História Rainha lupina - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobisomens, Sobrenatural, Vampiros
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Palavras 2.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Encontro com o destino


Fanfic / Fanfiction Rainha lupina - Capítulo 5 - Encontro com o destino

Bobby sentiu o coração palpitar, como se quisesse pular pra fora da caixa rígida que era o seu tórax, ele investigaria com destreza um assunto que envolvesse a sua espécie, ou colocasse em risco aqueles que conhecia, quando pegasse o criminoso, entregaria para o seu pai, para que este desse o julgamento,  como deveria ser, porém, a partir do momento que esse desgraçado tocasse em sua irmã, a coisa se tornaria pessoal, e Deus ajudasse o sujeito quando ele o pegasse 

_Bobby?_ a voz perguntou do outro lado da linha, de maneira extremamente anciosa

_sim, estou ouvindo, quando ela desapareceu? Digo, a quanto tempo!?_ ele se encostou na parede mais próxima que encontrou, tentando se acalmar

_ninguém vê ela dês do fim da tarde, eu já procurei por todos os cantos do nosso domínio, ela não está em lugar algum.

_meu Deus... Eu vou procurar ela agora mesmo.

_Bobby.

_pai, quero que você continue procurando, me ligue assim que conseguir qualquer informação_ ele disse rapidamente e desligou o aparelho, o enfiando de novo dentro do bolso interno de sua jaqueta, enquanto cruzava a avenida correndo até a sua Ferrari, abriu a porta e mergulhou no interior, colocando o cinto de segurança e arrancando dali tão rápido quanto um míssil

****

Mathew caminhou por vários minutos depois de pegar uma rota diferente de Carl, a conversa foi bem mais quieta depois de todo aquele assunto indesejado, ele, assim como a maioria dos garotos de sua idade, não sabia exatamente o que queria, se sentia excluído e diferente dos demais, como se nunca tivesse pertencido a esse mundo, principalmente no que dizia respeito aos seus estranhos poderes, se lembrou perfeitamente do dia em que encontrou um passarinho com a asa quebrada aos chãos, e ao envolve-lo em suas mãos, a criatura simplesmente saiu voando, como se nada tivesse acontecido, quantos anos eu tinha naquela época? Quatro? ... Lembrou-se também de todas as vezes que seus instintos os guiaram para a fuga dos seus problemas, como da vez em que sua espinha se arrepiou quando entrou em uma rua deserta, ele decidiu escolher outra rota, e no dia seguinte ficou sabendo de um assassinato que ocorreu no local, no mesmo horário em que ele deveria passar por lá, aquilo sim foi assustador, mas seja lá o que fosse, Mathew gostava de imaginar que havia uma força superior que olhava por ele, que tudo sempre ficaria bem no final, e tudo no mundo possuía um propósito, não que se achasse um Messias escolhido ou algo do tipo, mas sabia que não era só mais uma pessoa no mundo, que havia algo especial nele. Ao sair de todo o movimento da avenida principal, ele cruzou um beco, em um atalho para a sua casa, só faltavam mais duas ruas para chegar lá, porém, foi só adentrar na sombra dos dois edifícios, que o seu corpo apitou, ouviu um som agudo em sua cabeça, e a fadiga nas costas foi tão grande que ele quase não se equilibrou de pé, um pavor inexplicável tomou conta do seu coração, havia alguma coisa ao outro lado, alguma coisa grande, algo que sem dúvidas mudaria toda a sua vida.

Clary se debateu nos chãos, enquanto os rugidos pareciam cada vez mais roucos e rígidos, já estava naquele processo de transformação a mais de dez minutos, seu corpo já se encontrava cheio de pelos negros, de modo que a pele estava completamente escondida, os olhos brilhavam em um lilás forte, como duas ametistas, os dentes cada vez mais longos e pontudos, a humanidade deixava o seu aspecto, aquilo não era uma pessoa, não era um lobo, era uma besta, um lobisomem

