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História Raphael - Capítulo 23


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Notas do Autor


"O jantar - não vá rápido demais" ou "Miguel de tamanca sendo mãe e as lamentações do Gabriel sobre não gostar de comer, enquanto olha apaixonadamente pra Beelzebub"
Olá crianças! Adivinha quem está
1 - de férias
2- de quarentena (estou bem, estamos todos bem, fiquem tranquilos, é só medida preventiva mesmo. e não tenho lugar pra ir, o único cinema da cidade está fechado haha)
3- com bloqueio criativo
Pois muito que bem haha
Agora as coisas estão fluindo melhor, tenho certeza que tudo vai ficar bem e, como eu prometi, vou tentar voltar a atualizar com uma frequência melhor agora, sério haha
Enfim, eu sei que saímos um pouco do núcleo principal, mas, não se deixem enganar, eles estão se desenvolvendo enquanto o jantar acontece, logo logo vamos chegar nisso haha
Brincadeiras a parte, obrigado pela paciência <3 Espero que apreciem :D

Capítulo 23 - O Jantar - "Não vá rápido demais"


Fazer um simples pedido, Gabriel acabou descobrindo, era de uma complexidade desconcertante. Os cardápios e os nomes complicados que ele simplesmente não conseguia ler e a ordem em que se tem que pedir os pratos que Aziraphale lhe explicara mais de uma vez e, ainda sim, ele não havia conseguido compreender com precisão. E que vinho acompanhava o que e, céus, tinha mesmo tudo aquilo de talheres em uma única mesa? Só podia ser trabalho demoníaco. Se bem que, ao julgar pelo olhar perdido (e adorável) de Beelzebub, entendeu que não havia como culpar qualquer um dos lados. Eram só os humanos sendo humanos, sem nenhum tipo de intervenção.

  Foi Miguel quem ficou com a parte complicada do trabalho. Primeiro auxiliou, pacientemente, Dagon e Beelzebub, mostrando o cardápio e explicando os pratos melhor do que Gabriel havia visto os funcionários do lugar fazendo até agora. Miguel tinha um dom para certas coisas e era extremamente comunicativo. Sorriu sozinho, talvez, se Miguel não tivesse aquele temperamento tão agressivo em determinados momentos e não fosse tão frenético em determinados aspectos, tivesse sido um arcanjo mensageiro melhor que Gabriel. Bem, anjos num geral passam mensagens, ele fazia isso bem. Quando já havia pedido pelos demônios e também o próprio prato, direcionou a palavra ao outro arcanjo, questionando-o se preferia algo em especial. Ao cruzar com o seu olhar que contava como suficientemente desesperado lançou-lhe um sorriso compreensivo e folheou então o Menu novamente, procurando qualquer coisa que tornasse a ideia de ingerir qualquer coisa o menos perturbadora possível e fez então o pedido por Gabriel também. Uma gota de suor escorreu pela lateral do rosto do príncipe mensageiro, contradizendo muitas das coisas em que ele acreditava e ele só conseguiu engolir em seco ainda mais nervoso.

 A única coisa que impedia Gabriel de subir naquela mesa, depois que finalmente viram-se as quatro entidades sobrenaturais sozinhas novamente e um silencio desconfortável pairou por eles, e fazer uma declaração apaixonada e espalhafatosa, era o conselho que Crowley gentilmente o oferecera com muita convicção: “Não vá rápido demais”. Ele lhe assegurara, um pouco baixo demais, que isso podia estragar algumas possibilidades. Em contra partida, ele havia escutado com clareza quando Aziraphale rebatera, praticamente implorando para ele mostrar interesse. Lembrou-se e pensou sozinho em como deveria adicionar isso a sua agenda depois: “Ajudar Crowley e Aziraphale resolverem os próprios problemas”. Talvez, só talvez... Não, bobagem. Enfim, temos um arcanjo que simplesmente não sabia como reagir enquanto esperava que os pratos chegassem à mesa.

