História Ramones é Melhor que Beatles - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-in (Kai), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Park Chan-yeol (Chanyeol), Zhang Yixing (Lay)
Tags 80s, Band!au, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Jongin, Kaisoo, Kyungsoo, Luhan, Minseok, Sookai, Xiuhan
Visualizações 43
Palavras 4.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem veio com mais uma kaisoo. Eu não tenho limites mesmo, socorro. Vou atualizar depois as minhas outras fanfics, mas tem umas ones, shorts e longs que estão pedindo para serem postadas. Não sou de ferro.

Essa é uma kaisoo de três capítulos que estava guardada faz um tempinho nas notas, que só agora vim postar.
Espero que não fiquem zangados comigo por postar mais uma kaisoo, mas sabe, amo esse shipp 80s e Ramones rsrs <3 Espero que gostem, e se tiver muito tedioso, o próximo será melhor. Prometo. Mas gente, Jongin tá com cabelinho grande aqui, tão lindo!

TEM PLAYLIST! Senhor, baixei o Spotify de novo e não me aguentei em fazer uma pra essa fanfic, link nas notas.

É só isso meu povo, não tem avisos, mas será uma tentativa com um pouquinho de comédia. Mas não sei se alcancei até aí.

Beijos <3

Capítulo 1 - Moreno Áureo


Fanfic / Fanfiction Ramones é Melhor que Beatles - Capítulo 1 - Moreno Áureo



RAMONES É MELHOR QUE BEATLES

                MORENO ÁUREO


           _________________________

“Coisas novas podem  dar sempre errado, Kyungsoo. Mas dê uma chance pelo o menos uma vez: por mais que essa chance possa ser uma pessoa viciada em frango frito e  dias mais novo que você.”

— Ramones é melhor que Beatles.

_________________________



Tudo fica muito  bom quando você sai das fraldas. 

Essa é uma experiência que muitos tiveram e podem ter durante sua vida.

Ter que ir no banheiro “quase sozinho” sem ajuda de ninguém;  ter dentes completinhos para comer seus doces e depois chorar com dor de barriga; andar sozinho, cair e poder comer, mesmo estando todo sujo. Kyungsoo descobriu isso quando completou seus três anos e deixou de usar as fraldas e andar descalço pelo casa com sua bunda toda suja. Jongin também descobrira alguns dias depois.

1968 foi uma boa época para ambos os garotos. A época de três anos de idade.

Kyungsoo era do tipo moleque esquisito que era um pouco difícil de se lidar; assim como fazer certas amizades. Isso era com cinco anos de idade. E já era basicamente o terror.

Ele sempre foi meio rude com todos; então não ligava muito para quem quer que seja ou queria ser seu amigo. Ele fazia era rir quando vinham e os faziam chorar com suas palavras de maturidade. Era legal.

Também, Turozo já era bom o bastante.

Turozo era seu pelúcia de porco. Andava com ele o tempo todo debaixo do braço, sem descanso algum com o cargo de seu melhor amigo para sempre.

Ninguém iria tomar o seu lugar.

Porém, as coisas ficaram bem difíceis — falando a verdade, ruins ao ponto de querer pegar os panos de bunda e ir embora à pé —  quando aquele menino se mudou pra casa ao lado. Kyungsoo não gostava nenhum pouco do menino de olhos castanhos e  cabelos longos até o maxilar dentro daquele carro minúsculo amarelo.

Na verdade, o menor não gostava nenhum pouquinho de coisas novas ou pessoas novas: sempre dava alguma coisa errada. Como nos filmes da tarde.

Aquele menino nunca mais apareceu. E Kyungsoo ficou feliz por isso. 

E sua mãe, dois dias depois, passou a falar com aquela tal de “senhora Kim”. O que diabos era ‘Kim’? Kyungsoo nem sabia ao certo. Mas achou que era um nome. Depois de uns anos ele soube o que era de verdade.

