta por ai?

— parece que minha placa foi gravada quando fui visitar Dylan, terei que troca-lá. Tsc, — bufou — depois a gente  resolve isso. Agora leve-o logo, não quero vê-lo adoecer.

— tudo bem, tudo bem... Só me diga que aquela reunião dará certo...

— droga. O que é?! Está parecendo que você é o chefe, e não eu! Só faz o que eu te mandei. Yoongi? 

— oi? — abaixou o retrovisor escuro para olha-lo

— já era pra ter ido! 

— calma, calma! —pedia rindo — estou indo!

Logo, a única coisa que Taehyung via era o carro desaparecer na primeira esquina, o deixando sozinho. — e de pijama ainda, pra ressaltar. 

》》》

Ao estacionar seu carro na primeira vaga que achou, Yoongi teve retirar Jeon no colo. De novo. Como esse cara consegue ser tão pesado assim?!, resmungava para si mesmo. O resmungão não teve nenhum problema durante o percuso do hospital, pois o garoto dormia solenemente, o que o deixou ouvir a música que quiser e em paz! Mas, bastou ter que pega-lo novamente nos braços, que já começou a reclamar. Era preciso cuidado... vai que quebra  a boneca de porcelana do chefe? Ele o mataria e jogaria seus restos para cachorros! 

Com um cartão gordo de crédito e um semblante de ordem de Yoongi, Jungkook já estava acamado e sendo verificado. Dinheiro rápido? Tudo rápido: como manda o contrato.

》》》

O homem de cavanhaque grisalho analiava o garoto  com alguns equipamentos e os tateavam em sua pele fria. Em poucos minutos pôde observar as marcas roxas em sua pele branca, pôde também ver algumas marcas de tapas fortes  — principalmente quando foi avaliar suas coxas. 

— não toque ai. — avisou Yoongi, já sentado no sofá ao lado, olhando cada movimento que o grisalho fazia.

— o que aconteceu com este garoto? — voltou a cobri-lo — está cheio de hematomas. 

— ele cai muito.

— e tem marcas de mãos.

— não se meta. Eu te paguei para cuidar dele, e não pra começar um interrogatório. 

Antes que pudesse dizer algo, a porta branca foi aberta por uma de suas enfermeiras segurando a bandeja de medicamentos, podendo assim, o medicar mais uma vez. Tudo não se passa de uma leve infecção — provavelmente causada pelas porcarias que vem  comendo nas ruas — e pelo fato de nunca comer algo que realmente seja comida de verdade. 

Alguns camarões aqui, outros bifes ali... Taehyung sempre oferece, mas Jungkook nunca aceita.

"com isso ele ficará  melhor", disse o médico, após o medicar com o remédio mais amargo que podera pensar. E logo saiu.

》》》

Jungkook on

Mal acordei e já consegui sentir uma forte dor de cabeça, tanto que parecia ter milhões e milhões de bombinhas ali. Merda... e para  completar, eu sequer estava num lugar que conhecia. Era um teto branco e sem graça. Grr, exala remédio puro.

E aquela famosa frase "não pode piorar o que está  pior", tudo mentira! Vi Yoongi caminhando até mim e com certeza piorou as coisas.

Ótimo: dor de cabeça; não sabia onde estava; Yoongi aqui. Minha desgraça ficou completa. 

— pensei que não acordaria mais. 

— o que aconteceu? —  tateio meus cabelos bagunçados, fazendo uma careta quando a dor piorou.

— você tem que se alimentar mais. — informou. E desde quando esse cara tem preocupação por mim? — não que me importe, mas Taehyung sim. Eu acho..

— do que você está falando?

— você teve um problema alimentar. Ei, — começou a se aproximar de mim — você tem algum problema?? Taehyung parece te alimentar muito bem — como se eu precisasse ser alimentado, idiota — a única coisa que tem que fazer é comer! 

— não sou obrigado a nada! — gritei fazendo o mais velho vir rapidamente para cima de mim. Me encolhi minimamente.

— ora, seu... 

— o que está acontecendo aqui? — a rouca  voz ecoou pelo quarto todo. Sim, era Taehyung, e bem mais vestido do que algumas horas atrás.Estava menos trapo com sua calça preta e sua camisa simples. 

Parecia gente normal, pelo menos...

— iria bater no meu garotinho, Yoongi? — fez um falso tom de incrédulo, já adentrando  o quarto — ah... se fizesse isso, eu mesmo cortaria suas mãozinhas. 

— nem sei  porquê... — o pálido resmugou

— ele te bateu, baby? — se aproximou de mim. Passando suas mãos  pelo meu cabelo e me olhando assim? O que ele queria com  o teatrinho? — pode dizer alguma coisa pelo menos? — perguntou ao ver minha hesitação. 

