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História Razão e Emoção - Capítulo 36


Escrita por: seungmoknow

Notas do Autor


boa leitura!

Capítulo 36 - Episode thirty four


Fanfic / Fanfiction Razão e Emoção - Capítulo 36 - Episode thirty four

In today's episode: costume party

 

Sábado, 27 de outubro, 12:34 PM.

 

Lee Know retornou para a montanha naquele sábado juntamente com Changbin e foi recebido com grande festa, pois passou seu aniversário em uma cabana com Bangchan, o amigo o ajudando em seu aluamento.

Os dois tiveram seu primeiro aluamento naquele mês de outubro, então acharam mais viável se ajudarem, também tinham intimidade para tal. O complicado eram as perguntas depois, das quais Lee Know se esquivou o quanto pôde.

— Só transamos, ué! — explicou meio irritado pela, suas contas, centésima vez.

— Ele foi bruto com você? — Seungmin perguntou preocupado, acariciando a bochecha do alfa.

— Eu sou um alfa, eu aguento, ok? — assegurou ao ômega, que mesmo ainda encucado, acalmou-se um pouco mais. — E da próxima vez seremos nós dois.

— Eu estou aqui — Wonpil manifestou-se, olhando nada satisfeito para aquele grude dos dois.

— Quando se tornou um pai tão ciumento? — Brian sussurrou no ouvido do ômega, que até se arrepiou e deixou um tapinha na coxa alheia, não era de bom tom que fizessem certas coisas na frente dos mais novos.

Wonpil era mesmo muito inocente.

— Olha quem fala!

Todos voltaram os olhares para um Jisung emburrado, que passou a andar com um saco de pão na cabeça. Um saco de pão decorado com estrelinhas e coraçãozinhos, mas um saco de pão.

— Jisung, até quando vai continuar com esse saco na cabeça? — o pai indagou, ele não estava bravo ou algo assim, apenas surpreso com tudo que ouviu algumas semanas atrás. — Ninguém aqui te recrimina por gostar do Soobin.

— Ele acha que é errado porque vocês dois vão se casar e todos seremos irmãos — Jisang intrometeu-se na conversa. — Acho a maior bobagem.

— Ji, eu nem fazia ideia do que estava acontecendo, poderia ter compartilhado comigo — Seungmin também falou, tentando passar confiança ao loirinho, que apenas bufou dentro do saco e cruzou os braços.

— E cadê Soobin? — Jiyoung perguntou, então lembrou-se de algo, erguendo sua xícara e sendo servida com chá por um Eunwoo já a sua disposição, em momentos como aqueles, os dois sempre bebiam chá.

— Com a mãe dele — Minhyuk respondeu.

Wonpil emburrou-se e ficou balançando uma das pernas que pendia sobre a outra, ele sempre fazia isso quando estava irritado. Ok, a boa moça o criou, em compensação também casou-se com um homem repugnante e fez Soobin crescer todo complexado.

— Amor, ela o criou — Brian, com toda sua mansidão, tentou transmitir isso ao futuro esposo, que queixou-se um pouco mais, e então lidou com o conformismo da situação. Ela era a mãe. — E Jisung, não vou falar de novo para tirar esse saco da cabeça.

O loirinho jogou-se no chão e ficou estirado lá, fingindo ter morrido, dramático como era, continuaria lá até o ano seguinte, Seungmin foi o responsável por tirar o amigo daquela situação, o arrastando até o quarto.

— Por que não me contou?

— Eu tô morto.

— Só socando mesmo — Felix disse entredentes, já estourando sua cota de dramas de Han Jisung. — Espero que Soobin encontre um ômega melhor, tipo o Innie.

Seungmin beliscou o ruivinho, que o beliscou de volta, então ficaram naquela briguinha muda até Jisung finalmente tirar o saco da cabeça, seu rostinho estava coberto de lágrimas.