- Ezztamos todos aqui. – Beelzebub, depois de declarar o obvio, fazendo Miguel revirar os olhos, pigarreou novamente. Temos uma balança cheia de contrapartidas: Um demônio tentando controlar certos impulsos instintivos e um arcanjo com os olhos brilhando, cheios de encanto, justamente pelo fato de certos impulsos instintivos não terem sido contidos. Beelzebub, ainda que sem conseguir entender os encontros e desencontros confusos daquela noite, tentava agir com uma naturalidade que certamente não lhe pertencia, enquanto Gabriel se encantava de novo e de novo com a forma como Beelzebub falava, como se fosse um sotaque estrangeiro meigo que não tinha como passar despercebido. O que bem sabemos que não era, mas poderia alguém se oferece de explicar isso a ele? Enfim: - Do que se trata essa reunião?

 Beelzebub havia especulado consigo sobre as possibilidades, os motivos que teriam trazido do céu dois dos Arcanjos mais conhecidos e renomados até aquele restaurante, isso depois daquele convite peculiar que ocorrera no próprio inferno. Não queria dar o braço a torcer, mas Miguel estava certo: Tinham pendências a tratar. Céu com inferno e vice-versa. Mas o que era dessa vez? O fim do mundo que não acontecera? Ah, porque Beelzebub já estava “por aqui” dessa história. Não era novidade os problemas e as dores de cabeça que aquilo havia lhe acarretado. Para piorar sua situação?  Lúcifer finalmente dera as caras e havia sido exatamente como Beelzebub previra: Ele não estava para bons amigos. Sua primeira aparição tinha que ser, como sempre, tumultuada. Ele havia simplesmente entrado no escritório de Beelzebub, sem avisos ou qualquer recado gentil, praticamente derrubando a porta. E adendo: Aos berros. Exasperado, como costumava ser de praxe em determinados momentos. Havia feito a clássica tempestade em copo de água, dizendo-lhe sem nenhum rodeio como tudo estava péssimo e ridiculamente mal administrado. Uma bagunça! Isso logo depois de ele mesmo espalhar todos os documentos que Beelzebub havia finalmente conseguido organizar sobre a escrivaninha. Fazendo estardalhaço por algo que ambos sabiam não ser pouca coisa, mas que, ainda sim, não precisava de tudo aquilo. Cada pequena falha e cada detalhe minucioso que Beelzebub certamente não havia deixado passar despercebido estava ali novamente, praticamente sendo esfregado na sua cara. Como se a culpa da coisa toda ter dado errado fosse exclusivamente do Príncipe do Inferno, que só administrava coisa aqui e coisa ali e cuidava de algumas burocracias. A relação que tinham era conturbada. Lúcifer exigia muito, era uma cobrança absurda e exaustiva. Desnecessária, no entanto, recorrente. Era um péssimo chefe. Pelo menos para Beelzebub.

 Depois do piti do século, tão costumeiro quando se pode imaginar, Lúcifer respirou fundo, batucando em uma das únicas escrivaninhas que permanecera em pé, as outras atiradas no chão sendo a prova do acesso de raiva completamente desnecessário que ele tivera segundos antes.  Então havia se voltado para Beelzebub e pedido, gesto esse exclusivo, acontecendo pela primeira vez nos últimos séculos, para que o Príncipe do Inferno elaborasse algum cartão de desculpas para o Adam, que ele acrescentou no meio da sentença que decidiria se iria enviar ou não, mas isso só depois. “Mais trabalho em vão” e Beelzebub mal tivera tempo de concluir o pensamento antes de Lúcifer recomeçar com o piti do século, surtando novamente, dessa vez a respeito do julgamento de Crowley. Aquela palhaçada! Beelzebub tinha uma única certeza naquele momento, sentindo a cabeça latejar de forma incomoda: Se o caminho de Crowley cruzasse com o de Lúcifer nem sua resistência à água benta seria capaz de protegê-lo da fúria de Satanás. Bom, Beelzebub piscou algumas vezes, olhando envolta. Isso, ótimo, ainda estavam no restaurante e, pensando bem, talvez essa fosse ser a pauta em questão. Como aquela dupla, apesar dos apesares e de todo o histórico envolvido, havia conseguido se safar das punições adequadas. Podia ser o céu em busca de uma parceria novamente, quem sabe? Bom, limpando a mente e colocando as coisas em ordem, questionou-se: Mesmo se fosse qualquer uma dessas coisas, porque raios um jantar? Olhou para Gabriel, que estivera falando durante todo o processo, tentado justificar qualquer coisa. Ouviu apenas:

- Então, concluindo... Não é uma reunião. Na verdade... – E, com o timming perfeito, os pratos estavam sendo servidos à mesa.

