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História Ragnarok: A Ressurreição dos Guerreiros Deuses - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Duelo de Lobos


Fanfic / Fanfiction Ragnarok: A Ressurreição dos Guerreiros Deuses - Capítulo 4 - Duelo de Lobos

Frente a frente em um cômodo fechado, Fenrir e Loki terminam de se encarar e decidem partir para o confronto, onde ambos partem para cima um do outro. Eles trocam socos e chutes, e para a surpresa de Loki, o guerreiro de Alioth conseguia acompanhá-lo e realizar movimentos na mesma velocidade, vez ou outra chegando a atingi-lo. Durante um desses ataques, Fenrir consegue segurar os dois punhos de Loki, aproveitando da abertura para questioná-lo sobre algo que o importunava:

— Diga-me onde está Durval e eu posso poupar sua vida miserável. — Fenrir diz enquanto range os dentes, disputando forças.

— Não será necessário, você não sairá daqui com vida! — Loki brada em resposta.

Fenrir continua segurando as mãos de Loki por mais algum tempo, no entanto, o guerreiro deus eleva seu cosmo e sobrepõe sua força diante da de Fenrir, jogando-o contra uma das paredes do salão.

— Eu já disse, sou o guerreiro deus mais forte de Durval. — Loki refaz sua guarda e eleva o cosmo, com um sorriso discreto no rosto que exibe sua confiança. Estava muito seguro de que venceria Fenrir.

— Já que não me dirá nada, farei com que não abra essa boca nunca mais. — Fenrir se levanta e também queima seu cosmo, preparado para ir de encontro a Loki.

Mais uma vez, os dois guerreiros deuses partem para cima um do outro, ambos com posturas parecidas. Era como se tivessem o mesmo estilo de luta, no entanto...

Golpe do Lobo Imortal!

Usando sua técnica especial, Fenrir de Alioth soca o ar e materializa diversas miniaturas de lobo feitas com seu cosmo, direcionando-as a Loki. Por sua vez, o guerreiro de Durval dá algumas risadas e reage.

Ataque dos Lobos!

Ao invés de lançar um ataque, o golpe cósmico de Loki faz com que o guerreiro deus assuma a forma de um lobo, conseguindo se esquivar das projeçõe de Fenrir, por um momento superando-o em questão de velocidade. Em um contra-ataque letal, ele reaparece na frente de seu adversário, segurando-o pelo pescoço e imobilizando-o conforme é asfixiado pela poderosa técnica.

— Hahahaha! Entenda de uma vez, Fenrir, eu quem sou o caçador entre nós dois. De lobo você não tem nada, é apenas um animal indefeso que se desespera diante de minhas presas!

Ele grita mais uma vez, e agora descarrega sua raiva quando soca o estômago de Fenrir com toda a força, soltando-o em seguida e fazendo com que o guerreiro deus agonize no chão do segundo andar, estando sem fôlego por ter sido sufocado durante todo aquele tempo. 

— Veja como você é patético! Está se contorcendo de dor e nossa luta mal começou! — Loki prolonga os insultos, e aproxima-se de Fenrir, que ainda estava no deitado no piso com as mãos no estômago.

Impiedosamente, Loki começa a pisotear seu oponente sucessivas vezes, focando a maioria dos chutes na cabeça de Fenrir, que acaba perdendo sua tiara de proteção. Quando tenta se levantar, o nórdico recebe um chute no rosto e é lançado para longe de Loki, prorrogando seus esforços para continuar lutando.

— Mesmo sendo rápido, há uma enorme diferença entre nossos cosmos. — o guerreiro deus que até então levava a vantagem reajusta sua guarda, convencido de que a vitória já estava quase garantida.

— Eu já mandei você calar a boca... — Fenrir se coloca novamente de pé, embora esteja ainda mais debilitado que antes. Ele ergue seus punhos e mostra-se disposto a continuar.

— Não, eu não posso simplesmente obedecer alguém fraco como você! Hahaha! — Loki provoca Fenrir e parte em sua direção.

Mais uma vez, Loki pune seu inimigo com uma sucessão de socos no rosto, que agora eram imparáveis por Fenrir não conseguir contra-atacar. Ele tenta se defender ao ficar encolhido por trás dos braços, e mesmo que continue de pé, é inevitável que alguns dos golpes o atinjam diretamente.

— Você sabe que sua derrota é certa, Fenrir! — Loki não fica quieto por um segundo sequer, prosseguindo sempre com os socos — Ao menos pode me dizer por que resiste tanto?

Quando Loki faz a pergunta, Fenrir arregala os olhos ao se dar conta de que estava lutando por pura vingança, sendo algo que não costumava fazer. Em meio aos seus pensamentos, o guerreiro deus de Alioth revive os bons momentos que havia vivenciado, desde a infância com os pais e o restante de sua vida sob a companhia de uma matilha de lobos. No entanto, todos agora estavam mortos, então qual seria o sentido daquilo tudo? 

