História Razão VS Sensibilidade - Capítulo 2


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Barão de Ouro Verde, Camilo Sampaio Bittencourt, Ema Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurélio Cavalcante, Aurieta, Julieta Bittencourt, Love, Novela, Orgulho, Paixão, Romance
Visualizações 196
Palavras 1.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Por enquanto ainda não tem aurieta, então peço um pouquinho de paciência. Boa leitura :)

Capítulo 2 - A negociação Serra Verde


Fanfic / Fanfiction Razão VS Sensibilidade - Capítulo 2 - A negociação Serra Verde

- Dúvidas agora, Senhor Amaral? – dizia Susana, incrédula. – O senhor já está com o cheque na mão!

O homem era parrudo e calvo. Seu semblante carregava tristeza e fracasso, combinado a uma testa franzida e boca curvada, parecendo estar ofendido o tempo todo. E devia estar.

- Ou vai querer desistir de tudo e voltar para suas terras falidas e abandonadas? – Susana continuou. – Fique à vontade. – e, indicando a direção da porta, completou: - A porta é serventia da casa.

Julieta interveio:

- Calma, Susana. É normal a tristeza nesse momento em que o Senhor e a Senhora Amaral estão vendendo seu patrimônio.

- Era o sonho de uma vida, dona Julieta. – lamentou o homem.

Julieta abaixou seu tom de voz e, observando atentamente o casal, se dirigiu especialmente ao homem:

- Sinto muito. Mas o senhor sabe que é a coisa certa a fazer, não sabe? – e, respirando fundo, continuou: - Não é melhor, então, se desfazer desse sonho que deu errado do que deixar um pesadelo de dívidas para seus descendentes?

A esposa do homem que segurava a caneta já tinha os cabelos brancos e usava dentadura. Seu nariz era longo, o que contrastava com seu rosto redondo e simpático. Apesar da simpatia, ela naquele momento mostrava-se desolada:

- Foi tudo construído com o nosso suor. Já a senhora recebeu tudo de mãos beijadas quando seu marido morreu. – sua voz ecoou tristonha pelo escritório. – Assim é fácil falar.

A Rainha do Café fechou o rosto. Sua expressão agora era feroz. Entretanto, conteve seu tom de voz:

- Pelo jeito, vocês mudaram de ideia.

O casal encarou a mulher com cautela.

- Boa sorte quando sua fazenda for a leilão para pagar suas dívidas. – Julieta cravava cada palavra nos Amaral, de forma venenosa. – Eu estarei na primeira fila. E vou comprar muito mais barato.

Em um rápido movimento, a Rainha do Café se esticou para pegar o contrato, mas o senhor a impediu segurando sua mão. O toque provocou choques elétricos na pele da mulher que não recuou.

- Desculpe minha esposa, dona Julieta. – o homem suplicava agora. – Ela está muito nervosa.

O contato físico com aquele senhor já a sufocava e, por isso, se desvencilhou dele. Como resposta, o senhor Amaral assinou o contrato.

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- Ema, minha filha, vá mais devagar!

Aurélio bateu as pernas no tronco do animal ao qual estava montado para acelerar a velocidade. Dentro de poucos segundos ele alcançou sua filha:

- Puxe a rédea, minha filha! Com delicadeza!

Ao ouvir os comandos do pai, Ema obedeceu e o cavalo diminuiu a velocidade. Aurélio fez o mesmo com seu animal e os dois passaram a cavalgar mais tranquilamente lado a lado.

- Desculpa, papai. Não estou tão acostumada a fazer esse tipo de coisa. – A menina corava de vergonha.

- Que isso, minha filha. Não há motivo para se envergonhar. – Aurélio franzia a testa. – Na vida, nós cometemos erros e aprendemos. Além do que, você é jovem. Há muito que viver ainda.

Ao ouvir essas palavras, o rosto da menina esboçou um leve sorriso.

...

Pai e filha deixaram seus cavalos no estábulo e, ao voltarem para dentro da casa, se depararam com Jorge se despedindo do Barão de Ouro Verde.

- Olá, Jorge. Como vai? – Aurélio o cumprimentou com um apertou de mão.

- Bem, e você? – o advogado retribuiu o gesto. E, meneando a cabeça em direção à moça, saudou-a também. – Ema, como está?

- Estou muito bem, obrigada Jorge.