 Não é preciso de nenhum detalhe especifico para sabermos suficientemente bem que Gabriel não tocou na comida durante todo o processo. Os pratos chegaram e aos poucos o tilintar dos talheres começou. E não foi preciso mais do que um minuto para começar a perturbá-lo também, transtornando-o até o âmago. Céus, eles não precisavam comer, então porque cometer esse ato tão... Grotesco? No primeiro momento ele fez o que pode para evitar ver as cenas, focando o olhar em qualquer coisa que não fosse comida ou pessoas comendo ou... Ele estava em um restaurante, lembrou-se.. E lembrar-se disso era tão perturbador quanto receber do mundo as piores noticias. Em aflição evidente, fitou o próprio prato. Miguel havia sido gentil, porque era algo menos perturbador de se admirar: Um misto de folhas verdes. Tudo bem. Mas foi nesse momento que se pegou desprevenido. Sabe aquela história de o abismo olhar de volta para você? Não demorou muito para a salada estar encarando Gabriel profundamente, até a alma. Olhou para os garfos todos. O melhor, e talvez único, jeito de se vencer um medo é lutando contra ele, não é? Então tinha que escolher um dos garfos, no caso, o de salada. Encarou-os com as feições fechadas, concentrado. Aquele era o garfo de salada? Esperava que aquele fosse o garfo de salada. Estendeu a mão. Não, não podia fazer isso! Engolindo em seco, desviou o olhar, que pousou casualmente sobre Beelzebub.

Beelzebub, muito provavelmente, só para não dizer um “Com certeza”, desconhecia todas aquelas regras de etiqueta que Crowley e Aziraphale haviam passado algumas horas ensinando ao arcanjo mensageiro. Não, certamente não havia graça nem elegância na maneira como ela segurava o garfo. Céus, e ele estivera tão caoticamente preocupado se aquele garfo que estava prestes a segurar era o garfo de salada. Talvez, só talvez, não tivesse tanta importância assim. Bom, voltando a Beelzebub: Parecia de uma praticidade pouco funcional completamente contraditória. Ela segurava o garfo e, francamente, talvez aquela fosse a forma certa de se empunhar uma espada, não um garfo. E a sua boca estava suja, uma das laterais. Era tudo uma bagunça meio caótica. O problema? Gabriel nem conseguiu sentir aquele arrepio incomodo que geralmente vinha o assombrar quando eram outras pessoas ingerindo aquele tipo de matéria. Tudo que lhe ocorreu foi um suspiro, que, a essa altura, só pode (e deve) ser descrito como “completamente típico do Gabriel”. O desespero em seu olhar finalmente se suavizou e ele deixou as preocupações um pouco de lado. Apoiou o cotovelo na mesa, ignorando todos aqueles conselhos e regras práticas, e pousou o maxilar nas costas dos dedos. Aquele sorriso abobado enfeitou os lábios e as feições, antes transpassadas, agora tinham um Q acolhedor, apaixonado (Lê-se: aquele sorriso idiota).