— Oh... — Seungmin sentiu seu coração apertar, indo rapidamente envolver o loirinho em um abraço apertado. — Shh, não chora, o Soobin gosta de você também, tenho certeza.

— Não, ele me odeia! — o loirinho rebateu convicto, saindo dos braços do amigo e limpando as lágrimas com força. — Depois da minha confissão eu pensei que ele iria, sei lá, me dizer que sentia o mesmo. Que idiota eu fui!

— Você sempre foi meio emocionado mesmo — Felix acrescentou, ganhando mais outro beliscão de Seungmin.

— Quem iria gostar de alguém como eu também, né?

— Não, esse papo não! — Seungmin brigou sério. — Você evoluiu muito nesses últimos tempos, qualquer um cairia de amores por você.

— Mas não quem eu quero — concluiu amargoso, sorrindo forçado para os amigos e abandonando o quarto.

Felix ocupou o lugar de Jisung e ficou encarando Seungmin, tinha plena certeza que ele estaria pensando em algo para resolver aquela situação.

— Eu sei que você tá aí maquinando mil maneiras de consolar o Jisung pelo pé na bunda implícito, mas eu queria conversar sobre um outro assunto — começou sem rodeios, ganhando a atenção do moreno. — Meu irmão contou da música que fez pra ele.

— Ah... — O moreno coçou a nuca, meio tímido. Não era pra Lee Know sair contando para todos, mas compreendia que ele tinha todo o direito de compartilhar com o irmão, que pasmem, era seu melhor amigo. — É, foi algo meio bobo.

— Ele disse que até chorou.

— Ele disse isso?!

— O caso não é esse, Seungmin. — O ruivinho mordeu os lábios meio ansioso e segurou as mãos do amigo. — Eu e Changbin estávamos conversando esses dias e, bem, lembra sobre a LINQINSOUL?

— Claro, como eu poderia me esquecer? Isso que fez eu me aproximar mais do dois bobocas lá — disse referindo-se aos dois alfas, um atualmente seu namorado e o outro seu amigo. De vez em quando se pegava pensando no quão errado foi em ter feito pré-julgamentos de Changbin por ele ser quem era. Ainda bem que a vida o ensinou uma ou duas coisas sobre julgar um livro pela capa.

— Então, nosso último cover que postamos no YouTube teve isso aqui de acessos.

Felix tirou seu Iphone do bolso e abriu no aplicativo citado, indo diretamente ao vídeo que eles postaram antes de todas aquelas confusões ocorrerem em suas vidas, justamente o cover que Seungmin tanto havia reclamado e dito que era impróprio demais. Bem, o cover impróprio demais já contava com 5 milhões de visualizações.

— Isso é sério? — Seungmin tomou o celular da mão do ruivinho, completamente atônito. — Como poderia...?

— Parece que eles nos amam!

— Eu estou sendo até procurado pela polícia, as pessoas agora curtem criminosos? — Seungmin brincou, no fundo de fato confuso, pois pelo pouco que pôde observar na seção de comentários, haviam inúmeros elogios a sua pessoa e aos outros três.

— As pessoas curtem gente talentosa — Felix o corrigiu, cheio de pompa. — E você é muito talentoso, Seungmin. Melhorou bastante na dança, tem uma voz linda e agora até escreve músicas!

— Isso...

— Então eu e o Changbin estávamos pensando... Por que se limitar a ser apenas um grupinho de cover? Vamos nos arriscar! Somos jovens, somos livres e desimpedidos! — Ele pôs-se de pé sobre a cama e apontou para a janela. — O mundo é nosso, Seungmin.

Seungmin achou graça de início, até se pondo de pé também e observando a paisagem pela janela, então voltou seu olhar para Felix, que tinha um sorriso radiante nos lábios e os olhos pareciam conter estrelas.

— Tem razão, Felix. — Segurou a mão do amigo. — O mundo é nosso.

— O mundo é da LINQINSOUL!

 

(...)

