História Rainha lupina - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobisomens, Sobrenatural, Vampiros
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Palavras 2.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Buscando Informações


Fanfic / Fanfiction Rainha lupina - Capítulo 4 - Buscando Informações

Konor virou mais um copo, engolindo rapidamente, sentiu sua garganta arder, conforme a vodca descia, se assentando em seu estômago

_ela disse que não vai rolar_ estendeu o copo em direção a Will, que o olhou um pouco presunçoso _enche.

_cara_ ele inclinou a garrafa recém comprada, o líquido escorreu rapidamente, enchendo até a metade do copo _ficar enchendo a cara não vai mudar as coisas ao seu favor.

_oh, e como vai_ Silvou Smiths, ele sempre foi um beberrão, mas nessa noite em questão, estava exagerando, já estava na segunda garrafa em menos de meia hora, se a intenção de Clary era não magoa-lo, ela falhou miseravelmente, um cara tão peculiar, nunca sentiu por ninguém o que sentiu por ela, e no fim, olha onde estava, no Wolf beer de novo, sentado na mesma mesa de sempre, ao lado do seu amigo, que deveria estar trabalhando no caso do sequestro, mas estava ali, servindo de babá para o seu coração partido

_ah cara_ William escolheu as palavras por um momento, sabia que Konor era muito temperamental _pelo menos você tentou, o mundo está cheio de garotas, uma hora você conhece alguém...

_eu quero é ter uma overdose, isso sim_ virou o copo novamente, bebendo o conteúdo como se fosse água, em seguida baixou a cabeça tossindo por um momento com a queimação na garganta

_tudo bem aí?_ Will já segurou novamente a garrafa, vendo que não adiantaria de nada tentar contestar o seu amigo por beber tanto, nessa situação, só o tempo e uma boa ressaca para resolver

_vai trabalhar vai ..._ K. tomou a garrafa das suas mãos em um movimento lerdo _eu vou ficar bem_ ele mentia, para si mesmo, sequer pôde segurar as lágrimas quando foi rejeitado de forma cruel e dolorosa ... tudo bem, não foi tão cruel, mas ele sentiu como se fosse

_o Bobby já está buscando informações, ou seja, eu posso ficar aqui até você desmaiar_ disse Will, Konor apenas deu de ombros, olhando por um momento o seu amigo, com o máximo de concentração que o álcool em seu sangue permitia, os cabelos castanhos claros, quase loiros, caídos até a altura dos ombros, olhos negros como a noite, um rosto fino e bonito, o corpo, não era muito musculoso, mas não chegava a ser magro, ele era o ideial, imaginou que se tivesse aquela aparência, talvez não tivesse sido rejeitado _tudo bem com você?_ quando percebeu que já estava com o olhar vidrado até demais no amigo, e o quanto aquilo era estranho, desviou para o outro lado, ele poderia pensar que tinhas segundas intenções: caras engomadinhos assim, não merecem essa confiança 

_uhum..._ ergueu um pouco a garrafa, enchendo o seu copo de novo _se insiste tanto em me ver na decadência, não ligo, mas aviso que não vai ser bonito_ esse comentário tirou do amigo um riso, que a muito tempo não ouvia.

                            ****

Mathew saiu de Westhaven College, uma faculdade a qual cursava no turno noturno, localizada ao outro lado da cidade, ele estudava engenharia civil, mesmo sabendo que não era exatamente a área que sonhou em trabalhar, não que fosse detestada por ele, só não era o seu sonho de criança, depois de uma longa e cansativa aula sobre eletricidade, ele se virou para dar uma boa olhada no prédio, antes de partir dali, era enorme, sua entrada lotada de azulejos brancos, as grandes elevações aos lados que lembravam torres, cheias de janelas que conectavam a todas as salas, o barulho dos alunos de saída que lotavam os arredores, tudo tão famíliar, ele inspirou profundamente e deixou o ar sair pelas narinas, mais um dia terminado, agora era só ir pra casa, ligar a televisão em algum dos canais por assinatura, e assistir filmes e seriados até sentir sono, bem, pelo menos o dia seguinte seria um sábado, assim não teria que se preocupar com a faculdade, deu as costas para aquela fortaleza de ensinamento, pronto para pegar o caminho pela avenida, quando:

_Ei! Espera aí cara!_ olhou por cima do ombro, se virando logo em seguida, Carl se aproximava em passos rápidos, pele escura, óculos com armações circulares, cabelos um pouco longos, formavam uma espécie de mini afro sobre a sua testa

_Oh, fala aí Carl_ o comprimentou com um asceno, parando a poucos metros da calçada, que no momento estava meio vazia, esperou o seu amigo por alguns segundos, até que este alcançou sua posição, dando um leve soco em seu ombro enquanto adiantava o passo

_eu vou com você hoje, tenho umas coisas pra resolver em Doesthurt, é perto de onde você mora né?

