História Rappel - Capítulo 10


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Naruto, Romance, Sakura Haruno, Sakusasu, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Voyeurismo
Visualizações 706
Palavras 3.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Se preparem para este capítulo, leram?

Capítulo 10 - Aquele que te Observa


Fanfic / Fanfiction Rappel - Capítulo 10 - Aquele que te Observa

— Não. — é a minha resposta, e a resposta dela é um suspiro profundo.

— Eu fui até Seattle buscar esse vestido. — posso visualizá-la andando de um lado para o outro, com o salto de seu sapato batendo no assoalho e a câmera do celular zagueando pela bagunça de vestidos. — Ele tem um véu com o perfeito comprimento do vestido e o vestido é feito completamente em lã vucana. Sakura!

Eu giro na cadeira, deixando o celular em cima da bancada para que ela não veja minha expressão cansada enquanto ela continua me xingando sobre menosprezar o vestido de lã vucana. Dois pequenos corpos passam correndo pela sala, quase me derrubando com o processo.

— Não corram pela casa! — eu grito, tendo como repostas risos travessos de duas crianças correndo ao redor do balcão da cozinha. — Eu agradeço pelo seu esforço, mas eu disse, desde o começo, que não queria um vestido caro.

— Seu casamento vai ser o evento do ano, Sakura. — sua voz está histérica, como se eu tivesse dito que vou me casar de chinelo e camisetão. Rolo os olhos, culpando Sasuke por estar nessa situação. — Eu tenho que te dar o melhor casamento possível.

Me movo pela cozinha, tirando uma forma de cookies do forno. Saya e Sara param ao meu lado, apertando o balcão com as mãozinhas para tentar ver alguma coisa.

Sara tenta colocar a mão em cima de um dos biscoitos, e eu dou um pequeno tapinha em sua mãozinha, fazendo-a rir travessa.

— Só unzinho, por favor! — seu biquinho e seus olhos brilhantes me fazem estreitar os olhos em sua direção, depois na de Saya, que faz o mesmo.

— Só depois de almoço.

— Você vai cozinhar? — Saya pergunta, fazendo uma careta de quem não curte a idéia. Quando o tradutor avisa Sara, ela cobre a boca, para abafar um risinho.

— Não, não vou fazer o almoço. — eu levanto a forma, colocando-a em cima da mesa. Dois pares de olhinhos pidões vão da forma até a mim. — Sasuke vai trazer o almoço. E não toquem nesses biscoitos.

— Já acabou? — é a voz súplica de Hinata, esbaforida pelo tom robótico do telefone. — Eu tenho que te dar o melhor casamento que você puder ter. E os seus avós, o que vão dizer se tiverem que ir num casamento meia boca na sua casa?

Pego um cookie da bandeja e mordo ele, derrubando alguns farelos na minha blusa branca. Enquanto caminho pela sala, em direção a porta de saída para o jardim, penso numa forma de responder essa pergunta.

Mas já é tarde.

— Você não contou a eles. — ela respira, como se tivesse tomado um susto. Eu fecho os olhos com força, me recriminando por não ter sido rápida. — Meu Deus, quando você pretende contar a eles sobre o seu casamento?

— Quando eu contar a eles sobre a filha de Malu, consequentemente sua neta. — resmungo, me sentindo cansada só de pensar. Como se soubesse de seu envolvimento na história, Saya passa por mim, esbarrando no meu corpo entre risos histéricos conforme foge de Sara. — Você não tem ideia do quanto é difícil falar com eles. Arthur nem tanto... Tenho certeza que vai adorar a notícia. Mas Sophie...

— Talvez, se você os chamar de avós, eles te apoiem na decisão judicial. — ouço alguns barulhos de fundo, estreitando as sobrancelhas em resposta. — Estou arrumando essa bagunça de vestidos. Pelo visto vou ter que desenhar um original pra você gostar.

Eu encaro o Sol despontando no emaranhado de azul bem vivido para o meio do dia. Está um dia fresco, e a vista de onde estou é maravilhosa: repleta de árvores em volta, uma estufa de vidro numa distância considerável e uma piscina grande o suficiente para caber todos os convidados de uma festa de arromba.

E então, ouço aquele susto numa respiração profunda.

— Oh, mas até que não é uma má ideia. — balanço a cabeça, sem saber por onde começar a dizer que essa não é uma boa ideia. — Posso desenhar algo mais o seu estilo. Genioso, monótono e frívolo.

— É assim que você me enxerga?

— Preciso ir, se quero te entregar esse vestido em um mês. — sua voz histérica faz eu apertar minha mandíbula, em busca de mais argumentos. — Não se esqueça que hoje é a noite dos casais. Capriche no visual.

