História Ragnarok - Capítulo 2


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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Dr. Bruce Banner (Hulk), Heimdall, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Loki, Thor Ragnarok
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Palavras 1.704
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nesse capítulo se algo ficar confuso podem perguntar.

Capítulo 2 - Reencontro


Fanfic / Fanfiction Ragnarok - Capítulo 2 - Reencontro

Quis chorar por sua inutilidade. Queria lutar e parar de ser fraca como havia se tornado. Voltar a ser a deusa que um dia com sua indiferença e senso de superioridade arrebatou o coração de todos os deuses asgardianos, tirando Odin e Loki, que sempre foram alheios a seu feitiço. Ela achava que era um feitiço, não via o quanto era bela e o quanto sua bondade conseguia tocar o coração de qualquer deus ou mortal.

Loki. Amor e ódio se misturavam dentro dela ao recordar-se dele.  Pensar nele com problemas a deixou inquieta e aflita. Aquela maldita sensação de que tinha que salvá-lo e que pela segunda vez falhou nisso, o sentimento de inferioridade voltando. Riu amarga. O trapaceiro tinha razão no que disse a ela certa vez:

Você é egoísta e fraca, não sabe lutar, não tem um terço da beleza de Sif e é inútil.  Não se importa com ninguém além de si mesma. Eu te vejo como você é.  Não finja que é bondosa ou melhor do que eu, quando sabe que é inferior a mim de todas as formas. Nenhum homem jamais a desejará e se o fizer com certeza será porque você o enfeitiçou, magia, essa é única coisa na qual é boa, verme. Entenda que pertence a mim agora, que é apenas meu animal de estimação e nada mais que isso, não ache que meu irmão a quer ou qualquer outro, eu sou piedoso e te darei uma chance de provar que não é inútil, seja leal a mim e eu te recompensarei.  

Ele tinha razão, Loki foi o único que não mentiu para ela. E enquanto estiveram juntos ele a recompensou, a fez se sentir bem.  Syn se contentou em ser apenas o animal dele por um tempo. Mas precisava do que julgava ser o verdadeiro amor e quando veio a Midgard e foi idolatrada há tanto tempo deixou-se levar pelo sentimento de que era útil e amada, o mortal que conheceu pelo qual se apaixonou, havia visto apenas um lado dela e se hipnotizado por seu ar divino, Ragnar não a amou de verdade, apenas encantou-se, mas mesmo assim a fez feliz. Estava conformada com sua sina, com seus amores nocivos e pouco prudentes, com o fato de que sua beleza não se comparava com a de nenhuma deusa asgardiana... E mais ainda com o fato de que nenhum homem jamais a amaria de verdade.

Mas não estava conformada com o fato de que não seria útil mais uma vez. Precisava voltar a antiga forma, o chamado ancestral estava a sua frente e ela era uma feiticeira poderosa, foi uma feiticeira poderosa. Não importava. Precisava encontrar-se novamente. O mago surpremo do universo, lembrou-se do homem que acompanhou Odin em sua visita, ela precisava encontrá-lo e pedir para ele treiná-la.

 

...

O tempo se passava diferente naquele planeta, já havia se passado uma semana ao que parecia. Thor havia sido preso e Loki estava terrivelmente entediado apesar de ser tratado como um convidado especial pelo seu anfitrião. Foi quando um portal se abriu no meio do corredor e o trapaceiro foi para trás ao ver quem saiu dele, aquela que ele enganou para ser sua, Syn, em carne e osso.  O portal se desfez rapidamente e ele notou que os poderes dela ainda estavam instáveis.

 

Ela estava tão bonita quanto ele se lembrava, apesar de estar trajada com roupas midgardianas. Se recuperou rapidamente do choque e ao ver a sombra de guardas passando na parede a segurou pelo braço a levando para dentro de uma sala vazia para escondê-la deles.

—Preciso encontrar Thor, precisamos ir para Asgard, impedir Hela.  Ele está com você, está bem? —Questionou ofegante, cansada e desesperada. Olheiras abaixo dos olhos. Passou três longos dias treinando com Stephen para conseguir abrir um maldito portal para seja qual fosse o lugar que estavam agora. Os olhos azuis escuros quase violetas encontrando-se com os verdes de Loki que trazia em seu rosto uma expressão de confusão e revolta.

Thor. Sempre Thor. Sentiu o ciúme o possuir novamente o levando a insanidade. Ali estava a mulher que amou e ela o perguntava de Thor?  Ele não importava? A odiou naquele instante e levou a mão a garganta dela a sufocando.

—Ele foi feito prisioneiro, minha cara. —Foi sarcástico, a prendeu contra a parede, o rosto próximo ao dela. —E você também seria se te encontrassem. Deve tomar cuidado em sua busca por meu irmão. Não irei ajudar se é isso o que pensou em me pedir. Estou feliz aqui. —A soltou quando julgou que foi o suficiente,  e a moça buscou por ar desesperadamente.

—Não foi só por ele que eu vim. —Disse emotiva e com dificuldade. Os olhos buscaram os dele e Loki sorriu debochado.

—O que quer? Voltar para o seu verdadeiro dono? Tarde demais para isso. Eu não quero mais você, verme. —Humilhou-a, por estar na defensiva e sem saber o que fazer por reencontrar o amor da sua vida novamente.

