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História Raison de ma vie - Capítulo 8


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Notas do Autor


O acordo com a Valentine era postar amanhã mas a Alex me pediu toda fofinha e eu não sei falar não pra ela. Eu que lute, sim.

Boa leitura!

Capítulo 8 - Me desculpe


Fanfic / Fanfiction Raison de ma vie - Capítulo 8 - Me desculpe

Dazai olhava fixamente para Chuuya que devolvia o olhar na mesma intensidade. Ambos estavam em silêncio desde a última frase de Chuuya.

Chuuya bufou e desviou os olhos azuis das orbes conhaque de Dazai.

- Merda, preciso de vinho.

Dazai inclinou a cabeça com curiosidade ao ver Chuuya ir em direção a cafeteira, preparando duas xícaras de café. Viu Chuuya colocar uma delas dentro de uma bacia com água gelada e terminar de preparar a outra, estava concentrado no que fazia.

- Achei que você queria vinho. - Dazai se viu falando.

- Eu tenho uma criança em casa. Ane-san me torturaria se ainda mantivesse bebidas aqui. - Chuuya nem se virou para o olhar enquanto respondia, tinha sua atenção total no que fazia. Ao terminar de preparar as xícaras, usou da gravidade para levar a xícara gelada a Dazai. - Uma pitada de mel e leite, como você gosta. Coma alguma coisa se quiser passar pela ressaca.

Dazai olhava fixamente a xícara flutuante a sua frente antes de levar a mão até ela e ver o vermelho que a circulava ser apagado.

- Chibi ainda lembra do que eu gosto? - Dazai levou a bebida aos lábios e gemeu em apreciação. Chuuya ainda fazia o melhor café do mundo. - Está gostoso.

- Você é o único bastardo que gosta dessa porra assim, por tudo que eu sei. - Chuuya deu de ombros e se jogou na cadeira a sua frente. Dazai acompanhou com o olhar enquanto o baixinho dobrava as pernas e se arrumava, a xícara era segurada firmemente pelas pequenas mãos do ruivo, que ironicamente não usava luvas agora, apesar de ter as mãos quase engolidas pela manga enorme da blusa cinza que vestia.

Chibi parecia um gato, Dazai esperava o ver ronronar a qualquer momento.

- Anda, pergunta. - Chuuya murmurou, bebericando seu café. 

Ficaram um tempo em silêncio, Chuuya não forçou Dazai a perguntar algo tampouco lhe deu qualquer informação disponível. Se Dazai queria uma resposta devia verbalizar a pergunta primeiro.

Talvez fosse uma pequena vingança pela noite passa, mas Chuuya estava satisfeito em fazer Dazai falar o que o incomodava.

Dazai queria perguntar sobre a mãe da menina, mas não tinha certeza se gostaria de ouvir a resposta. Optou então por um caminho seguro.

- Por que não usar mais corrupção? - Chuuya ergueu uma sombrancelha em descrença a pergunta de Dazai.

- Você bebeu tanto que a merda do seu cérebro se afogou em álcool? Cavala de merda, não é óbvio pra porra? - Chuuya exasperou. Dazai inclinou a cabeça em dúvida. - O que a agência anda fazendo? Você costumava ser mais esperto antes.

- Chibi está sendo cruel de novo! - a voz infantil de Dazai fez com que o ruivo revisasse os olhos. Dazai sorriu satisfeito, ótimo, eles estavam seguindo a rotina de antes. Comportamento normal e seguro, Dazai pensava animado com isso.

Até perceber que Chuuya pensava cuidadosamente em como responder sua pergunta.

