História Ravena - Super Onze - Capítulo 5


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Categorias Inazuma Eleven (Super Onze), Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Afuro Terumi (Aphrodi), Aki Kino, Alpha, Amemiya Taiyou, Angelo Gabrini, Atsuya Fubuki, Domon Asuka, Genda "Genou" Koujirou, Hibiki Seigou, Kabeyama Heigorou, Kazemaru Ichirouta, Kidou Yuuto, Personagens Originais, Ravena, Shuuya Goenji
Visualizações 60
Palavras 1.649
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Atenção: Ravena será postado aos sábados!
(e quando não der tempo aos domingos, apenas uma vez na semana, então aproveitem!)
E não se esqueçam de comentar

Capítulo 5 - Ameaças, névoas e treino


Fanfic / Fanfiction Ravena - Super Onze - Capítulo 5 - Ameaças, névoas e treino

Estavam todos reunidos no clube do time quando cheguei, falavam de uma nova técnica ou algo do tipo.

-Perdi alguma coisa?

-Ah, oi Ravena! Estamos com nosso próximo jogo marcado do Futebol Fronteira, será com o colégio Selvagem.

-Nossa – fiquei meio chocada com a quantidade de informações.

-Ravena?

-Domon? – o olhei de cima a baixo.

-Pensei que tivesse voltado para sua antiga escola...

-Vocês se conhecem também? – Endo parecia confuso.

-Estudamos juntos – respondi sem querer dar maiores explicações – e então como pretendem vencer?

-Vamos criar uma nova técnica.

-Interessante.

-E precisamos dominar os ares!

Respirei fundo, não acreditava que iria falar aquilo, mas falei.

-Goenji, acha que seria útil...

-Névoa sombria – ele deu um meio sorriso – ajudaria bastante.

-O que é isso? – Endo perguntou curioso.

-É só... – meu celular começou a tocar, ao ver quem era fiquei muda.

-Ravena, está tudo bem?

-Sim – respondi – só preciso atender a ligação, depois eu explico direito...

Saí correndo para fora do clube e fui o mais longe possível de onde eles estavam para atendê-lo.

-Oi filha, queria saber como você está...

-Longe de você tudo melhora – respondi ríspida – o que você quer?

-Estava me lembrando de quando nós dois ficávamos elaborando estratégias e...

-Não me venha com papinho mole pai, não suporto mais suas artimanhas para me fazer pensar que tudo aquilo que já fiz era certo.

-Muito bem – ele mudou o tom de voz – se quer conversar como adultos, vamos conversar.

-Desembucha.

-Quero deixar um aviso para você que está nesse time, se por acaso começarem a ganhar os jogos terei que dar meu jeito nas coisas.

-Ah é? Ligou para fazer uma ameaça? – respirei fundo – e se por acaso eles ganharem? Vai fazer o que?

-Você mal perde por esperar...

-Pai! – o telefone ficou mudo – alô!

...

No dia seguinte apareci no final do treino, não conseguia encara-los sabendo que meu pai estava ameaçando todos eles por causa de uma partida, mas eu andava sumindo tanto que nem perceberam, por isso dei apenas uma passada pelo campo e fui de volta para casa.

Meus dias se resumiam em visitar Yuka nos momentos em que Goenji estava treinando e ajudar o vovô, às vezes ficar para os treinos não era possível, mas eu ainda queria ajuda-los a superar as alturas.

-Vovô acho que... – parei ao entrar no restaurante e ver Kazemaru, Endo e Goenji sentados comendo – e ai meninos?

-Veio jantar também? – Endo falou com a boca cheia.

-Mais ou menos – dei risada e passei para o outro lado do balcão – se precisarem de alguma coisa é só pedir.

-Trabalha aqui? – Kazemaru ficou surpreso.

-Mais que isso – dei um beijo no vovô – moro aqui.

-Ravena poderia lavar aquela louça para mim?

-Sim, senhor.

Enquanto lavava a louça dentro da cozinha ouvi que conversavam sobre o manual secreto dos super onze, vovô me contava aquelas histórias quando eu era pequena, talvez fosse por isso que eu gostava tanto de futebol.