Antes que eu possa dizer mais alguma coisa, ela desliga o celular. Fico encarando meu aparelho como se ele fosse a própria Hinata, mas no fim meus ombros caem e eu suspiro resignada — a culpa é toda minha.

Em primeiro lugar, eu certamente não deveria ter concordado com a ideia dela comandar meu casamento. Hinata queria tudo exatamente o oposto do que eu queria. Um local escandaloso, vestido exagerado e chamativo e quinhentos convidados. Eu sequer conhecia tudo isso de pessoas.

Enquanto eu queria uma cerimônia simples, apenas nossos amigos e familiares e poderia ser aqui mesmo, nessa casa enorme que Sasuke comprou para nos mudarmos quando estivéssemos casados. Aparentemente, contudo, ele estava com medo de que o apartamento me trouxesse lembranças ruins, então aqui estamos nós.

— Tia Sakura. — olho para baixo, encontrando os brilhantes olhos verdes de Saya e o rosto corado pelo esforço. — Quando você vai se casar com meu pai?

A pergunta me pega totalmente desprevenida, e eu teria mudado de assunto caso não tivesse um outro par de olhos, estes castanhos, me encarando também com o celular na mão, que logo reflete exatamente a pergunta em português.

Era a melhor forma de conversarem. Um aplicativo que traduzia o idioma que elas falavam. E, por enquanto, estava dando super certo, mesmo que Sara já estivesse entendendo bem por ficar grudada em Saya o tempo todo.

Mordo a ponta do lábio, me sentando na grama em frente a elas. Elas fazem o mesmo, ansiosas por uma resposta. Fazia pouco mais de um mês que se conheciam e já eram quase inseparáveis.

— Seu pai e eu ainda não temos uma data definida. — seu rosto fica desanimado, mas não era uma mentira.

A situação de Marjorie e Sasuke ainda era delicada. E mesmo que eu tentasse dizer que um divórcio, ainda mais um se tratando daquela mulher, não é fácil, todos estão agindo como se eu fosse me casar semana que vem.

— E quem vai ser a dama de honra? — Sara abre um sorriso enorme, com os olhos sugestivos. Saya cola a orelha no celular de dela, esperando a tradução.

Quando a mulher termina de falar, ela arregala os olhos em minha direção.

— Quem vai ser?

As duas tem olhos pidões, que fazem meu senso de razão se detonar completamente em busca de resposta.

— Pode ser as duas, se quisermos. — logo ele está atrás de mim, com as mãos em meus ombros. — Nós ainda iremos decidir isso, mas tenho certeza que serão ambas cotadas para a seleção.

— Papai! — Saya grita, se jogando em seu colo como se estivesse programada para isso, o que acaba resultando em seu corpo caindo um pouco em cima de mim. Eu rio, acariciando seus fios macios e dourados, como os da minha irmã. Saya era praticamente a cópia fiel de Malu, o que era bem nostálgico. Fazia eu sentir que tinha um pouco dela aqui.

Quando as duas terminam os abraços e beijos, correm para longe no jardim, recomeçando o pega-pega entre risos e pequenas quedas. Eu sorrio, tendo Sasuke ao meu lado, e imaginando se daqui um tempo seria assim: nós dois observando nossos filhos correndo pelo jardim.

— Você trouxe comida? — ergo a cabeça, dando de cara com seus olhos analíticos. — Se não tiver feito isso, se prepare: aparentemente eu sou mesmo uma péssima cozinheira.

— Você é ótima em muitas coisas, amour. — ele beija a minha têmpora, acariciando meu cabelo curtinho. — Só não em cozinhar.

Eu empurro ele, beijando sua boca longamente. Quando nos separamos, percebo que estamos rodeados por esse sentimento: o de que tudo será sempre assim, perfeito.

Mas até quando?

— Hinata está me enlouquecendo e a culpa é sua. Ela quer desenhar um vestido de casamento pra mim! — uma linha se alonga em seus lábios, e seus olhos ficam pequenos, como se não fosse nada. — Você devia ter dito a ela que nós queríamos um casamento simples.

— E por que você não disse? — ele ergue uma sobrancelha, colocando os braços ao redor da minha cintura.

— Por que ela é teimosa, não me ouve e... adora isso. — suspiro, desanimada com a perspectiva de que eu não sirvo nem para dizer um “não”. — Eu tentei ligar, para não ter que olhar dentro daqueles olhos pidões... Mas não deu, ela fez chamada de vídeo. Hinata é persuasiva demais.

