História Raptada Pelo Chefe Da Máfia - Capítulo 15


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey, sunshines! Olha eu aqui de novo kakakak!
Demorei mais do que o normal pra atualizar, mas é que tive algumas buchadas pra resolver.

Vamos ao cap., minha gente!

Boa leitura!

Capítulo 15 - Capitolo Dodici


Fanfic / Fanfiction Raptada Pelo Chefe Da Máfia - Capítulo 15 - Capitolo Dodici

A L L E G R A

O dia amanheceu ensolarado e lindo, ótimo para dar um mergulho na piscina, e é o que Antonella e eu estamos fazendo agora. Na verdade, eu praticamente a arrastei do quarto dela até aqui, a menina não queria sair de lá de maneira nenhuma, então eu insisti até que ela teve que vir, bufando que nem um toro raivoso, mas veio. 

Nossa amizade tem crescido bastante com o passar do tempo, desde a sua primeira menstruação – quando a ajudei – percebi que ela sente mais liberdade para me procurar quando precisa de conselhos e afins. Assim como eu, Antonella tem evoluido, mesmo que a tristeza ainda seja visível em seus olhos e seus sorrisos, uma raridade.

Quanto as recentes descobertas sobre a minha vida? Bom, elas ainda me assombram e machucam, mas não deixo que manipulem a minha mente, estou lutando para não ser mais a garota fraca, submissa e que aceita humilhações calada. Quero ser digna da minha nova realidade, da menina que estou aprendendo a amar como minha irmã mais nova – ou filha, quem sabe? – e do homem que conseguiu roubar meu coração para si. 

— Você não vai entrar na água? — Ouvi a voz de Nella dizer.

Eu estava sentada a beira da piscina, apenas meus pés dentro d'água. Olhei para ela, que mantinha seu corpo submerso na superfície da água e tinha os olhos fechados, parecendo apreciar o calor do sol em contato com o seu rosto.

— É claro que vou — respondi — a água está ótima.

Dito isto, me joguei dentro da piscina e mergulhei, indo até o fundo, tocando os pés no chão e emergindo, logo em seguida, ao lado de Antonella, que soltou um gritinho agudo pelo susto que tomou e se vingou jogando água em mim.

Estavamos brincando de jogar água uma na outra, quando uma das muitas empregadas da mansão surgiu e disse:

— Senhorita, Pellegrini — disse — há uma visita esperando na sala.

— Quem é? — Questionei, saindo da piscina e indo até uma das espreguiçadeiras embaixo de uma tenda e pegando uma toalha. Antonella permaneceu centra da água, que estava ótima.

— É a senhorita Giovanna De Angelis. — Respondeu a mulher, muito formalmente.

— E ela disse o que quer? — Deixei a toalha na espreguiçadeira e vesti meu vestido branco com estampa florida de verão, sem me importar com o biquíni molhado por baixo. Talvez tivesse sorte e a conversa acabaria rápido e eu poderia ir para o meu quarto tamar banho.

— Não, senhorita, ela apenas ordenou que eu lhe chamasse e disse que é importante.

Franzi o cenho, estranhando que a De Angelis veio até aqui para falar comigo e não com Rocco, afinal, estou morando nesta casa a quase sete meses e ela nunca veio fazer uma visita.

— Tudo bem, diga a ela que já estou indo. — Pedi.

A mulher, digo, jovem, pois ela aparenta ter a mesma idade que eu, fez um sinal afirmativo e saiu, sem dizer mais nada. Virei para Antonella, que agora nadava de costas na piscina e perguntei:

— Estou indo receber uma visita agora, você vai continuar ai dentro?

— Sim. — Foi sua única resposta.

— Ok, mas tenha cuidado e não fique muito tempo exposta ao sol.

Ela me deu um joinha com a mão e eu ri, saindo de lá e deixando-a só. Calcei meu chinelo e caminhei para a casa, passei pela área de lazer dos fundos e entrei pela cozinha, vi as duas chefes preparando o almoço e Giulia terminando uma sobremesa, as cumprimentei e segui para a sala de visitas.

Ao chegar lá, encontrei Giovanna bem acomodada em um dos sofás, sua bolsa de grife estava jogada ao seu lado  e  ela vestia uma calça de couro brilhante preta que casou muito bem com uma camisa de um cropet de alças grossas branco e em seus pés um louis vitton preto que, com certeza tinha o solado vermelho, sua maquiagem leve era bem feita e feita de maneira que evidenciasse seus olhos azuis chamativas, o seu cabelo curto, na altura dos ombros estava bem penteado e sem um fio fora do lugar. Resumo da ópera: por fora ela é uma mulher perfeita.