_você está indo muito bem Clary, está quase lá_ aquele estranho homem ainda estava ali, observando a sua desgraça com um sorriso esboçado em seus lábios finos, escondido nas trevas de um poste de luz apagado, nesse momento, o corpo dela começou a mudar, os músculos rígidos saltaram por baixo da pele, enquanto ela ficava de pé, estava pelo menos trinta centímetros mais alta, seu corpo inteiro era uma pilha de músculos grandes e rígidos, cobertos de pelos negros como a noite, não havia mais um rosto humano ali, era a cabeça de um lobo, muito mais bestial, com duas luzes de cor lilás no lugar dos olhos, uma risada macabra foi ouvida das trevas

_isso é perfeito Clary, é simplesmente perfeito, você ... você é perfeita_ o tom de perveção e maldade continuavam expostos naquela voz suave _é um monstro imundo igual aos seus semelhantes, mas ainda assim é perfeita pra mim_ em resposta a isso, a criatura se inclinou pra frente, lançando um rugido tão forte que quase estourou as poucas janelas do ônibus largado no meio da rua.

_o que?..._ Mathew ouviu aquilo, seu corpo gritava desesperadamente para que ele saísse dali, a praescina tão forte em seu sangue que se assemelhou a quantidade que era produzida em um médium de sangue puro

_parece que temos companhia_ o homem misterioso lançou o olhar para o beco, de onde aquela forte atividade cerebral lhe chamou atenção _nesse caso, já temos uma missão pra você ... Clary, minha querida_ ao terminar de falar essas palavras, Clary baixou a cabeça, apertando a mesma entre as mãos, em mais um rugido alto, em seguida um grunhido de dor, depois, ela simplesmente parou, se ergueu novamente ficando ereta, tinha mais de dois metros, parecia estranhamente relaxada nesse momento _vá.

****

_O que!? Tem certeza disso?_ Will pulou de sua cadeira, ficando em pé, ele tinha o celular pressionado contra a orelha direita

_qual foi?_ Konor o perguntou com a voz arrastada, a essas alturas já estava nas nuvens, de tão bêbado

_hum, tudo bem... Certo, já estou a caminho ... você também chefe... até_ ele desligou o celular o guardando no bolso de sua calça _Kon.

_hum?

_eu vou precisar resolver uma coisa, você fica aqui e bebe mais uma garrafa, fica por minha conta_ ele colocou trinta dólares sobre a mesa e saiu dali disparado, sem sequer ouvir uma resposta do seu amigo

_tá bom né...

