História RAIO DE SOL (Lauren G!P) - Capítulo 24


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Categorias Camila Cabello
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila, Camren, Lauren, Laureng!p
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Palavras 2.086
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Será que já chega por hoje??

Capítulo 24 - Lauren


Fanfic / Fanfiction RAIO DE SOL (Lauren G!P) - Capítulo 24 - Lauren

    — Camila lançou um novo livro. Você viu? — Rodrigo me perguntou e eu neguei com a cabeça.
    Evitava pensar nela e saber qualquer coisa a seu respeito. Mesmo que a curiosidade não me faltasse.
    — Chama Raio de sol.
    Parei o que fazia e olhei para o meu amigo, congelada no lugar. Por que raios ela colocara esse nome no seu livro? Para me provocar ainda mais? Me deixar pior do que já tinha deixado? — Eu comprei um exemplar, Mag também... Você devia ler.
    — Por que?
    — Não posso dizer, mas acho que deveria ler. Quando sair dessa fossa me avisa que eu te empresto, veio autografado e tudo.
    Saber que ela tirara um tempo da sua vida corrida para autografar livro para eles me deixava mais revoltada ainda. Por que cacete ela fora embora, fazendo pouco caso do que tivemos?
    — Você leu? — perguntei, repentinamente curiosa.
    — Umas partes...
    — E?
    — E não vou te contar.
    — Não vou ler. Não posso dar esse gosto à ela.
    — Já leu outros, deveria ler esse também.
    Parei de escovar o Fantasma e olhei raivosa para o meu amigo. Já me bastava meus próprios demônios, ter ele colocando a origem deles no meio da conversa não me ajudava em nada.
    — Passou mais de um mês, três pra ser exato, perdi dinheiro por sua causa.
    — Quanto?
    — Trezentos paus.
    Peguei minha carteira no bolso, tirei o dinheiro e joguei na sua mão, com raiva.
    — Pronto. Agora não reclama mais.
    — Não é só pelo dinheiro, Laur. Que porcaria você tá fazendo da vida? Não sai daqui, só pra ir pra construtora, se tranca nos lugares e nos ignora a maior parte do tempo. Acha que isso é bom pra você?
    — Eu estou bem.
    — A merda que está! Até a carne no frigorífico está melhor que você.
    Parei minha tarefa e abaixei a cabeça, sentindo tudo voltar, todos os sentimentos e incertezas. Não queria lembrar dessas coisas. Deu um trabalho e tanto ao menos aprender a conviver, era maldade jogar tudo no ventilador justo agora.
    — Não quero falar sobre isso.
    — Nunca quer. Não quer falar nada.
    Era verdade. Silêncio parecia um ótimo amigo ultimamente. Muito melhor do que notar a preocupação das pessoas com o meu estado.
    Marcela estava praticamente carregando a construtora nas costas e eu me via apenas uma observadora da minha própria vida. Logo mudaria, claro que sim.
    — Mag disse que ela não está melhor.
    Eu evitava perguntar, evitava tudo e ele ali, me falando essas coisas, fazia eu odiar ainda mais a situação. Não tinha sido eu quem fugiu e com certeza não correria atrás só para ouvir que estava melhor sem mim, sem precisar viver no interior e todas aquelas baboseiras.
    — Não me interessa.
    — Sabemos que sim. Para de mentir.
    — Eu estou tentando seguir em frente, e você não tá ajudando.
    — Porque eu sei que não vai conseguir, Laur! Diacho! Para de ser otária e admite que não vai conseguir sem ela!
    O ignorei, olhando para a crina branca do cavalo à minha frente. Como se ele pudesse me trazer a liberdade que eu estava longe de sentir.
    Perdera as contas de quantas vezes cavalguei até a fazenda Cabello para entender então que eu não a veria lá. Não arriscara subir ao seu quarto, porque sentiria sua presença e aquilo seria ainda mais doloroso para a falta que ela fazia.
    Talvez esperasse mais uns onze ou doze anos para vê-la, ou talvez não a visse nunca mais. Impossível saber.
    — Se eu ler, promete parar de ficar me torrando a paciência?
    — Prometo.
    — Vou lá pegar depois, então. Agora me deixa em paz e vai caçar o que fazer.
    — Eu e a Mag vamos no clube, quer ir?
    Eu nem arriscava ir lá desde o dia em que Camila e eu nos provocamos. Talvez o que eu precisava era justamente desse choque de realidade e atenção de mais alguém que não fosse os animais com os quais conversava.
    Incluindo Rodrigo nessa categoria.
    — Acho que sim. Qualquer coisa apareço por lá.
    — Vamos te esperar então.
    — Tudo bem.
    — Quer ir na Poderosa ou vai querer ir com a gente?
    No mesmo carro que eles, com aquele romance desgraçado que viviam? Nem que me pagassem!
    — E ficar sem ter o que fazer no meio dos dois? Tô mais é querendo fugir disso.
    Ele gargalhou e eu não consegui evitar sorrir com ele. Sabia que estava um inferno e não fazia questão de disfarçar o quanto gostava disso.
    — Vou trazer o livro, é sério, Laur. Não vai buscar, eu te conheço.
    Odiava que ele adivinhasse meus pensamentos. Era como uma maldita pedra na minha bota, que incomodava para cacete e que eu não conseguia tirar, sem saber ao certo onde estava.
    — Se trouxer, não saio hoje.
    — Você que sabe.
    Ele deu de ombros e seguiu para a sua casa, provavelmente, para cumprir a promessa e trazer o que falara. O que adiantava eu evitar? Todos pareciam querer me lembrar a todo instante.
    Fiquei alguns minutos parada, e quando ouvi passos no cascalho, sabia que era ele novamente. A paz de espírito totalmente perdida.
    — Tá aqui.
