História Rapto por amor - Capítulo 5


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Félix, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël, Nino, Plagg, Tikki
Tags Adri, Adrien, Adrinette, Amizade, Amor, Chat Noir, Heróis, Ladybug, Loucura, Mari, Marinette, Miraculous, Nath, Plagg, Romance, Tikki
Visualizações 99
Palavras 1.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal!

Não sei se já viram, mas eu mudei a classificação da história para mais de 18.

Espero que gostem!

Boa leitura!

Capítulo 5 - Beijos forçados


Pov. Marinette

 

Passou-se uma semana desde o meu rapto.

Eu tinha tudo o que queria, menos a liberdade a estar onde queria, com quem queria.

Todos os dias, aquele homem vinha ao meu quarto e sentava-se comigo durante uma hora ou mais.

Ele queria que eu o conhecesse, pois íamos casar-nos. Só de pensar nisso ficava doente.

Toda a semana o tinha ignorado e não falava com ele, mas ele fazia questão de ficar no quarto a observar-me, o que era bastante constrangedor.

Eu tinha saudades do Adrien. Desde pequena que nunca tinha passado tanto tempo longe dele.

O meu raptor apareceu outra vez nessa tarde, e eu virei-me para a parede, a chorar.

-Porque choras, meu anjo? A cama é desconfortável? Precisas de alguma coisa? – perguntou ele parecendo preocupado.

Olhei para ele estupefacta. Como era possível ele ser tão malvado e insensível.

-Eu estou presa contra minha vontade! Achas que devo estar feliz e a celebrar com uma garrafa de champanhe? – gritei muito revoltada.

-Se eu soubesse que o teu problema era estar presa, podia ter-te já tirado daqui. Anda, vamos dar uma volta pelo meu palacete.

Ele estendeu-me a mão e eu recusei. Sabia andar por mim mesma e sem ajuda.

Mesmo assim, ele pegou no meu braço firmemente e juntou-me ao seu corpo perfumado. Ele era doente mental ou quê?

Tentei soltar-me, mas o aperto dele era solene e não tremeu um momento que fosse.

-Minha querida, eu não devia estar a fazer isto, por isso vê se te comportas e não me faças deixar-te trancada naquele quarto o mês inteiro.

Eu engoli em seco. Era melhor aproveitar para ver a totalidade do meu cativeiro e descobrir como podia fugir.

Fui guiada por uma infinidade de corredores e quartos magníficos. Aquele palacete era digno de um príncipe.

Todos os corredores eram guardados por dez guardas e cada pequena abertura que podia servir como uma escapatória tinha alguém a guardá-la.

Tentar fugir era uma missão suicida, por isso deixei-me estagnar no aperto firme de Nathanael.

-Eu guardei o melhor para o fim. – disse ele, guiando-me para um quarto enorme.

-Porque é que este é o melhor? É grande, mas é igual aos outros. – disse eu, não percebendo o motivo para ele gabar aquele quarto.

-Este vai ser o nosso quarto depois de casados. – depois de ouvir isto, a minha visão começou a ficar turva e eu fiquei tonta.

O Nathanael percebeu o que se seguia e apanhou-me no preciso momento em que desmaiei. Senti os seus braços a abraçarem-me o corpo e a pegarem-me como se nunca mais me fossem soltar. Depois disso, apaguei por completo.

 

Acordei quando já era de noite. Uma vela estava a iluminar o quarto onde era prisioneira. Mais uma vez estava ali, sozinha. Mas desta vez, não estava sozinha.

Só reparei estar a dormir abraçada a Nathanael quando ele me puxou mais para perto de si.

Assustei-me e saltei da cama num pulo. Nunca tinha estado tão perto de um homem sem ser do Adrien.

Ele levantou-se radiante.

-T-tu, não podes forçar-me a nada antes do ca-casamento! – gaguejei eu, sem saber o que dizer ao certo.

-Eu trouxe-te para aqui, mas tu é que não me largavas. Era como se pedisses para ficar contigo. – disse ele, sorrindo e passando a língua pelo lábio superior.