— Sinceramente, eu não me importo. — ele balança os ombros, uma mecha do cabelo negro caindo em frente aos olhos. Quando eu a retiro, ele me puxa para mais perto. — A gente pode casar agora, aqui, sem vestido ou convidados. O importante é que nós vamos nos casar, chérie.

— Eu não me importaria também, na verdade, acho uma ótima idéia. — coloco os braços ao redor de seu pescoço, sentindo seu cheiro único me envolver. — Quando o processo de divórcio acabar, nós podemos fugir para Las Vegas, como eu tinha proposto.

— E enfrentar a fúria de Hinata? — ele estreita os olhos, desconfiado. — Quer mesmo fazer isso?

Ao pensar naqueles olhos zangados, e em seguida magoados por eu ter estrado o casamento dela — o meu, na verdade — um arrepio de um mal presságio passa por todo meu corpo.

— Não, não quero. — eu me afasto, caindo na grama úmida sentada. — Mas isso quer dizer que eu terei que contar a Sophie e Arthur. E você vai ter que vir comigo.

— Posso enfrentá-los, mais do que gostaria se tratando de Hinata. — sua risada é gostosa, mas se torna cada vez mais lenta conforme eu o encaro. — Oh...

— É isso aí. — me levanto, sacudindo a sujeira da minha calça cáqui. — Se vamos falar sobre o casamento, teremos que contar sobre a Saya. E torcer para que eles nos apoie.

Quando ele se levanta, vejo um brilho de incerteza passar pelos olhos brilhando a luz do dia. Cruzo os braços, me sentindo um pouco indefesa ao ter que dizer isso a ele — posso ver, quando seus olhos fixam na figura sorridente e ofegante de Saya, que a última coisa que Sasuke quer é ceder ela aos meus avós.

Mas não têm jeito.

— Podemos falar disso amanhã? — ele tenta sorrir, mas os olhos continuam exasperados ao me puxar pelo pulso, para me dar um rápido beijo. — Hoje eu só quero levar a minha garota para sair.

— Tudo bem. — eu o puxo para um abraço, fechando os olhos para apreciar a sensação de proteção que nos envolve. Aproveitando enquanto ainda podemos desfrutar dessa sensação...

Algo me diz que ela não durará por muito tempo.


...

O local é requintado, com uma luz negra que envolve toda o salão. Há uma pista de dança ligada a um palco com um pole dance, onde uma mulher com uma lingerie vermelha dança sensualmente para o público que está espalhado em mesas abaixo dele.

Nos dois lados do meu corpo há um bar em cada extremidade, com barmens balançando drinks e servindo os mais diversos clientes usando máscaras. Sim, máscaras. A minha é tracejada em diamantes, cobrindo a parte superior do meu rosto e destacando o batom vermelho.

— Você está linda. — Sasuke sussurra em meu ouvido, com o corpo atrás do meu.

Quando me viro, quase perco o ar ao vê-lo: smoking, cabelo lambido de gel para trás e aquela boca avermelhada e reluzente. Não poderia pedir mais nada, mas não estava muito longe dele.

Optei por um vestido com um decote profundo em meus seios, preto e longo com uma fenda na minha perna direita. Estou usando sapatos de salto altíssimos, porque sei como ele adora me ver de salto. Também coloquei meu cabelo para trás, embora ele já tivesse crescido consideravelmente.

— Esse lugar é lindo. — olho ao redor, para os lustres de diamantes no teto, as pessoas elegantes e cultas conversando a nossa volta e o clima de tensão em cada canto da parede. — Isso não é só a noite dos casais, né?

Ele olha ao redor também, com aquele ar misterioso que me dava nos nervos — mas também me deixava de pernas bambas. Quando ele me olha de novo, seu sorriso é sedutor e sacana.

— Claro que é, ma Petit. — sua mão serpenteia pela minha cintura, e seu perfume suave e delicioso me faz querer pular em cima dele. — Mas será a noite dos casais, ao nosso jeito.

A música, Haunted de Beyoncé, me traz lembranças do começo da minha relação com Sasuke. Danças sensuais, mãos deslizando pelo tecido apertado e fino da minha roupa, lábios no lóbulo... Dava ao ambiente, um clima mais sensual e todas as pessoas naquele lugar pareciam estar expostas a isso tanto quanto eu.

Quando avistamos nossos amigos, Naruto e Hinata, Sasuke me conduziu lentamente pela passarela até a mesa. O caminho pareceu mais longo do que eu esperava, e eu estava ciente dos olhares — tanto masculinos quantos femininos — que cravavam em nossa direção. Fazia-me sentir ainda mais sensual e segura do que eu estava antes de sairmos de casa.