- Nessa última vez... - Chuuya parou, colocando os pensamentos em ordem, Dazai supunha. - Sabe? Eu entendo o seu lado. De verdade. Estamos em organizações diferentes agora. Não somos mais parceiros, não posso esperar de você nada além de sua habilidade ao usar corrupção, e você não me surpreendeu ao me deixar para trás. - Dazai sentiu um bolo se formar em sua garganta com essas palavras. - O problema é que... - Chuuya olhava para a mesa, uma careta em seu rosto, como se estivesse lembrando de algo terrivelmente desagradável. - Só foram me localizar 16 horas depois que você me deixou, pelo que Mori me disse. Eu permaneci desacordado por mais dois dias inteiros. Quando acordei, mal conseguia me mexer de tanta dor, e haviam algumas marcas pretas e dolorosas onde a corrupção percorre em minha pele. - Chuuya virou a cabeça, olhando fixamente para Dazai agora. - Mori disse que as consequências foram mais acentuadas pelos 4 anos sem usar corrupção. Alguma baboseira sobre como meu corpo estar desacostumado aos efeitos. Não faz diferença, na verdade. Corrupção sempre foi um grande risco para mim, mesmo com você ao meu lado para me puxar de volta rapidamente.

Dazai empalideceu como osso ao ouvir isso.

Culpa, culpa, culpa, culpa. Era sua culpa! Chuuya sempre se sentia fraco pós corrupção, Dazai tinha a obrigação de saber que depois de tantos anos sem usar o poder, as consequências seriam piores. Era extremamente lógico, e ainda assim passou despercebido por Dazai.

- Diferente do que eu disse no elevador alguns dias atrás, não é por falta de confiança em você, eu ainda confio em você com minha vida. Sei que você vai me parar enquanto eu for útil aos seus planos. Mas... não quero ver aquela expressão no rosto da minha filha de novo. Prometi a mim mesmo que só usaria corrupção em último recurso, em casos extremos.

Eles ficaram em silêncio agora, Dazai absorvia as informações que Chuuya despejou nele e Chuuya esperava Dazai se recuperar.

"Útil a planos?" Dazai o pararia sempre. Não existe lugar no inferno onde Dazai deixaria Chuuya sucumbir a corrupção. Mas, obviamente, Dazai não falou nada disso ao ruivo.

Por outro lado, Dazai queria que Chuuya batesse nele por toda a dor que Dazai já devia ter lhe causado, gritasse com ele, o expulsasse de sua vida. Por quê Chuuya estava sendo gentil? Por quê Chuuya estava dando a Dazai alguma explicação? Dazai não merecia, não merecia.

- Eu... - Dazai não sabia o que falar.

- Como eu disse, cavala, eu não culpo mais você. - Chuuya falou gentilmente. - Próxima pergunta?

- Ontem, com Ranpo, você falava de Tsubasa, não era? - Dazai sussurrou derrotado.

- Você achou que eu estivesse falando da porra de uma namorada? - Chuuya ria alto agora. - Por isso você bebeu feito merda ontem? Por isso aquele showzinho na minha porta? - o olhar de Chuuya era compreensível demais, carinhoso demais, afetuoso demais. Tsubasa havia puxado essa característica a ele, Dazai sentiu seu coração quebrar de sentimentos ao perceber isso.

Dazai apenas concordou com a cabeça em silêncio, não encontrando voz para falar. Vergonha não era algo que Dazai sentia com frequência, mas desde que acordou essa sensação parecia grudada a si.

- Você ficou com ciúmes. - Chuuya pontuou e viu Dazai se encolher. - O que você realmente quer, cavala? 

A pergunta de Chuuya pegou Dazai desprevenido, este que levantou a cabeça rapidamente para olhar os olhos azuis tão profundos do amado.

O que Dazai queria? Dazai queria Chuuya, mas não era mais só isso. Dazai queria Tsubasa também. Dazai queria fazer parte da família deles. Mas, mais importante...

- Me desculpa. - Dazai sussurrou, ele se sentia estranho ao murmurou isso, mas não estava arrependido de pedir perdão a Chuuya. - Por tudo.

Chuuya observou as feições de Dazai por um tempo, não falando absolutamente nada. Ele podia muito bem ler nas entrelinhas do pedido, Chuuya podia ouvir os "desculpe por te abandonar quatro anos atrás", "desculpe por Lovecraft", "eu provavelmente vou te causar problemas novamente, então me desculpa", "eu ainda não sei me expressar direito, me desculpa", que Dazai não conseguiria falar então no lugar de tudo isso, Chuuya achou que o "por tudo" cabia bem ao momento. Porquê se desculpar ainda era muito novo pra Dazai, mas ele estava tentando, e para Chuuya, isso era importante.

