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História Rainha do Submundo - Capítulo 26


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Notas do Autor


Oi meu povo!
A cara de pau rachou? Não exatamente. Mas antes tarde do que nunca certo?

Capítulo 26 - Medida de emergência


Fanfic / Fanfiction Rainha do Submundo - Capítulo 26 - Medida de emergência

Pov Sef

Faltam apenas uma semana.

Só umazinha pra minha querida mami voltar pro Olimpo, ou pelo menos me deixar com o meu marido.

Parece que os dias estão se arrastando mas o que importa é que está indo.

--Minha filha, você viu que aquela casa de dinheiros mortais foi roubada?--pergunta minha mãe chegando na loja com um papel cinza na mão--Isso é um absurdo! Esses mortais não tem noção mesmo. Odeio roubos, ja não basta meu irmão horrendo ter roubado você de mim.

(Se alguém conhecer o deus da paciência estantânea me avisa que eu preciso bater um papo com ele.)

--Mãe, isso aconteceu a eras--digo a ela sem desmentir o fato do "roubo" de minha pessoa.--Hades evoluiu, pega leve.

Ela faz que não e cruza os braços.

--Te ensinei a ser mais forte que isso.

--Ah claro, tentanto me dar de presente pro deus da guerra--eu a lembro--Eu seria super forte.

--Sarcasmo não combina com você, minha filha.

Meu baby discorda.

--Olha só mãe, daqui a pouco a senhora volta pro Olimpo--a lembro--Quer mesmo ficar discutindo comigo sobre o Hades?

--Eu só não consigo entender--diz ela parecendo realmente confusa--Numa hora ele é cruel e tira você de mim, na outra ele simplesmente te trai por uma mortal, depois ele vira um completo cretino e no final você fica toda apaixonada enquanto ele se esforça pra não ser um bruto? Eu só quero te proteger, pensa como mãe!.

Olha, narrando desse jeito...

--Mãe, a verdade é que...--não eu não vou contar a verdade, relaxem!--Eu aprendi a ama-lo, sim ele foi um babaca no inicio e talvez no meio também, mas eu me importo com ele, é meu marido afinal.

Ela me olha meio cansada mas não fala mais nada, suspiro e coloco meu avental pra fazer alguns embrulhos bonitos pra vitrine. Enquanto procuro por uma fita rosa de cetim pra envolver o buquê, olho de relance pro papel cinza que minha mãe deixou na bancada...espera, eu conheço esse rosto...

Ai minhas sementinhas!

Hermes roubou um banco.

 

Pov Hades.

Estou de volta ao mundo inferior pra trabalhar em paz e alguns guardas simplesmente brotam na minha frente.

--Existe uma regra sobre não me pertubar enquanto estou trabalhando--digo a eles com uma cara nada boa.

--Lamento senhor, mas seu filho o espera e ele disse que era urgente.

E com isso esses se dispersam e talvez eu esteja sendo molenga demais.

Eu sempre soube que o mundo mortal não me fazia bem.

Encontro meu filho próximo a sala do trono e fico feliz em saber que o menino sorri ao me ver.

--Como vai, Nico?

--Vou bem--diz enquanto me sento no meu trono.

--Aconteceu alguma coisa?

--Hermes roubou um banco--diz sem muita cerimônia.

Por que? Qual a dificuldade de ter auto-controle?

--E o que eu tenho a ver com isso?--pergunto ja temendo aquele olhar.

--Então...--começa e ja sei que não é um bom sinal--O senhor é o irmão "mais velho"...

--Poseidon tem uma reputação melhor que a minha--aponto.

--Digamos que ele ta meio ocupado coordenando um festival de surf--diz meu filho revirando os olhos.

--Ele tem um filho--aponto.

--E quem o senhor acha que está o ajudando com a coordenação?--diz com um sorriso cínico.

Ah não!

--Nico, eu não tenho nada a ver com isso.

--Mas pai, eles estão causando um escândalo.

--Nico, é só um banco--rebato--Os donos são ricos.

--Eh mas e a onda de "milagres repentinos" no hospital da cidade? Apolo ta mudando a ordem natural das coisas--questiona.

--Poderia ser pior, quem acha que inventou a peste?--aponto.

--Meu aluno da academia de quarenta anos diz está apaixonado por um saco de areia. 

--Afrodita deve está entediada.

--Pai!

Respiro fundo e tento adquirir paciência.

--Nico, eles são deuses grandinhos--explico--Não da pra eu estalar os dedos e faze-los me obedecer.

--Depende, se envolver lanças...

Ele definitivamente é meu filho.

--Vamos supor que eu consiga--digo cruzando minhas pernas--Onde eu os remanejaria? O Olimpo está em obra e eu prefiro a órdem natural afetada do que Atena de mal humor.

--E que tal aqui? O reino é bem grande...

--Fora do meu castelo, Nico.

--Mas pai...

Me levanto cruzo os braços.

--Eu não vou colocar aqueles lunáticos no mundo inferior.

--O senhor teria pleno controle de como eles agiriam.

--Apolo morreria, o idiota precisa de sol--invento.

--É só usar a mesma "magia" dos campos elísios.

--Afrodite ficaria insuportável.

--Vai que o Caronte arranja alguém.

--Poseidon teria que cancelar o evento e o idiota do Ares viria a tira colo.

--Tem varios rios aqui dentro, tenho certeza que Poseidon adoraria o desafio e Ares, bem...O Tártaro é bem alí, chuta o cara e ninguém vai desconfiar.

Ele nem ta desesperado...imagina!

--Nico...

--Por favor, pai--pede.

Eu to achando que tem algo mais aí...

--Tudo bem, Nico. Mas me diz o verdadeiro motivo de querer eles longe.

Meu filho respira fundo e sua expressão muda, acabou a brincadeira, agora é hora de falar sério e ele está com aquele olhar protetor de quando fala da Hazel.

--O Will tem algumas crises de pânico por causa daquele dia--diz se referindo ao dia em que o acampamento foi atacado e houveram muitas baixas...principalmente dos filhos de Apolo, lembro que o próprio Apolo ficou bem mal quando chegou e viu o que tinha acontecido--Pai, ter todos os deuses lá ao mesmo tempo o faz lembrar daquele dia, ele acorda gritando todas as noites e piora quando vai ao mercado e encontra Ares intimidando alguém.

--Nico, eu não posso...

--Pai, a terapia ta regredindo--explica com pesar--Eu to tendo que esconder todos os objetos pontiagudos da casa porque ele pode fazer alguma besteira--diz quase chorando--Por favor, me ajuda.

Droga, eu não posso deixar isso assim...

Suspiro e sei que vou me arrepender disso em breve.

--Ta bom, filho--digo e ele respira aliviado--Me da uma semana pra eu arrumar um lugar por aqui e prometo tirar todos de lá.

--Obrigado, pai--diz e me abraça em seguida.

Acho que morar com um filho de Apolo é como morar com a Sef, você é parcialmente obrigado a ter contato físico e acaba virando um costume.

Agora como eu vou conciliar os olimpianos e a visão maldita da Hécate ao mesmo tempo...Eu não faço ideia.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.


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