Entretanto, o pior era que, sua mãe além de falar sempre ao telefone da salinha onde recebiam e conversavam com as visitas, essa mulher não ficava só na salinha, ela ia para a cozinha e tudo mais fazer comida e conversar. Às vezes pegava elas rindo e arrumando a casa como se fosse a melhor coisa do mundo. Soo descobriu que aquela mulher que morava ao lado tinha um filho também.

Ela era uma mãe.

Kyungsoo pensou logo num “então porquê essa senhora não vai cuidar do filho dela e deixar minha mamãe em paz?!”. Mas as palavras nunca saíram de sua boca. Porque nem muitos dentes tinha. Só as frequentes janelinhas.

Nem a pau que ele mostraria isso para outras pessoas.

Então passou o tempo todo no seu quarto azul com as figurinhas já desgastadas na parede do Super-Homem, com seu Turozo ouvindo as frequentes risadas — muito altas, até — saindo da cozinha junto ao cheirinho de torta de frango no forno..

Até que aquela titia era legal. 

E conseguiu aguentar por alguns dias e horas as risadas das duas mulheres. Até que saiu do quarto:

— Você deveria trazer Jongin para brincar com Kyungsoo!

Era sua mãe propondo alguma coisa.

— Você acha? Meu Nini ainda está muito abalado com nosso divórcio. Talvez seja bom.

Outras risadas.

Quem era Jongin?

Kyungsoo naquele tempo perguntou para si mesmo escondido atrás das paredes perto da cozinha. Ele nem sabia o que era divórcio, quem dirá esse tal Jongin.

Do sabia que isso aí não era boa coisa.

Coisas novas: más notícias.

No dia seguinte, de tardezinha, bem no horário da tia-legal aparecer, ela apareceu. Mas não estava sozinha.

Kyungsoo era bem xereta — mesmo estando na sua humilde casa com cheiro de leite — ele ficou atrás do balcão da cozinha. Mas sua missão não deu certo. Porque aquele garoto dos olhos um pouco pequenos que estranhamente tinham um brilho — aquele que estava no carro no dia da mudança, que não gostou nenhum pouquinho e achou que tinha levado pó de sumiço — , fora o único que lhe notaram com seu “melhor amigo” bem atrás do balcão.

E rapidamente correu para seu quarto.

Sua batcaverna era debaixo de sua cama, onde tinha nada mais e nada menos do que apenas seus desenhos arco-íris malfeitos do Beatles. 

Do contou por dez segundos silenciosamente cheirando a poeira rotineira de sua cama, e por mais três segundos; apertou seu melhor amigo nos braços e ouviu a porta abrir.

Alguém estava invadindo seu precioso esconderijo.

Rapidamente, viu pequenos pés — semelhantes até mesmo de tamanho ao seu — calçados num sapato colorido: nem sabia se era de personagem sim ou não. Mas eram radicais e muito legais.

Bateu em sua cabeça.

Kyungsoo corrigiu-se mentalmente falando que era uma besteira e que estava sendo um completo bocó.

Então reparou que ele saiu de seu quarto, mas voltou logo em seguida com passos lentos e cautelosos. E então, por um descuido pequeno, ele fitou os olhos do Turozo:

— Ah, você ‘tá aí.

Kyungsoo tinha dado um grito; e daqueles bem alto.

Nesse dia, soube que aquele menino se chamava Kim Jongin. Seu vizinho que logo em seguida quando pisou os pés em sua casa pela primeira vez deu-lhe um susto apenas abaixando-se e sorrindo estranhamente estranho com aqueles olhos esquisitos debaixo da cama. O pequeno Do só fez gritar. Mas o menino com rabo de cavalo com camisa de mangas em um tom amarelo ainda sorria meio psicopata. Isso deixava Kyungsoo com medo.  

Mas Jongin também tinha ficado com medo, pois não era todo dia que encontrava alguém com os olhos dum tamanho de bolinhas de gudes enormes: ele parecia uma coruja com aquela carequinha.

