História Raven - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Temari
Tags Itatema Itachi Temari
Visualizações 116
Palavras 2.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Naruto e seus personagens são de autoria de Masashi Kishimoto

A musica "Raven", que inspira o nome da fics, pertence a banda Do As Infinity.

Essa história não tem fins lucrativos.

~x~

Essa fics nasceu da minha vontade de escrever uma ItaTema mais o pedido de presente de aniversário de uma amiga muito querida que resolveu me tirar do meu comodo ShikaTema hahaha

Gabriela Alves, essa pessoa e escritora maravilhosa, ta atrasado, mas é de coração <3 Espero que você goste e tenha ficado dentro das suas expectativas *O*

Vou seguir a linha original do mangá/anime o máximo possível.

Capítulo 1 - Capitulo 1


Ela não devia ter o visto.

Mas ela o viu. Itachi não tinha ideia de como aquela menina tinha conseguido detectar sua presença quando ninguém mais o podia fazer. Ela o encarava com séria curiosidade, com grande e verdes olhos e, apesar de ela não poder ver seu rosto, ele a encarava de volta.

—Você estava espiando meu pai. –a voz da garota soava madura para sua aparente idade, assim como a seriedade em seu olhar. Ela falava baixo, ciente que ele não devia estar ali, porém sem aparentar querer denunciar sua presença a outras pessoas.

Itachi sustentou a situação por um momento, analisando suas opções, a mão fechada no cabo da espada a suas costas. Ele não queria ter que matar ninguém, ainda mais uma menina tão nova, provavelmente não muito mais velha que Sasuke... E que ele próprio. Sua missão era apenas de espionagem e deixar um corpo para trás comprometeria sua discrição, ainda mais sendo a filha do Kazekage. Da mesma forma, a menina podia entregá-lo, corrompendo a aliança e confiança entre Konoha e Suna, que já era frágil.

—Você vai me matar? –ela perguntou sem qualquer traço de medo, tirando-o de seu confronto interno.

—Vai contar que me viu? –ele devolveu a pergunta depois de um segundo em silêncio.

Ela negou com a cabeça.

—Não. –respondeu, dando de ombro.

—Então, não. –ele afirmou.

Não podia confiar inteiramente na palavra da criança, mas tão pouco queria derramar sangue inocente.

—Vai matar meu pai? –ela voltou a questioná-lo quando ele nada mais disse, sua voz soava com uma ansiedade mal disfarçada.

—Você quer que ele morra? –novamente Itachi respondeu com outra pergunta, o tom de voz neutro, mas a curiosidade presente em seu interior.

—Não sei. –ela respondeu e deu de ombro mais uma vez. –Ele não é bom: Transformou meu irmãozinho em um monstro, não trata os outros bem, inclusive eu e meus irmãos... Eu não gosto dele, minha mãe morreu por culpa dele...

As sobrancelhas por trás da máscara de gato se levantaram, mesmo que ela não pudesse ver.

—Desculpe. –ele pediu –Mas não vou.

—Ah... –ela suspirou, Itachi não soube dizer se imaginou o desapontamento em sua voz.

Mesmo com a negativa, os olhos verdes não saíram dele e ele permitiu-se observa-la também: Prestou atenção na forma que ela prendia o cabelo cor de areia, peculiar, em quatro rabinhos de cavalo, e em como sua postura era relaxada, mas por trás disso havia uma tensão e atenção. Mesmo nova, ela tinha treinamento ninja e, muito provavelmente, mais avançado do que o normal para sua idade. Afinal, ela era filha do Kazekage...

—Eu vou embora agora. –ele determinou, sabendo já ter demorando-se por demais.

—Certo. –ela assentiu.

Ele ainda se prendeu um momento antes de passar por ela, seguindo o corredor e desaparecer em um piscar de olhos.

~x~

Itachi caminhava pelas ruas de Suna ao lado do Sandaime Hokage e o Yondaime Kazekage. Vestia seu uniforme jounin, mesmo que não tivesse entendido o porquê de seu kage não ter designado aquela missão para ele como AMBU.

Os dois kages haviam tido uma longa reunião sobre a aliança política das vilas, ao qual ele não acompanhou, fazendo a guarda do escritório junto com os outros sete ninjas que acompanhavam o Hokage e os ninjas de confiança de Suna, para que não fossem interrompidos ou ouvidos por quem não devia. Ao final da conversa, Hiruzen dispensou todos para um descanso, menos ele próprio, pedindo para acompanhá-lo no passeio que o Kazekage propunha.

