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História Raw! Rebel! Root! - Capítulo 12


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Notas do Autor


PORRA ACABOU

Capítulo 12 - Metalemo e gritaria


Fanfic / Fanfiction Raw! Rebel! Root! - Capítulo 12 - Metalemo e gritaria

— Que tipo de idiota faz uma festa de inauguração pra própria casa? — Jisung resmungava, tentando convencer os mais velhos à desistirem daquela ideia absurda. Os quatro haviam ido buscá-lo no trabalho com o carro de Jaehyun, irmão de Jaemin, pois o festival hardcore da cidade começaria bem cedo.

Sem tempo de passar em casa, Jisung teve de se trocar no vestuário do serviço e revelar para todos os seus companheiros de trabalho que, quando não estava vestindo o uniforme da ótica, ele era emo. E assim que os quatro brutamontes acabaram de tirar sarro da situação, Donghyuck, que estava no volante, deu a brilhante sugestão de fazerem uma festa na nova casa de Jisung no dia seguinte, já que o lugar finalmente estava nos trinques, depois de meses.

— Se eu tivesse uma casa própria, essa seria a primeira coisa que eu faria. — Donghyuck refutou, por cima do som alto do carro. — Pensa só, é sensacional. Sua casa é o lugar onde vamos passar a maior parte do tempo agora.

— Você só tá falando isso porque não aguenta mais a gente no seu estúdio. — Renjun estava no banco do passageiro, com o cotovelo apoiado na janela aberta. O vento da noite iminente bagunçava seus cabelos recém-descoloridos.

— Sim, também, mas eu realmente acho que a casa do Jisung tem mais à oferecer. Tipo... a gente pode fazer uma noite de karaokê hardcore! — Donghyuck sorriu empolgado.

De volta ao banco de trás, Jisung fez uma careta.

— Meus ouvidos já doem só de pensar no Chenle fazendo gutural... — Ele balançou a cabeça. Só Deus era capaz de saber como era difícil aguentar as cordas vocais de seu namorado no dia-a-dia.

Era uma coisa meio Zhong Chenle: no meio de um momento docinho, ele gritava no ouvido de Jisung de repente. O menino era uma máquina de susto ambulante e nada divertia Chenle tão automaticamente quanto ver uma criatura de 1,80m pulando de susto igual um bebê.

Além disso, irritá-lo era seu método especial de demonstrar carinho.

Ao ouvi-lo, Chenle foi rápido com suas mãos e o beliscou no braço, ignorando o fato de que não estavam sentados lado a lado. Jaemin, sentado entre o casal, apenas revirou os olhos.

Segurar vela fez ele ter uma ideia:

— Se a gente for mesmo fazer isso amanhã, será que eu posso chamar o-

— Não! — Renjun não o deixou completar. Sua noite estava muito boa e ele não precisava ouvir aquele nome. Já bastava ter de ouvir Jaemin falar sobre Lee Jeno todos os dias, agora que o lance deles estava meio sério. — Dois emos no mesmo lugar vai ser muito pra mim.

— Ele não é emo! — Jaemin negou.

Chenle se virou para ele.

— Não? Você esqueceu quem foi o primeiro a me retrucar no ônibus, no dia em que o Jisung gritou comigo pela primeira vez? — Disse. O "pela primeira vez" fez Jisung rir alto.

Jaemin se lembrava aos poucos.

 




Então, uma alma iluminada gritou à plenos pulmões exatamente o que Jisung diria, se não fosse tão introvertido.

— O ano já havia sido salvo quando o My Chemical Romance anunciou retorno!

Jisung não conteve a risada satisfeita. Até se levantou um pouquinho no assento, procurando a pessoa responsável por aquela maravilha. Se a encontrasse, faria questão de gritar que admirava sua coragem e seu bom gosto.

E era Lee Jeno, um dos astros do time de basquete (...).

 



Jisung recordou também. Reforçou para Jaemin:

— Ele só não se veste como um emo. Mas a alma, meu amigo...

— Tá, tudo bem. — Ele desistiu de defender Lee Jeno. — Talvez bêbado eu consiga suportar você e ele imitando o Gerard Way.

Aos poucos, o som do carro foi abafado pela barulheira que vinha do lado de fora, quando chegaram no estacionamento da casa de show. Renjun foi o primeiro à sair do veículo, pensando no que teria de enfrentar no dia seguinte.

— Sem condições. — Refletiu. Chacoalhou o corpo, entrando na vibe dos riffs de guitarra que ouvia à distância. — O jeito é bater cabeça pra me preparar pra amanhã.

