História Rainbow Socks - Taekook - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags 1980, 80s, Bangtan Boys (BTS), Boy×boy, Fluffy, Preconceito, Taekook, Violencia
Visualizações 13
Palavras 1.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Rainbow Socks - Taekook - Capítulo 1 - Prólogo

Taehyung nunca foi como os outros garotos de sua atual idade. Depois que completara seus dezessete anos passou a se perguntar mais se apenas passar o dia inteiro no fliperama o fazia ser como os outros adolescentes.

Enquanto outros caras se interessavam em garotas e em se manter com cabelos bonitos para elas, o Kim se pegava pensando o motivo de não se interessar por nenhuma, como se sair com meninas e namorar fosse uma grande perda de tempo. O que, para ele, realmente era. Pensava que passar o dia imerso em seus jogos lhe traria mais resultados que se preocupar se estaria bonito ou não para encontrar uma namorada.

E se tudo o que realmente precisasse fosse apenas salgadinhos e seu Atari 2600? Com toda certeza estaria feliz com isso e apenas isso. Além de uma boa música, como Should i stay or Should i go. Isso. Sem dúvida essa seria a combinação perfeita. Assim poderia deixar de pensar nas notas idiotas da escola e as constantes brigas dos pais.

Estava na casa de seu melhor amigo neste dia. Suas pernas balançavam livremente, pendendo no balanço de pneu do quintal da casa de Jimin. Era um bom lugar pra ficar quando ouvia as primeiras farpas dos pais em casa. Cada dia era uma treta mais pesada que a outra, isso deixava o Kim em um total desconforto, tudo o que podia fazer era se encolher no sofá da sala para jogar River Raid. Às vezes 1985 era tão chato. Queria poder sair com Jimin de bicicleta e ir até o riacho onde brincavam nos fins de semana, quem sabe tomar um bom banho no mesmo para esquecer os problemas.

— Tae-ah!

Ouviu um pouco distante a voz do mais velho chamar por si, olhou em sua direção e o viu na porta que dava para o interior da casa, acenando para si enquanto arrumava a alça da jardineira que usava. Por baixo da peça jeans era visível sua camiseta amarela, que se destacava em contraste com a pele clara e os cabelos escuros.

Tomara que tenha rosquinhas, Taehyung pensou enquanto saía do pneu pendurado em um forte galho da árvore.

Seus pés bateram contra o chão, sujando suas solas com a lama formada pela recente chuva. Talvez Jimin finalmente cederia às suas humilhações para que jogassem D&D, há eras que não jogavam. Os pais do Park o proibiram de sair com Taehyung durante um mês inteiro por causa de suas notas, e o Kim não entendia o motivo de notas altas serem tão importantes, eram só números que contavam a quantidade de questões respondidas corretamente. Agora que suas notas finalmente haviam melhorado poderiam passar um tempo gastando sua mesada em fichas no fliperama, ou simplesmente assistir TV até seus pescoços doerem por estarem deitados de mal jeito no sofá.

— Eu espero que cumpra sua promessa dessa vez. — Taehyung soltou enquanto retirava os tênis sujos de lama e os matinha na mão esquerda, pendurados pelos cadarços. — Está me enrolando há quase dois meses!

— Não sei do que está falando, cara.

— Como Não? Antes de seus pais te colocarem de castigo você me prometeu que jogaríamos D&D!

— Prometi? — soltou sapeca, agora Taehyung já não sabia se estava brincando ou falando sério.

As vezes esquecia o quão persuasivo Jimin podia ser quando queria. Fingia ter esquecido algo que prometera ao mais novo apenas para não ser obrigado a fazer, mesmo sabendo que o amigo se lembraria muito bem.

— Sim, prometeu! Ah, pensando bem, esquece. Eu já tenho que voltar 'pra casa de qualquer jeito — soltou frustrado, queria poder morar ali, com Jimin e sua mãe que parecia muito mais afetuosa que a sua própria.

Já fazia um ano completo que seus pais começaram a brigar por futilidades, como "Você não faz nada o dia inteiro, só fica nessa poltrona velha bebendo sua cerveja tosca!", ou até mesmo "Você colocou aquele lixo de duas semanas 'pra fora?". Sempre gritando um com o outro enquanto Taehyung pegava sua bicicleta na garagem e ia direto para o Fliperama.

