História Rapunzel - Capítulo 1


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Categorias Enrolados, Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Ultear Milkovich
Tags Disney, Enrolados, Nalu, Nalu Fanfic, Princesa, Rapunzel
Visualizações 171
Palavras 2.620
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gente sonhadora? Como vai a vida?
Esta Fanfic estava guardada no meu computador a alguns anos e decidir posta-la revisando um pouco mais.

 Fanfic baseada e no Universo do filme da Disney, Enrolados;
Terá algumas mudanças necessárias, como cenas, fatos e falas diferentes;

Boa Leitura a todos e espero agrada-los!

Capítulo 1 - A Coroa Perdida


Fanfic / Fanfiction Rapunzel - Capítulo 1 - A Coroa Perdida

Capítulo I: A Coroa Perdida

Rapunzel – RebecaScarlet & EruzaFernandes

 

Em uma densa floresta havia uma alta torre escondida, sua aparência abandonada e assombrada era capaz de dar calafrios aos homens curiosos. Mas seria impossível tais homens a verem, afinal a torre estava escondida no mais profundo da floresta que tinha lendas contadas pelos moradores de vilas vizinhas sobre monstros e assombrações. Mas eles próprios não faziam ideia que realmente uma pessoa morava ali – Duas, para ser mais exato –. Uma mulher de cabelos como a noite de madrugada e sua filha de longos fios dourados.

Em uma estrelada e fria noite de inverno, Ultear penteava os delicados fios dourados de sua filha, distraída em pensamentos e lembranças, a pequena garotinha foi nomeada como Lucy em seu nascimento e para não entristece-la e ter o pensamento de ter roubado tudo dela, deixou seu nome o mesmo. A morena tinha convicção quando pensava que ninguém a levaria embora de seus braços.

–Já estás na hora de dormi, vá para seu quarto. –A voz de Ultear era gentil, mas também firme como de um soldado. A pequena assentiu com a ordem e já ia em direção ao seu quarto subindo as escadas de madeira. –Boa noite Rapunzel.

Rapunzel” era um nome de uma personagem que a morena ouvia no decorrer de sua infância, mas ao passar dos anos a história não tinha mais seu enredo, apenas o nome da protagonista. O tempo não era muito importante para aquela moça, pois ela brincava com eles tendo o fruto da juventude nas mãos.

“Havia uma lenda pelas redondezas que existia uma flor mágica, que nasceu através de uma benção do sol aos humanos, ela tina o poder de curar doentes e realizar desejos. A única coisa a se fazer era cantar uma bela canção para ela”.

Ultear olhou para a lareira a sua frente que transbordava o vermelho e laranja quentes e perigosos, minutos depois a apagou e foi ao seu quarto descansar de mais um dia. Lembrar do passado não era uma de suas trivialidades. 

Passos silenciosos e pequenos se direcionavam à única janela daquela construção. Lucy se encantava ao ver o céu anil cheio de pontos brilhantes, passaram-se alguns minutos e ela abriu um dos seus encantadores sorrisos e ficou na pontinha dos pés vendo o fenômeno acontecer: Luzes flutuantes brilhavam no céu, a pequena não sabia o significado real daquilo, mas tinha a confirmação em seu coração puro que elas estavam ali por ela – Afinal apareciam sempre no fim do dia correspondente ao seu aniversário.

Depois do espetáculo com as luzes, voltou para seu quarto ao silencio e dormiu com um sorriso aconchegante no rosto ao receber seu presente mais valioso.

Infelizmente ela demoraria a perceber que suas luzes

flutuantes realmente apareciam para ela...

 

***

 

Um pequeno – com uma estranha coloração azul – felino se escondia entre as cortinas da janela, o gatinho estava com sua respiração acelerada. Estava entre as flores de sua mesma cor escondendo de seu predador.

Enquanto no cômodo principal da torre, Lucy tentava encontrar seu fiel amigo naquela brincadeira de esconde-esconde. Achou um rabinho balançar freneticamente perto das cortinas que davam a vista para a floresta logo em baixo. Sorriu sorrateira e se aproximou onde seu amiguinho estaria.

–ACHEI! –Gritou dando um susto no filhote s deu altas gargalhadas gostosas. –É... Eu também cansei de brincar, mas não tem absolutamente nada para fazer... –O gatinho olhou para a vista abaixo de si, como uma sugestão a mente da loira.