 

 



 

— Vocês não bebem nada que não seja alcoólico? — Jeno observava a geladeira da casa de Jisung, no dia da festa. Entre todos os tipos de bebida que haviam comprado, não havia nada que não pudesse ser usado pra incendiar uma avenida inteira, de tanto álcool.

Os outros garotos estavam sentados no tapete da sala estar, no meio de várias garrafas. A madrugada mal havia chego e Renjun já estava grogue, falando sem forças, ameaçando bater em Jeno a cada cinco palavras.

— Jaemin... Se seu namorado fitness reclamar de mais alguma coisa, eu juro que eu...

Antes que ele completasse a frase, o Na empurrou o corpo dele de levinho com as mãos. Foi o suficiente para Renjun despencar sob o tapete, de tão mole que estava se sentindo. Continuava acordado e consciente, mas nem se lembrava mais do que estava falando antes de levar o empurrão.

Donghyuck deu risada.

— Daqui a pouco ele perde a bateria de vez. — Apontou com o queixo para o Huang caído e deu mais um gole em seu uísque.

Jeno se aproximou novamente dos cinco, após encontrar um suco de caixinha sabor laranja na geladeira do Park.

— Vamos jogar alguma coisa. — Sugeriu, sentando-se ao lado de Jaemin.

— Vamos. — Donghyuck aceitou. O álcool ainda não havia deixado ele tão perdido quanto Renjun, no entanto, ele parecia ter se esquecido sobre o karaokê que havia planejado. — Que tal...

— Verdade ou desafio! — Disse Jaemin.

O tatuador ergueu o copo na direção dele.

— Leu minha mente.

Chenle estava deitado no chão, com a cabeça apoiada no colo do namorado, mas se recompôs quando ouviu sobre o jogo. Chutou uma garrafa vazia para o centro do tapete.

— Girem, malditos.

Jaemin fez a garrafa rodar.

A embalagem de energético foi desacelerando lentamente, até parar apontada para Chenle.

— Verdade ou desafio?

— Verdade.

Jaemin pensou um pouco. Decidiu sanar uma dúvida que tinha faziam anos, desde a época onde ele e Chenle nem eram tão próximos assim.

— É verdade que você pichou a casa da professora Kim quando ela ameaçou te reprovar na oitava série?

— Sim. Espera... não sei. — Chenle franziu o cenho, olhando para cima, enquanto tentava se lembrar corretamente. — Acho que a casa que eu pichei foi de outro professor, por causa de outro problema. Essa parada da senhora Kim foi o Renjun, mas a culpa caiu em mim como sempre.

Na vez de Chenle girar a garrafa, a mesma parou apontada para Donghyuck.

— Verdade ou desafio?

O mais velho sorriu malicioso.

— Desafio.

Chenle foi direto.

— Desafio você a me dar uma tatuagem de graça.

— Engraçadinho. — Donghyuck fingiu rir. Ameaçou jogar uma almofada na direção dele. — Vai, é sério.

— Eu também tô falando sério!

— Então eu passo, otário. Que tipo de amigo é você, que não valoriza o trabalho de um artista? — Donghyuck cumpriu a penalidade: beber um shot de tequila pura. Depois de alguns segundos fazendo careta, devido ao sabor exageradamente forte, foi em frente e girou a garrafa.

Sua vítima era Jisung.

— Verdade ou desafio?

Jisung também precisou pensar por um tempinho. Num pequeno surto de coragem, disse:

— Desafio.

Mas se arrependeu, no momento em que se viu como alvo do olhar travesso de Donghyuck.

Ele podia ter escolhido desafio com qualquer outra pessoa, mas não com aquele homem.

— Desafio você a fazer cócegas no seu namorado por três minutos inteiros.

Zhong Chenle protestou no mesmo instante, negando em voz alta.

— Que tipo de voyeur é esse? — Jaemin perguntou.

— Para, não é sacanagem! É que ele odeia cócegas. — Donghyuck dava risada, devido ao desespero que havia se instalado no chinês mais novo. — Tipo, odeia pra caralho.

Jisung encarou seu namorado, como se estivesse se perguntando se devia ou não aceitar o desafio — mas na verdade, ele já sabia que não iria fazer aquilo.

— Não vou torturar ele.

Chenle acariciou a nuca do Park com um sorriso inocente.

Tadinho. Ele odiava qualquer bebida amarga. Mesmo assim, preferia tomar um shot de tequila do que torturar seu namorado.

Se a situação fosse ao contrário...

— Eu te torturaria. — Chenle disse.

Jisung virou a dose na própria boca. Respondeu com a voz sofrida e uma careta hilária.

— Eu sei.

