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História Rare - Capítulo 1


Escrita por: e sparrowjack


Notas do Autor


E FINALMENTE debutamos! Estávamos ansiando por isso e enfim podemos dizer que esse momento é nosso!! (E de vocês também).

A fanfic foi escrita pela @sparrowjack, nossa adm ficwriter.
A betagem (revisada pela @jujuu_martins, adm beta) e a capa foram feitas pelo @AlwaysBeMyBaby, nosso adm capista e fundador.

Bom, a história foi inspirada na música "Rare" da Selena Gomez e esperamos que vocês gostem!

Beijinhos da administração CBL sz

Capítulo 1 - Capítulo Único


Raro. Essa era uma das coisas na lista de desejos de Baekhyun. Desde seu último relacionamento, o Byun não se sentia amado e nem como se estivesse amando, mas, acomodado. Baekhyun e Minseok não se amavam mais, porém, estavam tão acostumados com a presença um do outro, que se enganaram por dois anos, o que foi o estopim para o Byun começar a pensar em si mesmo. Ele queria se sentir raro, como se realmente fosse amado, como se alguém precisasse de seus beijos, de seus toques. 

    O término fora pacato. Minseok continuou cuidando de seu pet shop e Baekhyun de sua floricultura em frente à sua casa no centro da grande Seul, contudo, os dois preferiram não manter contato para o bem de ambos. Os dias do Byun eram inexpressivos e até monótonos, ouso dizer, entretanto, não eram um problema para ele. Passava seu tempo cuidando dos lírios que tanto amava e, às vezes, vendia violetas para seu vizinho, Park Chanyeol. Ele morava há dois anos no bairro, porém, Baekhyun nunca trocou mais do que cumprimentos para com o Park, até ele começar a ir à sua floricultura depois de seu término com Minseok. Byun notou cada detalhe quando teve chance: os olhos castanhos e calmos, o cabelo ondulado caindo nos olhos e, principalmente, o sorriso alegre que dava todas as vezes que via suas tão amadas flores.

    O vazio no coração de Baekhyun ainda estava lá, mesmo depois de quase um ano ter se passado. Era como uma lacuna que teria de ser preenchida com o melhor material, no caso, um amor verdadeiro. O Byun sempre fora exigente em suas relações, o que, muitas vezes, o fazia terminar seus namoros. Sentia como se não estivesse pronto para ser amado, muito menos acreditava que alguém pudesse amá-lo verdadeiramente. Sempre dava tudo de si em seus amores, era desgastante. Imaginava ele e Minseok cozinhando juntos para seu filho, mas, a relação não durou o suficiente para que se concretizasse.

    Baek olhou as horas no pequeno relógio na parede e  sorriu, estava na hora de fechar. Alguns minutos depois, o moreno já atravessava a rua movimentada. Estava cansado, queria dormir, mas não deixou de notar que Chanyeol não havia aparecido lá ainda. Sem saber o porquê, ficou cabisbaixo por não ver o vizinho tatuado. Não queria pensar que estava se apaixonando por ele, mal se conheciam, e Baekhyun não queria ter um relacionamento por hora; precisava se recuperar do último. 

    Olhou para sua casa, vendo o enorme jardim cheio de flores de todos os tipos. Sorriu brevemente e destrancou o portão de grades brancas para entrar. Assim que abriu a porta, deu de cara com Hórus, seu filhote de gato. O felino encarava-o com os olhos amarelos, então soltou um miado alto, assustando Baekhyun.

— Está com fome, Hórus? — Alisou a pelagem cinza do bichano e andou até o armário, onde pegou a ração do gato. Despejou em seu pote roxo e viu seu gatinho correr para devorar a ração de carne, sua preferida. 

Sem enrolar muito, o Byun subiu para seu quarto a fim de tomar um bom banho quente para, enfim, se jogar na cama e assistir qualquer coisa que tivesse na Netflix até que o sono viesse. Logo já estava debaixo da água quente, tendo como visão o box embaçado pelo vapor. Seus pensamentos estavam longe, contudo, eram focados no vizinho tatuado que gostava de violetas. Sem que percebesse, Baekhyun estava se imaginando com o Park. Em como seria beijar aqueles lábios vermelhos e segurar no rosto jovem. 

    Balançou a cabeça para espantar os pensamentos inoportunos e colocou a água no modo frio para conseguir relaxar e tirar aquelas coisas de sua cabeça. 

[...]

    Baek pisou no tapete felpudo de seu quarto, sentindo uma sensação boa. Os cabelos recém-lavados pingavam, mas, logo tratou de secá-los preguiçosamente com a toalha. Tentava manter os olhos abertos por causa do sono, mesmo que ainda fossem apenas oito horas da noite. Usava apenas uma bermuda soltinha com desenhos de gatos, embora fosse um tanto infantil. 

