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História Raison de ma vie - Capítulo 6


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Notas do Autor


Eu estava conversando com a Valentine e percebi que eu já tenho muitos capítulos prontos e quase nenhum postado então opa mais uma atualização

Então então os mimos pra Valentine porquê se não fosse por nossa conversa, eu não estaria postando hoje

Hm eu gosto desse capítulo gosto muito kkkkkkkkkkkkk

Boa leitura!

Capítulo 6 - Descoberta


Fanfic / Fanfiction Raison de ma vie - Capítulo 6 - Descoberta

Estava fazendo um belo dia, o sol brilhava aquela manhã mas a temperatura estava fresca. Dazai gostava desse tempo, nem muito quente, nem muito frio.

Mas ele estava muito distraído para apreciar a temperatura agradável.

Dazai estava andando pelas ruas de Yokohama, ele ia em direção a sede da agência, mesmo estando em seu dia de folga.

Mas sua mente não estava exatamente ali...

Desde o encontro com Chuuya, uma semana atrás, Dazai não sabia o que pensar ou fazer a respeito do antigo parceiro.

Tinha que ir até ele para se desculpar por deixá-lo para trás, não apenas uma vez, mas duas. Devia isso a ele, tinha ciência desse fato, mas tinha receio de ser dispensado. Depois de tudo o que fez ao ruivo, era apenas isso que merecia em resposta. Porquê Dazai tinha a ciência de que não era mais digno de estar próximo a Chuuya, quem dirá ter seu perdão.

Mas, pela primeira vez na vida, Dazai não iria desistir. Ele entendeu seu erro e estava preparado para consertar. Ele só esperava que agora não fosse tarde demais.

Porém ele não tinha a mínima ideia de como se aproximar do ex parceiro, e isso o frustrava. Dazai era considerado um gênio por várias pessoas - inclusive ele mesmo -, mas quando o assunto era seu petit máfia a história mudava, porquê havia algo com seu Chuuya que anulava sua perfeita capacidade de formar frases coerentes. Havia algo em Chuuya que anulava sua capacidade de pensar com coerência.

Dazai por vezes chegava a esquecer como respirar na presença do ruivo, é claro que, felizmente para ele mesmo, era ótimo mantendo uma máscara de indiferença.

Entrar na sede da máfia para ver o ruivo seria idiotice. Invadir a casa de Chuuya seria uma boa opção, se não soubesse como Chuuya ficaria chateado com isso - e Dazai não queria chatear ainda mais seu parceiro.

Não costumava ver o ruivo nas ruas de Yokohama e também não sabia se ele ainda frequentava os estabelecimentos que gostava quando mais novo.

Poderia mandar uma mensagem? Seria a coisa mais razoável a se fazer. Marcar um jantar talvez? Chuuya aceitaria?

Dazai queria bater a cabeça dele na parede até a inconsciência de tão cansado que estava. Dazai nunca teve problema em armar esquemas ou manipular a situação para conseguir o que queria, mas Chuuya tinha o péssimo hábito de esmagava toda sua preparação, maldita gravidade que o transformava em um saco de merda. 

Ele estava começando a sentir uma forte dor de cabeça chegando e gemeu enquanto massageava sua têmpora.

Dazai entrou no café, olhos colados no chão e estava indo em direção a escada para o escritório quando ouviu uma risada alta e gostosa.

Uma risada muito familiar, ao mesmo tempo em que estranha no ambiente em que estava.

Levantou a cabeça rápido demais, ele viu Nakahara Chuuya sentado conversando animadamente com Ranpo.

Coisa que surpreendeu Dazai, ele não imaginou que os dois haviam se tornado bons amigos. Chuuya não deveria estar irritado pelo lance do livro que ocorreu semanas atrás?

- Mas ainda é estranho ver você assim, Sr. Fancy Halt. - a voz de Ranpo chegou aos ouvidos de Dazai. Pelo visto, ambos ainda não tinham percebido sua presença. Se escondeu rápida e silenciosamente atrás de uma viga próxima a porta.

- Surpreendi o grande detetive, huh? - a voz que Chuuya usava era amigável demais. - Inacreditável!

Ranpo levou um pedaço de doce aos lábios e ficou em silêncio por alguns segundos.

- Não é isso, eu sabia antes mesmo de conhecer você pessoalmente, afinal eu sou um grande detetive. - Ranpo falava orgulhosamente e Chuuya apenas sorriu com sua exaltação própria. - Mas depois de ficarmos no livro do Poe, eu realmente entendi o quanto significa a você.