Dazai estava aos poucos se tornando uma boa pessoa, Chuuya percebeu vagamente feliz por isso.

Dazai engoliu o gosto amargo de seu pedido junto as suas expectativas e viu Chuuya suspirar e se levantar, rodando a mesa e se aproximando de Dazai.

- Sua sorte é que minha filha também gostou de você. - Chuuya disse antes de se abaixar e encostar seus lábios em um selar leve. 

Depois da noite passada, Chuuya sabia que Dazai não o havia esquecido, como ele fazia parecer. Chuuya sabia que Dazai estava ali por uma transa a primeira vista, mas em uma camada mais profunda de sua mente, Dazai buscava por perdão e reinvindicar seu lugar. 

Dazai sempre teve sorte de ser um livro aberto para Chuuya. E Chuuya não conseguia mais fingir que não se importava com ele, do mesmo jeito que conseguia dizer que Dazai estava adoravelmente confuso agora.

- Isso quer dizer que voltamos? E eu não preciso ser socado para isso? - Dazai inclinou a cabeça para o lado, um sorriso inocente banhava seus lábios. - Você nem está gritando, chibi!

- Você quer que eu te soque? - Chuuya piscou confuso.

- Sim! Não... quero dizer, não quero mas... - Dazai parou de falar ao ouvir as risadas do ruivo. Dazai sentia seu coração doer de amor, ele gostava de ver Chuuya rindo.

- Sabe cavala, ser pai me ensinou a lidar melhor com crianças. - Chuuya falou divertido.

- Onde está a mãe dela? - a pergunta saiu dos lábios de Dazai antes mesmo dele perceber. Viu o corpo de Chuuya ficar tenso e rapidamente se arrependeu. - Desculpa, eu...

- Não, tudo bem. - Chuuya abanou a mão em um jeito de indiferença. - Eu estava me perguntando quando você ia perguntar sobre ela. Por toda a merda que eu sei, era uma prostituta. Sinceramente, não lembro. Duvido que esteja viva.

- Não... lembra? - Dazai inclinou a cabeça. Chuuya suspirou, se inclinou na mesa, ainda ao lado de Dazai.

- Eu estava em uma boate, acho, com um pessoal da máfia. Acordei sozinho no dia seguinte. Tsubasa foi deixada na porta da máfia um ano depois. É tudo que eu sei. - Chuuya olhava para Dazai, seu olhar continha aceitação. - Não faz diferença para mim.

Dazai concordou com a cabeça. Não fazia diferença, mas era bom saber que ninguém havia ocupado seu lugar. Dazai podia aceitar uma transa de uma noite, contudo.

- Então, chibi ficou com tanta saudades minhas que foi atrás de uma prostituta? - Dazai cantarolou com prepotência.

Chuuya bufou e deu um peteleco na cabeça de Dazai, mas não negou. Se virou e começou a andar em direção a sala, se distanciando de Dazai.

- Chuu~ya, você é tão mau para alguém tão pequeno. - Dazai cantarolou enquanto seguia o menor. - Né né, Chuuya, onde estão minhas roupas? Você sabia que é assédio retirar as roupas de alguém desacordado? Eu podia denunciar você!

A risada que chegou aos seus ouvidos fez com que seu coração bombeasse sangue tão rapidamente que Dazai poderia sofrer um ataque cardíaco.

Dazai quase pulava de animação ao ir em direção a Chuuya e o abraçar apertado.

- Bastardo, me solta! - Chuuya gritou, porém não fez nada para se soltar do aperto dos braços de Dazai. Pelo contrário, ele tinha um sorriso feliz nos lábios.

- Chuuya! Estou em casa. - Dazai murmurou baixinho no ouvido de Chuuya. - Obrigado.

- Seja bem vindo, parceiro. - Chuuya sorriu ao ficar na ponta dos pés e pressionar os lábios deles em um leve beijo.


Notas Finais


Sim, Dazai vomitou na roupa dele e Chuuya teve que dar banho nele. É a vida de bêbado, acontece.

Sim eu gosto deles conversando sem se matar.

Sim eu não sei se tá bom, sou um desastre descrevendo o Dazai como descobriu??


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