— Não é excitante toda essa exposição? Saber que eles estão te analisando como se você fosse uma presa? — Sasuke murmura ao meu ouvido, sinto o timbre de sua voz vibrar por cada fibra do meu corpo. — Era isso que você queria, não? Essa sensação?

— Parece que você sabe exatamente como satisfazer uma mulher, senhor Uchiha. — Quando o timbre de minha voz se torna sedutor, tão igual ao dele, Sasuke sorri como se fosse um professor orgulhoso da aluna. — O que mais você pretende fazer comigo essa noite?

— Você está divina. — a voz de Hinata cala as palavras de Sasuke, deixando no lugar da boca levemente se abrindo um sorriso mais amistoso. — Eu não conseguiria fazer algo tão bom quanto isso.

— Você não está tão diferente. — eu a abraço, sentindo seu cheiro de morangos silvestres. Tão único quanto ela, num vestido prateado, longo e tomara que caia. O cabelo estava mais armado, acentuando os olhos esfumados. — Está tão linda, senti tanto sua falta.

Eu a abraço de novo, de fato sentindo falta do sorriso e da atmosfera que só Hinata tinha. Quando a solto, sorrio para Naruto, que está tão elegante em seu smoking quanto Sasuke.

— Está muito lindo, Naruto. — eu o abraço, em seguida voltando ao lado de Sasuke. — Lógico que só não mais lindo que o meu acompanhante.

— Faço das suas palavras, as minhas. — seus dentes são certinhos e brancos quando ele sorri, pegando Hinata pela cintura.

Quando nos sentamos, uma mulher elegante e bem vestida se aproxima da mesa. Ela tem o cabelo negro preso no alto de um rabo de cavalo e os lábios escuros. Seus olhos demonstram segurança e elegância.

— Boa noite, senhor Uchiha. Senhor e senhora Uzumaki. — seus olhos castanhos pendem em mim, e suas sobrancelhas levemente se curvam. — Você deve ser nova, eu lembraria de uma rosto como o seu.

— Sakura Haruno, prazer. — ela abre um sorriso, e os olhos brilham.

— Sou Elena, e o prazer é meu.

— Não flerte com a minha noiva, Elena. — Sasuke diz, mas parece se divertir. Elena coloca as unhas bem feitas e pintadas de vermelho conta o colo, como se estivesse ofendida.

— Eu nunca faria isso com o senhor. Mas o senhor têm um ótimo gosto. — ela sorri de novo, me examinando bem com os grandes olhos. — Bem, estou aqui para servi-los. É só pedir, que eu atendo. Qualquer coisa.

Sasuke sequer olha no cardápio para saber o que pedir. Quando sua mão encosta no meu joelho, eu o encaro brevemente, apertando os lábios num pequeno sorriso.

— Eu quero um uísque, por favor. — seus olhos me encaram, inocentemente. — E você, o que vai querer?

— Gin tônica. — sorrio para Elena, que vira seus olhos na direção de Naruto e Hinata.

— Vamos querer o mesmo, por favor, Elena. — Hinata diz, piscando para ela. Elena abre um sorriso e se vira em direção ao bar.

Mas não antes de me olhar de novo, e sorrir largamente.

Ela está mesmo dando em cima de mim?

— A Elena gostou mesmo de você. — Hinata dá uma leve risada, me encarando com os olhos grandes e marcados. — Nunca vi ela dar em cima de alguém tão descaradamente. Até fiquei com ciúmes.

— Você e ela...? — ela balança os ombros, convencida. — Nossa.

— O que eu posso dizer? Ela têm um ótimo gosto. — Naruto acaricia a mulher, sorrindo de maneira boba para ela. É tão claro quanto o meu amor infinito por Sasuke que esses dois são loucamente apaixonados.

Sasuke me disse uma vez que para fazer esse tipo de coisa você tem que ter um relacionamento estável. Com a gente não deu muito certo, e agora, quando tentamos na prática, tudo parece fazer sentido. Naruto e Hinata usam isso a favor de seu relacionamento.

E eu também quero fazer isso.

Quando Elena chega com as bebidas, sou eu que a encaro profundamente. Tomo minha gin tônica num gole genoroso e pisco em sua direção quando ela vai embora. Quando os dedos atrevidos do meu noivo tentam invadir a fenda do meu vestido, eu dou um tapinha em sua mão.

Sasuke estreita levemente os olhos, apertando os lábios.

— Ainda não. — tomo mais um gole generoso da bebida, sentindo ela queimar levemente minha garganta com o sabor cítrico do limão. — Quero fazer uma coisa, antes.