—O mortal me idolatrava. Você me tratava feito o que os mortais chamam de cachorro vira-lata. Eu achei que merecia ser amada e querida.

—Pois não merece. —Foi cruel, para evitar que a enxurrada de emoções que sentia o delatassem.

—Sei disso agora. —Sussurrou triste, depressiva e exausta.

Ainda a queria. Doía estar perto dela e não estar dentro dela. Se perguntava como ela não enxergava as mentiras dele, como ela não via o quanto era bondosa, linda e forte. Estava confuso. Ódio por ser abandonado e a paixão doentia o dominavam agora. Naquele instante o desejo estava vencendo. Tudo parecia obscuro demais e ela foi o primeiro raio de luz que apareceu em meio àquela escuridão e ele queria se agarrar a ela como antes.

A beijou desesperado e fora de si, invadindo a boca dela sem qualquer cuidado ou gentileza de antes, tomado pelo sentimento de que ela o pertencia, o corpo clamando pelo dela como a primeira vez que a possuiu, a mulher que todos os deuses queriam, mas só ele a teve com suas mentiras e enganações. Ela não o repeliu, pelo contrário, passou o braço pelo pescoço dele o beijando de volta. Beijou-a com ardor e então levou a mão ao cabelo negro que agora estava curto, puxando-a para si pelos fios curtos, erguendo-a do chão, as pernas dela se encaixaram na cintura dele e depois de matar a saudade roubando o ar dela, mordeu o lábio inferior da moça, para tomar fôlego.

Minha. A mente dele dizia.

—Eu te amo, Loki. —Sussurrou entregue a ele ainda com os olhos fechados, selando os lábios nos dele, então quando pararam o beijo casto, abriu os olhos o tocando no rosto com a palma da mão delicada e macia com devoção. —   Me perdoe, meu amor.

Ele se arrepiou com cada palavra dita com aquele jeito doce, com aquela voz aveludada e embargada. Isso o pegou de surpresa.  A estudou minuciosamente e notou as lágrimas que desciam dos olhos dela, deu um suspiro profundo dividido entre a raiva e aquele sincero pedido de desculpas. Sua bondosa e ingênua Syn, ela era tão maleável, tão pura e como ele só queria se sentir amada. Levou a mão ao rosto dela com o intuito de fazer um carinho, mas acabou a segurando pelo queixo, o ódio o dominando novamente.

—Não diga que me ama. Prometeu que seu corpo seria apenas meu, mas deve ter se deitado com vários mortais imundos... É uma meretriz. —Cuspiu as palavras e viu o desespero nos olhos violetas.

—Não me deitei com ele ou com ninguém em minha estadia em Midgard. Eu era apenas idolatrada. Um presságio de boa sorte, algo que ele queria para colocar em um pedestal, uma bela donzela que fora abençoada pelos deuses. Nós nos casamos, ele teve vários filhos com outras mulheres e cuidei de cada um deles como se fossem meus, mas ele nunca tocou em mim com medo de que a sorte o abandonasse.

 —Mentira. —Acusou, procurando motivos para se ressentir e apagar qualquer sentimento que pudesse haver dentro dele por ela.

—Você é o deus das mentiras e da trapaça, Loki, não eu.

—Realmente, sua habilidade para contar uma mentira é terrível. —Constatou se divertindo. O sorriso se desfez ao ver o olhar sombrio dela.

—Odin me procurou em Midgard. Ele me contou o que fez. Como pôde ?

Ela desferiu um tapa na cara de Loki e o trapaceiro a encarou surpreso pela audácia. Algo nos olhos dela havia mudado. Ressentimento. Ele identificou isso. Não entendia aquele senso dela de querer proteger a todos menos a si mesma.

—Eu permito que me machuque e faça o que quiser comigo. Mas não a outras pessoas, Loki.

—Olha quem botou as garrinhas de fora, não é? Quem você acha que é para me dizer o que eu posso ou não fazer? É só um verme. —Alfinetou-a, irritado pelo tapa que ardia.

—Não sou ninguém, mas se interferir no que eu vim fazer aqui, por mais que eu o ame, terei que matá-lo.

Ela falava sério. Aquilo o excitou de uma forma quase doentia. A olhou surpreso.

—Não seria capaz. —Convenceu a si mesmo.

—Não me teste. Asgard precisa de mim e Thor também.

—Te garanto que Thor está bem acomodado por aqui.

—Não me venha com seus malditos jogos ou sua distração barata. Me solte. —Pediu ao ver que ainda estava presa por ele e o corpo forte. Loki subiu a mãos pelas coxas dela a ajeitando em seu colo e levando os lábios para os dela novamente.

—Peça novamente para que eu a solte, meu amor. —Sussurrou antes de beijá-la.

Ela soltou um suspiro, derretida, o correspondendo por cerca de minutos. Mas o conhecia bem o suficiente, tirou as mãos dele, dela, e o empurrou para longe.

—Sei que nunca serei o seu maldito amor. Não jogue comigo. Eu tenho uma missão. Asgard precisa de mim e eu honrarei ao chamado porque é isso o que você faz quando quer se redimir de seus pecados. Passei três dias tentando abrir um maldito portal até vocês e usarei o que restou dos meus poderes para proteger meu lar. Adeus Loki que você continue sendo feliz em sua insignificância e egoísmo.

 

 


Notas Finais


Syn e Loki têm um passado meio doentio. Mas espero que gostem.


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