História Rainy Nights - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance, Yaoi
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Palavras 2.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Our Secret


Bernard deixou o outro dormir em seu sofá, e mais do que isto, fez a este o favor de colocar uma bolsa de gelo sobre o olho ferido dele, o que diminuiu consideravelmente o inchaço presente e também, iria ajudar com a dor de cabeça, com que ele iria acordar, assim como acordasse.

Ele dormiu profundamente, sequer acordou quando estava tratando das feridas dele. Mas não fez muito mais que isto, o gelo parecia ter sido o bastante e junto disto tinha o fato de que ele havia sido mesmo tratado em um hospital, pôde sentir o cheiro de pomada e de hospital nas roupas dele, junto com o cheiro forte da bebida.

O deixou sozinho, depois de terminar de cuidar dele, e de colocar uma coberta por cima do mesmo, para que descansasse. Foi para seu quarto, depois disto. Sentou na cama, imaginando o que teria acontecido com ele, o que teria feito ou dito, ou com que teria si envolvido para ser machucado desse jeito. Bernard queria saber, mas não iria perguntar para que este não acordasse, era claro que precisava descansar depois do que havia passado.

Se deitou, quando cansou de ficar sentado. Olhando para o teto, respirou fundo, e fechou os olhos. Em sua mente inquieta, ele se viu pensando e repensando nas atitudes de Levi, e na vida que ele levava, assim como no que estava fazendo. Já era a segunda vez que isto acontecia. Da primeira, se intrometeu e o protegeu, embora tenha se arrependido parcialmente, e nesta segunda vez, simplesmente aconteceu.

E ele estava machucado, e era somente isto, agora. Mas o que aconteceria quando se tornasse tarde demais para o ajudar? E se ele acabasse morto por aí, por simplesmente estar se envolvendo com pessoas que eram perigosas e que poderiam de fato, acabar com a vida dele. E isto o perturbou, a ponto de não conseguir mais pegar no sono. Depois de tentar por quase uma hora, acabou desistindo.

Voltou a se sentar na cama, soltou um longo suspiro de cansaço. Não estava mais com a mesma energia de antes, e o pior disto era o que estava ansioso. Não conseguia ficar parado, acabou se levantando. Foi para o banheiro, abriu a torneira, se abaixou, fazendo uma concha em que deixou a água encher um pouco de sua mão.

Jogou esta água no rosto, três vezes. Fechou a torneira e se olhou no espelho. Seus olhos estavam ficando levemente preto por algumas olheiras. Não descansar estava fazendo mal para ele, mas não conseguiria mudar isto no momento. Estava ansioso demais para conseguir pegar no sono.

Ergueu a própria camisa e secou o rosto com esta.

Se encarou no espelho de novo, se perguntando o que estava fazendo, se afastando da família e se aproximando de um rapaz problemático, que tinha raiva de si. E só o procurava porque não tinha para onde ir, mas não significava que ele se importava, ou que queria ser seu amigo. Sabia perfeitamente disto, e ainda assim, tinha lá suas preocupações que o fazia continuar, mesmo que no fundo, ele se perguntava se ainda devesse se importar com alguém que tinha escolhido viver a vida no limite.

No entanto, claro que não poderia julgar, ele mesmo vivia no limite. Na guerra, não tinha como ser seguro. E ele estava preocupado com isto, ainda repensando sobre a própria vida. E agora estava deixando uma pessoa que não tinha nada a não ser uma vida de riscos, e que estava cobrando do outro o favor. Da última vez que se colocou nos problemas dele, acabou com uma cicatriz e quase um problema, e o que iria acontecer agora?

Provavelmente, ele não iria gostar da resposta.

Saiu da pia, e do banheiro. Apagou a luz, iria voltar para o quarto. Ouviu gemidos e murmúrios baixos vindo da sala. Andou calmo até a sala. Levi estava sentado no sofá, com os pés no chão e a mão direita na cabeça. Este xingava baixo, mas parecia estar mais sóbrio do que antes. Ele olhou direto para si, quando o notou.

-Quer beber algo?

-Tem alguma coisa que reduza a resseca?

-Vou fazer um café. — Seguiu para a cozinha.

