História Rainbow Hairs(Cabelos Arco-íris) - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bissexualidade, Dor, Drama, Lésbica, Mistério, Romance, Sangue, Sobrenatural, Vampira, Vampiros
Visualizações 24
Palavras 1.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello peoples ♥🌈
Vocês estão bem? Espero que sim.
Acabei adiantando um pouco e consegui esse capítulo, não sei se ficou bom.
Boa leitura bolinhos 😊♥

Capítulo 4 - Fantasmagórica


Fanfic / Fanfiction Rainbow Hairs(Cabelos Arco-íris) - Capítulo 4 - Fantasmagórica

 SÁBADO!

Acordei com minha mãe me chamando e me remexendo repetidas vezes. Soltei um suspiro demorado de desaprovação quando a senti se jogar em minha cama. A olhei de relance, ela não estava brincando mesmo. Meu relógio marcava 8:30am da porra de um sábado. Estava certa que não conseguiria mais dormir, aceitei minha cruel realidade e me atirei embaixo do chuveiro, em um modo geral me sentia péssima, tanto física quanto psicologicamente. O clima estava frio, quase sempre estava na verdade.

Saindo do banheiro a ouço murmurar algo, acabo por me aproximar.

_ Fome, fome, fome_ Seus sussurros eram assustadores. Ela parou de se mover, teria morrido? Ah, dane-se

Resolvi ir a padaria, até porquê eu também estava faminta e ela acordaria pior. Passei pela sala e me deparei com um homem jogado no sofá, não estranhei, era até comum. Fui ao quarto de minha mãe e peguei uma quantia de dinheiro de sua bolsa. Ouvi o macho roncar. Só esperava que ele não acabasse na minha cama também. Saí porta a fora.

CERTO, COMIDA PARA TRÊS!

Melhor esquecer essa coisa de acreditar em dias melhores. Passei boa parte de minha jornada ouvindo Miley Cyrus... Encantador.

Na padaria, enquanto pegava minha sacola com meus pães, pude ver um arco-íris em meio as pessoas. Saí rapidamente de lá. Eu poderia ter retornado diretamente para casa, mas meu inconsciente me alertava do perigo. Não queria ouvir ninguém roncar. Continuei caminhando em passos lentos, até avistar meu namorado, Gabriel, mais conhecido como: "Apenas mais um dos escoradores de bunda do único parque da cidade". Me debrucei sobre ele e fechei os olhos para sentir o vento frio e brando colidindo com minha pele, o assoviar dos pássaros em plena manhã e o cantarolar das árvores entre si ao colidir uma com as outras.

Pude sentir como meu ser estava se embriagando com aquilo, mas foi interrompido ao sentir o pesar de alguém se sentando ao meu lado no banco. Abri minimamente os olhos e pela segunda vez do dia avistei uma cabeleira colorida, pensei que precisasse tolerar isso apenas na escola! ESSA GAROTA PARECE UM FANTASMA!

_ Eu vou a uma delegacia._ Pronunciei voltando a fechar os olhos.

_ Assaltou a padaria?_ Retrucou se referindo a sacola que eu tinha em mãos.

_ Estou sendo perseguida.

_ Por quem?_ Ela realmente não parecia interessada.

_ Por você, talvez?_ Abri os olhos me ajeitando em Gabriel.

_ Por que acha que eu te perseguiria?_ Me olhou diretamente nos olhos. DROGA DE HIPNOSE! Será que faria mal arrancar os olhos dela?

Devolvi seu olhar, incrédula. Talvez eu esteja louca, pensei em responder um:

"Talvez demônio, seja porque você aparece em todo lugar que estou, está em todo lugar que eu estou. Como agora."

Me segurei.

_ Apenas idiotas respondem uma pergunta com outra pergunta.

_ Você fez isso a alguns instantes atrás_ Retrucou ela.

_ Isso é patético._ Concluí.

_ Somos patéticas._ Ao pronunciar isso ela sorriu para mim, mas seu sorriso sequer mostrava seus dentes, devolvi uma leve curva com os lábios e senti meu coração pulsar um pouco mais rápido. Irregular. Percebi que não apenas seus lábios, mas também seus olhos esmeraldas sorriam em gratidão. HIPNOSE DO CÃO!