— Allegra, querida! Quanto tempo. — falou assim que me viu, deu um sorriso cínico e se levantou, indo até mim e me abraçando. Eu sabia que não era um abraço sincero, mesmo assim correspondi.

— Giovanna — devolvi, quando ela me soltou, sorri e fiz sinal para que voltasse a se sentar. — Confesso que fiquei surpresa com a sua visita.

— O que é compreensivel — suspirou dramaticamente e olhou tudo ao redor, como se estivesse fazendo uma avaliação e segundos depois tornou a olhar para mim. — Eu nunca vim aqui, essa é a primeira vez.

— E por quê? — averiguei, achando essa situação mais do que estranha — digo, porque veio  hoje, mesmo sabendo que o Rocco não estaria aqui?

— Porque Rocco nunca permitiu que suas amantes viessem à sua casa. — Disparou ela, me dando um olhar fugaz e desafiador. 

Eu sabia que ela queria me atingir, mexer com a minha mente e, principalmente, meus sentimentos. Sabia também que, antes de me trazer para cá, Rocco teve com muitas mulheres, o que é natural, afinal, ele é um homem adulto, cheio de desejos, viril e lindo, então não teria motivos para se manter casto e não suprir seus desejos e vontades, ainda mais com com um verdadeiro enxame de mulheres lindas querendo um pedacinho dele. No entanto, ele não saiu com mais nenhuma mulher desde que estou aqui, sob o seu teto, foi Rocco quem me garantiu isso numa das muitas conversas que já tivemos e eu acredito nele.

— Suponho que ele não queria uma de suas ex-vadias vindo persegui-lo na sua própria casa — desferi, mantendo minha voz calma e inabalável, mesmo sabendo que ela é uma das ex amanted de Rocco. Dois podem jogar esse jogo — além do mais, ele mantinha locais adequados para suas atividades sexuais.

— Claro — concordou ela, apertando tanto sua mandíbula que pude ouvir o barulho de atrito dos seus dentes e insinou:— nós até temos nosso próprio apartamento.

Vaca!

Encarei-a por alguns segundos, tentando entender como uma mulher linda como Giovanna, que obviamente tem uma fila enorme de homens que ficariam de joelhos para ter uma chance com ela, se presta ao papel de amante e cheguei a conclusão de que, o que ela tem de beleza, não tem de amor próprio. Assim, resolvi ignorar suas insinuações e fui direto ao ponto, dizendo:

— Você falou muito e disse tudo, menos o que veio fazer aqui.

Assustei-me quando ela se levantou de sopetão e praticamente voou em cima de mim, que permanecia de pé a poucos metros de distância dela, com meus braços cruzados na frente do meu corpo, que logo soltei aos meus lados, me preparando para a briga de verdade, mas ela apenas parou a alguns centímetros perto de mim – na verdade, sua boca quase beijou a minha – e rosnou, fazendo careta e tudo, dizendo: 

— Vim alertá-lá de que esse seu romancezinho com o meu homem tem prazo de validade!

— Ah, é? — indaguei, permanecendo calma por fora, mas por dentro o meu desejo era o de estrangular ela, e terminei: — como você pode afirmar isso com certeza, se ele parou de te procurar para fodê-la? Sim, por quê era só isso que ele queria de você: sexo.

— Oh, pequena vadiazinha, você não sabe de nada — proferiu, parecendo mais raivosa agora — se pensa que Rocco parou de comer a mim ou a todas as outras, está enganda, ele continua nos procurando.

— E você quer que eu acredite, hm? — me afastei e fui até o sofá, onde sua bolsa estava abandonada, peguei-a e joguei para ela, que havia se virado para mim, e para a minha satisfação, a bolsa a atingiu no rosto — se veio até aqui, pensando que conseguiria me colocar contra o meu noivo, perdeu o seu tempo, pois não acredito em nada que saia da boca de uma mulher despeitada, agora some daqui.

Apontei para o corredor que dava para a porta de saída, mas para o meu desgosto, Giovanna voltou a se aproximar de mim, dessa vez de forma mais comedida, e o que ela falou a seguir, com certeza me abalou.