Por isso, entre dois; três; quatro; uma semana Kyungsoo o ignorou. Por mais que sua mãe o chamasse junto com sua mamãe para dentro de sua casa para que, em sua imaginação delas, eles brincassem como duas crianças normais. Entretanto Kyungsoo sempre ficava escondido junto ao seu melhor amigo embaixo da cama ou no fundo de seu guarda-roupa quando o menor entrada em seu quarto. E ele ficava horas lá, sem falar com ele ouvindo o completo silêncio.

Jongin sentia-se sozinho e triste achando que tinha feito algo errado. Ele só queria poder fazer algum amigo, droga. E sentia aquele vazio de novo, sentia o abandono: como seu pai fez com sua mãe.

Jongin não queria fazer muitas coisas erradas, não agora. Não queria ser o motivo de mais alguma coisa como antes.

Dias tinham se passado. Jongin ficou com esse mesmo pensamento por vários dias: mesmo sendo uma palavra tão pequena. Às vezes uma simples palavra, um gesto ou um berro pode fazer-nos pensar por dias se fizemos algo de errado sim ou não. Jongin ficou com esse mesmo pensamento por várias horas e dias.

Era tão bom assistir desenhos, Jongin adorava. Ainda mais as tortas de frango que sua mãe preparava, ele ficava muito feliz. Mas mesmo assim aquele pensamento ainda estava na sua cabecinha de vento. Mesmo assim sua mãe — jurando que os dois passavam a tarde brincando e eram bons amigos — levava ele para a casa dos Do.

Jongin passava horas naquele quarto brincando com seu bonequinho do capitão america imaginando se o garotinho que estava embaixo da cama estava respirando bem. Então de vez em outra imaginava que seu boneco era um guitarrista super famoso de sua banda, que nem o Brian May do Queen; Hilton Valentine de The Animals; até mesmo o John Lennon do Beatles.

Jongin viajava nessas coisas, cantarolava certas músicas enquanto imaginava tudo. E jurava que embaixo daquela cama alguém também o acompanhava no mesmo ritmo de ‘Let It Be .

— Você também gosta de Beatles? Eu gosto muito do George, e você?

Jongin ajeitou pra cima e para baixo o braço do seu boneco, e nenhuma resposta foi dada por ele.

— Hum, eu gosto muito de uma música que é assim — Jongin pegou o giz de cera verde e escreveu com palavras tortas e mal feitas o nome da música, logo jogou para baixo da cama.  — Você tem uma música favorita?

O nome da música era ‘Let it be, porque era boa e mais fácil de escrever e cantar. 

kyungsoo pensou seriamente se respondia ou não. Porém, pegou qualquer giz de cera e escreveu ali, jogando em seguida para fora de onde estava.

— I me mine? Gosto também!

Jongin sorriu quando leu as palavras em uma cor azul e uns errinhos ortográficos.

Quando Jongin pensou que estava indo  tudo bem, tentou ir para baixo da cama:

— Sai daqui!

Depois sua mãe apareceu e nada deu muito bem..

Jongin, coitado, sentiu-se triste por três dias naquela escolinha. Que por um acaso, era a mesma do pequeno menino.

Ele às vezes o ignorava e saia de perto do moreno de fios longos de cabelos.

Jongin tinha feito mais uma coisa errada, como sempre.

Jongin já tinha separado seus pais, já tinha feito sua mãe chorar.. Por que ele sempre fazia isso? Por que sempre acontecia alguma coisa quando estava por perto ou tentava fazer amigos?

Kim tinha turbilhões de pensamentos assim, sem fim e sem um começo.

Kyungsoo, por outro lado, se sentia culpado. Mas só não queria admitir que era o errado na história. Então por alguns dias pensou que NÃO iria pedir desculpas. Afinal, foi ele quem tentou entrar no seu esconderijo  na maior cara dura.

Se fosse ele, dava-lhe um soco no meio da fuça. Já que o careca tinha cinco anos e meio, aquele garoto deveria ter quatro ou cinco anos.

