História Razão VS Sensibilidade - Capítulo 1


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Barão de Ouro Verde, Camilo Sampaio Bittencourt, Ema Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurélio Cavalcante, Aurieta, Julieta Bittencourt, Love, Novela, Orgulho, Paixão, Romance
Visualizações 615
Palavras 1.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpem qualquer erro. Espero que gostem e boa leitura! :)

Capítulo 1 - Introdução


Fanfic / Fanfiction Razão VS Sensibilidade - Capítulo 1 - Introdução

Aurélio ouviu um barulho suave que vinha de sua janela. Era o canto de um pássaro. Abriu os olhos devagar e sentiu seu corpo esticar-se de um sono pesado. Respirou fundo e saiu de debaixo das cobertas, indo em direção ao som. Afastou as cortinas e lá estava o responsável por lhe acordar. Era grande, tinha penas marrons e o peito amarelinho. Piava fazendo algumas pausas de vez em quando.

Ao longe, o Sol nascia, formando tons de vermelho e laranja no céu, como em uma pintura. Os jardins do casarão estavam iluminados por essa cor, o que ressaltava as flores que brotavam nos arbustos. Juntamente com o Sol, nascia o primeiro dia de primavera.

Suspirou lentamente e sorriu. Aquele parecia ser um dia agradável. Entretanto, mal sabia o que ainda estava por vir.

...

- Bom dia a todos! – Ema desceu alguns minutos após Aurélio e o Barão de Ouro Verde iniciarem o café da manhã. – Está um lindo dia! Simplesmente lindo! – exclamou, se aproximando do avô e dando-lhe um beijo na testa.

- Concordo, minha filha. Lá fora parece estar prazeroso. – disse Aurélio, sorrindo para a menina que depositava um beijo em sua bochecha e logo se unia aos dois para comer.

- Quais os seus planos para hoje, papai? – a delicada garota perguntou, se servindo de torradas.

Aurélio suspirou e refletiu um pouco antes de responder:

- Pretendo ver como estão nossos cavalos e cavalgar pela manhã. Seria um desperdício não aproveitar esse lindo dia.

Ema franziu a testa:

- Mas vai aproveitá-la sozinho, papai?

- Não se eu tiver a sua companhia, minha filha.

O homem sorriu para a menina que beirava os vinte anos. Ela era seu tesouro mais precioso, bem mais importante que qualquer trabalho, casarão ou dinheiro. Olhando-a naquele instante, pôde perceber que seus traços delicados se assemelhavam muito aos de sua mãe já falecida, excetuando-se o modo como seus lábios se curvavam quando estava feliz e a bondade no olhar, que eram herança dele.

Quando Ema retribuiu com o mesmo largo sorriso, Aurélio sentiu pulsar por suas veias o amor que tinha por ela. Seu coração se acelerou e teve certeza: faria tudo por sua filha.

- Mas que história é essa de mulher cavalgar? – o Barão exclamou, gesticulando as mãos. – Minha neta não pode fazer coisas de homem!

Aurélio direcionou seu olhar ao pai:

- Não vejo nenhum problema em Ema me acompanhar, papai. Devido à manhã, acho que seria um passeio muito bom de se fazer. – e, voltando seus olhos para a menina, acrescentou: - Se você quiser, é claro.

- Eu não só quero como vou, papai! – a pequena baronesa afirmou antes de morder um pedaço de torta.

- Então está decidido! – Aurélio exclamou.

Já o Barão, olhou para os dois com os olhos arregalados:

- Mas essa família é de loucos! Onde já se viu...

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O Sol tentava penetrar pelas janelas dos quartos do casarão em São Paulo para acordar seus habitantes. Sem sucesso, todos ainda estavam dormindo. Exceto a anfitriã, que terminava de se vestir um vestido preto de mangas longas que cobria inclusive parte de seu pescoço. Era uma peça bonita, mas dispensou olhar-se no espelho. Não precisava ver seu reflexo, sabia como estava: uma mulher onipotente, que, de cabelos presos em um coque, afirmava autoridade por onde passava. É, pensando bem, não era questão de precisar ou não se ver, mas de querer.