— Rocco não ama você, sequer suporta estar ao seu lado, ele odeia esse seu lado frágil e melodramático — enquanto falava, Giovanna sorria e me rodeava — sabe como sei disso? Ele me disse, Rocco me confessou, noite após noite, enquanto o seu enorme pau me fodia, e sabe o que mais? Todo esse sacrifício que o meu homem faz é por que ele não quer dividir o trono da 'Ndrangheta. Porque ele é um rei que não precisa de uma rainha e quando ele conseguir o que quer casando com você, sua vida não terá mais vália e você vai acabar como todos os outros que ele teve o prazer de tirar desse mundo: com pedaços de seu corpo enterrado em diversas covas... Isso se, ele não jogar você ainda dentro de uma sala com chuveiros ligados e banhando seu corpo feio com ácido, até que não reste nada, a não ser uma lama de ossos e carne derretidos.

Ofeguei e respirei fundo, engolindo o nó na garganta. Mesmo que ela não tenha deixado explicito, deu a entender que sabe mais sobre mim do que deveria, então, tentando parecer o menos abalada possível, questionei:

— O que você sabe sobre mim ou os planos do Rocco?

— Tudo — sorriu um sorriso cruel — quem são os seus verdadeiros pais biológicos , Sandro e Luna Pellegrini, não é? Sei que estão mortos e que, como Sandro era o Don da 'Ndrangheta, você automaticamente herdou o seu trono, mas como não é permitido que mulheres comandem essa associação, o homem que se casasse com você assumiria tudo, e é o que Rocco está fazendo agora, não é que você fosse comandar tudo junto com ele, mas haveria uma "luta pelo trono" — fez aspas com as mãos, enquanto continuava a andar pela sala, como se fosse dona de tudo e continuou perturbando minha mente —  seu marido, no qual você séria obrigada a casar, e Rocco teriam que entrar numa batalha pelo poder, mas o meu homem não passaria por isso e resolveu que se casaria com você.

— Você está mentindo — sussurrei, sentindo dificuldade em respirar, mas me mantive calma — eu não sei como descobriu informações sobre mim e isso não importa, mas todo o resto desse seu discurso inútil é uma lorota e eu não vou cair nessa, agora, mais uma vez, vá embora.

Giovanna riu alto, em seguida, me olhou com deboche, pegou sua bolsa no chão e se aproximou de mim pela terceira vez.

— Isso bonitinha, continue sendo ingênua demais, digo, está mais para trouxa, se acha que um homem como Rocco Montanari se casaria com uma garota sem sal como você por amor. Permaneça assim e o seu final não será nada bonito.

E essa foi a gota d'àgua para mim, aguentei todo o veneno dela até onde seria possível suportar, porém ela conseguiu atingir todo o meu limite. Então, reuni toda a minha força no meu punho, e com os movimentos que Rocco me ensinou e soquei o seu nariz.

Senti-me bem ao ouvir o "crack!" do seu nariz quebrando e com o seu olhar surpreso enquanto caia de bunda no chão.

— Sua louca! Você quebrou o meu nariz! — gemeu e chorou, cobrindo o rosto com as mãos, mas o sangue descia como uma cachoeira de sua face e sujando sua blusa branca.

Não senti remorso ao vê-lá ferida, sentada no chão e chorando de dor. Eu queria bater mais, mas queria mais ainda que ela sumisse fã minha frente, por isso fui até ela, agarrei uma mexa grande do seu cabelo e puxei, arrastei-a por toda a sala e corredor até chegar a saída – só Deus sabe de onde tirei tanta força, mas consegui puxá-la todo o caminho. Sobre seus gritos e protestos, abri a porta e continuei posando ela por toda a varanda da frente até as escadas.

Eu empurrei ela e assisti o seu corpo magro escorregar degrau abaixo até o piso inferior e parar no chão quente, próximo aonde o seu carro estava estacionado. Eram apenas cinco degraus, infelizmente ela não se machucou tanto quanto eu desejei, mas os seus gemidos e choros eram como música.

— Eu pedi, educadamente, duas vezes para que você fosse embora, mas você me ignorou. Na terceira vez eu não sou tão carinhosa. — Falei alto para que ela pudesse me ouvir e a única resposta que recebi dela foram mais gemidos e choros.

Não fiquei para saber como ela iria se levantar e entrar no seu carro para ir embora, lhe dei as costas e entrei na casa, batendo a porta atrás de mim. Subi as escadas sentindo meu estômago revirar, meus olhos ardiam pelas lágrimas que não me  permiti chorar enquanto Giovanna esteve frente a frente comigo.

E nem permitiria agora, por que cansei de chorar e, como Giovanna me definiu, cansei de ser trouxa


Notas Finais


E cabô! Por hoje é só serumaninhos, em breve tem mais.

Beijo no cu(ração)!

Ciao! Ciao! 👋🎈


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