    O som da campainha soou e Baek suspirou, cansado. Mesmo assim, desceu lentamente as escadas de madeira e atravessou a sala, vendo Hórus sentado em frente à janela, olhando para fora e atendeu a porta, dando de cara com um Chanyeol sorridente.

— Eu te acordei? — O Park parecia desconcertado. 

    — Não, claro que não. Entre. — Deu espaço para que ele passasse.

— Eu fiz um bolo de floresta negra e, bem, resolvi trazer para você. Pode parecer estranho, mas, achei que você gostaria…

— Não é estranho. Obrigado, Chanyeol! — Sorriu, sendo retribuído. Chanyeol

entregou a travessa de vidro nas mãos do Byun. 

— Você quer comer comigo? Digo, aceita? 

— Por que não? — Chanyeol sorriu novamente, fazendo Baek corar.

Ambos foram sentar na cozinha, sendo seguidos pelo felino cinza.

— Eu já dei sua comida, Hórus!

— Hórus? Que coincidência ele ter esse nome egípcio. Minha gata se chama Nefertari. — Riram. 

    Baekhyun notou as coisas que tinham em comum. Isso o fez se sentir bem momentaneamente, todavia, aquilo logo passou quando sua insegurança bateu. Talvez não tivesse nenhuma chance com o Park, talvez ele estivesse apenas sendo simpático como um bom vizinho e tentando socializar. Entretanto, havia uma parte de si que não queria descartar a hipótese de que poderia ser o que estava imaginando. Mas, não faria nada até ter certeza. 

    Os dois ficaram algumas horas conversando e contando sobre suas vidas. Baekhyun não ligava mais para o sono que já perdera, apenas queria a companhia de Chanyeol naquela noite. Eles tomaram algumas cervejas e Chanyeol despediu-se com o sorriso que Baekhyun gostava. 

    — Você não o acha bonito, gatinho? — perguntou, já deitado em sua cama e acariciando o gato ao seu lado. O sorriso bobo não saía de seu rosto corado e iluminado parcialmente devido à luz da lua que entrava pela janela.

O bichano miou em resposta e Baekhyun levou aquilo como um "sim" já que não entendia a língua dos felinos. 

— Será que é muito cedo para investir nele? — Apoiou o rosto sobre a mão. — Talvez seja melhor esperar algum sinal dele, sim?

    "Miau" Hórus miou novamente e subiu no peito do dono, se aconchegando ali. Baekhyun voltou a acariciá-lo, ouvindo um ronronar manhoso. Desistindo de lutar contra o cansaço, Baek fechou os olhos e adormeceu. 

[...] 

     O sol já raiava e o Byun despertou, martirizando-se por não ter fechado as cortinas. Espreguiçou-se e olhou as horas, vendo que ainda eram oito e quarenta e sete, levantou e caminhou até o banheiro para lavar o rosto e despertar por completo. Logo desceu as escadas, indo direto ao jardim para regar suas flores. Abrindo a grande porta de madeira, deparou-se com a vista bonita de todas as manhãs: a fonte de anjos com água cristalina, os vários arbustos com pequenas flores brancas, a trilha de paralelepípedos que servia para não pisar no gramado e, é claro, as raras orquídeas e lírios em pequenos vasos. 

    O moreno sentiu Hórus passar correndo para fora e riu baixo. Saiu e pegou o regador, enchendo-o de água na torneira que ficava no pilar na varanda. Desceu os três degraus, indo em direção aos arbustos e, então, começou sua tarefa. Sentia que estava sendo observado, mas não ligou, continuou regando as flores com um sorriso alegre no rosto, talvez estivesse pensando em Chanyeol mais do que queria. Não conseguia tirar a imagem do moreno de sorriso contagiante e tatuagens no braço de sua mente. Era como se estivesse entrando outra vez na mesma cilada. Contudo, sentia que podia confiar no Park de alguma forma. 

    Ouviu um miado alto e olhou para Hórus, que tinha as orbes fixadas no jardim alheio. Seguiu o bichano com o olhar e viu uma gata branca de olhos azuis e, do outro lado, Chanyeol. Mal pôde conter o sorriso ansioso que surgiu. O Park olhou de volta para o Byun e parou de lavar o carro para se aproximar da cerca de arbustos, o que não era bem uma cerca. 

    — Meu bolo te deixou feliz, é? — Sorriu.

Por mais que floresta negra fosse seu sabor preferido, o motivo de estar feliz era outro. 

    — Floresta negra é meu preferido. — Baekhyun largou o regador no chão. 

— Então já ganhei pontos com você? 

    — Talvez… — Ambos riram, mas o Byun estava quase explodindo de felicidade com a última fala do moreno. Se ele soubesse que Chanyeol sentia-se do mesmo jeito já teria o beijado há muito tempo.

    — Parece que eles se gostaram também. Olha! — Apontou para os felinos, que estavam sentados um do lado do outro, ignorando a existência dos donos.