Pegou no seu armário utensílios para fazer café. Preparou um café rapidamente, tomando cuidado para não o adoçar demais, e nem o deixar com o gosto azedo. Voltou para a sala, com a xícara de café quente na mão, e entregou para Levi. As mãos dele tremiam levemente quando pegou a xícara. Não comentou nada, o observou bebericar o café, apesar de estar quente. O outro parecia agradado em tomar este. Ele tomou longos goles, enquanto Bernard apenas o observava.

-O que você tanto me olha? — Levi indagou-o mal humorado, porém ainda tomando o café que Bernard havia lhe servido, sem reclamar e sem agradecer também.

O maior não deu a resposta que o outro queria, acabaria somente gerando uma briga que ele sabia que por certo, não valia nenhum pouco a pena tentar vencer, perderia, assim como perderia sua paciência. O principal foco ali era o que tinha acontecido e como tinha acontecido.

-Como isto aconteceu?

-Um babaca. — Revirou os olhos, dando um longo gole no café, para evitar uma resposta mais direta, ao menos por alguns segundos.

-E o que este babaca fez com você?

-Minha vida virou da sua conta agora? — Retrucou, fazendo uma pausa da bebida quente.

Bernard estava irritado, se sentia com raiva, mas não sabia ao certo do que, e nem para quem era direcionado este sentimento. Entretanto, Levi era o único na sua sala e era o único que estava sendo mal educado, a resposta mal educada foi retrucada então.

-Pode ir embora, se quiser. É só levantar e sair. — Esticou o braço em direção a porta, pegando o outro de surpresa, por seu novo lado, sem paciência.

No fundo, talvez ele só estivesse irritado por Levi estar se arriscando tanto e sendo machucado por conta disto, ou talvez porque ele adoraria ter uma palavrinha com quem havia batido em Levi, para o deixar no estado em que se encontrava.

-Que gentileza da sua parte?!

-Da última vez que isto aconteceu, você não foi nada gentil comigo. — Lhe lembrou, sem se importar muito em ser duro e honesto.

-Tem seu ponto.

-Além disto, imagino que vai me responder que nada disto é da minha conta, como fez a pouco. — Disse, ainda irritadiço.

Levi abriu um sorriso estranho, diante da sua forma de falar.

-Nós fodemos e seu lado bom samaritano desapareceu?

-Minha paciência que está sumindo, na verdade. — Rebateu, beirando a grosseira. Enquanto outro, continuava com o jeito debochado, o que no seu estado atual, fazia parecer mais que estava desesperado para esconder como se encontrava mal de verdade.

-Bom saber que consigo fazer te ficar nervoso mais rápido do que eu esperava.

-Tem certeza que quer brincar? Considerando o estado do seu rosto. Foi para o hospital?

-Fui. — Respondeu, bufando em impaciência. Levi odiava ser questionado, e sempre deixava isto bem claro, mas ao menos desta vez, dava respostas honestas e não dizia malcriações na sua cara.

-Delegacia?

-Também.

-Posso saber como isto aconteceu? — Quis saber, desta vez, esperando que o outro desse ao menos, uma resposta mais honesta.

Levi não tinha mais como negar quão errado, ele estava e como tinha procurado ajuda de Bernard, o mínimo que podia e deveria fazer era contar a verdade. A vergonhosa verdade que ele relutou com o orgulho para dizer.

-Eu conheci um cara num aplicativo. Saímos juntos, bebemos e nos divertimos. Transamos, mas ele quis repetir a dose e eu disse não. Ele acabou me amarrando e me espancando. Roubou meu dinheiro e parte do meu equipamento. Chamei ajuda do pessoal do Motel. Fui no hospital, na delegacia e fiz a coisa toda. Satisfeito?

Sentiu vontade imediata de dar um tapa em Levi, por toda sua falta de responsabilidade e cuidado consigo mesmo. Às vezes, ficava tão desacreditado do que o outro fazia, que nem sabia o que deveria dizer. Levi era adulto, mas por certo que agia como criança, na maior parte do tempo.

-Sabe aonde vai acabar se continuar agindo desse jeito?

-Acho que isto não desrespeita tanto a você, não acha?

-Por que veio no meu apartamento então?

