História RAIO DE SOL (Lauren G!P) - Capítulo 25


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Categorias Camila Cabello
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila, Camren, Lauren, Laureng!p
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Palavras 2.324
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chega por hoje neah?!!
5 capítulos em um único dia foi o bastante 😂

Capítulo 25 - Camila


Fanfic / Fanfiction RAIO DE SOL (Lauren G!P) - Capítulo 25 - Camila

    Abri mais uma mensagem de leitora dizendo que Valentim era perfeito e sorri, contida. Na escuridão do meu quarto, olhando as mensagens, era meio que uma terapia para a minha solidão.
    Digitei uma resposta rapidamente e olhei para a chuva fina visível através da janela.
    O barulho dos pingos batendo no telhado me deixando tranquila e ansiando por escrever. Mas nada vinha. Nenhuma ideia. Era só esperar um pouco que elas logo chegariam, sabia disso.
    Costumava adorar dias como esse, chuvosos... Eram um prato cheio para me deleitar viajando nas linhas.
    A campainha tocou estridente no andar de baixo e eu levei a mão ao peito, morrendo de susto. Quase ninguém me visitava e tinha até medo que fosse o cara que tanto insistia em nos vermos mais uma vez. Eu o mandaria embora antes que ele entrasse. Não confiava nas pessoas, ainda mais as que achavam que eu era uma caipira burra.
    Olhei através do olho mágico e pela altura, não era o homem.
    Eu só conseguia ver o pescoço da pessoa, quando era ele eu via o topo da cabeça.
    Respirei aliviada e abri a porta em um solavanco, sentindo meu coração parar assim que vi quem era e, porque aquele pescoço me parecera tão familiar quando olhei.
    — Mila.
    — O que faz aqui?
    Eu a esperei todos os dias e depois de um mês completo, simplesmente percebi que ela não viria. Ou achei que não.
    — Li sua carta.
    Abri a minha boca, mas nenhum som saiu.
    — Estou um pouco atrasada...
    Um pouco? Inferno! A mulher tinha me feito esperar por três meses! Três meses sem saber o que raios ela pensava de mim.
    Não que eu fosse santa por fugir, de qualquer forma.
    — Três meses, Laur! Três meses! Acha que pode vir aqui e dizer só isso?
    Eu estava eufórica por vê-la, ao mesmo tempo em que estava revoltada ao saber que ela só lera a minha carta recentemente. Enquanto eu me martirizava, achando que ela queria era distância de mim.
    Os desencontros da vida poderiam mesmo ser um saco.
    Isso porque eu nem achava que as coisas em alguns livros eram verdadeiras, agora percebia que isso podia acontecer com qualquer um.
    — Eu não queria ler. Você me abandonou pela segunda vez, sem olhar para trás, queria que eu fizesse o que?
    — Mas, você voltou com a sua noiva.
    Ela passou por mim e olhou em volta, checando na maior cara de pau a minha casa. Parecia que eu estava exposta e sem roupa perto dela, com a sua avaliação sobre as minhas coisas, manias e decoração.
    Nada que lembrasse o interior.
    Tudo na casa eram coisas que eu fui adquirindo com o tempo, tirando o sotaque, ninguém diria que eu era uma garota de fazenda. E isso pareceu a decepcionar, porque fez um barulho de tsc com a boca algumas vezes, passando a mão nos quadros e vasos no meu aparador, como se tivesse o direito de fazer isso.
    — Não.
    — Então, porque ela te abraçou e te beijou?
    — Disse certo, Mila. Ela me abraçou e ela me beijou. Não sei o que pensa que viu, mas aquilo nem pode ser chamado de um beijo de verdade, porque eu não correspondi.
    Ela deixava uma mulher que tinha passado vários anos com ela fazer aquilo e eu tinha que simplesmente aceitar?
    — Então, quer dizer que se alguém me beijasse daquela forma, alguém com o qual fiquei por muito tempo, você não ficaria nem um pouco afetada?
    Laur não esperava por essa pergunta e a forma como ela fechou as mãos com força demonstrava isso.
    — Ah, eu com certeza daria uma surra no cara, uma surra que o faria nunca mais chegar perto de você.
    Se meu sonho era ter uma pessoa doce, que me embalasse nos seus braços e não gostasse de forma alguma de violência, somente paz, estava ferrada. Mas também eu era uma confusão gigantesca, porque se alguém me molestasse ou algo do tipo, eu queria ter alguém como Laur para me defender, mocinhas bonzinhas geralmente eram bonzinhas demais...
    Por mais que eu fosse feminista o bastante para me proteger por conta própria, Laur passava uma tremenda de uma confiança.
    E mulheres gostavam do lobo mau. Isso era fato.
    Pesquisas indicavam que o lobo comia muito melhor. Pesquisas baseadas nos meus conhecimentos, claro.
    E Laur era uma loba e tanto, com um caralhus do caralho.
    Se é que fazia sentido.
    — É uma bruta! — falei revoltada e apontei na sua direção.