Miguel observava a cena enquanto levava o próprio garfo aos lábios, usufruindo do momento e da refeição. E então reconheceu, de alguma forma, aquele olhar estampado no rosto de Gabriel. Significava ternura. Limitou-se a se questionar sozinho onde já havia o visto antes. Depois de limpar os lábios com um guardanapo aproveitou para pousar uma das mãos no peito, tentando aquietar as batidas do seu descompassado coração. Conhecia aquele sentimento. Mas de onde? Enquanto Miguel lidava com os próprios problemas em silencio, foi a vez de Beelzebub subir o olhar para Gabriel, que, instantaneamente sem reação ao encontrar aquele vislumbre curioso do pedaço de algum outro céu, sorriu sem jeito. Tentando disfarçar, apontou para o próprio rosto, o indicador encostando de leve no canto de seu sorriso, indicando à Beelzebub sutilmente que havia ali uma mancha de molho. Ofereceu-lhe então, prontamente, o próprio guardanapo. Beelzebub juntou as sobrancelhas, mas quando entendeu do que aquele gesto se tratava, ignorando completamente a gentileza do arcanjo, com a boca meio aberta fez um bico e, com as mãos espalmadas, usou as laterais de ambos indicadores para esfregar a região, sem cerimônias. Como uma mosca faria. Gabriel ficou sem reação, o coração batendo acelerado no peito, confuso, mas encantado, enquanto Miguel, descrente, procurou o garçom. Não, o vinho suave não casava em nada com a conturbação destoante daquele momento.

- Você não vai comer, arcanjo? – O demônio finalmente questionou, uma das sobrancelhas levantadas para o arcanjo que lhe sorria como um idiota.

- Ah, sim, claro! Eu só estava... – O príncipe mensageiro viu-se incapaz de completar a sentença, duma vez que seria igualmente incapaz de formular uma mentira. Porque qualquer coisa que não soasse muito parecida a um “Estava pensando em todas as possibilidades de um futuro prospero onde dividiríamos, apaixonadamente, nossos futuros imortais e eu lhe entregaria meu devoto e enternecido coração” viria a ser uma mentira descarada.

 Buscou então, ainda com alguma preocupação, o garfo da salada. Mas tentou não aprofundar-se nisso, talvez não fosse tão importante. A própria Beelzebub usara apenas um dos incontáveis (28) talheres que haviam sido gentilmente lhe disponibilizados. Miguel era o único que, é importante dizer: sem esforço algum, era o único que parecia estar seguindo todas aquelas regras de etiqueta. Bom, Gabriel pegou o garfo e, talvez agora mais por questão de orgulho mesmo, aquele fosse mesmo o garfo de salada. Bom, talher em mãos e o abismo olhando de volta para ele. Respirou fundo. Buscou o olhar de Miguel que, limpando os lábios polidamente, gesticulou com a cabeça, o incentivando a seguir com ação. Houve aquela tensão entre salada e arcanjo, arcanjo e salada. Um movimento meio desajeitado, depois de respirar fundo novamente e, ainda sim de um jeito bem elegante (porque anjos continuavam tendo esse tipo de hábito, de serem elegantes por coisa pouca), cutucou um daqueles ramos muito verdes. Por um momento a atenção de Beelzebub estava voltada somente para ele, mas ele mal percebeu. Sua mão tremeu, a alma toda também. Certamente cometer aquela atrocidade ridícula e ilógica era a ultima coisa que gostaria de fazer. Mas, bem, já havia chego até ali, Beelzebub ainda estava esperando alguma coisa então, com toda força e coragem que juntou, levou o conteúdo do garfo à boca, sensações curiosas já o assombrando na boca do estomago. Com os olhos cerrados, viu-se novamente atônito: curiosamente aquela porção de salada muito verde que viajara do garfo até sua boca não chegou a tocar-lhe nenhuma das extremidades, sendo sem sabor algum, fazendo Gabriel parecer curiosamente livre de paladar. Não era esse o caso. Esse era o caso:

 Não que milagres tenham como serem explicados. Milagres são milagres. E era com isso que Miguel havia trabalhado. Ainda que um pouco alheio a situação, aproveitando a própria refeição como um momento pacato de relaxamento ao qual não usufruía há algum tempo, não havia simplesmente abandonado a situação ou Gabriel, o motivo de estar ali, certo? Não deixando a aflição do outro passar despercebida e aproveitando o fato de que, sim, milagres eram seu negócio, foi uma surpresa de proporção apenas razoável a salada nunca ter estado em contato com o paladar do outro arcanjo. Uma película curiosa envolvia de maneira sutil e imperceptível a parte interna da boca de Gabriel e, qualquer coisa então que entrasse em contato com aquela fina materialização milagrosa, instantaneamente voltária ao lugar de origem mais próximo. O que não levava as folhas de volta à terra de alguma plantação distante e bem cuidada e sim à cozinha ao lado. E mais que isso? Voltado como nova, em um prato recém-preparado e completo. Os cozinheiros ficaram estupefatos, porque, com a recém adquirida confiança de Gabriel, foi garfada seguida de garfada e então? Um punhado de discussões sobre quem estava preparando todos aqueles pratos que jamais haviam sido solicitados. Mas isso certamente faz parte daqueles mistérios da vida que um dos lados nunca descobre e o outro nunca fica sabendo.