–Happy, lembre-se do que mamãe disse: Não devemos sair de forma alguma, é perigoso. –A loira repetiu as palavras de sua genitora e olhou para o breu verde abaixo de si. –Happy que tal fazermos uma torta? Mamãe na ultima saída dela trouxe algumas maças, ainda sobraram. Vamos! –pegou o pequenino no colo e dirigiu-se para cozinha.

Com seus dezessete anos, Lucy arranjava algo aleatório a se fazer para não ficar distraída. Limpava a torre, aprendia novos passatempos e aprendizados, lavava os pratos de cerâmica – que as vezes pintava delicadas flores – e o que mais amava, ler. Outro costume que a garota loira começou a ter era cantar durante seus passatempos e claro pintar as paredes de diversas cores e formas (agradecia de ter o longo cabelo nessas horas, mas o odiava quando penteava-o).

 

 ***

 

No lado norte do castelo havia três homens, os bandidos mais conhecidos pelo reino.

Os gêmeos Fernandes: fortes e brutais – trabalharam com roubo e assassinato, e Salamandra: um verdadeiro mulherengo, mas tinha lá suas habilidades. 

O plano era simples: Roubar a preciosa coroa da princesa perdida. Está localizada em uma sala preparada ao norte com bônus um monte de guardas. Eles vestiam o uniforme da guarda real e dirigiam-se para a sala da coroa.

–Hey! –O irmão gêmeo mais velho, Siegrain, chamou a atenção de alguns guardas. –O rei está convocando a presença da guarda real na sala do Concelho. –Os sentinelas se entreolhavam absorvendo a informação. –Nós ficaremos de vigia por aqui, ordens do próprio rei Jude Heartfilia III. –Entendendo um pouco mais a ordem, eles foram saindo um por um até sobrarem eles três.

–Vamos logo pega-la. –Jellal andou impaciente a um altar feito propriamente para a coroa. Tirou seu capacete deixando seus fios azuis à vista, pegou a joia com cuidado e a colocou na bolsa de couro que carregava. –É melhor irmos logo antes que descubram que é uma farsa.

Quebraram o vidro de uma janela e começaram sua fuga pelo telhado do palácio. Quando já se localizavam na ponte onde separava a floresta e o reino todos já estavam em seu alerta. Eles corriam com todas as suas forças para que aquele plano tivesse um sucesso.

 

***

 

–Happy, meu querido, estou com um forte pressentimento que o dia de hoje trará bons sucessos. Conversarei com ela hoje! –Soltava as palavras totalmente sem nexo. Havia pensado muito sobre o assunto que teria com sua mãe e tinha certeza que a mais velha aceitaria.

–Rapunzel! –Gritou uma voz feminina ao longe. –Jogue seus cabelos! –Ultear olhava apreensiva para os lados, tinha medo que alguém a visse ou ouvisse e roubassem seu fruto.

"A rainha estava esperando um bebê, mas sua saúde estava muito fraca, médicos avisaram que seria impossível a mulher sobreviver junto a seu filho".

Balançou a cabeça em negação e sorriu vendo os fios dourados descerem pela torre, os agarrou com força e subiu.

–Bem vinda mamãe! –Foi recebida com um abraço calorosa da mais nova. Aquela garota era pura demais para um mundo tão perigoso além das paredes da torre.

–Rapunzel, toda vez fico a me perguntar como consegue arrumar tudo no mesmo dia com tão pouco tempo. –Enquanto guardava as suas compras sorria vendo o aposento tão limpo.

–Eu já me acostumei. Também não é algo extraordinário. –A loira ajudou a mãe como podia.

Desde seus 10 anos, sua mãe visitava a floresta ou vilas que existiam por ali perto para comprar suprimentos. Então a maior parte do seu tempo ela ficava sozinha arrumando a casa e algo para se distrair. No começo essas saídas demoravam cerca de três dias e depois foram mudando para uma semana no máximo.

–Mamãe? –Chamou a mais velha que observava com defeito para seus fios que estavam quase mudando de cor no reflexo do espelho. –Você se lembra que amanhã será um dia mui-

–Minha querida, você pode cantar para mim? –Ignorou a loira totalmente enquanto via os efeitos de não usar seus poderes. Parece que o tempo sem ele estava diminuindo com rapidez. –Depois podemos conversar com mais clareza.