O Uchiha se sentia quase entediado, não prestando atenção na conversa sobre amenidades dos dois homens, quando viu cabelos louros presos em um penteado peculiar e sua sobrancelha se levantou. Um sorriso pequeno brincou em seus lábios, reconhecendo a filha do Kazekage que o tinha flagrado espionando o pai. A menina, mesmo estando um pouco longe, percebeu que era observada e seus olhos se dirigiram para ele, encontrando os seus. Ela o encarou, sua expressão tinha autoridade e parecia questionar porque ele a observava, desafiadora. Um segundo mais tarde, antes que ele pudesse desviar o olhar e fingir que não a conhecia, as sobrancelhas dela se levantaram em reconhecimento e Itachi novamente sentiu-se surpreendido pela menina. Ela tinha reconhecido sua presença, mesmo que na vez passada ele tivesse a ocultado ao máximo.

Continuou seguindo os kages, mas deram poucos passos quando Hiruzen pediu para pararem em frente a uma casa de chá, reclamando em tom ameno de como estava ficando velho. Rasa pareceu não gostar, mas se adiantou até a entrada.

— Se importa se eu aguardar aqui fora, Hokage-sama? –Itachi questionou com uma leve reverência.

—De forma alguma, Itachi. –Hiruzen respondeu, acenando com a cabeça ao outro homem que havia parado ao ouvir a pergunta do Uchiha para que entrasse. –Não vamos demorar, de qualquer forma.

O Uchiha assentiu e observou seu kage entrar na pequena loja. Suspirou, postando-se ao lado da porta, olhou para cima. Não havia uma única nuvem no céu de Suna e o sol ardia, mesmo estando ele agora na sombra. Não estava acostumado com esse tipo de clima.

Nem dois minutos passou em sua divagação e sentiu-se observado, baixando os olhos para encontrar a menina que o encarava. Ela havia crescido alguns centímetros desde a última vez, ele tinha certeza.

—Seu rosto é diferente do que eu imaginei. –ela disse baixo, sabendo que aquilo não era um assunto que qualquer um poderia ouvir.

Mas Itachi não resistiu, dando uma curta risada.

—Como me imaginou? –ele perguntou, não segurando a curiosidade em sua voz.

—Mais velho. –ela respondeu.

Ele deu de ombro, não era o tipo de resposta que esperava.

—Sou mais velho que você. -ele retorquiu.

—Provavelmente. -ela respondeu e foi sua vez de dar de ombro. -Quantos anos você tem?

—Por que quer saber? -ele questionou franzindo o cenho.

—Onde estava no começo da nossa conversa? -ela perguntou com ironia e terminou com impaciência: -Para saber se você é mais velho, óbvio.

Itachi levantou as sobrancelhas, porém dessa vez segurou a risada, achando graça da acidez incomum em uma pessoa tão jovem.

—Doze. -ele respondeu.

—Caramba... E já é um... jounin? –ela perguntou, Itachi notou a correção rápida em sua fala, não revelando a quem quer que pudesse estar ouvindo que sabia que ele era um ANBU.

Ele assentiu em resposta.

—E você? –perguntou, mais por curiosidade do que por educação.

—Dez. -ela respondeu -Meu pai não deixou eu fazer o teste para genin ainda. –ela contou com desagrado - Ele quer que eu espere meus irmãos.

—Mas seu treinamento já não é de um aspirante a ninja. -ele supôs e ela assentiu.

Se perguntou o porquê dela estar dividindo aquelas informações com ele. Não eram informações confidenciais da vila, mas também não eram apenas amenidades para se conversar com um quase completo desconhecido. Ele também não entendia porque continuava a manter a conversa. Era estranho, mas confortável e por isso ele resolveu que não faria mal continuar.

—Você está numa missão. –ela afirmou.

—Estou. –ele respondeu –E você faz muitas perguntas.

—Não costumo falar muito. –ela revelou –Mas gosto de questionar.

—É um bom hábito. –ele respondeu e ela o encarou com uma sobrancelha levantada.

—Não para um ninja. –ela retorquiu.

—Não é você quem diz isso. –ele jogou de volta.

Um sorrisinho irônico se desenhou em seus lábios.

—Não. –ela respondeu –Meu sensei.

Itachi assentiu.

—Não me parece mesmo o tipo de coisa que você falaria. –ele comentou.

—Você nem me conhece. –ela revirou os olhos e ele riu pelo nariz –Pode me dizer seu nome?