— Eu disse para me responder! — Loki grita, impaciente.

Ele canaliza seu cosmo raivoso em um dos punhos, e com um soco consegue quebrar a guarda de Fenrir, além de alvejar sua testa e rasgá-la com a força exercida. O guerreiro deus de Alioth cai sentado com as costas sobre a parede, quase perdendo a consciência. Pronto para finalizá-lo, Loki planeja um segundo ataque, mas é interrompido.

— Fenrir! Graças a Odin cheguei a tempo de salvá-lo! — Siegfried celebra sua própria vinda, que realmente seria crucial para Fenrir.

Movendo-se em velocidade, o guerreiro de Duhbe entra na frente de seu companheiro em um piscar de olhos, e Loki abaixa seu punho.

— Mas que situação patética, vocês dois são mesmo desprezíveis. — ele olha para Siegfried com ódio — Enquanto um depende de ajuda para continuar vivo, o outro sente compaixão por alguém que se diz guerreiro deus e não consegue lutar por conta própria!

Siegfried fica furioso e aos poucos eleva seu cosmo, preparando-se para combater Loki. Presenciando tudo aquilo, Fenrir de Alioth estava atordoado, mas não a ponto de deixar de compreender as palavras de ambos. Ao ver que Siegfried se dispôs a protegê-lo, ele se lembra da vez em que lutou contra Shiryu de Dragão, um cavaleiro que ensinou-lhe sobre o valor da amizade e de como os humanos devem confiar uns nos outros. Apenas depois de renascer ele consegue entender o significado por trás daquilo, e através disso, encontra forças para se levantar pela terceira vez.

— Vá em frente, Siegfried. Loki está certo, essa luta é mesmo minha, e não sua. — ele diz, ainda frágil e meio tonto — Além disso, você deve procurar por Durval.

— Mas, Loki... — Siegfried olha para trás, preocupado com o estado do guerreiro deus.

— Eu o considero um amigo a partir de hoje e também volto a aceitá-lo como meu comandante. — ele sorri para Siegfried, tendo seu rosto banhado pelo sangue que jorra da testa — Prometo que nos veremos outra vez, agora vá.

O herói de Duhbe assente para Fenrir, confiando em suas palavras e partindo para a frente do castelo. Ele vai até Ur conferir se o guerreiro deus ainda estava vivo, e para sua surpresa, o sujeito ainda não havia morrido.

— Durval... — Ur de Surt murmura, olhando para Siegfried — Ele está indo para o vilarejo.

— E por que eu confiaria em você?

— Ele nos deixou para morrer nesse castelo, ao invés de nos ajudar. — Ur diz e fecha seus olhos, por fim, tendo o mesmo destino que Rung.

Mesmo que encarasse Ur como um inimigo, Siegfried confiava em suas palavras e entendia suas razões para entregar a localização de Durval. Ele pega o corpo desmaiado de Frey no ombro, embainhando a espada de seu comparsa e seguindo pela floresta.

Dentro do castelo, a luta entre Fenrir e Loki estava prestes a reiniciar, mas antes, quem inicia um diálogo é Fenrir:

— Eu não tinha motivos para lutar antes, estava apenas sendo guiado por meu ódio. Não suportava vê-los invadir justo o castelo em que eu morava antes de morrer. — ele ergue os punhos e fixa a posição de suas pernas, parando de cambalear — Mas agora, Loki... 

Fenrir expande ainda mais seu cosmo, criando uma camada de poder ainda maior ao seu redor. Até mesmo Loki se assusta, mas não hesita e também arma sua guarda.

— Agora eu sei que tenho um amigo, tenho por quem lutar. Sei que todos meus entes queridos se orgulhariam de mim caso ainda estivessem vivos, e também sei que Shiryu estava certo antes de me matar.

— Nunca pensei que sua motivação fosse tão estúpida! Agora farei com que morra e se arrependa de ter sido tão persistente!

Loki também amplia seu cosmo, e mesmo que não chegasse ao mesmo nível de Fenrir, estava certo de que poderia vencê-lo. Ele é o primeiro a partir para cima, unindo suas mãos e pulando em direção a Fenrir.

— Receba a minha técnica mais poderosa! Tempestade de Odin!

E ao proferir o nome de seu ataque secreto, Loki desce com as mãos juntas contra a cabeça de Fenrir, mas quando estava prestes a golpeá-lo, o guerreiro deus de Alioth reage.

Garra do Lobo Assassino!