Ao ver o homem cabisbaixo, Aurélio estranhou e logo perguntou:

- Está tudo bem mesmo?

Jorge hesitou e o Barão foi quem falou:

- Está tudo a mil maravilhas, Aurelinho. Não é mesmo, Jorge?

Dessa vez, não houve hesitação:

- Sim, sim, Aurélio... Nada para se preocupar. – e, colocando seu chapéu, caminhou até a porta. – Bom, preciso ir. Até mais.

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- Quem essa gente pensa que é para ofender Julieta Bittencourt? – Susana andava de um lado para o outro na sala, inconformada. – A primeira e única Rainha do Café!

Julieta estava sentada, observando a aprendiz se descabelar toda.

- Eu me controlei para não pular em cima da jugular daquela megera! – Susana finalmente parou e, olhando para a anfitriã, ergueu os braços e arregalou os olhos em um ato de perplexidade. – E aquele homem pamonha?

A resposta da mulher que usava preto foi curta:

- Ainda bem que não pulou, precisávamos de alguém para assinar aquela escritura.

- Você tem razão, Julieta, sempre tem. – E, sentando-se, Susana completou: - Mas eles abusam da sua generosidade. Só assinaram após a sua ameaça.

A Rainha do Café, com o mesmo semblante fechado de sempre, característica da armadura invisível que usava, comentou com desdém:

- Eles me acham fria e calculista. Mas ainda bem que não tenho fogo nas ventas como você, Susana. – fez uma breve pausa. – Por enquanto é melhor comemorar a conquista dos cafezais de Serra Verde.

Susana franziu a testa e se encolheu um pouco:

- Não acha que deveríamos, ao invés de comemorar Serra Verde, avançarmos os nossos planos de domínio do Vale do Café?

Para a surpresa da aprendiz, Julieta assentiu:

- Por isso formamos uma dupla tão boa. Sua impetuosidade com a minha estratégia estão nos levando longe.

Susana abriu seu sorriso malicioso e metido. No entanto, o gesto durou poucos segundos, pois a Rainha do Café se levantava:

- Quero que você vá imediatamente para o Vale do Café, Susana.

- Agora? – a mulher se espantou, arregalando os olhos. – Mas, Julieta, minha amiga, não acha melhor esperar um pouc...

Foi interrompida pelas palavras arenosas da outra:

- Susana, eu não vou repetir. Quero que você vá imediatamente. – e, com o breve suspiro, explicou: - Camilo precisa de alguém por perto.

- Ah, claro, claro. Mas nosso Camilito está com Darcy e...

- Não teste a minha paciência, Susana. – Julieta já ficava irritada.

- Sim, senhora.

Com o assentimento da aprendiz, a Rainha do Café pôs-se a refletir os seus próximos planos. As negociações do dia haviam sido vitoriosas, apesar de cansativas, mas estava tudo arranjado. As terras que comprara em Serra Verde lhe pertenciam e agora faltaria apenas...

- Susana! – a mulher parou de subir as escadas ao ouvir sua patroa lhe chamar. – Eu irei com você ao Vale do Café.

- Muito bom, minha amiga. Fico feliz com a sua companhia. – e, com um último aceno, terminou de subir os degraus.

Julieta respirou fundo e fechou os olhos. Como queria que seu marido a visse agora. Apenas para sofrer diante de tal humilhação. Os outros não sabiam, mas Osório deixara a esposa e o filho em uma situação alarmante que, apenas com os negócios realizados pela mulher, fora superada. Canalha. Devia estar no fundo do inferno, o lugar que ele merecia. Bem fundo... E, se ela tivesse sorte, assistindo ao seu triunfo como Rainha do Café.

Abriu os olhos e subiu para fazer as malas. Não havia mais nada que a prendia em São Paulo e, portanto, era hora de ir finalmente conhecer o Vale do Café e conquistar mais vitórias. Porque ela não pararia até conseguir os sucessos que planejava.

_#_

Aurélio estava tomando o chá da tarde com Ema, quando alguém bateu à porta.

- Quem será? – a menina perguntou, com curiosidade.

Os dois se levantaram e se dirigiram à sala enquanto a empregada convidava a visita a entrar. 


Notas Finais


Quem será que está visitando os Cavalcante? Prometo postar amanhã mais um capítulo :)


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