Me levantei rapidamente.

_ Tenho que ir_ Inventei_ Haaam. Até. Eu acho.

_ Acha?_ Levantou-se também.

_ Creio que você prefira John Green_ Pela primeira vez, vi a surpresa passar por seus olhos, infelizmente desapareceu rapidamente. Pela segunda vez a vi sorrir para mim.

_ Tecnicamente sim, porém, me agrado bastante com JK Rowling.

Não creio.

°•°•°

Preparei cinco pães, deixei quatro para minha mãe e seu homem. Fui para meu quarto, minha mãe parecia estar dormindo. Me aproximei de seu ouvido.

_ MARIA MADALENA, JÁ É HORA!_ a puxei pelo braço, mas soltei ao notar sua expressão.

" A vingança é um prato que se come frio"

" A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena"

Já sabemos que eu tenho a alma podre.

Terminei de me alimentar calmamente.

Sábado-19:30pm

_ ALICE, VEM AQUI!_ primeiramente pensei em ouvido vozes do além, mas percebi que o som vinha de dentro de casa, era apenas minha mãe me chamando mesmo. Ao entrar na cozinha fiz a melhor cara de cu que pude._ Não quer comer?_ Ela e seu homem sorriam de orelha a orelha.

_ Já comi_ Senti a falta de algo, acabei por acender um cigarro. Assisti minha mãe se levantando e pagando de bom samaritano.

_ Nãnaninanão_ Roubou meu cigarro ,Jubileu, de minhas mãos e o apagou. Feriu meus sentimentos._ Cigarros não são permitidos dentro de casa.

_ Tá, ok._ Saí portão a fora com meus fones e sentei no meio-fio. Acendi um novo cigarro e olhei em volta, acabei por direcionar minha cabeça para cima. O céu estava bastante estrelado e apesar de não entender nada sobre as estrelas, as admirava muito. Mesmo que pareçam pequenas, são gigantes. Já ouvi dizer que as pessoas que morrem se tornam estrelas, mas não acredito nisso, estrelas possuem brilho próprio e grande parte das pessoas as observam_como deuses_, até fazem desejos para elas, consideram-nas únicas. Acho que não é algo que qualquer ser humano mereça, não são todos que merecem ter seu próprio brilho. Não são todos que merecem o céu. Nem todos são grandiosos

_ O céu está bonito hoje, não?_ aquela voz novamente.

_ É, parece que sim. O que faz por aqui Kimberly?_ olhei para meus pés descalços.

_ Ainda acha que estou te perseguindo?_ Questionou a alguns passos de distância.

_ Deveria achar?_ Dessa vez olhei em seus olhos apesar de estar pouco iluminado.

_ Patético. Para falar a verdade..._ sentou-se ao meu lado, há pelo menos 20cm de distância_ não. Além do mais, eu moro aqui do lado.

Surpresa estou.

_ Mora onde????

_ Aqui do lado, oras, apenas saí para respirar e te vi aqui._ Ela fez uma voz um tanto inocente, não tinha como acreditar.

_ Acredito_ Como sou hipócrita.

_ Não quer compartilhar?_ Olhei para onde ela olhava, no caso, minhas mãos. Passei o cigarro para a mesma, que novamente soltou fumaça em meu rosto, senti aquele cheiro de baunilha do qual tentei enfiar em meu cérebro de qualquer jeito. Ela pareceu perceber e o fez novamente, acabei por repetir meu ato.

Olhei para sua pele, até mesmo me deu vontade de chorar, queria toca-la, teria o feito, mas ela se afastou rapidamente, acabei por me assustar.

_ Me desculpe._ Ela apenas afirmou. O silêncio prevaleceu, mas logo evaporou e ficamos ali, até um pouco mais tarde, pude vê-la sorrir novamente. Trocamos nossos números e também músicas. Somos um pouco parecidas em relação a isso.

Entrei em minha casa e ouvi minha mãe discutir com seu homem sobre mim, minha alimentação, comportamento, como sou, como tudo. Novamente cheguei a pensar que ela se importava. Abafei tudo com minhas músicas, mas algo não parecia certo, minha proteção parecia ter caído.

A música não estava contendo o abismo...

     Meus dias não são mais como um déjà vu.


Notas Finais


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