Ele estava fazendo o certo, segundo ele.

Só que, apesar de uma parte de seu corpo pensar assim, outra queria ir lá pedir desculpas. Kyungsoo nem sabia o quê fazer a respeito disto. Então, na porta da escolinha, com aquela  sua mochila maior do que si. perguntou a sua mãe:

— Mãe, o que eu faço quando uma pessoa está magoada contigo?

A mulher estranhou a pergunta logo de primeira, mas já sabia muito bem de quem se tratava; e que Kyungsoo era muito ruim em fazer as pazes. 

Ele fitou bem o rosto do filho meio envergonhado. Seu filho era bem difícil, às vezes. Nunca foi de fazer amizades com outros coleguinhas por esse seu jeito de proibir-se de demonstrar alguma coisa. Ou de apenas não gostar de coisas novas. Seu filho usava esse tipo de coisas também com pessoas. 

— Olha, eu sei que você se comportou muito mal naquele dia por isso quer pedir desculpas, sim?

Kyungsoo afirmou a  com a cabeça não querendo admitir, mas admitiu.

Droga.

— Sabe, soo. Os pais dele se separaram faz um tempo. Por isso a mãe dele e ele tornaram-se nossos novos vizinhos.

Kyungsoo apertou e arranhou discretamente sua mochila um pouco grande demais, então quando “raciocinou” bem, indagou a seguinte fala:

— Então o papai dele morreu, que nem o meu? 

— Não, soo. O pai de Kim foi embora, se afastou. E Jongin se sente muito culpado em relação à isso.

Ah, então era isso? Por isso ele queria falar com ele?

Por que esse bocó não disse logo? Pensou Kyungsoo.

Então o menino fez cara de compreender muito bem. Mas sua mãe não tinha lhe dado a resposta certa de como ele poderia fazer as pazes.

— Certo, soube que Jongin gosta muito de frango frito ee desenhos animados, por que não convida ele pra casa?

Sua mãe disse isso, mas Soo teve uma ideia melhor.


Jongin sempre gostava de ficar no recreio  com sua capinha azul marinho, seu boné vermelho e seu bonequinho do Capitão América nas mãos sentado ao balanço do parquinho do colégio. Gostava de desenhar lá também. Na maioria das vezes sempre ficava sozinho  na hora do intervalo: isso tudo era por conta de seu cabelo um pouco grande demais ficavam no seu rosto — segundo as crianças, davam medo — e seu semblante um pouco sério demais. 

Porém era seu jeito, poxa.

Jongin colocava os fios longos no rosto por causa da luz e por não gostar “muito” que pessoa o olhassem. Isso tudo era em vão.

Agora era o recreio, e Jongin estava no mesmo lugar; com as mesmas coisas; mesmos semblantes e receios. Como ontem, anteontem e antes do anteontem.

Suspirou pesado olhando seu boneco, já com seu bumbum doendo naquela madeira velha balançando de um lado para o outro com o impulso de seu corpo.

Mas, passos ligeiros foram escutados por si batendo contragosto contra o chão de terra do parquinho, e com rapidez viu uma mão com uma coxa de frango frito aparecer.

— Soube que gosta de frango.

Jongin levantou mais um pouco o olhar. Era o menino dos olhos de bolas de gudes enormes, então o viu sorrindo como um psicopata.

Talvez fosse só o jeito dele de desculpar, acho.

— Eu não gosto muito — o miúdo sorriu mais ainda, colocando com a outra mão a coxa de frango frito na boca. — Mas é gostoso.

Disse com a boca cheia.

Jongin sorriu e pegou a outra coxa comendo logo em seguida.