    Ela riu. Como sempre. Adorando me provocar e me tirar do sério.
    — Não pareceu reclamar quando eu demonstrei essa minha “brutice”, empurrando até o talo em você, Camila.
    Vermelhei até a ponta dos pés. Uma vermelhidão de pura raiva por ela saber o que dizer na hora certa em que me deixaria ainda mais puta da vida.
    — Presunçosa de uma figa!
    — Só disse a verdade.
    — Já tomou no seu toba hoje?
    — Não sou mulher pra isso, diacho! E por que está tão irritada? Não estou noiva de ninguém, ainda.
    Ainda.
    Ainda.
    Ainda.
    Com aquele porte eu suspeitava que ela não ficaria livre por nem mais um mês inteiro. Bastaria estalar os dedos que eu tinha certeza que as mulheres correriam na sua direção, como o que acontecia no comercial de um desodorante com cheiro de chocolate. Chocolate! Pelo amor de Deus!
    — Estou irritada, porque você acha que tem o direito de vir até aqui e ficar me estressando!
    — Dirigi por tantas horas que minha panturrilha parece ter travado e acho que isso é um bom motivo para querer te perturbar por ter dificultado as coisas e corrido pra cá, antes de resolvermos tudo.
    — Não tínhamos nada para resolver.
    Falei e como uma criança, cruzei meus braços. Uma criança insuportável. Eu conseguiria fazer dobradura com o meu papel de idiota nesse exato momento.
    — Sabe que tínhamos, tanto sabia que fugiu. Como uma covarde. Fugiu, de novo.
    Laur era mesmo boa nessa coisa de saber tudo sobre mim.
    — Não... — comecei a falar, mas ela me interrompeu, colocando um dedo na boca, pedindo meu silêncio.
    Respeitei por causa da coragem. Tinha que ser mesmo muito corajosa para fazer isso comigo.
    — Mônica viajou, finalmente me deixou em paz e quando fui atrás da mulher que eu realmente quero, descobri que ela tinha ido embora e deixado uma maldita carta! Um maldito pedaço de papel com uma desculpa estúpida! Como acha que eu fiquei? Me desculpe, princesa, se precisei de um tempo para me recuperar, mas é que realmente não estava no meu melhor momento, ara.... — Ela admitiu amarga e era horrível pensar que eu fiquei o tempo todo olhando seus lábios se mexendo enquanto falava.
    Mas, tinha sido exatamente isso que eu fiz.
    — Mulher que você quer? — perguntei, prestes a gaguejar.
    Jesus! Gaguejar seria uma vergonha!
    Não gaguejaria perto dela. Não podia gaguejar perto dela. Laur não poderia me ouvir gaguejando.
    — Foi só isso que ouviu?
    — E a parte da carta, mas me recuso a acreditar que você não leu e perdeu tanto tempo. Eu tentei escrever desculpas, mas desisti e escrevi verdades.
    — E disse que me esperaria.
    Apontei à minha volta, com um sorriso derrotado no rosto.
    — Não tinha muito para onde correr.
    — Sabe muito bem o que escreveu, e eu sei exatamente o que quis dizer. — Como se ela tivesse atraído coisa ruim, a campainha tocou, quebrando nosso contato, despedaçando a intensidade do momento.
    Era bom. Não tão bom se fosse levar em conta que aquele olhar antecedia um sexo quente e maravilhoso. Totalmente indecente. Do tipo que faria meus ossos virarem gelatina colorida.
    — Oi! — abri a porta sem olhar pelo olho mágico e quase pulei de susto.
    Meu ex estava aqui e Laur também. Santo Deus, eu era mesmo muito azarada!
    — Podemos conversar?
    Não. Nem em sonho. A senhora caralhus me esperava e o homem mediano à minha frente tinha acabado de quebrar um clima mais quente que o deserto.
    — Não. Tenho uma amiga aqui... Eu disse que conversaríamos um outro dia, Guilherme...
    — Outro dia? Tem me enrolado a meses, Mila!
    Senti uma mão envolver a minha cintura e o tamanho da Laur amedrontar o coitado que nos olhava com olhos arregalados.
    — Algum problema? — A voz grossa atrás de mim causou arrepios nos pelos dos meus braços, e eu esperava de coração que ela não tivesse notado esse detalhe.
    — Nenhum, Laur. Guilherme já está de saída. — Falei baixo.
    — É, pelo visto já estou. — Desistiu de falar qualquer outra coisa e se virou, seguindo para seu carro e saindo apressado, sem ao menos acenar, se despedindo.
    Um pé no saco a menos. Laur poderia ter terminado um monte de casos meus por mim, só com a sua presença, teria me poupado muita fadiga.
    — Não sou só eu a conquistadora.
    — Acontece, eu tinha que passar meu tempo de alguma forma.
    Laur deu de ombros e pareceu não querer estender o assunto. Eu também não iria querer saber de todas as suas conquistas. Uma coisa era imaginar, outra totalmente diferente era saber.
    — Vai voltar para Ventura?
    — Por que? — perguntei, vendo-a se sentar desajeitado no meu sofá.
    — Porque eu quero que você volte.
    Sua frase fez meu peito vibrar e parecia que eu seria capaz de levitar de felicidade a qualquer momento. Aquela frase era sem dúvida a que eu queria ouvir nos últimos dias e agora que era de verdade, parecia simplesmente especial demais para o ser.