_ah, é, mais ou menos, fica a umas quatro ruas_ se virou, indo logo atrás do amigo, os dois caminharam pela calçada, conversando alguns assuntos aleatórios sobre a aula, até que chegaram ao ponto de ônibus, sentando-se nos bancos, o ponto estava vazio, o que era um pouco estranho, naquele momento, deviam ser por volta de nove horas da noite, mas a avenida parecia um local fantasma, apenas algumas pessoas separadas por longas distâncias, um grupo de amigos que caminhava ao outro lado, pareciam ser maloqueiros, alguns vendedores ambulantes que descansavam pelas calçadas, e as pessoas que também voltavam da faculdade tomando rumos diferentes, vez ou outra, um automóvel se deslocava, passando por ali

_tá tudo tão quieto..._Carl comentou, levando a mão até a armação do óculos, onde o ajeitou sobre o rosto _ce não acha não?

_é, hoje é sexta, devia estar mais movimentado.

_e por falar em movimento, meu amigo!_ se levantou em um aspecto animado _adivinha quem tem um encontro com a Lucy Morty?_ Mathew sorriu ao ouvir

_você?

_eu mesmo, da pra acreditar?

_na verdade dá ... ela sempre demonstrou interesse por caras como você, animado, popular, lembra que eu falei que dava pra notar pelo jeito como ela mordia a caneta?_ Mathew perguntou, fazendo as sombrancelhas do amigo se arquearem

_hum..._ pareceu meio decepcionado

_vai vestido de azul, tenho certeza que vai transmitir ondas mais positivas para o subconsci-

_ei, não começa com essa piração de novo não, faz o favor.

_ér... basta observar direito.

_ah, se você é tão bom em entender mulheres, porque será que eu nunca ouvi falar de você com nenhuma garota?_ ele pegou no ponto fraco _sabe a Jéssica? Tava falando de você semana ontem, Isso você não percebe né Sherlock Holmes?

_oh... E o que ela disse?_ ele demonstrou um certo interesse em saber, algo raro de se ver 

_viu aí?_ Carl fez uma leve pausa _disse que você era bonito, e sabe o que mais? Que até lhe daria uma moral, se você desse uma pra ela.

_tá, e depois?

_e depois? serio que você tá me perguntando isso?_ ele balançou a cabeça _e depois..._ repetiu em um tom de desaprovação

_tá bom, desculpa se eu não tenho interesse em me enfiar dentro de um banheiro químico com uma pessoa quase desconhecida.

_como você vai conhecer se só sai de casa pro trabalho e pra faculdade? O que eu vejo é você dispensando todas as gatas que tentam puxar assunto.

_olha_ Mathew apontou para o fim da rua, onde o grande ônibus se aproximava, os faróis acesos em um brilho amarelado, vários nomes de companhias pintados em verde e azul pela sua lataria branca _o ônibus chegou _ seu tom de voz brusco mostrou claramente que queria o fim daquele assunto, entendendo o recado, Carl buscou alguma outra coisa pra falar

_mas e aí, como vai o emprego?_ ele estendeu um pouco os pés, ficando quase na ponta dos mesmos, enquanto dava com a mão, sinalizando para que o ônibus parasse

_tudo igual_ o ônibus parou logo à frente, abrindo as portas duplas, pelas janelas dava pra ver as pessoas no interior, não haviam muitas, ocupavam, provavelmente cerca de metade dos assentos, talvez um pouco menos, os dois seguiram rapidamente, adentrando na grande lataria, pagaram suas passagens e se sentaram em uma das duplas de assentos

_e aquela sua chefe? Joyce o nome dela né?

_o que tem ela?

_ela é mó gata cara, nunca reparou? Aquele corpo, minha nossa_ Carl era uma pessoa de bom coração, animado e com um bom senso de humor, mas sofria da síndrome do mulherengo, ele era mais um dos vários homens que só sabiam olhar para o exterior das mulheres, e sempre se perdia nas aparências

_você andou espiando o meu trabalho ou alguma coisa assim?_ perguntou, olhando as ruas e casas passando pela janela, o som alto do motor obrigava os dois a dialogarem em um tom de voz alto

_eu faria isso, mas não, fui em uma festinha que rolou lá perto, e passei no mercado pra comprar umas bebidas.

_sei_ no fim, eles eram tão diferentes, que era difícil acreditar que eram amigos.