— não, ele não me bateu.

— ah, bom.

— mas você sim...

Encarei Taehyung com a pior cara que podia encarar, mas, diferentemente de outros nossos encaros, ele engoliu em seco e desviou de meus olhos. O que estava acontecendo com esse maluco? Há dias que não me trata com grosseria. Devo ter medo? Ele é meio bipolar...



Clack. A porta foi fechada quando Yoongi foi praticamente expulso. E Taehyung se aproximou, de mãos inquietas que pareciam ter algum probleminha com o próprio ar. 

— você está me a-assustando... — aí sim me encolhi dentre as cobertas. Mas, diferentemente do que eu pensara, Taehyung não gritou, e sim, inspirou forte e continuou parado. 

— não precisa ter medo de mim. — disse ele 

— cara de pau...

— está me chamando de mentiroso?! — gritou — não, não, desculpa por gritar...  eu não deveria... não vou gritar com você. Me diga, está melhor? 

— n-não...

— o que tem?

— m-medo.

— já não disse para não ter medo de mim!?

— espera que eu goste do que você faz?!

— e o que você não gosta?!

— de apanhar, Taehyung! — gritei — eu não  gosto de apanhar, ninguém gosta!

— e se eu parar?

— você ao menos gosta d-de mim... por que continua me prendendo? — tão cedo e lá estão elas: lágrimas quentes que passearam até pingar na cama, a manchando — ao menos vi Jimin essa semana... não quer-

Fui interrompido pelo polegar de Taehyung começar a enxugar as lágrimas que marchavam em meu rosto. Ele parecia catar cada resquício de água para limpa-la. Estava cuidadosamente me tocando. 

— esqueça isso,  pediu ele — você poderá visitar seus amigos quando quiser. — sorriu e eu apenas funguei — quer andar por ai, hn? — pediu depois de um tempo — nós dois tivemos um dia difícil. Seria legal andar um pouco. 

— isso não é um pedido, é uma ordem. Não é? 

— não... se não quiser ir...pode ficar aqui. Afinal, seria pelas ruas da praça logo à frente. Vem?

— vou poder ir embora depois? 

— acho que sim. Yoongi comprou seus remédios, certo? — assenti — então está tudo bem. 

Aceitei. O fato de que eu sairia dali era tão instigante, e, logicamente, eu iria aproveitar essa "boa hora" de Taehyung. 

Logo estávamos na praça logo à frente do hospital. Eu ainda estava fraco e odiei ter que ser apoiados pela mão daquele maluco. Mãos tão grandes. Por fim, nos sentamos num dos bancos do lugar. Parecia calmo e sem tanto movimento, mas  com várias pessoas — sendo crianças brincando ou adultos passeando com seus cachorros. Tsc, fala sério, está muito tranquilo para uma tarde.

O silêncio me deixava pior. Até tentava ignorar Taehyung encarando o céu como um verdadeiro retardado. Olhei de soslaio para cima, como quem não quer nada, me assustando com sua voz repentina. 

— são  pipas, não são? —perguntava-me do nada.

— como?

— pipas. Aquilo são pipas,não são? — Taehyung esticou sua destra para apontar diretamente para uma das pipas que sobrevoaram o céu. Vermelho era sua cor, e com certeza era de alguma criança. 

— sim... — respondi desconfiado — não sabe diferenciar uma pipa? Ha.

— nunca fui de brincar. — deu de ombros — e você?

— pra que quer saber? Aposto que nem meu nome te importa. 

— estou tentando ser gentil, mas você é muito afrontoso, credo! Vou ficar calado.

— acho bom. — voltei a observar a mesma pipa que me mostrara, logo erguendo minha cabeça para dar atenção à vermelhinha. Pelo menos algo bonito aqui. Aliás, isso tiraria minha atenção e levaria o tempo como água, logo, eu poderia ir até Jimin. 

Coitado... deve estar tão preo-

— quer comer alguma coisa?  — Taehyung tirou-me dos meus desvaneios.

— você não ia ficar calado?! Afee.

— pare de me responder assim! Só estou perguntando se quer comer algo! Poxa, tive um dia difícil, não dá pra amenizar?

— por que eu faria isso por você? — debochei de sua cara mimada.

— tá' ... tá' ... vou ficar calado. De novo. Tsc. — cruzou seus braços com certa irritação. Bom, pelo menos dessa vez, ele não gritou comigo.

Estranho. Algo aconteceu ou ele realmente era bipolar? — parei de  encarar sua face descontente. 










Notas Finais


E ai?


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