 

Domingo, 28 de outubro, 07:15 PM.

 

— O mundo será nosso, Wonpil.

— O mundo não, mas a Coréia sim.

A ruivinha passou um dos braços pela cintura do amigo e o trouxe para mais perto, os dois então ergueram suas taças e fizeram um brinde ao futuro promissor que aquele país teria sobre a regência deles.

— Eu ainda olho pra tudo isso e nem consigo acreditar, sabia? — Wonpil disse após um gole em seu vinho, ele e Susie estavam no jardim, pedindo auxílio aos deuses – tanto os celestiais quanto os do submundo – para que o próximo passo dado fosse com êxito. — Você aqui, Brian, Minhyuk, meus filhos e seus filhos...

— Não comece a me fazer chorar, seu bobo! — Ela abanou as mãos na altura dos olhos, já um pouco emocionada. — Pois comece a acreditar, estamos aqui com você e nunca mais você se sentirá sozinho.

Wonpil abraçou a amiga e fechou os olhos, agradecendo silenciosamente aos deuses por ter aquela maluquinha ao seu lado. Sua vida certamente não teria o mínimo sentido sem aquela ruivinha.  

— Seja minha madrinha.

— É claro!

Os dois separaram-se e riram, bebendo mais um pouco e logo o assunto foi para o casamento. Wonpil lembrava-se das palavras de Brian, quando tudo aquilo terminasse, eles se casariam.

— Já tem ideia de onde será? — Susie o olhou com curiosidade, Wonpil era sempre uma caixinha de surpresas.

— Com o sol beijando o mar, as ondas acariciando nossos pés e flores tão brancas quanto a pureza do nosso amor — ele recitou todo apaixonado, seus olhos inevitavelmente se fechando. Lembrava-se de ter feito essa promessa com Brian quando ainda eram jovens, quando ainda achavam que teriam um futuro. E agora esse momento havia chegado.

— É por isso que temos que tirar esses desgraçados do poder, quero que esse momento seja inesquecível pra você, viu?

— E será!

— E sobre Soobin? — ela mudou rapidamente de assunto, sendo o mais direta que podia.

— O que tem ele? — fez-se de desentendido.

— Não venha se fazer comigo, seu tchongo! — Puxou de leve a orelha do amigo, que resmungou algo e passou a mão pelo local. — Ele e Jisung...?

— Ah, Susie... Sabe que não gosto de me intrometer nisso, e Soobin ainda é distante comigo, como eu poderia o aconselhar?

— É, nisso você tá certo.

— Eu só espero que nenhum dos dois se machuquem.

— Jisung parece bem triste — Susie comentou como quem não queria nada, mas no fundo queria esticar o assunto. — Quer dizer, até com um saco de pão anda na cabeça. Ele tem um lado bem dramático, né?

— Ele é muito sozinho desde que a mãe morreu — revelou tristonho.

— Agora ele tem uma família enorme, hm?

— Ei, falando em família... — Apontou para a amiga enquanto estreitava os olhos. — Sua família tá incompleta, não?

— Ah...

— Ahá!

— Você já os viu pela televisão? São lindos e famosos, eu nunca os visitei e nem fui uma mãe presente, aposto que agiriam comigo do jeitinho que Soobin age com você — desabafou sem ânimo. — Ao menos puxaram a minha veia artística, Asuka é tão poderosa no palco.

— Incrível o quanto eles são parecidos com MinHo, só Felix nasceu diferente...

— Puxou a mamãe aqui, né? — gabou-se. — Vou deixar por conta do destino, Wonpil.

— Você quem sabe, ruivinha.

— E pensar que eles logo irão se formar e abandonar a gente, acho que estou sofrendo por antecedência — lamentou enquanto enxugava as futuras lágrimas, estava realmente mais emotiva que o normal.

— Susie, se eu não te conhecesse, diria até que... — ele começou risonho, pronto para fazer uma piadinha, mas parou de repente ao notar algo. — Susie?