-Contando histórias para crianças dormir? – encostei-me ao batente.

-Sabe que são verdadeiras Ravena – enxergue-me pelo reflexo de seus óculos.

-Sei – sorri – e amanhã vou conseguir treinar com vocês.

-Deveria me ajudar...

-Vovô!

-Tem razão, você não terminou de falar sobre sua técnica, névoa alguma coisa.

-Névoa sombria – falei – é simples, vocês precisam treinar altura, vou utiliza-la para obriga-los a pular.

-Lembro-me da primeira vez que usou ela – Goenji riu de maneira sincera – o outro time ficou tão desnorteado que quando percebeu havíamos feito uns quatro gols.

-Verdade – ri também.

-Vocês jogavam juntos? – Kazemaru perguntou – pensei que apenas se conhecessem.

-Na nossa escola antiga eles deixavam as meninas participarem de jogos treinos.

-A menina – Goenji corrigiu – só Ravena era durona o bastante para querer levar pancadas durante o jogo.

Ficamos nos olhando por algum tempo e em segundos senti aquele aconchega de estar apenas perto dele que sentia quando estudávamos juntos, mas depois me lembrei de todo o resto e passou, sobrando apenas um frio no estomago.

-Depois que ajudar meu avô eu encontro vocês.

-Está bem – Endo não percebeu que o clima havia pesado – se não estivermos no campo, estaremos na torre.

-Certo – sorri – vou terminar a louça.

No dia seguinte após acabar de picar algumas coisas no restaurante fui saindo para ir ao treino ajuda-los, queria que eles ganhassem mesmo com a ameaça de Kageyama pairando sobre minha cabeça.

-Ravena.

-Sim – parei na porta.

-Lembre-se que sou apenas seu avô.

-E eu sou apenas sua neta – sorri – até mais tarde.

Eu e vovô tínhamos coisas em comum, ambos tínhamos um passado e queríamos deixa-lo de lado para viver como pessoas normais, além de termos uma perca entre nós, eu perdi minha mãe e ele perdeu a filha.

Ao chegar ao campo percebi que não estavam lá, então seguindo o comando de Endo fui para a torre. Kabeyama e o capitão estavam presos a pneus e tentavam pular enquanto Goenji tentava saltar pegando impulso nos braços de Someoka e Kazemaru.

-Ei é a Ravena! – Someoka falou um pouco antes de Goenji pular.

Ele pulou perfeitamente, mas ao girar desequilibrou e caiu de costas por causa da falta de tempo em se virar, precisava de mais impulso, fiz uma careta ao vê-lo cair.

-Desculpem o atraso. Técnica nova?

-Sim – Someoka respondeu – Goenji precisa saltar o mais alto que puder, pegar impulso e fazer um giro.

-Complexo – ergui uma sobrancelha – conseguiram alguma coisa além de se quebrarem?

-Ainda não – Kazemaru deu de ombros.

-Querem fazer uma pausa? Trouxe uns bolinhos – tirei a mochila das costas e caminhei até um banco, todos vieram correndo, estavam com fome.

-Ravena! – Endo se desamarrou dos pneus para comer – que bom que veio, pronta para nos mostrar sua técnica?

-Pode ser – sorri – na verdade eu tive uma ideia.

-Manda.

-Goenji precisa treinar altura, mas apesar de estar complicado, precisa-se de mais complicação.

-Oi? – Handa entortou a cabeça.

-Ela quis dizer que se quer conseguir o difícil comece por uma coisa pior e então o difícil se tornará fácil.

-Até que faz sentido – Endo pensou – qual o plano?

-Você e Kabeyama podem continuar, vou precisar apenas dos três ali – apontei para Someoka, Kazemaru e Goenji – vamos dificultar as coisas goleador.

-Entendi.

Após comerem fomos treinar, fiquei em sentido oposto ao do Goenji e os outros dois que dariam o impulso a ele. Os outros estavam assistindo porque queriam ver como seria a minha técnica.