—Perguntando de novo. –ele aponto, mas respondeu: -Uchiha Itachi. E o seu é Temari.

—Como você... –ela se interrompeu, revirando os olhos, chegando a conclusão sozinha. –Oh, certo, claro.

Ele riu de novo.

—Você até é esperta.

O sorriso irônico voltou, dessa vez maior.

—Você nem sabe do que está falando. -ela rebateu. -Meu pai está voltando, ele não pode me ver aqui. Até mais.

O Uchiha sentiu a movimentação da presença do Hokage dentro do estabelecimento e não questionou. Temari já estava longe, de qualquer maneira.

Rasa e Hiruzen saíram da casa de chá e os olhos do Kazekage seguiram pelo caminho que a filha tinha tomado e depois caiam em Itachi.

—Era Temari? -ele perguntou.

—Desculpe, senhor, quem? –Itachi devolveu a pergunta, se fazendo de confuso.

—Minha… -Rasa estalou a língua e se voltou para o Hokage enquanto murmurava -Deixa pra lá.

~x~

A entrada da vila da areia era imponente e amedrontadora, mas Itachi não deixava se intimidar pela visão, mesmo com os vários ninjas de cara fechada que o olhavam conforme ele se aproximava. Diminuiu o passo, pensando se deveria apresentar o pergaminho que o Hokage havia lhe confiado ou se os ninjas já sabiam de sua chegada. A resposta a seu questionamento interno veio em forma de uma figura conhecida que surgiu de entre as paredes de pedra.

Ela ostentava um sorriso presunçoso nos lábios, os olhos verdes brilhavam desafiadores e, em seu pescoço, Itachi identificou o hitaiate de Suna. Se permitiu sorrir de leve, chegando até ela.

—Vejo que conseguiu o que queria. -ele murmurou em reconhecimento, fazendo um gesto que apontava o hitaiate.

—Finalmente. -ela respondeu. -Vamos, vou ser sua guia.

Itachi concordou e Temari virou-se, começando a andar para dentro da passagem estreita. Itachi a seguiu de perto, ciente dos olhos de alguns ninjas sob si.

Andaram em silêncio por alguns minutos, lado a lado. Estavam quase no que Itachi lembrava-se pelo começo do centro da vila, quando Temari, o olhando de soslaio, disse:

—O Kazekahe vai te receber, mas apenas mais tarde… Ele mandou que eu mostrasse a vila para você.

Itachi suspirou.

—Já conheço a vila, fiz um tour com ele o Hokage quando viemos meses atrás. -ele justificou seu desagrado.

Temari o olhou e deu de ombro, como quem não pode fazer nada.

—Quer fazer o que então? -perguntou.

—Se possivel, gostaria de descansar da viagem.

Temari assentiu.

—Vou te levar até um hotel então.

Ela mudou o caminho que faziam até então e o guiou até uma pousada simples. Esperou que ele pegasse as chaves de um dos quartos e o acompanhou até a porta. Itachi imaginou por um momento que ela se convidaria para entrar, mas ela parou na porta, dizendo:

—Eu voltou quando ele puder recebê-lo.

O Uchiha assentiu e fechou a porta ao mesmo tempo que ela virava as costas, sem saber se estava feliz por estar a sós de novo com seus pensamentos. Decidiu-se por tomar um banho, enquanto voltava a se entregar as reflexões sobre a situação atual de sua vila e clã. O clima não era dos melhores a algum tempo, mas a situação vinha piorando e, antes de sair naquela missão, haviam lhe dado mais o que pensar. Itachi podia ter a solução em suas mãos, mas não sabia o que fazer com ela. O preço era alto.

Deitou-se na cama após se secar e vestir e adormeceu, porém, muito pouco conseguir descansar, seu sono perturbado por sonhos e pesadelos.

Foi despertado por batidas na porta e constatou ter dormido durante toda a tarde. Suspirou, passando a mão no rosto. O sol já tinha se posto e ele percebeu que estava faminto. Bateram na porta novamente e ele se levantou, se encaminhando para ela.

Era Temari.

—O Kazekage-sama vai me atender agora? -ele perguntou.

—“Oi” pra você também. -ela resmungou -E não. Ele mandou avisar que só vai poder te receber amanhã…

Um novo suspiro escapou por seus lábios e ele assentiu. Quase ao mesmo tempo, seu estômago roncou e ele corou de leve. Temari riu.

—Tem uma barraquinha de okonomiyaki do outra lado da rua. -ela comentou.