–Claro! –Se animou e pegou qualquer cadeira que havia por ali e sua escova de cabelo rosa. –Antes mesmo da mãe se sentar na pequena cadeira de madeira a loira já começava sua canção.

–Hey Rapunzel! Calma. –A morena tentava acompanhar a velocidade da voz, inutilmente. –Lucy! –A magia logo deu seu efeito com o término da canção. –Eu já lhe disse que não pode fazer isso! 

–Desculpe. –Olhou para baixo com a compreensão de seu erro, mas logo se animou com sua ideia principal. –Amanhã meu aniversário!

–Eu sei Lucy. –Olhou sem interesse para a loira. –Mas o que isso tem haver?

–Como eu irei fazer 18 este ano, queria lhe pedir algo que eu sempre quis. –Sua voz diminuía a cada palavra dita, seu pedido era sim ou não e se fosse a ultima resposta ficaria abalada.

–Eu quero ver as Luzes Flutuantes! – Falou rápido chamando atenção de Ultear.

–O quê? –Fingiu não ter entendido. Não, isso não poderia acontecer. Aquela garota nem deveria saber o significado para aquilo.

–Queria que a senhora me levasse para ver as luzes flutuantes.

–Tu queres ver as estrelas, é isso? –Ultear distraiu tirando algumas frutas da cesta. Desviar do assunto parecia sua maior prioridade por agora.

–Não mamãe! –Os olhos negros se dilataram ao ouvir a filha discordar. Não era comum que ela fizesse aquilo. –Eu fiquei estudando um pouco mais sobre essas luzes e percebi que são diferentes. E elas só aparecem em meu aniversário. E fico pensando se elas não aparecem por mim...

–Mas ir lá fora minha pequena? –Claro que ela já sabia do significado das “luzes”: O rei e rainha a soltavam em todos os aniversários da herdeira para que um dia ela pudesse voltar para eles. Uma tolice. –Lucy. O mundo lá fora é muito perigoso, mesmo que você fosse ir ver essas tais luzes e se decepcionasse? –Olhou duro para a garota. – Nunca peça-me para sair dessa torre. –Beijou os fios dourados com cuidado 

–Sim mamãe. –Entristeceu-se novamente naquele mesmo dia.

–Eu te amo tanto minha filha. –Disse já aliviada ao perceber que mudou novamente os pensamentos dela. Como em todos os outros anos.

–Voltarei em 3 dias, até mais minha flor. –Ultear saiu da torre novamente junto com os cabelos da filha. Precisava distrair-se com os acontecimentos e pensar em uma outra forma para que algo do tipo não acontecesse novamente.

 

***

 

Suas pernas já doíam pela corrida contra os guardas reais. Depois do alerta sobre o roubo da coroa os fugitivos que fossem capturados seriam decapitados e a pessoa que ajudasse denunciando seria presenteada com alto valor em dinheiro.

Os gêmeos e o rosado pararam em uma árvore qualquer para recomporem as energias da fuga e ao ver os cartazes, Salamandra viu o defeito que sempre faziam.

–Não! Isso está errado. Eles sempre erram meu sorriso! –Apontou para o papel vendo uma imagem dele com um sorriso totalmente diferente do original.

–E o que isso tem haver cara? –Jellal riu debochado ao ver o desgosto do colega pelo cartaz. Bebeu novamente no cantil cheio de água e quando já ia coloca-lo em sua cintura ouviu um relincho se deparando com mais guardas ao longe.

–Ferrou! –Correram novamente com todas as forças, mas se deparam com uma rocha no caminho. –Tenho plano! Vocês me ajudam a subir que eu ajudo vocês. –Sua voz estava mais alta que o normal por causa da adrenalina de segundos atrás.

–Certo, mas antes nos dê a bolsa.

–Vocês não confiam em mim? –Observou os gêmeos a sua frente que não mudaram suas expressões sérias e suspirou em desgosto dando a bolsa para eles. –Certo então...

Eles fizeram uma escadinha escalando um em cima do outro com xingamentos e tapas, mas tudo serviu com sucesso. O rosado foi o primeiro a subir dando umas gargalhadas altas.

–Agora nos ajude seu idiota! –Mandou sem respeito algum e levantou um de seus braços esperando a ajudo do rosado.

–Desculpe! Mas no momento estou ocupado! –Mostrou suas mãos que carregavam a bolsa de couro.