****

Mathew viu quando algo se esgueirou pela escuridão do beco, uma sombra negra, tão agachada, que por um momento, ele achou que poderia ser um grande cão, porém, ela começou a se erguer à sua frente, os olhos brilhantes como pequenas luminárias, essa coisa não é um cachorro, suas pernas tremeram, o coração palpitou, um suor frio deixou seus poros escorrendo pela testa, aquele monstro o fitava com uma fome inexplicável, como se olhasse para um suculento pedaço de carne, o arrepio em suas costas se mexia como se a serpente que nem existia ali o picasse, protestando por ele não ter corrido no momento em que foi avisado, ainda não era tarde pra fazer isso, ele se virou sem esperar uma reação do monstro, correu com todas as forças, atravessou a rua como se fosse uma bala, enquanto ouvia as latas de lixo caindo e os sons pesados e metálicos de passadas, como se o chão fosse golpeado por faqueiras, ou garras de aço, a coisa estava atrás dele, sentido que já estava quase em sua nuca, ele finalmente alcançou o outro beco, escorregando em um movimento ágil e passando ali, enquanto o lobisomem passou direto no caminho, se dando conta que perdeu alvo de vista, aquela coisa era incrível, poderia tê-lo alcançado facilmente, se não fosse aquele beco salvador, apesar do alívio, ainda não era hora de comemorar, o certo no momento era se esconder, mas onde? O medo era tão grande que tudo que o seu corpo sabia fazer era correr, cada vez mais rápido, meu Deus, como uma coisa assim pode ser real?, perguntava para si mesmo, silvando enquanto corria, atravessou mais uma rua, não demorou nem cinco segundos, até ouvir os latões de lixo sendo atirados aos chãos, e aquele grunhido semelhante ao de um cão faminto em protesto, antes de dobrar mais uma curva, viu quando a criatura se atirou em sua direção, cruzando todo o percurso tão rápido que mal pôde ver ela se aproximando, sentiu apenas o impacto contra o seu corpo enquanto uma dor alucinante lhe preenchia, o deixando sem ar, Mathew foi jogado pelos ares com aquela coisa encima dele, se chocando com os latões de lixo que estavam próximos a parede, espalhando embalagens, latas e tampas para todos os lados, em um barulho metálico irritante, a enorme pata que se assemelhava a uma mão humana cheia de pelos pousou sobre o seu ombro, quase deslocando os ossos do lugar, lhe arrancando um gemido abafado, visto que o joelho logo caiu sobre sua barriga, o peso era enorme, parecia que havia um urso sobre o seu corpo, no entanto, apesar de tamanha bestialidade, ele podia jurar que o lobisomem exalava um aroma de perfume francês, bem, talvez fosse só o cheiro de sua morte, que já batia a porta, como já era de se esperar, o monstro aproximou aquela face bestial do seu rosto, enquanto inspirava profundamente, soltando o ar quente e úmido em um grunhido assustador, sentido uma pontada de coragem, ou desespero, M. rapidamente levou a mão livre a frente do corpo, contra o pescoço do lobisomem, empurrou, com toda a sua força, e até mesmo as forças que não tinha, mas era como empurrar uma parede de concreto, o ser não mostrou resistência, mas não recuou um centímetro sequer, como se aquela força fosse praticamente nula,  ele continuou, até sentir um ardor profundo no interior do braço, indicando a exaustão muscular, estava acabado, não havia mais nada a fazer, o lobisomem se aproximou um pouco mais, tudo bem ... Talvez a morte não seja tão ruim assim, Mathew se entregou, sem dúvidas a perícia teria dificuldades em saber o que aconteceu com o seu corpo, isso se sobrasse alguma coisa, no fim, foi até ali que ele chegou, se realmente existia uma força superior olhando por ele, ela havia decidido que ali se encerrava sua jornada ... Quando já havia desistido, sentiu algo brotar no interior do seu corpo, passando pelas suas veias, ossos, por cada molécula que formava a sua pele, um poder familiar surgindo como um turbilhão de calma e paz, o mesmo tipo de poder que usou inconscientemente para curar o pássaro quando tinha quatro anos de idade, o seu poder. Uma luz amarelada surgiu do ponto onde os dedos se perdiam em meio a pelagem densa do pescoço de Clary, se espalhando rapidamente, em menos de um segundo, aquela criatura se tornou um ser de luz, como uma grande lâmpada, iluminando o beco, no segundo seguinte, todo aquele brilho se dissipou, como centenas de vagalumes no ar, desaparecendo logo em seguida, o que ficou depois disso, fez com que os olhos de Mathew quase saltassem de suas órbitas, era uma garota, completamente nua, os cabelos negros subiram para o alto com o estouro de luz, caindo sobre os ombros, costas e peito logo em seguida, seu corpo mole como o de uma boneca, caiu com o tórax sobre as pernas e o rosto sobre a barriga de Mathew, ela estava desmaiada, em coma, morta, não importava, ele não pretendia ficar para saber, reuniu as forças que ainda lhe restavam, e a empurrou para o lado, se desvencilhando daquele “abraço”, se levantou com suas pernas tremulas e seguiu o rumo, mancando um pouco por causa da dor, porém, um aperto em seu peito o fez interromper a fuga, não podia deixa-la ali, por algum motivo aquilo lhe parecia errado, o local onde eles estavam era pouco movimentado, não haviam janelas nos redores, era um amontoado de ruas e becos escuros, usados por pessoas com más intenções, ele pegou o celular em seu bolso, que por sorte estava intacto, digitou nervosamente o número do pronto o socorro e esperou ser atendido, enquanto desfrutava da visão de Clary sob a luz da lua, os grandes cabelos negros espalhados pelos chãos, seus olhos fechados e os grandes cílios encurvados, seu corpo de bruços, apresentava curvas perfeitas e um belo bumbum, além da pele, que era tão suave que lembrava a de uma boneca, por algum motivo, uma calmaria invadiu o coração de Mathew, que se perdeu a observando, se pegou desejando profundamente que ela estivesse bem

_pronto socorro, em que podemos ajudar?_ finalmente, sua ligação foi atendida



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