História Rainha lupina - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobisomens, Sobrenatural, Vampiros
Visualizações 3
Palavras 2.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Médium


Fanfic / Fanfiction Rainha lupina - Capítulo 6 - Médium

César estava em seu quarto, sentado sobre a grande e confortável cama, coberta por um branco tão puro como a neve, olhava para o celular acima do criado mudo, se perguntando se faltava alguém para ser avisado, droga, sua filha, sua preciosa filha havia desaparecido, dois dias depois que um membro da alcateia foi dado por sequestrado, era natural que o seu coração estivesse nervoso e aflito, Clary estava em sua fase da lua de sangue, poderia se transformar em lobisomem pela primeira vez a qualquer momento, deixa-la em qualquer outro lugar representava um perigo inexplicável, não somente para ela, mas para o sigilo de toda a espécie, os lupinos estavam muito bem infiltrados na sociedade, escondendo os seus rastros com o máximo de cuidado possível, um lobisomem descontrolado a solta, isso sim seria um grande problema para resolver, isso se ela ainda estivesse viva. O homem passou mais de trinta minutos fazendo ligações, amigos, família, homens de confiança, todos aqueles com quem podia contar, os que estavam desocupados partiram para a busca imediatamente, vasculhando as ruas de Santa Barbara como sentinelas, isso o tranquilizou um pouco de certa forma, mas no fim, não adiantava nada exigir deles e ficar ali de braços cruzados, por isso ele se pôs de pé, passando a mão pelos seus cabelos grisalhos tentando deixá-los mais apresentáveis, ajeitou as lapelas do seu elegante terno branco e pegou a sua bengala, que estava escorada ao lado da cama, um objeto negro, com o punho dourado no formato da cabeça de um lobo, em seguida pegou o celular e enfiou no bolso, ele não era um mestre em tecnologia, sabia apenas o básico, como fazer ligações ou enviar mensagens de texto, coisas ensinadas pela sua filha, César abriu a porta do quarto e caminhou pelo lindo corredor, paredes brancas cheias de quadros dos seus antepassados, bordados de dourado, desceu as escadas de mármore em direção a sala principal, lá uma mulher vestida com roupas sociais o esperava, parada no centro da sala como uma estátua

_senhor Alpha.

_Angela_ ele a cumprimentou com um leve aceno, descendo o último degrau, dando uma boa olhada na moça, percebeu como estava ficando velho, se lembrava que a mãe de Angela o havia servido com esse mesmo cargo, em sua juventude, quando ele era um jovem forte e robusto, disputado por todas as mulheres e invejado pelos homens, no momento, já aparentava ter mais de cinquenta anos, cabelos grisalhos, rosto abatido, com rugas abaixo dos olhos e linhas de expressão por toda parte, não que isso o incomodasse, o velho lupino carregava uma bagagem enorme, e não se arrependia nem um pouco da vida que levou

_vim aqui para lembrá-lo da reunião com o setor de infiltração_ ela o alertou, oh, merda, com toda aquela tensão ele até mesmo havia esquecido de sua responsabilidade como líder da alcateia, sim, César possuía um império dentro da Califórnia, sendo ele o grande lobo Alfa da região _senhor?_ Angela notou o estranho silêncio, a tensão tomando conta da expressão do seu chefe

_aconteceu um imprevisto ..._ ele hesitou um pouco, caminhando até ela com ajuda da bengala

_entendo ... Eu peço para desmarcarem a reunião então?

_sim, faça isso por favor_ passou ao lado de sua assistente, seguindo em direção a saída da mansão, sem sequer olhar para ela

_farei imediatamente.

_obrigado.

César atravessou o jardim com o máximo de velocidade que conseguiu devido o seu estado físico, a lua estava brilhando no céu e algumas nuvens eram visíveis banhadas pela sua luz, adquirindo uma cor levemente esverdeada, enquanto os arredores estavam manchados pelo amarelo das luzes da cidade, ao sair dos grandes muros, o lupino deslizou para o interior de sua Lamborghini, pronto para sair em busca de Clary, quando o toque do celular o chamou atenção, ele atendeu o mais rápido que pôde, na esperança de ouvir uma boa nova

_alô.

_senhor César Alpha?_ a voz do outro lado pareceu estranhamente hesitante

_sou eu, quem fala?