— Olha que tragédia, o vinho acabou, vou buscar mais!

E saiu em disparada, nem dando tempo de Wonpil replicar ou exigir uma explicação.

— Susie... — ele rosnou.

 

(...)

 

Segunda-feira, 29 de outubro, 03:45 PM.

 

— Uma festa?

— É, tontinho.

Jisung mostrou a língua para Felix, que retribuiu o ato infantil.

— Mas nem temos fantasia e não podemos sair para comprar, alguém pode nos seguir! — Jisang contestou, querendo ou não, Seungmin e Wonpil ainda eram procurados e qualquer um ligados a eles também eram tidos como suspeitos.

— Quem disse que não? — Sanha abriu um sorrisinho convencido. — Eunwoo, mostre a esses amadores do que somos capazes.

O príncipe trevoso estalou os dedos, fazendo ele e Sanha remodelarem suas aparências, tomando a forma de outras pessoas.

— Wow... — Changbin olhou espantado para aquilo. — Ele é realmente bom.

— E aí? Façam uma listinha com o que querem e a gente traz! — Eunwoo os garantiu, logo trocando um toque de mãos com o namorado.

E não demoraram a fazerem isso, Jisung ficou confuso e Seungmin teve uma ideia mirabolante enquanto encarava MinHo, então tomou o papel das mãos do namorado quando ele iria escrever a fantasia desejada e ele mesmo o fez.

— Seungmin?

— Sim, amor?

— O que tá planejando?

— Nada!

Então entregou a lista ao irmão, ele e o namorado rapidamente atravessaram um portal e sumiram diante dos olhos de todos.

— Eu fiquei super indeciso! — Jisung confessou frustrado, jogando-se no sofá e sendo acalentado por Bomin. — O que você escolheu?

— Bomin.

— Mas não existe uma fantasia chamada Bomin! — o loirinho contestou, seu irmão mais velho era bem mais tontinho que ele próprio.

— Jisung — Seungmin o chamou, ganhando a atenção do loirinho —, Bomin é um príncipe, então existe sim uma fantasia chamada Bomin.

— Oh... — O loirinho sorriu impressionado, Seungmin trocou alguns olhares com Felix, os dois negando com a cabeça. Jisung era mesmo tão bobinho. E tão adorável.

— O que os pestinhas estão aprontando? — Jiyoung perguntou ao passar pela sala e ver todos os adolescentes em casa, naquele horário eles costumavam estar em qualquer canto daquela montanha, menos enfurnados dentro de casa.

— Tia, tem a possibilidade de os adultos irem fazer coisas de adultos no dia 31? — Seungmin piscou várias vezes, tentando jogar charme para a tia.

— Não.

— Tia, mas envolve chá! — Felix tentou também, agarrando-se ao braço da mais velha.

— Susie, Wonpil, seus filhos estão agindo estranho! — gritou o mais alto que pôde, logo os citados apareceram. — Eles querem saber se podemos fazer coisas de adultos dia 31.

— Muito específico — Susie desconfiou.

— O que querem? — Wonpil foi direto ao ponto.

— Uma festinha de halloween só para nós, sabe? Sem adultos... — Seungmin sorriu todo meigo, enquanto agora agarrava-se ao pai. — Por favorzinho...

— E por qual motivo não podemos estar presentes?

— Ah, papai... — Seungmin choramingou. — Porque aí não teria graça.

— Bom saber que somos tão descartáveis — resmungou todo dramático.

— É assim mesmo, Wonpil, depois de certa idade acham que podem andar com as próprias pernas — Susie embarcou no drama do amigo.

— Então isso é um “sim”? — Felix arriscou.

Susie pareceu pensativa e olhou para Wonpil, que olhou para Susie, então ficaram fazendo suspense por mais algum tempo até se decidirem.

— Ok, podem fazer a festinha sem adultos.