- Bem, ela é minha vida, afinal. - Chuuya encolheu os ombros. - Mas, falando da sua habilidade, qual você acha qu...?

- Agora não é... - Ranpo respondeu antes mesmo de Chuuya terminar sua pergunta e essa foi a última coisa que Dazai ouviu antes de sair desesperada e silenciosamente porta a fora.

Ela? De quem Chuuya falava? Chuuya tinha alguém? Chuuya tinha superado Dazai? Era por isso que Chuuya não queria usar corrupção, era por isso que Chuuya não queria mais Dazai por perto.

Chuuya tinha seguido em frente. E esse conhecimento era esmagador de um jeito que a gravidade nunca havia sido para ele.

Mas o que Dazai queria, afinal? Que Chuuya esperasse por ele a vida inteira? Como um bom cachorrinho?

Dazai segurou as lágrimas e foi em direção a Odasaku. Precisava urgentemente da companhia e conselhos do melhor amigo.

-----------

Celular desligado para não ser incomodado e olhos fechados para evitar as lágrimas, Dazai ficou sentado perto de Odasaku em silêncio a tarde toda. 

Pela primeira vez na vida, ficar com Odasaku não foi reconfortante. Talvez pelo fato de que Odasaku não estava ali de fato.

Quando a tarde se aproximava do seu fim, ele se levantou e vagou em direção ao primeiro bar que viu na rua.

Dazai balbuciou ao barman sobre sua depreciativa vida romântica enquanto engolia dose atrás de dose. Dazai nem sabia mais o que havia bebido nas horas que ficou ali. Mas se lembrava de pedir vinho ao barman, um vinho horrível mas que servia para diminuir a sensação crescente de insuficiência dentro de si mesmo.

Dazai dormiu na mesa do bar e foi acordado pelo barman algumas horas depois. Já estava de noite, Dazai viu de forma borrada as horas no celular enquanto se arrastava pela saída do estabelecimento.

Mais cambaleava do que andava mas seguia em direção a Chuuya. Não iria desistir de Chuuya por algo tão trivial como uma mulher qualquer.

Uma mulher que Chuuya alegou ser sua vida.

Só percebeu que batia violentamente na porta do ruivo quando ouviu a voz dele gritando.

- EU JURO QUE VOU MAT... - a porta foi aberta com força. Dazai poderia ter tido uma crise de risos ao observar o rosto furioso de Chuuya se contorcer em surpresa e confusão. - Dazai? Você tá fodidamente bêbado? O que merda está faze...?

Dazai não deixou Chuuya terminar de falar, empurrou afoitamente o ruivo para dentro da casa, enquanto fechava a porta e jogava o corpo pequeno contra a parede.

Chuuya gemeu.

- Não, Dazai! Espera... 

Mas Dazai não ouviu, queria mostrar ao ruivo que ele era melhor que qualquer mulher que estivesse ocupando o seu lugar. Começou a distribuir beijos molhados e mordidinhas pelo pescoço de Chuuya e o ouviu gemer baixinho quando resolveu marcar a pele de sua clavícula com um chupão.

- Tá bom, chibi? - o joelho de Dazai se meteu entre as pernas de Chuuya e pressionou contra a leve ereção presente ali. Chuuya mordeu os lábios para não gemer mais alto. Não poderia deixar a situação evoluir, a filha estava na sala ao lado.

- D-dazai... ch-chega. - com um sorriso cruel, Dazai mordeu o pescoço do ruivo com força quando ouviu passos atrás de ambos.

- Papai? O que tá 'acontecendu? - Chuuya travou no lugar, braços ao redor de Dazai o segurando para este não cair, ou se afastar.

Dazai, ainda nos braços de Chuuya, se virou lentamente, olhos arregalados e respiração rápida. Dazai encarava a pequena criança que não deveria ter nem 5 anos de vida, como se ela fosse um et, um fantasma ou algo do tipo.

Ela chamou Chuuya de papai? Chuuya tinha uma família? Dazai sentiu seu estômago revirar, se afastou cambaleando dos braços quentes do ruivo.

Oh, merda. Dazai não podia competir com uma família. Dazai não podia...

- Dazai! - o grito de Chuuya foi a última coisa que ele ouviu antes de tudo ficar escuro e leve. 


Notas Finais


IRRAKKKKKKKKKKKKKKKK desculpa eu amo um drama sim sim

Até a próxima!


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