Os dois ficaram meio desajeitados quando tentaram conversar “normalmente”, mas logo conseguiram e já estavam falando sobre Pink Floyd, The Beatles, The Animals e The who. E caramba, eles tinham muitas coisas em comum. Kyungsoo descobriu que Jongin gostava muito de The Archies que era um de seus desenhos favoritos por retratar adolescentes cantando em uma banda. Coisa que um dia ele faria. E também, tinham os desenhos que faziam e tudo mais! Por que ele não conheceu Jongin mais cedo?

Ele também queria entrar em uma banda de rock, que nem Kyungsoo! 

Kyungsoo se esforçou, ele até deixou seu melhor amigo na mochila guardadinho. Esse melhor amigo que sempre esteve do lado dele desde que nasceu, e que, foi trocado pela menino cabeludinho que adorava frango frito.

Kyungsoo tinha conhecido seu primeiro amigo e segundo melhor amigo.

                       


Moreno Áureo.

Kyungsoo não sabia bem do porquê das meninas chamarem seu melhor amigo assim toda vez em que eles passavam naquele maldito corredor cercado por garotas. Muitas garotas. Até meninos, se duvidar.

Isso tinha começado quando eles viraram amigos do primário e depois de alguns anos foram para o sétimo ano. As meninas não gostavam daquele cabelo longo até os ombros no segundo ano até o terceiro, agora no sétimo, se amarravam naquele cabelo de Jonh Lennon misturado de Joey ramone sem franjinha. Mas Kim era só um carinha que para elas ERA TUDO AQUILO no colégio com seu charme e tudo mais, mas mal elas sabiam que ele junto ao seu amigo — o “garoto feinho melhor amigo do Jongin” ainda assistiam a The Archies todas as tardes cantando sugar sugar sem parar na casa de Kyungsoo, com vários litros de Coca-Cola e pipoca.

Sétimo ano foi a idade de crescer mais um pouco e não assistir desenhos — segundo as pessoas que estudavam na sua sala —, arrumar alguém que possa dar seu primeiro beijo e isso tudo: eles nem ligavam. Não queriam saber de garotas, por que se preocupariam com isso agora se tinham suas músicas, seus desenhos e seus gibis? Nada.

Porém, Jongin era o que mais fazia sucesso com as garotas. Isso era um problema, segundo, Kyungsoo. Porque, se pensarmos bem, se houver alguma garota no meio deles dois, Jongin vai ter que crescer e dar atenção para sua garota: Kyungsoo, como é que fica?

Às vezes o careca chegava a achar que era meio lunático com isso, mas não queria perder seu amigo por uma garota; muito menos OUTRO CARA PARA ROUBAR O SEU CARGO DE MELHOR AMIGO!

Eles tinham todos os dias programados, às vezes. 

Segunda-feira: Era só estudar, depois ouvir o primeiro álbum do Queen e discutirem sobre alguns desenhos bons ou não.

Terça-feira: Estudar, jogar bola e escutar The Jam.

Quarta-feira: Ouvir The Animals e estudar. 

Quinta-feira: Deixar de fazer o dever de casa e juntar dinheiro para jogar Pong e Asteroids todas as quintas.

Sexta-feira: Assistir The Archies de novo e sair para ficarem a maior parte do tempo na casa da árvore.

E de repente entra uma garota no meio.

Entre esses pensamentos Soo meio que fez Jongin ignorar as inúmeras cartas deixadas no armário com um pedido de namoro. Mas claro que, Jongin sempre se desculpava. Kyungsoo não fazia  ideia do porquê disso tudo.

Era só falar um “olha, gata. Sei que você se amarra no meu cabelo que não lavo há dias: mas não quero nada. Falou!” com direito a uma iludida rápida e nada à mais.

Era tão difícil assim?

As coisas depois do sétimo ano só pioraram para Kyungsoo, Jongin passou a ser chamado de “Moreno Áureo”, “Kai” entre outros apelidos dados pelas garotas. Foi daí que Kyungsoo começou a se preocupar e tomar decisões drásticas.

Não que estivesse com ciúmes de sua fama e de seu cabelo, longe disto. Ele gostava de seu posto de melhor amigo feio que não chamava a atenção de quase ninguém. Quase. Porque tinha uma garota no primeiro ano agora que não parava de lhe encarar. Isso era estranho. Muito estranho..