-Kazemaru, Someoka, lembrem-se de que precisam ter mais força do que o normal.

-Certo!

-Prontos? – perguntei.

-Sim!

-Vamos dificultar as coisas por aqui – sorri – Goenji tente alcançar a bola.

Ele assentiu com a cabeça. Normalmente quando fazia essa técnica eu passava a bola por estar muito alta e quase não conseguirem me alcançar, dessa vez teriam que roubar a bola de mim no ar.

-Névoa sombria – falei baixo e então saltei.

Automaticamente uma neblina cobriu todos os que estavam abaixo de mim, eu não conseguia enxergar nem a cabeça deles. Ainda no ar esperei que Goenji aparecesse, mas o máximo que vi dele foram as meias alaranjadas girando no ar e o baque do tombo.

Como havia ficado parada tempo demais a técnica perdia a força de uma vez e eu despenquei no chão caindo de maneira tão ruim quanto Goenji.

-Ravena! – Handa e Endo vieram me levantar.

-Tudo bem – segurei na mão deles – vai acontecer mais vezes.

-Que foi isso? Não enxerguei nada! – eles comentavam.

-Essa técnica é demais – Endo estava empolgado – se você pudesse jogar, seria perfeito!

-Vamos de novo – Goenji já estava na posição.

-Galera, vamos treinar!

Após inúmeras tentativas fracassadas e muitos tombos fiquei deitada por mais tempo que o normal assim como Goenji estava.

-Gente, chega por hoje, é loucura! – Someoka estava preocupado.

-Não é nada para mim. Olhe para você.

-Estou falando por você Goenji! – Someoka, pelo jeito já estava se dando bem com o goleador de cabelos espetados.

-E Ravena – Kazemaru completou.

Não tinha forças para mexer um único músculo, parecia que a cada vez que eu fazia a técnica minha energia era sugada pro um tubo invisível.

-Vamos de novo – bati a mão no chão e levantei.

-Está doida? – Someoka se levantou.

-Ela tem razão, de novo! – Goenji me olhava nos olhos.

Usando todas as minhas forças subi com a bola.

-Névoa sombria.

Supreendentemente não vi apenas as meias laranjadas de Goenji, o vi inteiro dando um giro e roubando a bola dos meus pés. Ele aterrissou tranquilamente, mas eu despenquei mais uma vez.

-Isso ai Goenji! – Someoka comemorou e não demorou muito para que Goenji balançasse e desabasse no chão.

Eles correram e o levantaram facilmente. Eu fiquei deitada apenas esperando que meus pulmões recuperassem o folego perdido.

-Ravena! – o ouvi gritando e em seguida ele estava me levantando – está tudo bem?

-Claro – sentei com dificuldades e respirando fundo – só preciso de um segundo.

-Vocês dois vão se matar – Someoka falou – mas vai valer a pena.

-Precisa ser mais alto – olhei Goenji significativamente.

-Seja lá o que esteja pensando só amanhã – todos se ajudaram a levantar – você está pálida como um papel, perdeu muita energia.

-Já estive pior – falei tentando rir – vamos apenas fazer uma pausa.

Sentamos todos na grama para descansar um pouco, a ideia era treinar mais, era algo extremamente necessário. Ainda sim aquela ameaça não me saía da cabeça.

-Não sabia que era capaz de fazer uma coisa daquelas – Someoka falou ao meu lado – e achei incrível.

-Meu pai é técnico de futebol, ele me ensinou várias coisas.

-Que legal!

-É – pensei em Kageyama e seus treinos infinitos no instituto apenas para que eu pudesse fazer técnicas e treinar os meninos – não moro mais com ele...

-Sinto muito.

-Não sinta – sorri – algumas mudanças são necessárias.

-Ravena, você está mais forte do que da última vez que jogamos...

-Algumas coisas mudam Goenji – o olhei – treinos, escolas...

-Algumas sim, outras nem tanto – ele sorriu e em seguida se levantou indo de volta ao nosso local de treino.

-Pronto para outra? – perguntei levantando também para me preparar.



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