_aqui é do hospital de Santa Barbara, uma garota foi atendida aqui agora a pouco, ela está desmaiada, e foi identificada como Clary Alpha_ era do hospital, sem dúvidas, os barulhos de vozes ecoavam aos arredores como se pessoas passassem pra lá e pra cá o tempo todo

_minha filha?_ seu coração quase saltou pela boca _como ela está!?

_ela está bem, senhor, está desacordada, mas não corre nenhum risco, parece que desmaiou por exaustão, mas ... ela estava despida quando chegou aqui, por isso tememos que possa ter sido vítima de violação sexual_ não, ele sabia bem que não era isso que havia acontecido, apesar da transformação em lobisomem também ser uma ideia descartada, quando ela ocorria pela primeira vez, durava até o amanhecer, por isso, era bem provável que Clary tivesse se transformado em lobo, mas por que?

_quem a encontrou?_ seu tom de voz foi calmo, e estranhamente perigoso

_Ér_ uma pausa se fez .... _um universitário de Westhaven College, chamado Mathew Waller.

_e vocês não deixaram ele simplesmente ir embora não é?

_não senhor, o garoto está sendo interrogado.

_por quem?

_senhor...

_escuta, a minha filha é tudo pra mim, eu quero saber de tudo, certo? Já estou a caminho.

_certo, um momento por favor_ mais um silêncio se fez, enquanto os sons abafados e distantes de vários diálogos ao mesmo tempo transpassavam pelo celular, os barulhos típicos de um hospital, enquanto isso, ele finalmente ligou a Lamborghini e arrancou do estacionamento, seguindo pelas ruas em direção ao hospital, depois de mais alguns segundos, finalmente a resposta _detetive James Arthur está cuidando do interrogatório, a garota vai ser examinada pelo doutor Jhonson Kothez_ essa notícia tirou de César um suspiro aliviado, tão alto que foi ouvido do outro lado da linha, Arthur e Jhonson eram dos seus, eram lupinos

_tudo bem_ César engoliu em seco _e quando vocês vão examinar ela?

_ela já foi levada para a sala de exames, se quiser ficar na linha, eu posso te passar o resultado assim que sair.

_não precisa, eu já estou chegando aí... Até mais_ desligou o aparelho e o jogou no banco carona, sentindo um misto de medo e alívio percorrer o seu corpo

                             ****

Arthur fitava o garoto humano com profundidade, ao outro lado de uma pequena mesa quadrada, feita de inox e carvalho, o jovem o olhava por curtos momentos, desviando o olhar logo em seguida, bem, ele não poderia culpa-lo por isso, o detetive era um monstro, possuía um enorme corpo, semelhante ao de um fisiculturista, os olhos eram puxados, mandíbula quadrada, um boné escuro cobrindo a sua cabeça careca

_então..._ ele percorreu Mathew com o olhar, de cima a baixo _está dizendo que encontrou ela nua em um beco?

_sim senhor_ aquilo não era exatamente uma mentira, mas ele sabia que entrar em detalhes naquela situação seria patético, quem acreditaria em uma explicação do tipo: "ela é um lobisomem, ou uma pessoa possuída pelo diabo"

_e o que você fazia naquele lugar?

_estava pegando um atalho, pra minha... casa.

_hum..._ mais um silêncio se fez, somente o barulho estático do aquecedor, permeando aquele escritório, onde somente eles dois estavam _espere mais um pouco rapaz, tenho certeza que o laudo vai sair logo, logo_ James o acalmou, tentando quebrar o gelo, nem ferrando que esse moleque fez alguma coisa, pensou ele, o garoto possuía um rosto bonito, os cabelos negros um pouco maiores na frente do que atrás, olhos cinzas, um corpo de estatura mediana, não tinha o menor aspecto de trombadinha, não era um vampiro, e também não exalava cheiro de médium, no fim, ele estava apenas sendo burocrático, e aguardando o laudo médico de Clary, para então liberar o garoto, mais alguns minutos se passaram, o total silêncio do dois tornava aquilo um inferno, por um momento, Mathew sentiu calor, desejando muito sair dali, tomar um banho fresco, e se deitar, mesmo estando cansado, ele sabia que dormir seria algo impossível naquela noite

_senhores_ um dos médicos abriu a porta, um homem alto e loiro _ela está em perfeito estado, e não há sinais de abuso em seu corpo .... estava dopada, ao que parece, andou abusando de alguns produtos. 

