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História Rainha Má (Vol. 1) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Ela nunca quis ser rainha


Ainda me lembro de quando conheci o "pobre" rei que havia acabado de se tornar viúvo.

Ser conhecida como a mais bela do reino sempre foi algo que eu vi como uma maldição jogada sob meus ombros, pois era essa "maldição" que atraia as mais perversas pessoas que eu já tive o desprazer de conhecer.

Dentre todas elas, posso afirmar que o rei foi a pior.

Eu era quebrada por dentro.

Cada pessoa que já passou por mim levou consigo um pedaço de quem eu era.

Sabem, eu nunca quis ser rainha por saber de toda a responsabilidade que a coroa trazia, porém, o rei me seduziu por meio de juras de amor e promessas de uma vida melhor tanto para mim quanto para minha família que apoiou minha decisão de me casar com o mesmo.

A cerimônia foi um evento fechado, apenas os conselheiros do rei e minha família estavam lá e no dia seguinte eu iria ser apresentada ao povo como sua nova rainha.

Porém, foi na noite de núpcias que aquele homem tão amável mostrou quem realmente era.

Não me lembro com precisão de tudo e, sinceramente, não quero lembrar da primeira de muitas noites horrendas regadas a sangue, gritos de pavor e pedidos por misericórdia que saiam da minha garganta.

Quando tudo acabou, eu não conseguia sentir nada, meu próprio corpo não me obedecia e minha mente estava confusa com tudo o que havia acontecido, não sei quanto tempo se passou, mas só voltei a realidade quando a porta do quarto foi aberta por um dos conselheiros que trazia consigo uma equipe médica, deixei que eles limpasse minhas feridas, me balançando de um lado para o outro como uma boneca de pano, enquanto o conselheiro se ajoelhava e pedia perdão por tudo o que tinha acontecido, como se ele tivesse feito tudo.

Assim, quando a equipe médica se retirou, ele me contou toda a verdade por trás da morte da rainha.

Contou que aquele que muitos chamam de rei nada mais é que um psicopata fascinado por sangue que só não encosta na própria filha por ter feito uma promessa, a rainha não foi a primeira e eu não iria ser a última.

Porém, tudo o que eu consigo pensar nesse momento é em Branca de Neve, uma pobre e ingênua criança que não sabe das maldades que seu próprio pai fez com a ex-esposa e, sinceramente, é melhor que não saiba.

Tive pouco contato com ela, mas sei que possuí um coração imenso e bom, não quero corrompê-lo, pois tenho esperança de que ela será uma boa governante.

O tempo foi passando, a medida que Branca de Neve crescia e se tornava uma bela jovem eu ia, pouco a pouco, me perdendo em mim mesma.

O que o rei fazia comigo já não importava mais, eu já não gritava e deixei de me desesperar com o sangue que ficava grudado nas cobertas.

"Pelo bem da garota"

Era o que eu repetia para mim mesma sempre que aquele maldito vinha até mim.

E ele percebeu, e ficou furioso.

Eu sabia que só havia uma maneira de acabar de vez com tudo aquilo.

Eu precisava matá-lo!

Um envenenamento, na minha opinião, é uma das piores mortes para quem for observar de perto.

É como se a garganta se fechasse e de imediato a vítima perde o ar, as tosses logo vem, seguidas daquele clássico olhar de súplica de quem está vendo a morte diante de si e sabe que não tem escapatória, então a vida se esvai e o corpo cai da mesa em um baque alto o suficiente para os próximos ouvirem com clareza.

Fim.

O rei está morto.


Notas Finais


Espero que gostem, o próxima será lançado em breve!


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