História Ravena - Super Onze - Capítulo 6


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Categorias Inazuma Eleven (Super Onze), Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Afuro Terumi (Aphrodi), Aki Kino, Alpha, Amemiya Taiyou, Angelo Gabrini, Atsuya Fubuki, Domon Asuka, Genda "Genou" Koujirou, Hibiki Seigou, Kabeyama Heigorou, Kazemaru Ichirouta, Kidou Yuuto, Personagens Originais, Ravena, Shuuya Goenji
Visualizações 23
Palavras 1.989
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Nova chance


Fanfic / Fanfiction Ravena - Super Onze - Capítulo 6 - Nova chance

Eu cheguei ao treino às coisas não estavam indo muito bem, Kabeyama e Goenji estavam treinando juntos, mas o grandão não conseguia aterrissar de maneira certa, além de desequilibrar o Goenji.

-Duvido que vão ganhar o jogo assim – aquela magrela de nariz empinado estava lá.

-E o que está xeretando aqui? – falei para ela e só então perceberam que eu estava lá também.

-Calma Ravena. Tenho certeza que o Kabeyama e o Goenji vão conseguir.

-Deu tanto trabalho para eu consegui o manual e agora vocês desperdiçam ele assim?

-Se vir aqui encher a gente de novo vou arrumar uma ótima função para o manual – a encarei – ele vai voar.

-Voar?

-Em direção a esse lindo rostinho cheio de maquiagem barata.

Depois que ela saiu me virei para os meninos e Aki, estavam todos de olhos esbugalhados.

-O que foi?

-Você é demais – Someoka começou a rir – ninguém fala assim com ela.

-Ela é a diretora, basicamente – Kabeyama estava apavorado, mais do que com a altura.

-Só dentro da escola. E então como vai o chute?

-Vamos ter que fazer o Kabeyama perder o medo de altura.

-Entendi – cruzei os braços – já tentou não olhar para baixo?

-Já...

-E quem sabe não ver o chão? – sorri.

-Nada disso – Goenji interrompeu – você não vai usar...

O fuzilei com o olhar.

-Névoa sombria.

Quando se deu conta eu já estava no ar, vi Goenji pular, mas Kabeyama caiu e eu cai em seguida, tudo doía.

-Eu falei para não fazer!

-Manda em mim agora? – tentei levantar, mas não consegui.

-Ravena você está muito fraca, tem que parar de fazer essa técnica, aliás, qualquer técnica! – ele cruzou os braços – desse jeito não vai com a gente para o torneio.

Respirei fundo e num impulso fiquei de pé, odiava ouvir alguém dizer que eu estava fraca, mesmo estando de fato.

-Ele tem razão – Someoka me segurou quando cambaleei – você está muito pálida, nada de treino.

-Ótimo – resmunguei – até você.

-Nós vamos cuidar disso Ravena! – Endo estava animado – estaremos todos prontos no dia do jogo!

Um dia antes da partida recebi uma ligação, estava demorando muito para que aqueles infelizes do Instituto não incomodassem.

-O jogo de vocês é amanhã, certo?

-O que te interessa Kido? – eu estava na cozinha do restaurante – você nem sequer se importa de verdade!

-Só queria saber, não precisa ficar nervosa.

-A partir de agora estou tomando uma decisão, não vou mais atender ninguém dai dessa escolinha medíocre.

-Não atenda e nós vamos até você. Ravena, não sabe o quanto é divertido brincar de gato e rato com você.

-Imagino.

-Ah e lembre-se de que o líder está de olho em tudo, inclusive em você. Até logo.

O celular caiu da minha mão, minhas pernas ficaram moles e eu cai no chão. Aquele desgraçado estava me vigiando? Se eu descobrisse quem era iria acabar com ele.

-Ravena! – meu avô entrou na cozinha alarmado – você está bem?

-Sim – apoiei na pia e levantei – foi só um susto.

-Bem que eu andei reparando que não estava comendo direito, você vai para o hospital.

-O que? Eu estou ótima!

-Não, você vai para o hospital.

De fato não conseguia comer nada desde aquela ligação de Kageyama, se aquilo era uma ameaça algo muito grave poderia acontecer e a culpa era minha. Como iria me preocupar em sentir fome com aquilo azucrinando minha cabeça.

Meu avô me deixou no hospital e eu fiquei lá tomando um soro na veia, mas assim que a enfermeira virou as costas, pequei aquele ferro estranho onde penduravam a bolsa e perambulei pelos corredores até o quarto de Yuka.