De repente, seu corpo se arrepiou por um instante e a mulher percebeu que prendia a respiração. Sentou-se na ponta da cama já arrumada para recuperar o fôlego e sentiu uma fraqueza tombar sua cabeça levemente para trás. Lágrimas ameaçaram sair, mas Julieta Bittencourt não iniciaria a primavera com choro. Levantou-se num impulso mais rápido que o necessário e saiu pela porta, levando consigo a armadura invisível que esconderia suas emoções. A mesma que se vira obrigada a moldar anos atrás. A mesma que utilizava todos os dias na frente de todos.

Ao descer as escadas e entrar na sala de refeições, a anfitriã não encontrou ninguém, apenas Mercedes, a empregada do casarão. Sentou-se na cabeceira da mesa e soltou um suspiro leve. Aquilo era esperado, afinal, a Rainha do Café sempre era a primeira a se levantar.

- Bom dia, Mercedes.

- Bom dia, dona Julieta.

Julieta Bittencourt se serviu de uma xícara de café, dispensando Mercedes, que logo saiu em direção à cozinha. A mulher, então, se viu sozinha, acompanhada apenas do café que aquecia sua manhã.

Inclinou a cabeça para o lado direito e franziu levemente a testa, refletindo sobre as negociações que faria naquele dia. Havia apenas uma reunião com o Senhor e a Senhora Amaral, mas previa que seria desgastante. O homem estava falido e Julieta pretendia comprar suas terras. Assim que Susana, a mulher que lhe prestava favores e serviços, acordasse, a lembraria do evento e a pediria que estivesse presente. Já seu filho não poderia comparecer, porque o mandaria à fazenda no Vale do Café. Já estava na hora de Camilo se instalar na nova propriedade dos Bittencourt.

“Bittencourt”, o sobrenome que lhe trazia desgosto, raiva, ódio. Ganhara de seu falecido marido, Osório. Um canalha. Um medíocre, incompetente. O mínimo que ele merecia era ser humilhado por uma mulher... Esse ser inferior, indigno de consideração que o falecido tanto desprezava. A sorte de Camilo fora não conhecer o tamanho da podridão do pai. Mas tudo isso, Julieta nunca teve coragem de falar em voz alta, mantendo esse sentimento entalado na garganta e os pensamentos para si.

- Bom dia, mãe.

Em um sobressalto, a mulher olhou para a fonte da voz. Camilo sentava-se ao seu lado com um pequeno sorriso nos lábios, fazendo o bigode se erguer.

- Desculpa, não quis assustá-la.

Julieta suspirou fundo e soltou o ar na esperança de se livrar de pensamentos sobre o finado marido. Se voltou para o garoto e respondeu:

- Bom dia, meu filho. Está pronto para inaugurar a fazendo no Vale do Café?

Camilo se serviu de café, bebericou um pouco, escolheu uma torrada e, só depois de mastigar o pedaço mordido, disse à mãe:

- Estou sim. Eu e Darcy já estamos com malas prontas. Prontas e à espera! – gesticulou com o indicador para cima, animado. – Assim que terminarmos o café, partiremos.

Julieta apenas assentiu e tomou mais um gole de café. Mas não foi necessário dar continuidade à conversa, pois Darcy chegava à mesa:

- Bom dia, dona Julieta. Bom dia, Camilo, meu amigo. – o alto homem sentava ao mesmo tempo que falava. – Mesmo já sendo advogado, termos estudado juntos na primeira turma de negócios da Universidade de Paris foi fácil. Difícil será sair de lá e ir morar no Vale do Café.

- Sendo seu calouro, eu concordo com você. – comentou Camilo. – Mas você ter aceitado o convite da minha mãe e da Susana para morar conosco facilitará muito a sua adaptação.

-Vamos trabalhar juntos. – Darcy então olhou para a anfitriã. – Não era prudente eu dizer não a uma ordem de Julieta!

A mulher meneou a cabeça, em sentido de aprovação:

- Trabalharemos juntos e tenho certeza de que essa sociedade será triunfante.

Então, Camilo levantou a xícara, brindando:

- Ao nosso cafezal e à ferrovia de Darcy!

O amigo o acompanhou:

- Aos nossos negócios e a nossa parceria!

O tilintar das três xícaras se encontrando reverberou pelo cômodo, trazendo um ar mais leve ao casarão.


Notas Finais


Obrigada por chegar até o final. Até o próximo capítulo!


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