História Raio do Céu Azul (ShikaTema) - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Kankuro, Karura, Mirai Sarutobi, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Rock Lee, Shikamaru Nara, Temari
Tags Amor, Drama, Maternidade, Pais, Romance, Shikamaru, Shikatema, Temari
Visualizações 71
Palavras 1.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas!
Essa é uma fanfic bem antiga, que estava guardada em um caderno, sim foi toda escrita em um caderno, passei a semana lendo e passando alguns capítulos para o PC, mas primeiro pensei em postar e acabei desistindo, mas depois de reler voltei atrás e fiz o que acabei de dizer.
Hoje estou aqui postando o primeiro capítulo, de "Raio do Céu Azul", poderia explicar o título, mas não vem ao caso agora.
Essa é uma fanfic baseado na maternidade de mães adolescentes, eu como fui mãe muito cedo, sei bem as dificuldades de assumir muito cedo uma responsabilidade como essa.
Claro que ninguém tá morto, então teremos romance, de uma forma mais leve e natural... Já vou avisando que é uma história longa.
Próximos capítulos serão maiores, prometo.

Boa leitura...

Capítulo 1 - Prólogo


 

 

Revelações, revelações vem de lugares estranhos em momentos inoportunos, às vezes não basta estar só diante da verdade, não é como apertar uma campainha e dizer “olá”, não se você estiver diante de um homem perfeito com uma família perfeita. Este é o caso do meu pai Rasa No Sabaku, desde os primórdios da criação, ele se considera o melhor ser humano existentes na face da terra, dito isto, seus filhos e esposa devem ser também um exemplo para seus subalternos, se você chutou que ele é um reverendo, bem, acertou.

                Mas existe pessoas e pessoas. Meu pai sempre acreditou que a “pureza” de uma mulher deve ser entregue a um homem de fé igualitária ou maior que a sua, e que damas devem deixar que os pais decidam o que é ou não melhor para a sua vida. Digamos que a igreja seja para ele maior que a felicidade dos filhos. Minha mãe Karura No Sabaku, carrega consigo uma bondade inquestionável, no entanto, ela é totalmente submissa a ele e isso me enoja.

                Levo a mão a cabeça pressionando com as pontas dos dedos enquanto com a outra esmago o papel em minhas mãos, queria chorar, mas isto só faria de mim mais uma mulher fraca neste mundo, e não, eu não sou fraca. O que me leva a ser conhecida como a maça podre da família, não que meu pai nos deixe usufruir do doce sabor desta fruta, como ele diz: “se Eva fora conduzida ao pecado e expulsa do paraíso pela fruta apetitosa do pecado, o que acha que acontecerá com você? Menina tola.”

                Ele está em um nível tão alto, que é quase impossível competir, completamente equivocado sobre a natureza feminina, desejos e sonhos. Para ele, basta apenas o que ele e meus dois irmãos inúteis desejam.

                Abro mais uma vez o papel em minhas mãos a palavra “POSITIVO” escrito em negrito e letras gritantes. Será difícil para ele aceitar uma filha grávida aos dezessete anos, mas o pior, grávida de um completo estranho antes do casamento. Quase ouço seus gritos, contudo, primeiro preciso resolver com o pai da criança, talvez amenize os nervos da minha família.

                Me enrolo no casaco de lã preto, o frio das manhãs de dezembro é quase impossível de aguentar, respiro fundo, o laboratório fica a dois quarteirões da casa do Deidara, pai do meu filho. Minhas mãos tremem enquanto atravesso as ruas de um dos bairros mais afastados de Konoha, a neve branca cai lindamente cobrindo cada canto da cidade. Toco o interfone duas vezes até que o portão principal do prédio é aberto.

                Pego o elevador até o seu andar, Deidara sempre fala de crianças, adora ir ao parque central com os sobrinhos, ele também é mais velho, trinta anos de idade, mas isso não impediu que nos atraíssemos um pelo outro em apenas um olhar. Dou duas batidas na porta, que logo é atendida, me puxa para dentro entre beijos.

                - Pensei que não viria mais – fala entre os beijos.

                - Tinha algo para fazer antes – murmuro.

                - Ah é, e o que poderia ser mais importante que eu? – caminho até o sofá caramelo da enorme sala de estar daquele apartamento.

                Deidara me segue com aqueles olhos azuis curiosos, rio de sua expressão e lhe alcanço a folha amassada. Ele passa os olhos sobre ela e logo após me fita apreensivo.

                - O que é isso? – sua voz soa ríspida.

                - Estou grávida – sorrio, saber que estava ao lado dele neste momento, diminui o peso de meus ombros.

                - Grávida? – solta um riso anasalado – Temari, não é hora para brincadeiras de mau gosto – mau gosto? Solto uma lufada de ar.

                - Não estou brincando, Deidara, estou grávida, ponto – digo irritada.

                - Mas nós nos cuidamos...

                - Pelo jeito não foi bastante.

                Ele olha novamente para o papel e depois para mim.

                - Você vai tirar – o olho incrédulo.

                - O quê?

                - Você ouviu, você vai tirar. Eu não quero está criança e você não deveria querer também, Temari, tu és apenas uma criança, o que sabe sobre filhos?

                - E o que você sabe?

                - Tenho dois filhos, tá legal – quase grita – e a droga de uma esposa.

                - V-Você é casado? – digo tão baixo que quase não sei se ele ouviu.

                - É, eu sou casado. Mas poxa, você surgiu toda gostosinha, se insinuando toda. Qual homem resiste? – debocha.

                - Os com caráter e respeito pela mulher que dividem uma vida e por si mesmo – grito.

                - Você não entende nada de casamentos mesmo...

                - Não, não entendo, mas se for assim, não quero mesmo entender.

                - Se quiser continuar comigo, tire essa criança – cruza os braços em frente ao peito.

                - Eu não vou tirar meu filho, estou apenas comunicando minha gravidez e não pedindo permissão.

                - Você vai tirar, sua vagabunda. Não vai conseguir nada de mim com está cria indesejada – bato em seu rosto.

                - A única cria indesejada aqui, é você. Não preciso de nada que venha das suas mãos, não quero a merda do seu dinheiro, posso criar essa criança sozinha.

                - Não se depender de mim.

                - Não tenho medo de você, Deidara, nem de ninguém.

                - Garanto que vai empurrar esta cria para um de seus namoradinhos – ironiza.

                - Vai se fuder – junto minha bolsa.

                - Temari... – bato a porta antes que o mate com minhas próprias mãos.

                Deixo as lágrimas rolarem por minha face assim que ponho meus pés sobre a calçada, fui muito idiota, me deixar envolver assim por um homem, sem conhece-lo direito. Dou uma última olhada para aquele prédio, tudo que vivi aqui, nesses meses, fora tudo uma farsa, esse tempo todo sonhei com um futuro inexistente, Deidara não mora nesta casa, é casado e tem dois filhos.

                - Sou mesmo uma vagabunda – enxugo meu rosto.

                Aceno para o primeiro táxi que cruza na rua, quero esquecer está cidade, está rua, tudo que me lembre ele.

                - Para onde moça? – o taxista me fita pelo retrovisor.

                - Para o norte, estrada A – murmuro.

                - Dia difícil? – pergunta gentilmente.

                - Todos os dias são – recosto meu rosto contra a janela do quarto.

                - Amanhã será melhor, verá – dou um mínimo sorriso forçado, de agora em diante, as coisas serão ainda piores.


Notas Finais


Continua...


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