Sua vontade de sumir daquela casa só aumentava a cada dia. Só não se deixava levar por esse desejo pelo pequeno cachorro que aparecia em frente às portas do porão todo fim de tarde, esperando o rapaz dar-lhe um pouco de panquecas quentinhas. O animal apareceu em um dia qualquer em que, mais uma vez, seus pais discutiam, dessa vez por seu pai não ter comprado os materiais de limpeza que a esposa pediu. O cachorrinho tremia de frio e gemia de fome, como se chorasse; estava com um grande ferimento em uma de suas pernas traseiras, provavelmente causado por um moleque do fundamental que não tinha o que fazer.

Deu comida, água, cuidou de seu ferimento e o escondeu em seu porão até que estivesse melhor. Mas não foi um trabalho fácil, já que o peludinho não parava quieto mesmo machucado, espalhando suas roupas e sapatos pelo quarto. Certa vez, quando os responsáveis estavam fora fazendo sabe lá Deus o que, o cão quase puxou seu Atari da tomada e ameaçou destroçá-lo em pedacinhos.

— Seus velhos são tão caretas — Jimin reclamou em um suspiro, seus pais nunca foram chatos como os de Taehyung, sempre foram muito liberais, com exceção da questão escolar, mas se era para o bem de seu futuro, ele entendia.

— Pode apostar que sim. 'Tô indo nessa. Até amanhã?

Levantou a mão para que o Park a batesse, gesto que o mais velho não tardou em entender, já que era tão comum. Suas mãos se encontraram no ar quando Jimin bateu nesta em um audível high-five.

— Até amanhã, cara.

E assim, com os tênis na mão e os pés sujos com um pouco de terra e grama, Taehyung atravessou a cozinha e a sala da casa dos Park e foi até a bicicleta na porta da garagem. Amarrou os cadarços no guidão e posicionou-se no assento, seus pés logo começando a se movimentar, fazendo a bicicleta andar cada vez mais rápido com a força das pernas.

Era revigorante sentir o vento bater contra seu rosto, levando-o para trás consigo. Sorria satisfeito com a sensação pouco fria contra sua derme quente. Batia os dedos no guidão ao som mental de You Don't Mess Around With Jim, sem dúvidas sua favorita de Jim Croce. Por um momento esqueceu-se dos pais em casa e das notas idiotas da escola. Aquilo era bom demais.

Em um simples balançar de cabeça para tirar os fios negros do rosto, Taehyung avistou um rapaz saindo da biblioteca da cidade, este carregava finos e médios livros semi-novos —aparentemente, já que estavam distantes um do outro — que pareciam pesados demais para apenas ele carregar.

Os fios castanhos e bem penteados caíam levemente sobre parte da armação redonda que enfeitava seu rosto, entrando em contraste com o suéter azul que usava, mesmo que o clima não estivesse tão frio. Não aparentava ter uma bicicleta ou uma carona para casa, mas o Kim nem se atreveria a aproximar-se do garoto, tinha ouvido falar que era quieto e não conversava com ninguém além dos professores, nunca sequer prestou atenção se o castanho era de sua turma; estava sempre ocupado rabiscando bobagens nos cadernos e olhando o Hamster ao lado de uma das grandes janelas da sala de aula.

E, por incrível que pareça, naquele dia, Taehyung levou a primeira bronca de sua vida por ter saído sem avisar. Estranhou pelo ato da mãe, que nunca se importou que o filho saísse para se divertir, fosse sozinho ou com amigos.

Mas a bronca valeu à pena para sumir daquela casa por boas horas na casa de Jimin, que sempre o escondia com tudo o que podia.

E, poucas quadras distantes dali, um certo jovem de cabelos castanhos lia seus livros de ficção escondido em uma espécie de castelo no jardim de sua própria casa, com a pequena lâmpada vez ou outra balançando com a brisa que batia, presa por barbantes finos.


Notas Finais


Esse plot foi um surto aleatório que eu tive durante uma das minhas boas e velhas madrugadas em claro, rs. Mas eu realmente quero desenvolvê-lo bem.

Espero que tenham gostado desse início! Pra quem quiser, estou postando essa história no Wattpad também. O meu usuário da plataforma está na minha bio e o meu Twitter também.

Até a próxima!🧦


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