    Ele me entregou o livro e o objeto parecia pesar uma tonelada na minha mão. Uma tonelada de sentimentos malucos. Ler Raio de sol e embaixo o nome dela não ajudou em nada.
    Respirei fundo.
    Meu peito doendo como se as coisas tivessem acontecido ontem.
    Como se eu mal pudesse respirar sem me sentir devastada.
    Olhei na orelha e ali estava ela, olhando para mim como se estivesse decepcionada por eu não ter tentado com mais afinco, sendo que ela também não fizera nada para que desse certo.
    Queria um romance de livro, mas não aceitava quando um acontecia em sua vida.
    Soava irônico para mim.
    Uma pessoa que sonhava com o amor, acordava, descobria que ele batia na sua porta e por medo, pulou a janela.
    — Vou sair. — Ele avisou e eu nem olhei na sua direção.
    Sentei no monte de feno, abrindo as primeiras páginas. E logo no começo, entendi porque Rodrigo queria tanto que eu lesse aquilo.
    “Ele tinha se transformado completamente e passara a ser o sonho de qualquer mulher, inclusive o de Aline. Seu olhar misterioso arrepiava partes dela que a faziam arder de desejo.
    A lanchonete, agora parecia vazia, seus olhares presos, o cheiro de tabaco e o couro desgastado do banco, completamente esquecidos.”
    Até no livro ela implicava com o cheiro de tabaco, e aquilo me arrancou um sorriso sincero, com a imagem dela franzindo as sobrancelhas em desagrado, enquanto escrevia.
    Quando entrara aquele dia na lanchonete, notei de primeira que escrevia em um bloco e não consegui ler enquanto a cumprimentava, mesmo que tivesse tentado. Agora, um sentimento estranho se apoderava de mim ao notar que ela descrevera a situação, com o que sentira. O mesmo que eu, admitia.
    Ela estava maravilhosa. Só sabia que era ela porque não esqueceria nunca o formato dos seus olhos e da sua boca.
Eu tinha fantasiado por muitas vezes enquanto adolescente com aquilo, e foi um choque notar que a garota dos meus sonhos se transformara na maldita mulher dos meus desejos.
    Rodrigo filho da mãe.
    Virei a página, tendo a certeza de que não largaria esse livro até que não terminasse, o que era uma porcaria, porque eu sentia meu orgulho falhar e a vontade de ir até a fazenda Cabello implorar pelo endereço dela, crescia e corrompia a parte em mim que dizia não.
    “Sentiu as faíscas entre eles e quando o homem sorriu, um ponto no seu peito pareceu bater mais forte, respondendo. Implorando por ele e por mais do sentimento. Queria se sentir livre novamente, esquecer o que os separava e embarcar na loucura do amor pelo menos mais uma vez.
    Uma única vez.”
    Mais um pouco.
    Claro que eu me torturaria ainda mais.
    Até que li algo que fazíamos quase tanto quanto conversar.
    Admirar as estrelas.
    Minhas mãos tremiam enquanto eu lia o que ela escrevera e agora, eu já nem sabia se conseguia respirar direito, eu só sentia que perdera mais tempo do que realmente tinha sido necessário, e que eu faria o que ela quisesse para tê-la de volta.
    Nem que eu tivesse que passar a maior parte do tempo na capital. Não importava.
    Diacho.
    Não importava.
    “— Entendeu as constelações?
    — Não. Mas temos uma vida inteira pra entender.
    Nenhuma frase soara tão perfeita antes. Era uma declaração especial, que apenas as duas entendiam. Uma declaração que poderia ser eterna.
    Quanto tempo dura o eterno? Escreveu Lewis Carroll.
    Ali, olhando para os olhos do Valentim e sentindo a intensidade do sentimento, Aline soube que ele duraria o tempo que eles quisessem.”
    Ah, porcaria!
    Levantei apressada do monte de feno, sentindo minhas pernas protestarem por ter ficado tanto tempo parada. Horas e mais horas na companhia de duas pessoas que eu sabia viverem o que estávamos vivendo no momento.
    Entrei na caminhonete, sentindo o meu coração ribombar no peito, afoita por ter uma notícia boa, uma notícia que me levasse diretamente até ela.
    E então, assim que pisei na fazenda Cabello, sua mãe apareceu e sabia exatamente o que eu procurava.
    Minha cara devia deixar bem claro o meu desespero. Porque ela não comentou, só me levou até o quarto da sua filha e me deixou lá, parada, prestes a ter um ataque do coração, tamanho meu nervoso em ler o que a Camila tinha escrito.
    — Vai me dar o endereço dela hoje? — perguntei.
    Não adiantaria nada se eu não soubesse onde procurar.
    O medo por ter minha felicidade em jogo, me corroía e eu torcia para que ela não tivesse desistido e embarcado em uma nova aventura. Eu queria ser a aventura dela, para o restante das nossas vidas.
    A Raio de sol seria o cenário do nosso amor e não apenas o nome do seu livro.
    Não apenas uma fazenda fictícia em uma cidade mais fictícia ainda.
    — Acho que ela deixou na carta.
    Meu Deus!
    Onde estava aquela maldita carta?
    — Ela está na primeira gaveta... Vou sair, qualquer coisa é só chamar.
    Ela fechou a porta e eu corri abrir a gaveta, desesperada.
    Vi um envelope fechado e respirei fundo, sentindo meu peito doer com a possibilidade de ler coisas que talvez eu não gostasse.
    Rasguei a parte que selava e olhei o papel, como se ele pudesse me queimar. Depois de meses sem ela, eu já nem me reconhecia mais.
    A sua letra delicada, era fácil de ler, e enquanto meus olhos percorriam o que ela escrevera, notei o quão burra fui por não ter lido aquilo antes. Teria economizado muitas noites sozinha e poupado a maior parte do meu inferno pessoal.


