História Rainbow Hairs(Cabelos Arco-íris) - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bissexualidade, Dor, Drama, Lésbica, Mistério, Romance, Sangue, Sobrenatural, Vampira, Vampiros
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Palavras 725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiiii ♥🌈
Perdoem por eu ter sumido AKAKAKA
Boa leitura ♥😋

Capítulo 3 - Adeus déjà vu


Fanfic / Fanfiction Rainbow Hairs(Cabelos Arco-íris) - Capítulo 3 - Adeus déjà vu

"Hoje é um novo dia

De um novo tempo que começo..." 

Apesar de ser uma música brega de ano novo, ouvi-la de manhã ao acordar passava a ser reconfortante, até mesmo a coloquei como despertador. Ela conseguia me fazer acreditar em dias melhores.

Pensava enquanto olhava meu reflexo de um zumbi "recém transformado" no espelho, nessa bela manhã de sexta-feira.

Não querendo ser negativa, mas já sendo: tudo o que faço é pensar mesmo.

°•°•°

Havia se passado uma semana desde o início das aulas. Sentia como se estivesse absorvendo um déjà vu durante todo aquele tempo... Os dias pareciam iguais ao primeiro.

Sentei naquele mesmo lugar no ônibus com aquela maldita pessoa direcionada a mim, com um maldito livro em mãos e com a mesma cabeleireira colorida_ por mais incrível que possa parecer, sua tinta não desbotou nem mesmo um pouquinho.

Minha atenção foi chamada novamente pela mesma professora_ quanta ironia, talvez dias melhores não devam surgir em minha vida.

Nesse tempo descobri que em minha sala haviam pelo menos 4 Marias, 3 Nicoles, 2 Isabellas e 3 Joãos, só soube disso pelo fato de todas as aulas os professores se confundirem com isso.

Subi e desci escadas, caminhei para o jardim com o qual já estava familiarizada_ mais conhecido como "Paraíso".

Idêntico aos outros dias me sentei no tronco mais distante, o mesmo caiu na noite do primeiro dia, desde então se tornou minha companhia. E também nos primeiros dias verifiquei o perímetro para me certificar se não havia algo relativo a: "Sorria, você está sendo filmado :)"_ como uma câmera.

Vasculhei minha mochila do Mickey, atrás de meus cigarros. Logo encontrei, junto ao meu isqueiro. O acendi, tragando em seguida. Automaticamente senti meus músculos relaxarem, a ansiedade já não estava presente, pude sentir tudo mais leve, a mente mais estável e suave.

Fechei meus olhos, apreciando o momento.

_ Isso pode te matar._ me alertou Kimberly com sua voz calma. Abri meus olhos e por impulso saltei do tronco. Como ela chegou perto tão rápido e silenciosamente? Eu teria notado caso ela se aproximasse já que cada passada no paraíso parecem passos de soldados marchando para a guerra. Olhei ao meu redor, ela realmente parecia estar falando comigo. Não me recordo de quanto tempo fiquei a encarando com minha cara de tacho.

_ Ah, você fala._ merda, disse em voz alta. Olhei para baixo e dei outro trago para disfarçar_ Não faz diferença viver ou morrer.

Acabei de fazer uma declaração bombástica sobre minha existência e ela sequer fez questão de fingir surpresa. Na verdade, quem acabou sendo surpreendida fui eu quando aquele ser me fez lhe entregar tanto minha carteira quanto meu isqueiro, acendendo um cigarro em seguida.

_ Isso pode te matar_ respondi sarcasticamente. Era a primeira vez que nos falávamos diretamente, apesar de ter sido pega a encarando algumas vezes durante a semana, mesmo que já tenha olhado em seus olhos outras vezes. Aqui e agora foi diferente. Me sentia hipnotizada por seu olhar, pareciam esmeraldas cintilantes que me atraíam.

Repentinamente ela desviou o olhar dos meus.

_ Não faz diferença viver ou morrer._ Senti o sarcasmo, tá?. Instintivamente "chacoalhei" minhas mãos em frente ao rosto, após a colorida mandar um jorrão de fumaça contra mim, pude sentir seu ar frio e o cheiro de fumaça, era esperado. Porém senti um aroma diferente além destes, não soube distinguir, mas parecia baunilha, seria seu hálito? Ou minha mente alucinando? Exalei disfarçadamente o máximo que pude, tentei crava-lo em eu cérebro, mesmo que por um instante.

De qualquer forma percebi que o déjà vu desapareceu, aquele trouxa.

Ficamos um tempo sem falar nada, apenas terminando o "nosso" vício.

_ Obrigada pelo cigarro._ Tive a impressão de que seus lábios haviam se curvado em um sorriso, mas aconteceu muito rápido, não pude diferenciar a realidade.

Ela se virou e saiu.

Me lembrei de minha mãe, talvez possa ser meu inconsciente me alertando que as duas são víboras.

Não obtive qualquer reação, me senti no jogo da estátua, no qual não conseguia me move, a diferença é que no momentos não estava sendo opcional. Enrolei um tempo e retornei para minha sala. Ao decorrer da aula não trocamos nenhuma palavra sequer, apenas alguns meras trocas de olhares.

     Percebi o quão diferente do normal meu dia estava. Será que posso começar a acreditar em dias melhores?



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