Quando abri a porta Goenji estava lá e eu levei um susto, ele também, mas ele soube disfarçar melhor do que eu.

-O que...

-Eu volto depois, não sabia que estava ai – dei as costas, mas ele correu e conseguiu me segurar, na verdade segurou o ferro do meu soro.

-Está tomando soro?

-Treino.

-Entra logo – ele fez uma expressão de tédio e revirando os olhos entrei e me sentei no banquinho.

Dessa vez percebi que havia dois banquinhos ao invés de um.

-Poderiam por umas cadeiras mais confortáveis nesse lugar, meu vô mal coube sentado num desses – comentei sozinha.

-O que está acontecendo Ravena?

-Eu estava saindo e você me barrou.

-Não se faça de ingênua, estou falando de você. Está pálida, magra e não aguentou fazer a técnica uma única vez quando nem estava treinando.

-Uma nova dieta.

-Você mente muito mal.

-Já ouvi isso – olhei para a Yuka – como ela está?

-Do mesmo jeito, não muda – ele se sentou no banquinho do outro lado da cama – como vai ao jogo desse jeito?

-Depois desse soro estarei como nova, você vai ver – levantei usando o suporte do soro como apoio – até amanhã.

-Ravena, para de se fazer de forte. Uma vez na vida admite que não consegue mais sozinha.

Parei antes de chegar à porta, ele tinha razão, eu estava precisando de muita ajuda, mas ele sabia que não daria meu braço a torcer tão fácil.

-Para que vou falar que não consigo mais? Pra vocês cuidarem de mim?

-É isso que amigos fazem...

-Acho que sabe que nunca vou conseguir deixar que cuidem de mim.

-É. Nem Yuka você deixa de visitar, mesmo sabendo que não dá para fazer nada...

-Não consigo – dei de ombros – eu gostava tanto de brincar com ela.

-Eu também.

-Ela vai sair dessa – sorri – sei que vai...

Saí do quarto dela sem ouvir maiores respostas dele e voltei até o meu quarto. Ao sentar na cama comentei comigo mesma:

-Conversa esquisita.

No dia seguinte fomos para o colégio selvagem onde iria ser o jogo, eu não lembrava muito bem deles serem tão selvagens como estavam sendo atacando o carro da nariz empinado.

-Achei que não acreditasse no time – falei perto dela.

-Você recebeu alta do hospital? – ela me encarou.

-Você deve ser bem desocupada para ficar se metendo na minha vida não é? – cruzei os braços – e sim eu recebi alta.

-Eu bem que queria achar seu passado, mas pelo que parece ele foi bem enterrado. O que esconde Ravena?

-Não escondo nada. Só quero uma chance de não errar mais como qualquer um no meu lugar iria querer.

Ao irmos para o campo descobrimos que teríamos plateia de três pessoas, uma delas era o irmão mais novo do Kabeyama. Cheguei perto dele enquanto de boca aberta olhava o irmão mais novo.

-Ele tem muito orgulho de você.

-Mas...

-Kabeyama – o fiz olhar para mim – você é incrível só por aceitar esse desafio e acredite em você.

-É fácil falar, você é incrível!

-Não é bem assim... Vou estar na torcida também.

 Não demorou muito para o jogo começar, não conseguia ainda ficar em pé por muito tempo e então acabei me sentando no banco. A questão da minha saúde ter ficado um lixo tinha apenas um motivo e esse motivo tinha nome: Kageyma.

Desde a ameaça eu não tinha mais fome, mal almoçava e geralmente não jantava, além de ter usado muitas vezes minha técnica que era bem pesada de fazer, a questão era que ao ganharem o jogo que eles apenas voltassem em segurança e então eu ficaria bem novamente.

-Você está bem Ravena? – Aki sentou ao meu lado – ouvi Natsume comentando com você que estava no hospital?

-Foi só uma indisposição – sorri – nada demais.

Em pouco tempo de jogo bloquearam Goenji e então Someoka foi tentar, mas o bloqueio acabou com o tornozelo dele. Substituíram-no por Domon e ele veio se sentar ao meu lado, estava bem nervoso.

-Calma esquentado – falei – eles dão conta.

-Mas como vão marcar?

Não o respondi, parte de mim torcia para que perdessem o jogo e para que a ameaça do meu pai não precisasse ser cumprida.