-Tenho a certeza de que não fui eu que não te larguei! – ripostei eu.

-E eu tenho a certeza de que não me aproveitei de ti nas tuas costas. Que raio de homem faria isso? Eu quero que tu estejas ciente de tudo o que faremos.

Corei com aquele comentário. Nem o Adrien me falara sobre aquilo em altura alguma, e agora, um completo desconhecido que me ia tornar na sua esposa à força tinha sido o primeiro.

-Eu não vou casar contigo nunca! – gritei e atirei-lhe com o meu sapato.

-Acho que não podes escolher isso. – disse ele, aproximando-se mais de mim.

-Afasta-te, seu... seu...- fiquei sem palavras à medida que ele se aproximava.

-Seu quê?- perguntou ele, quando conseguiu encurralar-me finalmente contra a parede.

Assustei-me com a sua proximidade e encarei os seus olhos azuis. Tinha de fugir dali. Tinha de fugir dele.

-Tu és a alma mais linda que alguma vez conheci, meu amor. Mas tens de aprender a retribuir o mesmo sentimento que eu irradio por ti.

Dito isto, ele agarrou a minha cara e beijou-me à força. Tentei soltar-me, mas ele agarrou-me ainda com mais força.

-Por favor, deixa-me em paz.  – pedi eu, quando finalmente me consegui soltar do seu beijo.

-Não me vais dizer que não gostaste, pois não? – perguntou ele, prendendo-me contra a parede.

-Para, eu não gosto de ti. O Adrien é o meu noivo e eu não lhe sou infiel.

-Esses dias acabaram. Tu agora pertences-me! – ele arrancou-me o meu anel do dedo e atirou-o para qualquer sítio do quarto.

-Não! – gritei eu, baixando-me como por instinto, para apanhar o anel. Mas ele continuou a prender-me.

-Diz-me que aceitas ser a minha mulher! – eu neguei, abanando a cabeça. – Diz, ou eu perseguirei o teu noivo até o matar.

A voz dele soou como uma ameaça que ia ser cumprida e eu tive de intervir.

-Eu casarei contigo, mas tens de prometer que não farás nada à minha família nem ao Adrien.

-Considera-o como feito. Mais alguma exigência?

-Não me obrigas a fazer nada de inapropriado contigo antes do casamento. Nada de beijos ou afetos, nem observações, nem nada disso.

-Eu não cumprirei essa parte. Minha querida, se já reparaste, não estás em posição de negociar nada.

-Então pelo menos deixa-me sair deste quarto e andar pelo teu palacete à minha vontade. Eu prometo não fugir.

-Hum... eu aceito que possas andar por aí, mas terás de passar pelo menos duas horas por dia comigo. E nunca poderás recusar que me aproxime de ti em ocasião alguma.

Eu não tinha nada a perder com aquelas negociações, por isso aceitei-as.

-Marinette, agora que concordaste com todos os meus termos, aceita o meu anel e compromete-te para comigo.

Eu passei a mão pela cara e já só saíam lágrimas. Ele continuava a encarar-me à espera de uma resposta.

-Nathanael, eu aceito os teus termos e o nosso compromisso. Mas por favor, não faças nada contra minha vontade. Eu habituar-me-ei a ti e farei tudo o que me pedires depois do casamento, meu amor. – terminei a frase com aquelas palavras que quase me fizeram vomitar de ódio e nojo.

Ele arregalou os olhos e passou-me a mão pela cara.

-Um último beijo e paro até ao casamento. – eu não tive tempo para reclamar quando ele selou os seus lábios contra os meus. Em vez de retribuir, eu não conti o meu choro e solucei sem parar.

Ele não quis saber e pegou-me nos seus braços colocando-me na cama.

-Boa noite meu anjo. Sonha comigo.

Mal sabia ele que ia mesmo sonhar, mas seriam só pesadelos, apesar de não serem piores do que o pesadelo em que vivia atualmente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Até ao próximo capítulo!


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