Todos os jovens vibraram e gritaram de felicidade, deixando os mais velhos até ofendidos com toda aquela alegria. Céus, filhos eram tão...

— Obrigado, tia! Obrigado, pai! — Seungmin beijou a bochecha de cada um, logo voltando a comemorar com os de sua idade.

...Tão adoráveis.

 

(...)

 

Quarta-feira, 31 de outubro, 06:36 PM.

 

Os primeiros acordes da guitarra foram reverberados por toda a casa, o som estava nas alturas e todos curtiam a música sem mais dramas, com suas fantasias e as pessoas que gostavam.

 

Load up on guns, bring your friends

It’s fun to lose and to pretend

She’s over-bored and self-assured

Oh no, I know a dirty word...

 

Lee Know dançava fantasiado de maid ao lado de seu namorado igualmente fantasiado de maid sem nem se importar, só um Seungmin para o fazer se vestir daquela forma.

— Vai ser rock a noite inteira? — Jisung gritou no ouvido do irmão, que revirou os olhos e balançou a cabeça enquanto se afastava, claramente o ignorando. — Argh, esse...!

Jisung andou até chegar à cozinha, onde estava o ponche na enorme tigela, rolavam boatos de que ele estava batizado, mas nem importou-se, enchendo seu copo com o líquido vermelho e tomando tudo em um só gole. Maldita hora que escolheu aquela fantasia de alice no país das maravilhas, a fantasia era linda, só que a saia do vestido azul realmente o fazia tremer. Tanto tempo naquela montanha e ainda não tinha se acostumado com a friagem da noite.

— Renda-se, Alice! — Uma arma foi apontada para si, ele suspirou cansado e usou a mão livre para tirar a arma de sua cara. Era Felix, usando um macacão de couro brilhante coladinho ao corpo, enquanto portava aquela arma de mentirinha e também um chicote. O ruivinho era mesmo bem peculiar, mas não tanto quanto o alfa que chegou por trás.

— Ora, um assassino dando sopa assim, acho que terei que te prender... — O alfa fantasiado de policial agarrou a cintura do ruivo, que sorriu derretido e se virou para ele, trocando um beijo quente demais na percepção de Jisung.

— Eu não sou obrigado a presenciar sexo ao vivo, licença.

Jisang dançava sobre a mesinha de centro juntamente com Sanha, o primeiro citado usava uma fantasia nada comportada da arlequina e o segundo usava um conjunto sexy da kuromi. Agora fazia sentido eles terem pedido que os adultos saíssem.

— Do que está fantasiado? — o loirinho indagou a Eunwoo, que sorriu galanteador e deu uma voltinha.

— Príncipe das trevas.

— Que original.

Em dado momento Jisang e Sanha se atracaram em um beijo onde não se via onde começava e onde terminava, se apalpando indecentemente e ganhando vários incentivos do resto da festa. Jisung teve que ir reabastecer seu copo, aquilo era demais.

— O Jisung vai cair bêbado até o final da festa — Seungmin comentou com MinHo, que concordou e subiu suas mãos atrevidas pelas coxas do namorado. — Ei, nada disso.

— Não seja careta, já me fez vestir essa roupinha com babados e saia, eu não sou bonzinho o tempo todo, caro ômega... — sussurrou no ouvido do moreno, que rendeu-se e aceitou ser agarrado pelo namorado, que o pegou no colo e o beijou desejosamente.

— Céus, serei o único a segurar vela aqui.

— O que é segurar vela?

— Bomin! — Jisung abraçou o irmão, que de fato vestia-se de príncipe. Um fofo. — Quer dançar?

— Uhum!

Os dois foram para o centro da sala e passaram a dançar juntinhos, a noite estava apenas começando e teriam muito o que fazer ainda, por mais que todos ao redor se agarrassem e parecessem mais estar no cio. Num momento em que se virou de costas para o irmão, Jisung pôde ver aquele ser com tapa-olho o encarando intensamente, ele usava uma fantasia de... Attack on titan?