Conforme Domon tocou na bola, realizou uma das técnicas do Instituto, pelo olhar de Goneji havia percebido as origens de nosso amigo magrelo. Parei um tempo para analisar as coisas, Domon poderia estar me vigiando, se fosse isso, quando me recuperasse iria acabar com a raça dele. Quando o primeiro tempo acabou com nenhum gol todos estavam bem cansados, era exaustivos olha-los correndo e não conseguindo a bola, imagina estar correndo.

-Por favor, capitão me deixe na defesa – Kabeyama pediu quase chorando.

 -Ficou doido?

-Desculpa, mas não posso fazer o gol relâmpago é impossível!

-Vou mandar todas as bolas para você Kabeyama! E mesmo que fracassar, não importa, mostre que seu esforço não foi em vão! – Endo era bem inspirador.

-Mas...

-Kabeyama, escuta – levantei e andei até ele bem devagar – preciso te falar uma coisa.

-Ravena, fique sentada – Aki pediu, mas a ignorei.

-Quando era pequena eu tinha medo de dormir sozinha, mas uma noite minha mãe foi viajar e eu tive que ficar na casa do meu pai – suspirei – ele não iria dormir comigo, então eu tive que encarar meu medo.

-E foi fácil assim?

-Claro que não, eu não o encarei de frente – balancei a cabeça – eu adaptei as coisas, levei um urso de pelúcia com o cachecol da minha mãe e fingi que era ela.

-Deu certo?

-No começo achei que não iria dormir, mas então eu percebi que apesar do meu medo eu sabia que tinha que conseguir pela minha mãe, mesmo que fingindo um pouco – pisquei – talvez você não supere seu medo, mas acho que consegue fazer isso.

-Não faria isso por mim mesmo.

-Mas não se esqueça de que tem a nós todos e o seu irmão.

De repente me senti tonta e apoiei em Someoka para não cair.

-Ei – ele me segurou – fique sentada a partir de agora.

-O que foi Ravena? – Endo estava preocupado.

-Só fiquei tonta de repente, mas já passou. Voltem para o jogo e arrasem.

A chuva de bolas no nosso gol foi demais, mas ninguém se rendeu e quando menos esperávamos Kabeyama se levantou e então conseguiram fazer o gol, adaptando, eu poderia virar aquelas mocinhas que davam dicas para outras pessoas.

-Conseguimos!

-Posso levantar apenas para comemorar? – perguntei a Someoka.

-Se conseguir ficar de pé por mais de dois minutos – ele provocou de volta.

-Poderíamos fazer uma competição, ou duas.

-Que tipo? – ele riu.

-Quem fica sentado mais tempo ou quem fica em pé por mais tempo – sorri – estou brincando.

-Engraçadinha.

-Esquentado.

Kabeyama entusiasmado bateu na mão de Endo que reclamou de dor, em seguida a dona do nariz em pé trouxe um gelo para ele.

-Nunca tinha visto ninguém lutar tanto pelo futebol – ela riu – tontinho.

-O que você quis dizer com tontinho?

Ela saiu andando sem dar mais satisfações, dei risada e comentei baixo apenas para Someoka ouvir.

-Talvez queira dizer que ela está caidinha por ele.

-Acha isso? – ele riu muito.

-Vamos fazer uma aposta, está bem.

-Está certo, eu falo que você está louca.

-E eu falo que até o fim do torneio ainda vamos ver mais xingamentos como “tontinho”.

-Vamos apostar o que?

-Rodízio no restaurante do meu avô.

-Feito.

Apertamos as mãos dando gargalhadas, aquela aposta era bem interessante. Mas enquanto eu ria ainda estava preocupada com aquela ligação de Kageyama. Eu não fazia ideia do que ele seria capaz.

Depois de voltarmos em segurança e nada de estranho ter acontecido, voltei a comer normalmente e então em cerca de dois dias já estava de volta à ativa com o time. Estava até acompanhando mais os treinos deles, sem jogar, mas acompanhando. Ainda não havia chamado Dom para uma conversa, mas esse momento não tardaria.

-Precisamos voltar a treinar – Endo abriu a porta do clube do time e demos de frente com a nariz em pé – o que está fazendo aqui?

-Agora eu, Natsume Raimon, serei ajudante do time, tenho certeza que formaremos uma bela equipe.

-Rá! – gritei para Someoka que estava do meu lado – um a zero querido.

-Não acredito nisso – ele não sabia se fazia cara de surpreso ou dava risada.

-Fique com a cara de surpreso, porque eu estou ganhando então eu devo rir.



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