Eles deveriam seguir seus sonhos de um dia entrarem em uma banda de rock, pois ambos cantavam bem e tocavam bem. E eles iriam entrar em uma e se tornarem o próximo Freddie fodão Mercury. Eles queriam isso, era só correr atrás.

Em 1982, saindo do sétimo ano: esse era o tempo dos penhascos por Kim Jongin.

Até que o baixinho se acostumou. Pois sabia muito bem que Jongin iria ignorar as cartas todos os dias, como ontem, anteontem e antes do anteontem.

Afinal, Kim preferia assistir The Archies com seu melhor amigo do que sair com uma garota que falasse o tempo todo de suas unhas.

Parecia que elas brigavam para estar no melhor lugar ao lado do armário dele para presenciar mais de perto aqueles fios escuros sedosos e cheiro do Outono. Pena que Kyungsoo e Minseok estavam ocupando esses lados. Mas elas gostavam dele. Isso era sacanagem, né? Porque cara, Do convivia há muito mais tempo com Jongin. E sabia o que ele fazia e deixava de fazer naquele cabelo que não lavava faz quase uma semana.

Os suspiros eram os muitos, e Kyungsoo só gostava de analisar de perto.

Coitadas.

— Oi, kai..

As líderes de torcida.

— Ah, o-olá kai..

As nerds.

— Fala, cara! Como é que tá?

Os garotos do futebol.

— Estude, Jongin.

Os professores. 

Jongin gostava de passar perfume mesmo não tendo tomado banho e ir pra aula; Jongin gostava de pegar aquela camisa com cheiro de suor e perfume lá do fundo do guarda-roupa e vestir mesmo assim; gostava ainda de desenhos animados com dezessete anos. E Jongin nem era tudo aquilo.

Na verdade era mais pelo sorriso malicioso e a fama das camisetas coladas no corpo com a aula de educação física. As garotas piram, cara.

O problema é mesmo com Jongin, esse garoto vive rejeitando os sentimentos das pobres garotas e ainda pede desculpas pelo ocorrido.

Kyungsoo era mais o “carinha tímido” com seus óculos, camisa de botões e que sempre andava junto a Kim Jongin como unha e carne. Mal elas sabiam que Do Kyungsoo só tinha cara de santo, pois vontade de meter o tapa no meio da fuça de uns e de outros não lhe faltava.

Sabe, o segundo ano é um porre.

Tempo de adolescentes a flor da pele; já quase adultos com o juízo longe; meninas chorando por serem encalhadas; gente popular que maltrata gente como Kyungsoo — mas ter Jongin do seu lado é mesmo que nada, sendo ele ou não tendo a fama de bonitão não sabe nem dá um soco direito. Quem fica com essa parte é Kyungsoo — entretanto, essa coisa não se aplica a ele. Soo só queria cantar e escutar Beatles até enjoar, ou seja; nunca.

Jongin estava um tanto radiante nesse dia. Tanto que até deu um Bom dia pro  professor com olheiras enormes e que tinha o tico e teco meio afetado, quando estavam passando por aquele corredor novamente.

O menor só encarava mesmo, porque ele deve ter ganhado frango frito na loteria ou coisa BEM melhor.

Ele estava à sua direita, bem perto,  ombro no ombro — com uma altura de diferença um pouco enorme — e tentando decifrar aquele sorriso radiante cantando Baby, I Love You.

Ele amava esse tal Baby I Love You do Ramones.

Jongin parecia que estava de TPM.

Porque um dia atrás estava muito triste, triste ao ponto de chorar ao som de Baby, I Love You dos Ramones — é, de novo — por um gibi que seu cachorro pegou e rasgou todo. E neste dia estava tão radiante.. Kyungsoo suspeitava.

Em falar em Ramones, Jongin preferia Ramones do que Beatles, agora.