    — Quer?
    — Diacho mulher! Eu não queria nem que tivesse saído! Mas ficava toda hora: Eu vou embora, Laur. Vou embora daqui uns dias, Laur. Só estou de passagem, Laur.
    Eu tentei segurar a risada com a sua imitação da minha voz, mas não aguentei. Por mais que ela estivesse certa, a situação era engraçada demais e a vontade de rir em mim era constante, o que não me ajudava nem um pouco nos momentos de seriedade.
    — Não é pra rir, encarnação do coisa ruim! Se pensar bastante vai lembrar que ficava justamente assim!
    — Eu sei que ficava, por isso estou rindo... — dei risada mais uma vez, sem saber ao certo o que dizer.
    As coisas estavam estranhas e meu roteiro escrito para quando ela aparecesse ia por água abaixo, com a conversa totalmente imprevisível que se desenrolava.
    — Vai voltar?
    — Não sei...
    — Ara, como não sabe? Vim até essa merda pra te buscar, Mila! E não vou voltar sozinha! Meu humor tem sido do cão durante esses meses e meu Deus, nem eu me aguento mais!
    Gargalhei e coloquei a mão na minha barriga, doendo de tanto rir.
    — O que está me pedindo, precisamente?
    — Precisa voltar, pra colocar minha honra de volta na mesa. Rodrigo inventou um noivado entre a gente naquele dia do leilão e não ajudou em nada você ir embora no mesmo dia. Minha reputação ficou mais suja que a lama do chiqueiro, sua filha da mãe!
    — Só se preocupa com a reputação?
    — Não, com meu coro também. Um dos fazendeiros acha que tô de caso com a mulher dele, e como nosso noivado não vingou e ele ouviu falar que ela o está traindo, eu sou a primeiro suspeita.
    Fiquei quieta, com medo de perguntar se ela tivera mesmo esse caso com uma mulher casada. Não gostava muito de homens que faziam isso, nem de mulheres que faziam a mesma coisa. Uma noção que eu adquirira com a criação extremamente religiosa da minha mãe.
    — E você é a amante dela? — perguntei, receosa.
    — Diacho, claro que não! O que eu mais faço é fugir daquela mulher. — Ela levantou do sofá, incomodada com o assunto e foi até a janela.
    — Você fugindo de mulher?
    — Até você fugiria, ela é assanhada demais, uma coisa horrível, e nem gosta de animais até onde sei. Quem não gosta de animais? São pessoas perfeitas, os animais!
    — Eu também não gosto de animais, os perigosos.
    — Ave, que você entendeu o que eu disse! — Ela rebateu, e um sorriso se fez presente novamente nos meus lábios.
    — Laur, então você enrolou e não disse as palavras certas, porque realmente está aqui?
    Ela se virou na minha direção e olhou profundamente nos meus olhos, séria e concentrada em desvendar a minha alma.
    — Porque não consigo nem ver o pôr do sol sem lembrar de você, Mila. É como se fizesse parte da paisagem e eu já não conseguisse mais observá-la sem você nela. Porque me deixou louca em poucos dias, mas uma louca desgraçada de boa.
    Sorri abertamente.
    Não eram palavras de amor, mas eram ainda melhores. Palavras sinceras assim como Valentim tinha dito a Aline.
    — Vou voltar com você.
    — Nunca mais faça essa cara! Achei que você estivesse pensando em meios educados de me mandar à merda.
    — Ainda não, cowgirl. Ainda não.
    — Então pensa quando voltarmos, porque eu não vou esperar nem mais um minuto.
    Laur começou a me empurrar em direção a escada e eu acabei gargalhando da sua tentativa de me levar para cama nem que fosse na marra.
    — E as constelações? Olhou?
    — Não, mas podemos descobrir daqui alguns minutos, vai literalmente ver estrelas.
    — Eu já as vi, naquela vez na sua casa. — admiti.
    Já estávamos nesse ponto mesmo, que minha toalha da rendição fosse atirada ao alto, então.
    Laur uniu seus lábios nos meus, com uma pressão selvagem e envolvente, uma paixão clara, apenas um prelúdio para o que teríamos. Uma união muito mais profunda do que sexo e uma onda de prazer que seria capaz de abalar todas as nossas descrenças quanto a uma possível relação.
    O beijo dela era insanamente delicioso e se eu tivesse tantas doses quanto possíveis, quatro vezes ao dia não me parecia nada mal.
    Andaria assada sem problema nenhum.
    Ela se afastou um pouco, respirando pausadamente.
    Tentava manter o ritmo da respiração normal, sem parecer que eu desmaiaria a qualquer momento. Mas Laur simplesmente consumia meu oxigênio, um fogo precisando se alimentar.
    — De novo. — Ela emendou e eu gargalhei.
    Me pegou no colo, subiu a escada e quando chegamos no quarto, a cama foi a que mais sofreu. Mais uma quebrada sem o menor remorso.

 


Notas Finais


Agora acho que mereço demorar um pouco a voltar a postar 😅


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