    “Eu sei que não estou agindo certo. Mas é que estou com medo, Laur. Tenho medo de amar você e partir meu coração.
    Pessoas que amam, têm medo, não tem?
    Isso é normal, pelo menos eu acho.
    Escrevi milhares de bilhetes até conseguir escrever esse. Escreveria mentiras, admito, mas sabia que assim que lesse, notaria como eu estava te enganando e, principalmente, enganando a mim mesma.
    Por isso, vou dizer a verdade. É a parte de mim que coloco nos meus romances todas as vezes em que escrevo. É a parte em mim que quer sorrir a todo instante.
    Esses dias foram os melhores da minha vida e até mesmo das brigas estúpidas e piadas sem graça vou sentir falta. Camila Berranteira nunca me fez rir tanto, e seu beijo foi o melhor que já tive, porque ele foi carregado de sentimento. Você é toda sentimento.
    Meus ossos viraram geleia e não fale isso perto da Mag, ela vai entender e ficar rindo até não aguentar mais.
    Obrigada por me fazer sentir viva.
    Por colocar romance na minha vida.
    Assim que publicar o livro, espero que leia e algum dia possamos nos ver novamente.
    Me procure quando tiver certeza. Quando a mágoa já não for tão grande. Coloquei meu endereço no final.
    Eu vou te esperar, Laur. Assim como você me esperou.”
    A essa altura não me importa o que eu vi, só o que senti com você. E digo com a mais absoluta certeza, não vou sentir com ninguém.”
    Eu vou te esperar, Laur.
    Eu vou te esperar, Laur.


    E daí que eram horas até a capital? Eu estava pouco me fodendo para isso. Eu a buscaria e provaria que não precisava me esperar quando eu sempre tinha sido dela.
    — Obrigada! — gritei enquanto saía da casa, vendo os pais dela sorrirem com minha pressa.
    Eu tinha uma mulher para reconquistar e não podia perder nem um mísero segundo.



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