Antes que fosse acertado pelo golpe de Loki, Fenrir consegue colidir seu punho contra as mãos do guerreiro deus, confrontando-o em uma disputa de forças, sendo o seu cosmo responsável por criar a imagem de um grande lobo. As presas da criatura conseguem superar o ataque de Loki, atingindo-o brutalmente no peito com uma investida que parecia imparável, arrastando-o até o outro lado do cômodo. Vendo que prevaleceu naquele embate, Fenrir cai de joelhos em consequência do esforço feito durante toda a luta, respirando fundo enquanto olha para o corpo caído de Loki.

— Sua força é admirável... — Loki diz, contando com um rombo no peito que havia atravessado sua robe divina — Mas esse não é o meu fim.

Reunindo o restante de forças que ainda guardava, Loki se levanta e fica em posição de luta. Ele eleva seu cosmo por uma última vez, e Fenrir faz o mesmo. Antes do momento decisivo, Loki revela algo para Fenrir:

— Seiya de Pégaso... — ele se lembra do último cavaleiro que enfrentou — Pouco antes de eu morrer, esse homem havia me dito que eu lutava apenas por ganhos próprios, e não pensando no bem das pessoas. Disse que isso havia sido crucial para a minha derrota, mas até o momento, isso não passava pela minha cabeça.

— Eu entendo, passei pela mesma coisa, Loki.

— Então deve saber como isso termina. Vamos, eu quero saber se aquele cavaleiro estava certo! 

Fenrir acata ao pedido de Loki, e os dois partem para a última investida. Quando cruzam o caminho um do outro, golpeiam seu devido oponente com um soco no rosto. Ambos param de costas um para o outro, e os dois conseguem ficar de pé, ao menos por ora.

— Fenrir, você deve deter Durval e Andreas, caso contrário... — o guerreiro deus cai de joelhos, agora ainda mais fragilizado — Homens maldosos como um dia eu já fui irão tomar conta desse mundo.

— Lamento por ter que acabar assim, Loki... — Fenrir desaba no chão logo depois, desmaiando.

Antes que morresse de fato, Loki de Fenrir se arrepende verdadeiramente, chorando enquanto aguardava pelo fim de sua segunda vida. 

        Do outro lado de Asgard...

— Sigmund, o guerreiro deus de Grani. — Andreas fala com um de seus subordinados, olhando-o se ajoelhar enquanto fica sentado em seu trono — Quero que vá até o vilarejo onde Hilda e Lyfia estão.

— Pode me explicar o motivo por trás dessa missão, senhor? — ele pergunta, ainda de joelhos.

— Você é o guerreiro deus em que eu mais confio. Sei que pode ajudar Durval, derrotar seu irmão e trazer as moças de volta para o Palácio. — o representante de Odin sorri para Sigmund, sabendo como usar sua persuasão.

— Claro, senhor Andreas. — Sigmund se põe de pé e mantém o semblante inexpressivo, como se quisesse esconder algo — Fico feliz com seu voto de confiança. Prometo que voltarei em breve. — ele diz e parte para sua missão, deixando Andreas novamente sozinho. 

— Siegfried não conseguirá matar o próprio irmão, mas talvez Sigmund seja útil. — ele pensa consigo mesmo, agora olhando para a árvore Yggdrasil pela janela do cômodo — Quando chegar ao vilarejo, tenho certeza que os preparativos de Fafner já estarão feitos, e então, o cosmo desses Einherjar será absorvido pela Yggdrasil.

     Enquanto isso, no vilarejo...

Mesmo a uma distância considerável, Lyfia consegue sentir um cosmo maligno se aproximando de onde estava. Ela imediatamente vai até Hilda, que ainda estava acamada e sendo tratada pelos curadeiros da vila.

— Princesa Hilda, nós temos que partir!

— Acalme-se, Lyfia. Eu estou ciente da vinda de Durval. — ela diz, suspirando — Ele veio me buscar, então eu devo ir para que você e todos esses habitantes fiquem em segurança.

— Durval?! Ele também reviveu? — um dos médicos questiona, e Hilda assente para confirmar.

— Como?! A senhora não pode fazer isso, ele pode matá-la, e assim perderemos a representante de Odin!

— Tudo vai ficar bem, Lyfia. 

Enquanto discutia com Hilda dentro da tenda, Durval enfim consegue chegar à vila. Todos os moradores se escondem em suas casas, temendo aquele cosmo agressivo e  que certamente poderia ser destrutivo. Ele retornava com suas roupas que usava quando ainda era o homem que governava Asgard, sendo reconhecido com facilidade.

— Tragam-me Hilda e nada farei com vocês! — ele anuncia, gritando para que todos pudessem ouvir.

Esperando por aquilo, Hilda de Polaris sai da tenda e caminha até seu tio, pronta para suportar sua provação, que ainda era uma incógnita.

— Estou aqui, tio.



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