    — Quer dizer que gostou de mim?

    — Talvez… — Chanyeol repetiu a frase de Baek, o que o fez rir. — Você tem algum compromisso hoje à noite, Baek? 

    — Não, por quê? Quer me chamar para fazer algo? — Arqueou uma sobrancelha. Baekhyun quis dar um soco em si mesmo. Estava dando passos muito grandes? 

    — Já que você adivinhou antes de eu dizer, sim! Queria passear em algum lugar bonito com você e depois a gente voltava pra casa, assistia algum filme e pedia umas cervejas e alguma comida. O que acha?

    — Claro que sim! — Baek sorriu animado e bateu algumas palminhas. 

[...] 

    A noite já havia chegado e Baekhyun estava ansioso para ver Chanyeol. Suas mãos suavam e ele mal saía da frente do espelho ou deixava de checar as horas, porém, sempre se frustrava por ver que o tempo se passava devagar. Sentia-se como um adolescente, parecia haver borboletas em sua barriga. Todavia, estava mais feliz do que nunca. Embora, é claro, aquele medo de estar se iludindo outra vez continuar ali, contudo, sentia que o Park era diferente de todos os seus outros namorados. 

    Depois de minutos andando pra lá e pra cá, ouviu a campainha tocar e, inusitadamente, gostou do som repetitivo. Desceu as escadas em passos trôpegos, mas, felizmente, não caiu. Baek abriu a porta devagar para não parecer animado demais, mas não conseguiu deixar de sorrir com a imagem à sua frente. Chanyeol estava com os cabelos ondulados penteados para trás, com alguns fiozinhos fora do lugar, vestia uma calça preta com rasgos no joelho, um tênis que devia ser da Adidas e usava uma camiseta do Queen. O Byun quase suspirou.

— Terra chamando! Terra chamando! — O Park balançou as mãos na frente do rosto do moreno, que saiu do seu devaneio um pouco constrangido por não ser discreto. — Vamos?

    Sem dizer nada, Baek o acompanhou. 

— Vou pegar o carro. — Chanyeol andou um pouco mais, até ser parado pelo acompanhante.

— Vamos a pé. É melhor. — sorriu. — A noite está bonita demais para desperdiçar a vista.

— Não é só a noite que está bonita. — Baekhyun fingiu não ter entendido, mas sorriu.

— Eu que o diga…

Logo os dois estavam caminhando pela rua iluminada e movimentada, ambos entretidos na conversa,  observavam o céu estrelado e as pessoas da cidade. Todos estavam com pressa e tinham expressões cansadas no rosto, então, Baekhyun percebeu que aquilo fazia parte de seu dia-a-dia, mas, estava tão acomodado que nunca pôde reparar. A realidade era que estava acomodado demais com coisas que não deveria, e não dava atenção para as coisas que precisava. 

Quando perceberam, já estavam próximos ao rio Han. Não tinha tantas pessoas ali, apenas um ou outro ciclista, então, sentaram-se na mureta e observaram as águas calmas e iluminadas em silêncio. Uma brisa calma balançou os cabelos ondulados do Park. Para Baekhyun, ele era uma obra de arte contemporânea. Não, uma escultura feita por Michelangelo. Notou o olhar de Chanyeol ir até seus lábios e voltar rapidamente ao céu estrelado. Riu baixo e passou a olhar o céu também, até que seus olhares se encontraram por um breve segundo. O Byun sentiu seu coração palpitar. Nunca havia sentido aquilo em tão pouco tempo, contudo, aquele moreno tatuado o fez sentir apenas com um olhar. 

Lentamente foram se aproximando, até que seus lábios foram selados devagar. O clima contribuiu para o beijo se tornar mais romântico do que parecia. Se Baekhyun olhasse como um telespectador em outra época, veria aquilo como um filme de romance distante do qual nunca seria o protagonista. Chanyeol o fez sentir-se especial em pouco tempo e com alguns selares. 

— Desculpe, Baek, se você não gostou. — O Park desistiu de falar quando Byun colocou o indicador em seus lábios e sorriu.

— Eu gostei! 

— Eu achei que estava indo muito rápido. — Riu aliviado. 

Depois de mais algumas risadas, mais beijos foram trocados e a noite acabou na casa do Park com direito a vinho, o novo álbum da Selena Gomez de fundo e dois gatinhos apaixonados atrapalhando Baekhyun e Chanyeol. Talvez Baekhyun tivesse achado alguém que o fizesse se sentir raro, no fim das contas.

 


Notas Finais


Enfim, gostaram??

Não esqueçam que as inscrições estão abertas somente até o dia 16/02, ou seja, faltam 3 dias para encerrarem. Inscreva-se enquanto ainda há tempo!

Os resultados saem dia 20/02!

Até a próxima ^^


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