                           ****

Bobby estacionou sua Ferrari vermelha a alguns metros do J.J Market, do outro lado da rua em uma vaga bem apertada, ele usava uma jaqueta de couro negra, que brilhava refletindo de forma distorcida as luzes dos postes, abriu o vidro da janela até a metade para ter uma visão melhor, o movimento parecia simples, nenhum cheiro forte de hormônio, o que significava que tudo estava em paz e não havia nenhum médium ali, mas como foi dito pelo seu amigo, o garoto que estava sob suspeita só trabalhava até as três da tarde, ele apalpou o flanco esquerdo, conferindo se a sua glock 9mm ainda estava lá, mesmo sabendo que não tinha como ela ter saído dali, tudo bem, vamos ver como andam as coisas, abriu a porta e escorregou pra fora, puxando a jaqueta pelas finas lapelas, em seguida passou a mão pelos cabelos, finalmente cruzando a rua e abrindo a porta de vidro, um sino anunciou a sua chegada, atraindo a atenção da garota que estava atrás do balcão, cabelos negros, com as pontas pintadas de vermelho, lia uma revista colorida e cheia de imagens, provavelmente mais uma revista genérica de moda feminina 

_boa noite_ a moça o comprimentou, de forma calorosa, abrindo um sorriso de vendedor 

_boa noite_ ele respondeu com a voz arrastada, se aproximando do balcão com suas passadas fortes, os ombros largos balançavam de forma elegante a cada passo, até que apoiou as duas mãos sobre o balcão se inclinando um pouco pra frente _você poderia me dar algumas informações?_ mesmo usando todo o charme que possuía, Bobby sentiu o cheiro forte da adrenalina no sangue da garota no momento em que fez a pergunta, seu rosto se retesou e ele a fitou profundamente, procurando algum sinal de culpa, ela estava com medo, com muito medo 

_eu..._ a jovem deu  um passos pra trás _você também está procurando a Julie? 

_ér... Estou

_ela comprava aqui de vez em quando, eu só sei disso tá bom? Só conheço ela de nome 

_tem certeza disso?_ Bobby contraiu a mandíbula, droga, estava assustando ela, um silêncio se fez no local, então ele decidiu tentar de novo _olha, ela é uma grande amiga minha, nós estamos procurando ela feito loucos, meu amigo até veio aqui hoje cedo, mas falou com outra pessoa_ Bobby tentou criar um cenário mais amigável, sentiu o coração da jovem aos poucos se acalmando, ótimo, ela não era mais tão suspeita 

_ele ... falou com o Mathew, o garoto que trabalha aqui pela manhã. 

_sim, acho que foi isso mesmo, então, você realmente não conhece a Julie?

_eu ... Conheço um pouco. 

_Sabe quem ela é, e de onde veio? Digo, a família dela, os amigos..._ Miranda balançou a cabeça em negação 

_ela falava muito pouco sobre sua família, só se abria um pouco quando estava bêbada, e mesmo assim, dizia umas coisas meio sem sentido sobre lobos e monstros, então, acho que não dá pra confiar. 

_ah, sei_ se Julie ainda estivesse viva, com certeza receberia uma boa punição por isso, revelar sobre a matilha para humanos era um delito grave, mesmo as informações mais simples _então, qual foi a última vez que você viu ela?

_isso_ ela fez uma pausa como se tentasse acessar suas memórias _tem uns dois dias, ela chegou aqui e comprou o de sempre, conversamos um pouco, e eu não a vi mais... Vocês, chamaram a polícia não é?

_ér, sim, sim, nós chamamos, mas estamos assumindo a busca por ela, sabe, ela era muito especial para todos nós_ Miranda tentou desacreditar daquilo, aquele homem poderia muito bem ter más intenções, porém, porque ele daria as caras ali para perguntar sobre ela se ele estivesse envolvido com o sumisso? Simplesmente não fazia sentido ... Porém, mais uma dúvida fez o favor de aparecer em sua mente: e se as histórias malucas da Julie bêbada fossem reais? Não, por favor, não pira agora, Ela preferiu nem pensar nisso, era ridículo demais 

_eu entendo ..._ Bobby segurou com ternura na mão de Miranda, passando o olho pelo balcão, notou um caderno largado por um dos cantos 

_olha, vamos fazer o seguinte, eu vou deixar o meu número com você, se souber de alguma coisa, você pode me ligar, qualquer.. Ér, suspeita, é só dar o toque, pode ser?_ perguntou, olhando novamente os olhos escuros dela, que devolveu o olhar um pouco tímida 

_c-claro_ ela pegou o caderno de capa  mole um pouco sem jeito e  entregou na mão de Bobby, abriu uma gaveta no balcão e procurou um pouco pelas fitas adesivas, pedaços de maçaneta e materiais escolares que haviam ali, até encontrar uma caneta, a qual entregou para ele 

_obrigado_ B. silvou, quase como um sussurro, o charme funcionou, anotou o seu número em uma das páginas e devolveu o caderno para ela 

_não foi nada... Se precisar de qualquer coisa, é só chegar_ ela sorriu passando o cabelo pra trás da orelha, atitude involuntaria 

_obrigado mesmo ..._ ele colocou o bocal da caneta e a deixou acima do balcão _bem, eu vou indo_ o som de um alarme semelhante ao de um carro cortou a conversa _oh, um momento_ Bobby levou a mão até o interior de sua jaqueta, tirando de lá um celular, que tocava freneticamente o som irritante de alarme, ele se afastou saindo da loja e atendeu 

_Bobby!?_ a voz do outro lado nem esperou que ele falasse alguma coisa 

_pai? Qual é velho, eu tô trabalhando.

_Bobby, a Clary desapareceu! 




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