Itachi deu um pequeno sorriso e concordou.

—Só um minuto. -ele pediu, fechando a porta do quarto.

—Te espero lá em baixo. -a voz dela soou abafada.

Ele desceu poucos minutos depois e Temari o aguardava no hall de entrada, com um sorriso zombeiro nos lábios.

A semana se arrastou sem que o Kazekage pudesse recebê-lo e, apesar de Itachi se encontrar descontente com essa situação, ele não negava que gostava da companhia que lhe foi atribuída: Temari o distraia durante a maior parte do dia, tirando-o de seus pensamentos conflitantes e por vezes mórbidos. Ela o levava para conhecer novos locais da vila e conversavam sobre a vida ninja, jutsus e treinamentos.

Temari era uma garota esperta, inteligente demais para a idade, treinada demais para idade, assim como ele próprio. Ele se via bastante nela, mesmo ela não sendo considerada um gênio ou um prodígio, como ele. Seu poder, ele pode presenciar em um treino que ela o convidou para assistir, era grande e suas habilidades analiticas também, mas era ofuscada pelo seu irmão que, Itachi não devia saber, mas sabia, era um jinchuuriki. Como ele próprio, Temari era calada e vivia um sentimento de responsabilidade para com os irmãos, ela tinha dois, mesmo que um gerasse medo nela, Itachi ainda detectava o cuidado por trás das palavras. Os dois eram pessoas de poucas palavras, Itachi e Temari, porém Temari tinha a língua afiada como uma kunai. Ela era muito mais agitada que ele, também, não sabendo fazer só o cérebro, que funcionava por demais, funcionar sozinho, estando o tempo todo em movimento junto com ele. Não era algo que o incomodava, entretanto. Ele sabia bem o que era ter pensamentos e responsabilidades que pesavam e Temari parecia tão cheia delas como ele próprio se encontrava. Seus problemas eram um pouco maiores, mas não muito, ele percebeu quando pegou nas entrelinhas da conversa que ela era treinada com tanto afinco para deter Gaara, seu irmão caçula, se ele se descontrolasse.

Quando finalmente o Kazekage pode recebê-lo, uma mistura de alívio, apreensão e desapontamento dominava seu peito. Haviam sido dez dias e Temari era o mais próximo de um amigo que ele havia tido em muito tempo, ainda que eles não tivesse dividido qualquer segredo muito profundo, uma ligação havia sido estabelecida.

Temari o aguardou do lado de fora do escritório de seu pai. Sua missão de guiá-lo e acompanhá-lo pela vila chegava ao fim quando o deixasse na saída. Eles saíram andando lado a lado, em um silêncio que permaneceu por todo o caminho para o hotel onde Itachi pegou seus pertences e depois também foi companheiro até o caminho que levava as grandes muralhas de areia.

—Você está mais quieto que o normal hoje. -ela observou quando já chegavam próximo ao destino.

—Estou voltando para minha vila. –ele respondeu como se fosse uma justificativa.

—E? –ela insistiu, não vendo aquilo como um motivo.

Itachi suspirou.

—Vou ter que tomar uma decisão difícil quando chegar lá. –ele terminou.

Temari levantou uma sobrancelha. Se encararam por um momento, parando do lado de fora, o deserto se estendia em sua perigosa imensidão. Ela pareceu que ia dizer algo uma, duas vezes.

—Entendo. -declarou por fim

Ele sorriu de leve para ela, assentindo e se distanciando.

—Até. -ele se despediu com um aceno de cabeça e preparou-se para começar a correr.

—Itachi… -a voz dela o chamando o deteve e ele se virou de volta para ela.

Temari tinha um sorriso no rosto, sincero, como ele nunca havia visto, sem qualquer traço de ironia ou presunção.

—Você vai tomar a decisão certa. -ela incentivou-o.

Ele riu pelo nariz e assentiu de novo, voltando a olhar para frente e disparando em direção às dunas de areia. A indecisão e responsabilidade pesando em seu peito, mas o sorriso de Temari também estava marcado ali.


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse começo. A fics não vai ser extensa, tendo no máximo três capítulos.

Gabi, espero de coração que vc tenha gostado, vc sabe que te amo e que vc é muito importante pra mim né? Obrigada pela paciência em me ouvir, por betar minhas fics e dividir suas alegrias e tristezas comigo, assim como divido as minhas com vc, sua linda!!

Agradecimento a Gridpudim por betar a historia, outra linda <3


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