Ele mesmo ficou abismado, por não ter conseguido arrancar uma resposta da parte do outro. Este ficou completamente mudo, chegando a virar a cabeça para o outro lado, apenas para evitar de olhar em seus olhos, como se tivesse ou sentisse algum tipo de vergonha por o fazer.

-Devo ter cometido um erro. — Levi deixou a caneca sobre o chão, e se levantou, como um jato, iria sair pela porta, se Bernard não segurasse o braço dele, antes que chegasse nela. Levi olhou de modo um tanto desacreditado para a mão que segurava seu braço, para depois encarar os olhos de quem o fazia.

-Fica.

-Por que eu deveria?

-Não deveria, mas como já está aqui, é melhor que fique de uma vez por todas. — Ele soltou o braço de Levi, que ainda um tanto surpreso, caminhou de volta para o sofá e sentou neste. Bernard fez o mesmo, se sentando ao deste, mas ainda mantendo uma certa distância.

-O seu jeito é estranho.

-Não é como se você fosse tão diferente assim.

-Eu estou cansado.

-Pode dormir na minha cama. — Disse, casualmente.

Levi no entanto, talvez como forma de compensar como se sentia ou para esquecer a situação complicada, até assustadora que passou, levou o assunto para o outro lado, de novo, escolhendo o lado sexual para fugir da realidade.

-Quer repetir a dose?

-Não. — Respondeu, sem muita paciência para com o outro.

-Eu odeio admitir, mas foi bom ter aquele momento com você. Eu nunca pensei que você foderia também, e melhor ainda, é do jeito que eu gosto. Termina e vai embora. Eu poderia fazer isto mais vezes, sabe?!

-Você precisa é descansar. Ainda está bêbado.

-Não o bastante para não saber o que faço, amor.

-Se é o caso, por que faz isto consigo mesmo?

-Para me divertir, e eu estou me divertindo, e muito.

-Poderia ter sido estuprado, onde acha que está a diversão?

-Isto foi um contratempo.

-Você sabe que está diante de mim agora, mas poderia muito bem não estar?!

-Eu achei que podia com ele, mas acabou que ele era mais forte, maior, como você. — Levi mordeu de leve o lábio inferior, se insinuando para ele. Bernard fez o que pôde para ignorar, mas o outro acabou colocando a mão em seu peito e rapidamente, o empurrando contra o sofá, subindo no colo dele, de frente para si. O outro colocou as mãos em cima do seu ombro, rebolando em cima do seu pênis, se insinuando sexualmente.

Levi se inclinou para frente, encostando os lábios firmemente na base de se pescoço, passando a língua por seu pomo de adão. Bernard estremeceu de leve, sendo tocado assim. Seu pênis logo reagiu ao ter o peso do outro que rebolava continuamente sobre este. No final das contas, seu corpo respondia ao que o outro estava fazendo, até sentia vontade de gemer, embora mantivesse a cabeça virada para o lado, evitando o olhar dele.

-Viu? Você gosta.

-Para. — Segurou os ombros dele, o obrigando a parar. Sentia o membro pulsar e tinha vontade de deixar ele continuar, mas sabia que seria errado, pois tinha plena consciência do que o outro estava fazendo. Olhou nos olhos dele, sendo mais duro e mais firme. — Não vai ser assim que vai conseguir se sentir melhor. Se sentir assustado pelo o que houve, apenas chore, ou diga.

-Eu não estou assustado.

-Você poderia ter sido estuprado, poderia ter morrido. E foi roubado. Tem dinheiro para comprar um equipamento novo? Como vai trabalhar? Tente ser um pouco normal e chore, ou lamente pelo o que aconteceu. Não tente se consolar com sexo. — O tirou de cima do seu colo, o sentando em cima do sofá. Levantou, porém antes de se retirar, teve a ponta da camisa segurada por Levi.

-Você disse para eu ficar, então fique também.

Voltou a se sentar no sofá, Levi deitou-se, encostando a cabeça sobre suas pernas. Acariciou de leve os cabelos do outro, se acalmando para que sua ereção sumisse e também para não discutir mais com Levi, que após alguns minutos de silêncio começou a chorar baixinho, tremendo, e murmurando uma exigência para que este momento de fraqueza fosse mantido em segredo, e seria. Um segredo somente deles.



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