Ver a curiosidade nos olhos de Sasuke, que aparentemente sabia exatamente tudo sobre mim, foi o impulso que eu precisava para me mover até o pequeno palco assim que dançarina saiu dele.

— O que ela vai fazer? — ouço a voz suspirada de Hinata perguntar. Ninguém responde.

Quando subo no palco, tenho toda a atenção que um dia me faria desmaiar na frente de todos. Eu ficaria trêmula, em choque e provavelmente vomitaria no meu vestido novo. Mas... Não hoje.

Tudo o que eu consigo ver é o olhar de Sasuke, como se ele fosse capaz de tirar o meu vestido, mas as minhas mãos deslizando pelo meu corpo — e então, estou apenas com a cinta-liga ligada às meias sete oitavos pretas de renda e de calcinha.

A resposta do público é um coro de surpresa misturada á tensão sexual que emanava nesse lugar. Vergonha? Claramente não está ligada a excitação que estou sentido por ser observada por tantas pessoas.

Quando a música começa a tocar, eu seguro o bastão de aço do pole dance e começo a andar em cima dos saltos do meu sapato ao redor dele ao som da voz de Halsey, cantando Not Afraid Anymore.


Não estou mais envergonhada

Eu quero algo tão impuro

É melhor você me impressionar agora, olhando meu vestido deslizar até o chão


Posso sentir cada olhar cravando em minhas costas quando me viro, ainda segurando o bastão e me inclino para o lado, erguendo a minha perna para cima. Olho por cima do ombro, mordendo meu lábio levemente ao ver os olhos negros de Sasuke tão atentos a mim.


Eu não tenho mais medo

Eu quero o que você tem planejado

Estou pronta para provar agora, vá para o seu lugar


Quando uma batida alta da música soa, eu prendo o bastão atrás do meu joelho e giro até chegar até o chão. Assim, posso abrir minhas pernas num espaçamento em que o bastão fique exatamente no meio. A minha plateia faz um novo coro, dessa vez um “oohh” e algumas pequenas palmas.


E me toque como nunca

E me empurre como nunca

E me toque como nunca

Porque não estou com medo, não estou mais com medo

Não, não, não


Quando me levanto de uma vez, fico em cima dos saltos e logo começo a subir para cima. Um holofote ascende em minha direção, subindo junto ao meu corpo. As pessoas começam a ficar de pé quando eu começo a girar, com a parte de trás do joelho presa ao bastão, até ir caindo. Quando estou prestes a cair, faço uma rápida manobra que me deixa de cabeça para baixo.


Eu não tenho mais medo

Estou parada no olho da tempestade

Pronta para encarar, morrendo para provar esse doce calor doentio


Quando estou escorregando rapidamente para baixo, me viro em outra manobra e cruzo as pernas no bastão, segurando com força com as mãos. Subo de novo, afastando as minhas pernas e girando por ele até ir caindo com mais velocidade.

Quando a música acaba, eu caio no chão num espacate perfeito e sincronizado. Sentindo meu peito subir e descer levemente, eu levanto o rosto e o brilho do holofote quase me cega. As pessoas, em pé, me encaram abismados e, lentamente, uma salva de palmas começa a tomar força.

Caramba!

Quando fico de pé, ando lentamente de volta ao meu vestido e pulo para dentro dele, o subindo lentamente para de volta ao meu corpo. As palmas continuam soando, e os olhares gulosos também — estou me sentindo tão poderosa, que posso explodir!

Quando me viro em direção a mesa, sou surpreendida por lábios cedentos, apaixonados, e com o gosto suave de uísque nos meus. As mãos me puxando para baixo são firmes, mas quase trêmulas — sorrio, triunfante. Antes de cair no chão, ainda caio em seu colo, e ouvimos mais salva de palmas.

— Gostou do show?

— O que você acha, chérie? — ele sussurra contra a minha boca, respirando como se estivesse acabado de correr uma maratona. — Vem, preciso te tirar daqui.

— Por quê? — pergunto, entre risos por ser puxada com tanta pressa, tendo que me focar em não cair dos saltos.

Quando ele me olha por cima do ombro e eu consigo ver o desejo estampado em seus olhos, não preciso de uma resposta. Mesmo assim, ele me dá:

— Já que você quer tanto fazer um show, eu irei te mostrar como eu gosto de fazer um. — sua voz está profunda, rouca e sedutora. — E vou te mostrar o que mais pretendo fazer com você essa noite

Um arrepio de desejo, curiosidade e medo invadiu meu corpo. Mas, sobretudo, não pude ignorar a vontade pulsante que estava entre minhas pernas.

Parece que nós iremos fazer um show.


Notas Finais


Eitaaaaa


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