_entendo... eu posso liberar o garoto então?

_antes, preciso falar com o senhor em particular_ o médico fitou o detetive, como se já o conhecesse bem, de um modo tão estranho, que aquela sensação de uma serpente novamente se arrastou pelas costas de Mathew, como se tivesse alguma coisa errada ali, no mesmo momento, Arthur desviou os olhos para os seus, de forma surpresa, como se tivesse notado

_eu volto logo rapaz_ ele disfarçou, se retirando da sala juntamente com o médico, os dois caminharam, indo até o corredor, a alguns metros da porta, onde James manteve a sua atenção focada

_havia uma coisa que eu nunca vi..._ o médico pareceu assustado, ajeitando os seus óculos sobre o nariz com a ponta do indicador _ a mente dela foi invadida por um vampiro

_uma alfa teve a mente invadida? Tem certeza disso?

_sim, mas também detectei uma alteração forçada em seu corpo, causada por algum hormônio estranho.

_Estranho como?

_como posso explicar..._ Jhonson fez uma pausa, pensando nas palavras mais fáceis de se entender, quando passadas firmes no corredor, junto a um barulho abafado de batidas lhes chamou atenção

_onde está minha filha?_ César perguntou assim que viu os dois amigos parados no meio da passagem, o médico tomou a sua frente

_Senhor Alpha_ o médico o cumprimentou, enquanto James apenas deu um leve aceno de cabeça _me acompanhe, eu vou leva-lo até ela, nós ... Precisamos conversar.

                            ****

D. se esgueirou pelas ruas lotadas de pessoas, porra, seu objetivo havia sido destruído, a conexão mental que estabeleceu com Clary foi simplesmente obliterada por alguma interferência, O médium? Não, não é possível, ele seguiu esbarrando com todos os tipos de humanos pela avenida principal, enquanto a sua mente dava voltas pelo cosmos, tudo que enxergava eram os borrões ao seu redor, enquanto as pernas bambas ameaçavam fraquejar a qualquer momento, não teve forças sequer para levar a sua refém consigo, a deixando largada dentro daquele ônibus abandonado, aquilo era mesmo terrível, a sua grande chance havia ido por água abaixo, e tudo isso por causa daquele bruxo, que interferiu a sua refeição no pior momento, o grande homem utilizava do seu sobretudo esverdeado com grandes lapelas, o elegante chapéu havia sido deixado pra trás, liberando a sua cabeleira loira, revelando mais traços do seu rosto, era um homem de boa aparência, lembrava um britânico, os lábios não eram tão finos quando vistos de perto, estavam apenas sem pigmentação, devido ao tempo que ficou sem se alimentar, seus olhos que antes em uma cor âmbar alaranjada, nesse momento brilhavam, vermelhos como dois rubis, ele atravessou todo o caminho, dobrando em uma esquina, onde caminhou pela elegante rua, lotada de postes de energia e grandes edifícios, virou novamente adentrando em um deles, fazendo o possível para se manter de pé, com a mesma naturalidade de um mamute, atravessou o grande saguão do prédio as pressas, chegou ao elevador, que por sorte estava vazio, apertou alguns botões no painel, rezando para ter acertado, assim pondo o mecanismo para funcionar, chegando ao sexto andar, saiu às pressas pelos corredores, até chegar ao quarto de número 26, tirou a chave do bolso e com três tentativas, abriu a porta, desabando no interior do seu apartamento, o local era relativamente espaçoso e confortável, as paredes eram brancas, no teto, um belo lustre de cristal, o chão da sala de estar era coberto por um carpete marrom, logo a frente do elegante sofá de veludo, do outro lado, uma cômoda escura, com uma televisão de 32 polegadas, ao outro lado, um pequeno balcão separava a sala da cozinha, tudo em perfeito estado, do jeito que deixou, D. fechou a porta atrás de si e cambaleou até outro cômodo, o seu quarto, lá a sua grande cama o esperava, sem se importar em reparar nos outros detalhes daquele local, ou sequer em tirar aquele excesso de roupas, ele apenas desabou sobre ela, fechando os seus olhos, hoje foi um dia muito, muito ruim ... enquanto se lamentava, o vampiro acabou caindo no sono




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...