Mas ainda gostava de Let It Be.

Voltando, todas às vezes que ele está tão assim quer dizer que vai dar merda.

Ele passou o tempo todo meio caladinho tentando puxar assunto sem sentido e sorrindo que nem um bobo. Veja bem, Jongin sempre que sorri muito quer dizer que teve uma ideia — que para ele é magnífica e nada é mais sensato — , que não é nenhum pouco boa. Talvez essa nova ideia ligasse as suas notas desse bimestre: então poderiam ter relação às provas.

O ex-careca lembrou-se quando Jongin lhe disse seu plano magnífico e sem erros, Kim quis derrubar junto à ele no mesmo momento suas provas no chão e Jongin pegar a prova — corretamente respondida por Soo — do outro fingindo que eram as mesmas de antes. Só era colocar o nome e soo responder as perguntas em branco da prova de Jongin.

Mas acabaram indo pra diretoria por isso.

Jongin levou uns belos socos na fuça pra deixar de ser um tanto tonto e agir mais. 

Era só estudar e parar de fazer essas coisas, mas de nada adiantou, suas ideias fluíram mais e mais; Kyungsoo só teve de aceitar.

A primeira coisa é ver o humor dele e depois esperar a bomba que está por vir em seguida, porque Kyungsoo sabia muito bem que nunca vinha coisa boa da boca do Moreno Áureo.

E Kyungsoo esperou um bom tempo, até que no intervalo, quando ambos estavam na biblioteca, Jongin se pronunciou alegre, soltando toda sua felicidade em um diálogo:

— Kyungsoo, tive uma ideia muito boa, cara!

Suspirou.

O menor apenas continuou com seus olhos presos ao livro sem dar atenção para ele. Dois segundos, folheou uma página ajeitando seus óculos e estalou a língua.

— Lá vem merda.

Tinha apenas dito isso para que o outro continuasse o que dizia. Mas resolveu “elaborar a ideia” para depois dizer o que tinha em mente na casa-velha-quase abandonada-da-árvore.

Ele só poderia esperar até a noite chegar.


                                 

Já era outro dia, e não. Jongin não apareceu em frente a sua maldita casa e foram até a casa da árvore à meia-noite e meia para saber o que tanto era essa coisa.

Kyungsoo estava curioso.

Ele ficou acordado até uma hora e nada dele aparecer jogando pedrinhas na janela ou escalando até chegar no quarto do mesmo. Como nos filmes. Mas mesmo assim queria saber o que tão importante assim para que falassem disso na casa da árvore.

Seus sintomas de curiosidade era de batucar muito as unhas em lugares ocos e ficar pensando nas teorias do que era isso o tempo todo. Será que.. Não.

Jongin não mexerica com drogas ou engravidar uma garota, nunca o viu com uma. Muito menos com outros caras que fumavam essas coisas.

Essa ideia de garota até que tem uns 5% de estarem certas, porque há várias garotas querendo seu melhor amigo, então porquê não? 

Essa ideia de drogas está fora, ele só anda com ele e nunca o viu com outras pessoas que fumem. Então pode ser a primeira. Ou..

Será que ele morreu? Ou matou alguém?

Jongin anda só um pouquinho rebarbado com sua vida ultimamente, e também, Kyungsoo ouvira gritos ontem de noite vindos da casa de Jongin.

— Depois nos falamos na casa, pode ser à meia-noite? É melhor.

Então Jongin iria matar seu próprio amigo? Iria matar Kyungsoo?

Será isso só porque não deu as colas das provas para ele?

Kyungsoo ficou pasmo, não conseguia acreditar nisso tudo. Mas estava na cara.

— Oi, Kyungsoo.

Sentiu algo quente pousar em seu ombro.

Então Kyungsoo arrepiou-se dos pés a cabeça, sem pensar duas vezes, com seu coração batendo com força, saiu correndo soltando um gritinho de desespero sabendo que se tratava de Jongin atrás de si. Claro que não seria uma das vítimas de Kim Jongin, como sua mãe.