 O jantar seguiu e agora, já com o garfo pousado tranquilamente, depois de o prato estar devidamente livre de qualquer brilho esverdeado, e a cozinha repleta de pratos cheios para ninguém, e mesmo durante todo o processo, Gabriel admirava Beelzebub com aquele carinho que parecia transcender algumas eras. Era curioso, como se ele tivesse vindo de tão longe, depois de procurar por mais de um milênio ou dois por ela. E agora tê-la ali era... Curioso. Seu peito se preenchia daquelas sensações que ele jamais poderia descrever. Não ali, não naquele momento. Porque, por mais que tentasse, Gabriel já não se lembrava de como era amar. Mas tinha certeza que era, certamente, algo muito parecido com aquilo que batucava em seu coração. Oh, céus, ele não fazia ideia de que tinha um coração. Até ele bater. Já nessa altura daquele campeonato completamente caótico e ridiculamente frenético, descansava o rosto em uma das mãos, o cotovelo esquecido na mesa, porque parece que aquelas regras todas de etiqueta não importavam tanto. Depois de tantos milênios seu olhar podia admirar novamente um rosto que não era familiar, e, no entanto, era para sua alma tão conhecido. A mão livre tocou o antebraço e Gabriel acariciou a região com carinho. Baal ali permanecera e ali permanecia.

- O que você ezztá olhando, arcanjo? – Pego de supetão dentre seus devaneios, Gabriel piscou confuso, deparando-se então, ao voltar consciência à realidade, com o garfo de Beelzebub estendido em sua direção. Um convite. Aquilo era, pelos céus e inferno, um convite? Ela estava o oferecendo... Oh, céus, da sua comida? Com o seu garfo? De novo: Oh céus. Bem, não teria problema algum aceitar, não é? Seria educado, ambos os lados sairiam ganhando e Miguel vinha mantendo aquele milagre até então, portanto, da mesma forma que fora com aquele mix de folhas, estaria tudo bem. Beelzebub talvez ficasse feliz em ter se gesto de bondade aceito pelo arcanjo e ele mesmo teria a oportunidade de compartilhar algo a mais com o demônio do que a distancia em que os mantinha aquela mesa. E todos ficariam bem, certo?

 Errado.

 Porque naquele preciso momento em que Gabriel concluíra tranquilo e sozinho que não havia problemas aceitar a garfada, de seja lá o que fosse, que Beelzebub lhe oferecera, Miguel engatara em uma conversa animada com Dagon, talvez sobre os sete círculos do inferno, talvez sobre Lúcifer, ou, muito mais provavelmente, em como o demônio em questão havia adorado a combinação de cores que ele escolhera para o conjunto. E, poxa, como aquele tamanco combinava com o visual! Dagon desejou ter algum senso de moda e pediu, enchendo assim o ego do arcanjo guerreiro, alguns conselhos, que foram imediatamente oferecido-lhes acompanhados de um sorriso orgulhoso, o peito estufado. Então, naquele preciso momento, Miguel se distraiu e nós sabemos, por um bom punhado de experiências, o que acontece quando se tem à mesa um demônio fascinado e um anjo desatento. Bom, o milagre que mantivera sobre Gabriel se desfez e foi quando o conteúdo tocou-lhe a língua que Gabriel compreendeu que estava prestes a descobrir o que o termo “Vomitar” significava.


Notas Finais


Eu sei que o capítulo ficou um pouco longo, mas as coisas vão fluir mais tranquilas nos próximos, fiquem tranquilos haha
Obrigado por ter lido até aqui <3


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