Meio zonzo, ele girou a garrafa. A mesma apontou para Lee Jeno.

— Verdade ou desafio?

O atleta esfregou as mãos.

— Desafio.

Jisung formou várias alternativas em sua cabeça. Umas pareciam bem fracas, e outras, abusadas demais.

— Não sei o que desafiar. Não conheço ele direito. — Balançou a cabeça. Então, seu namorado cobriu a boca e sussurrou algo em seu ouvido. Ambos trocaram risadas maldosas, antes de Jisung resolver acatar à sugestão dele. — Tá... — Jisung pegou a garrafa de tequila, que já estava quase no final, mas ainda havia uma quantidade generosa para desgraçar a cabeça de alguém. Estendeu-a para Jeno. — Seu desafio é tomar todo esse restinho.

Todos explodiram em risadas. Até mesmo Renjun, que não havia apresentado novos sinais de vida até então, se levantou para ver aquilo acontecer.

Jeno não tinha ideia do que estava fazendo quando decidiu aceitar.

— Chenle, você não vale porra nenhuma.

Depois de completar o desafio, Lee Jeno estava mais vermelho do que um tomate. Seu corpo começou a suar dentro de minutos, e ele nunca havia se sentido tão tonto.

De qualquer forma, ele ainda precisava girar a garrafa.

E como todos temiam, a embalagem escolheu Renjun.

— Verdade ou desafio? — Jeno arqueou as sobrancelhas.

Alongando seu corpo, para tentar voltar para a própria consciência, Renjun optou por...

— Verdade.

Já levemente afetado pela bebida, a pergunta de Jeno foi afiada.

— É verdade que você já beijou todo mundo nessa rodinha?

Renjun negou com a cabeça no mesmo instante.

— Mentira. Se deus quiser, nunca vou beijar o Chenle. — Fez som de vômito no final.

Com o fim da tequila, passaram mais algum tempo jogando por diversão, até Donghyuck finalmente se lembrar da ideia do karaokê hardcore. Ligaram os aparelhos e puxaram o microfone com fio até o centro da sala.

Renjun perdeu no Pedra, Papel, Tesoura para quem ia primeiro.

E todos o ouviram cantar a versão mais distorcida de Live While We're Young, do One Direction.

— Isso não é hardcore! — Donghyuck havia gritado quando a música começou.

Renjun defendeu sua boygroup favorita com unhas e dentes.

— Não tem nada mais hardcore que One Direction!

Chenle havia ficado com um desafio pendente: deixar que Jisung escolhesse a música que ele cantaria no karaokê.

Seu namorado não pegou leve.

Entregou o microfone para Chenle, dizendo:

I Miss You, do Blink-182.

Simplesmente, um hino emo atemporal, que fez até mesmo os metaleiros não resistirem à letra.

Park Jisung fez questão de gravar seu namorado bêbado cantando sua música favorita.

Usaria para futuras chantagens.

 

 

 

 


Notas Finais


É ISTO GALERA
na vdd tb tem um bônus shhhh

acho que eu falei o que eu queria ter falado nas notas do cap anterior kkkkkkk eu só queria ressaltar que no passado era MUITO difícil pra mim finalizar qualquer história que eu começava, então poder fazer isso com frequência hoje em dia me deixa mt contente. se vc escreve também e enfrenta esse mesmo problema, eu peço que você tenha calma! até pq nem eu sei exatamente o que me fez mudar nesse aspecto, mas essas coisas passam, e o tempo do autor é sempre só dele!!!

as capinhas da fanfic estão no tumblr, como de costume!!! skksdkd
https://lofilrk.tumblr.com/

temos as famigeradas playlists das duas fanfic, e também tem uma playlist emo que eu fiz junto com o gabriel caso você esteja no mood de ouvir uns emocore em homenagem ao fim da história kkkkkkk
let the kids stay raw https://open.spotify.com/playlist/4BD8zBLAZPYatvegafoiUj?si=xcv2FnFuRUONRO2_zGWdoQ
raw rebel root https://open.spotify.com/playlist/7GecUIYalJsE1yfqPGYauV?si=0qs_yzM6Qr2MtW4rGkhbdg
eboy é o caralho, eu sou emo porra https://open.spotify.com/playlist/4sIPUwTcGcJTZf9qjsPprE?si=vPxNgSvFRyyQfLKa355dIA


also, eu tô sempre no twitter falando merda
https://twitter.com/mychemicaljs
beijo, obrigado por tudo, MESMO!!!!!!!!!!!
amo vocês, nunca imaginei ter um público tão grande pras minhas histórias. valeuzão. <3


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