Oh, mas foi o suficiente para o pobre coração de Jisung falhar uma batida, não imaginaria nunca que ele viria.

Felix nesse momento saiu puxando Changbin para o andar de cima, os dois mal podiam se aguentar em pé e riam sem parar, vez ou outra trocando beijos molhados ou se tocando em lugares impróprios. Parecia um cabaré.

— Bomin, eu vou pegar algo para beber, quer também?

O alfa balançou a cabeça em sinal negativo, ele podia ser bobinho na maior parte do tempo, só que não tão bobo ao ponto de não saber que tinha algo naquela bebida e até nos docinhos.

Seungmin e Lee Know dançavam em cima do sofá como loucos, o que tinha acontecido com Seungmin? Ele jamais dançaria calçado em cima do sofá! E pior, naquela esfregação toda!

— Eu devo estar em um universo alternativo — Jisung resmungou meio embolado, ao chegar na cozinha, percebeu a tigela vazia. Ok, não era um universo alternativo, era excesso de ponche.

— Jisung.

Oh, droga.

Era ele.

— Não estou aqui.

— Prefere que eu te chame de alice?

Jisung virou-se sem paciência, deixando seu copo cair no chão e avançando desajeitadamente sobre Soobin, que recuou alguns passos, batendo as costas na geladeira.

— Seu...!

— Diga, Polly Pocket — o provocou descaradamente.

— Seu tremendo ômega gostoso.

E o puxou até que seus rostos estivessem próximos o suficiente.

— Acha que só você pode comandar esse jogo? Hoje não, caro Soobin. — Ele estava pronto para juntar seus lábios ao do outro ômega, mas de repente lembrou-se de algo, soltando uma risadinha como de quem se divertia muito. — Eu posso te beijar?

— Você deve.

 

With the lights out its less dangerous

Here we are now entertain us

I feel stupid, and contagious...

 

Os dois ômegas agarravam-se tão freneticamente, era como se precisassem um do outro para viver, como se fossem o oxigênio um do outro, e quando este faltava, os beijos eram guiados para outros lugares. E a saia daquele vestido de Jisung enlouquecia Soobin, enquanto aquela capa de Soobin deixava Jisung nas nuvens, querendo arrancá-la e fazer loucuras com o ômega ali mesmo, naquela cozinha.

— Você hoje será meu, Soobin.

 

(...)

 

11:11 PM.

 

O único que ainda dançava era Sanha, ele parecia ter um tipo de bateria infinita, nunca acabava ou se cansava. Os outros estavam miseravelmente jogados nos sofás, ainda se recuperando das danças, das bebidas, dos doces e das pegações.

— Eu ainda me vingarei por essa fantasia... — MinHo disse ao namorado, que estava mais pra que pra .

— Se vingue me beijando.

— Farei melhor que isso.

O alfa ajeitou-se melhor no sofá e trouxe o ômega para deitar em seu peito, o admirando enquanto já quase dormia, sua fantasia estava toda amassada e seus lábios inchados de tantos beijos. Seu pescocinho então...

Uma das pernas estava caída e ele inconscientemente agarrava-se mais e mais ao seu alfa, MinHo quase o mordeu, só não o fez pois sabia que Seungmin odiaria. Bomin, sentadinho no sofá do outro lado da sala, observava tudo um pouco assustado. Talvez fosse o único a sobreviver intacto a toda aquela loucura que foi a noite das bruxas.

— Doces ou travessuras? — Seungmin murmurou sonolento.

O alfa olhou ao redor, notando a bagunça que aquela sala tão familiar se encontrava, tudo completamente de cabeça para baixo, um Sanha quase seminu dançando sobre a mesinha de centro e um ponche que havia sido batizado. Não lhe restava dúvidas.

— Travessuras.


Notas Finais


🤫



até breve!


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