–SALAMANDRA!!! –Gritou Jellal com o desejo imenso de esmagar a cara do colega de trabalho. O rosado corria bem desastradamente pela floresta fugindo dos guardas e agora dos gêmeos.

 

 ***

 

Um pouco longe dali, Ultear ainda andava distraída pensando com o que sua filha disse, tinha medo que alguém a descobrisse ou que ela própria fosse contra ti. Decidiu dormi um pouco por ali e tentar descansar sua mente...

De uma pequena vila ali nasceu um reino, fazendo a região ficar muito conhecida entre as redondezas. Depois de três gerações o reino foi governado por Jude Heartfilia e Layla Anne Heartfilia: amados e queridos por todo: camponeses; burgueses; guardas e empregados do castelo. 

Para a felicidade de todos, a rainha estava esperando um herdeiro. Mas sua saúde estava muito fraca e os médicos mais importantes daquela época avisavam que ela não conseguiria sobreviver junto ao seu filho. Por isso decidiram encontrar a flor mágica para salva-la – Que tinha poderes incríveis doados pelo deus do sol. 

Perto dali, uma senhora escondia a flor para si, sabia que a saúde de uma das majestades estava chegando ao seu fim, mas decidira não compartilhar o poder tão poderoso da mesma. O objetivo da senhora – Nomeada por Ultear. – era usa-la para ter sua juventude e a escondia entre alguns arbustos próximos.

Mas em uma fatídica noite, a mesma esqueceu de esconde-la e os guardas a acharam.

Quando chegaram ao castelo, as cozinheiras limparam a flor e fizeram um chá com a mesma, depois entregaram aos guardas para entregaram para a rainha que se encontrava em seu quarto em descanso.

Com a saúde de Layla à salva o reino se alegrou fortemente, alguns dias o parto do herdeiro aconteceu e para a surpresa de todos, era uma doce menina com ralos cabelos dourados e olhos castanhos brilhantes, nomeada Lucinda.

Princesa Lucinda Evangeline Roberts Heartfilia

Para comemorarem o nascimento da herdeira, as majestades lançaram uma lanterna para o céu e foi decretado para que todo aniversário da pequenina lançariam as lanternas no fim do dia.

Na noite do primeiro aniversário de Lucy – Gentilmente chamada por Layla. – a senhora que escondia a flor tempos atrás invadiu o castelo e entrou cuidadosamente no quarto real e aproximou do berço branco que continha uma pequena garotinha sonolenta. Ultear começou uma canção que cantava antigamente para a flor, assim os cabelos dourados começaram a brilhar como o sol e a senhora se encantou.

Pegou a tesoura que carregava consigo e cortou uma mecha do cabelo de Lucy, mas no mesmo momento a mecha dourada e alegre agora era simples e castanha, Ultear vendo que só tinha uma única opção, sequestrou a princesa.

Acordou assustada de sua lembrança não muito alegre e seu medo voltou a tona. Se alguém com conhecimento da sua história e tivesse um contato com a família real talvez ela fosse presa ou até mesmo pior.

 

 ***

 

–Recuperem a bolsa! –Gritava um ruivo. Conhecido como Gildarts, chefe da guarda real, tinha esse posto por um longo tempo, desde sua juventude.

Logo depois que deixou os gêmeos para trás, Salamandra ainda era perseguido pelos guardas. Pela floresta havia muitas estruturas feita pelas árvores que dificultavam sua corrida tanto para si e para os cavalos.Gildarts no momento era o único que estava atrás de ti.

–Será agora Phanterlily! –Sussurrou para o cavalo negro. O animal pareceu atender o ruivo e acelerou até o rosado. 

O rosado que corria bravamente olhou de canto para ter alguma estratégia de fugir do guarda até encontrar um cipó solitário. O agarrou e movimentou-se para dar a volta na árvore e em segundos estava a cima do corcel até então indomável.

–Vamos amigão! –Com o comentário, Phanterlily percebeu aquele montado em si não era seu real dono. –Por que parou? Vamos alazão!

O cavalo parou 

Viu a bolsa marrom de lado e tentou agarra-la, mas consequentemente dava voltas cada vez mais. Sem eles perceberem já se localizavam em cima de um galho com um abismo abaixo, os dois perceberam a situação, mas ainda corriam atrás da coroa.

Por fim, ouviram um barulho de galho se partindo e em seguida estavam caindo no abismo



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