Suas pernas batiam contra o chão com rapidez e brutalidade, esbarrou em várias pessoas para fugir de seu suposto assassino. A cada passo largo sentia sua mochila bater em suas costas e puxar mais o ar para seus pulmões durante sua corrida. Então desacelerou seus passos quando viu que estava BEM LONGE de Jongin dando umas olhadas pelo local onde estava. Não tinham pessoas a sua volta, apenas o corredor largo e vazio com nenhum som para emitir. Com a porta de entrada ao ginásio que estaria vazio agora.

Esse poderia ser o lugar onde Jongin não o encontraria.

Entrou no ginásio vendo logo de cara que não tinha ninguém; como o esperado. Então com seus pés e corpo cansado — também suado —, foi até umas das arquibancadas e deitou-se quase morto ali. Ele precisava correr mesmo para perder uns quilinhos. 

Mas sempre ficava com preguiça e acabava esquecendo, depois de hoje nem iria praticar o mesmo ato. Nunca mais.

— Por que correu? Minha cara ‘tá tão ruim assim? Devia ter avisado ao invés de correr.

Kyungsoo tomou um susto logo de imediato. Pondo as mãos no coração quando sentou-se repentinamente como algo natural vindo de seu corpo, ele poderia jurar que seus pelos estariam todos de pé quando ouviu aquela voz perto demais. 

Quando foi e o fitou, tomou um leve susto. Jongin estava com seus cabelos todos para cima, bem bagunçados junto a sua cara ameaçada falando um ‘eu não dormi a noite inteira.

Então tirou esses pensamentos e voltou para o que deveria fazer ou falar:

— Se você me matar eu te mato primeiro!

Jongin franziu o cenho assistindo a posição ridícula que Kyungsoo fez com as mãos e braços.

— Ficou maluco, cara? Quem vai matar quem? Vim só avisar que ontem não pude ir porque minha mãe me pegou saindo do meu quarto e deu uns cascudos em mim por querer sair de cada naquela hora.

Então era isso. Por isso dos gritos. Por isso dele não ter ido.

Que baixaria. Então Kyungsoo os gritos e sua correria não adiantaram nada? Era tudo culpa de Jongin.

Kyungsoo colocou as mãos na cabeça tentando não parecer mais ridículo do que já estava. Sentindo o olhar do outro queimar em si.

— O que era que queria tanto me falar, Jongin? 

Finalmente encarou Jongin para perguntar o que lhe fez correr dele mesmo achando que não iria passar de hoje.

— Eu consegui!

— Tirar dez na prova?

Kyungsoo disse inocentemente, ajustando os óculos enquanto Kim fazia cara de tédio em relação a pergunta.

— Não, Kyungsoo! Consegui uma banda que precisam de dois membros para nós dois entramos!

Foi dai que a brilhante ideia de Kim Jongin deu efeito e tornou o 1982 de ambos bem conturbado e preenchido de várias perguntas.

Foi depois dai que as coisas começaram a ficar melhor.



Notas Finais


Playlist: https://open.spotify.com/user/bg77czqg0d7sn56fnmpxjllsx/playlist/39MMdTxw3DhAnS4VH1TFPo?si=O1dqh9c9RMuvVOhSC8IGqQ

Olá, você chegou até aqui? Huhuhu que sorte. Gostam de rock, 60s, 70s, 80s e 90s? Eu amo KKK.

» Gostaram da capa? Foi a linda @Fairyixing quem fez! Essa capa tá tão linda, eu amei muito!

» O banner foi o meu Yuie cremoso que fez *-* @Hyungharu sigam esse neném.

» Sinopse feita por @xstory Fran, muito obrigada <3

Agradeço a todos por me ajudarem!
Obrigada por ler até aqui e me desculpem se o capítulo ficou muito tedioso, a melhor parte é no próximo a seguir!

Meu perfil: @Niphon


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