História Rainy Nights - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance, Yaoi
Visualizações 18
Palavras 1.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, amores!
História nova! É bem simples, não tem grandes coisas, é mais puxada para o drama, mas ainda assim, eu espero que gostem. Este é só prólogo.
Boa leitura!

Capítulo 1 - So Far


-Você deve se orgulhar de si mesmo. Fez um ótimo trabalho por nosso país. — O homem idoso, com roupas verdes e muitas medalhes espalhadas por suas vestimentas lhe disse, o olhando com orgulho. — Seu pai teria orgulho de você, Bernard.

Ele sorriu alegremente. Estava orgulhoso de si mesmo, pois sabia que havia feito um bom trabalho, sabia que havia feito algo bom para seu país. E ele estava feliz consigo mesmo por isto, mas também se encontrava cansado e queria muito poder ir para casa, rever as pessoas que amava e enfim, poder descansar.

Havia passado por momentos difíceis na guerra.

Havia visto coisas terríveis demais, as quais queria apenas esquecer. Sua mente precisava esquecer, e seu coração precisava de paz. Embora estivesse feliz por imaginar como seu pai estaria orgulhoso e feliz por si, ainda sim, gostaria apenas de deixar tudo de lado por um momento e levar dias mais normais. E agora que estava de volta a sua casa, e ao seu país, poderia fazer isto, ao menos por alguns meses.

-Obrigado, senhor. — Disse em alto e bom som, como sempre se tem que fazer no exército, como forma de respeito aos seus superiores.

Ele era um rapaz orgulhoso do que havia feito, de tudo que havia conseguido e isto era bom, faria bom para seu país, mas para ele, era cansativo. Ele queria muito ir para casa, mas não para festejar.

Apesar dos seus vinte e três anos, tinha uma carreira brilhante no exército, havia subido como tenente a pouco tempo, e seus feitos eram elogiados por todos, especialmente por suas estratégias na base e por ter salvado um colega.

Era bom saber que um homem iria voltar para a sua família com vida, mas também era ruim se lembrar de todo o ar de morte que teve que vivenciar nos tempos de guerra e foi o que ele teve que vivenciar, era bom então, poder estar apenas envolta da vida de novo.

Ele era jovem ainda, mas continha algumas cicatrizes em seu rosto e corpo, a mais marcante era em sua bochecha, de quando levou um tiro de raspão na área, mas em nada alterava a beleza da sua pele bastante morena, seus olhos grandes, redondos e pretos, suas mãos eram grandes e sua altura chegava a 1,82.

As sobrancelhas eram grossas, o rosto retangular e magro, com o corpo corpulento e braços grandes, que pareciam ficar apertado demais em seu uniforme preto e verde. Em seu pescoço, se encontrava a medalha simbólica que ele recebera, uma forma de honra por tudo havia feito e nas roupas estavam as outras, também de honra. Ainda que sendo um homem de tenra idade, Bernard podia orgulhar-se de si mesmo por estar fazendo algo importante e também por ser o orgulho de um país, parte dele.

-Espero que honre esta medalha, tenente.

-Certamente, senhor. — Fez continência ao major.

O major repetiu o gesto, abrindo um leve sorriso de orgulho. Bernard se sentiu ainda mais orgulhoso, pois o seu major nunca fora o tipo de pessoa que sorria para ninguém, apenas para as pessoas que ele reconhecia o esforço que estas faziam e como ele estava sorrindo para ele, era muito bom.

Bernard pegou a mala que estava ao seu lado no chão, e se despediu rapidamente do seu superior, saindo da pequena sala muito bem decorada com todos os prêmios e medalhas que o major havia ganhado em sua vida.

Ele era um bom homem, que havia dedicado boa parte da sua vida para os bens do país, e mesmo que quase nunca voltasse para casa, ainda tinha uma esposa que sempre cuidou dele no máximo que podia, mas nunca tiveram filhos. Ele próprio provavelmente teria a mesma vida, pois filhos estavam fora dos seus planos, e também uma relação já que provavelmente seria muito julgado por suas opões.

O exército nunca é justo. E nunca vai ser.

Aprendeu isto desde do primeiro momento em que pós os pés no exército, aprendeu que havia coisas que ele tinha que manter escondido e que preferia manter escondido pelo bem de sua carreira e dele mesmo. Mas agora, que estava de volta, só queria poder descansar um pouco e não pensar em coisas ruins pelos próximos dias. 

Se agradou ao chegar na rua, após sair do quartel e ver o dia brilhante e sentir o calor. Estava louco para tirar as roupas pesadas e quentes que usava, poder vestir algo mais fresco e ir dormir um pouco. Se ansiava tanto por isto, que mal pode esperar para entrar no taxi e pedir para o motorista o levar até em casa.

Poderia pegar um meio de transporte público, mas o quartel ficava longe de quase qualquer coisa, teria que caminhar muito até encontrar um meio de transporte viável, resolveu pôr então, ir de taxi mesmo, o qual já havia sido chamado por ele antes. Pagou assim que entrou, e já informou o seu destino.

O taxista guardou o dinheiro e deu partida no carro.

Bernard se recostou no banco do carro, olhando para a janela. Apreciava a paisagem árida sumir aos poucos para dar lugar a árvores e em seguida para estradas com mais pessoas e carros passando, com a visão das casas e dos prédios que iam enchendo seu campo de visão conforme se atravessava a cidade. Abaixou o vidro do carro, não resistiu sentir o vento em seu rosto, e deixar que a brisa refrescante acalmasse a sua alma, assim como os barulhos normais de uma cidade apaziguassem sua mente.

Após passar tanto tempo em isolamento, em meio a dor e a morte, era bom estar de volta a sua cidade, de volta a sua vida. Já havia passado por experiências ruins demais, as quais ele preferia fazer mais nada além de esquecer e ele sabia que a vida normal, o dia a dia de sempre, iria lhe dar a calma necessária para esquecer tudo e seguir em paz, se reconstruir de novo até quando tivesse que voltar para as guerras e seus deveres como um homem que representa o país. Mas agora, ele seria apenas o homem típico que descansa em casa após um longo período longe.


Notas Finais


Obrigada a quem ler!
Até o Próximo!


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