História Razões para Ficar - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Califórnia, Colegial, Internato, Naruhina, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 360
Palavras 5.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Esporte, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha só quem resolveu aparecer! Hah
Notaram algo diferente? Olhem aaa capaaa maravilhosíssima que eu fiz! Hah, que orgulho de mim, não? Pena que mal aparece, já q o Spirit corta ela todinha, mas ela tá inteiríssima no Prólogo.
Capítulo novo! E dessa vez, em dia!
Não tenho muito o que falar... Então não vou prolongar isso aqui.
A opinião dos meus leitores é importantíssimaaa, então comentem, favoritem, deem sugestões, porque eu adoro! Inclusive pensei em fazer seriamente o que uma leitora aconselhou...
Boa leitura e espero que gostem szsz
Até o próximo ^^

Capítulo 5 - Contra-ataque



Sem ideia para frase.

–Você de novo?

Essas foram as palavras que escutei inúmeras vezes do Diretor Kakashi, que não parecia muito feliz com minha visita à sala dele novamente.

Infelizmente as coisas não correram exatamente como o esperado. Eu nem mesmo levei uma advertência ou coisa do tipo. Se bem que, aquele gracejo de mais cedo, na sala do Iruka, foi brincadeira de criança...

O queridíssimo Naruto tinha me acordado bem cedo nessa manhã, alegando que era hora de colocarmos nosso plano em ação. Então sem hesitações, eu resolvi concordar de uma vez com o loiro, que me levou para a sala do Professor Iruka e logo começamos a organizar tudo, para quando o sinal do primeiro horário tocasse, dando início a aula de Filosofia.

Levamos um tempo para deixar tudo pronto e eu até presenciei uma briga do Sasuke com o Naruto enquanto armávamos tudo! Aqueles dois não podem ficar muito tempo juntos, não. E isso é porque são melhores amigos, eu hein.

Sasuke nos seguiu até a sala do Iruka, com a desculpa de que não conseguia dormir sem o cheiro de fracasso do Naruto por perto. Cara, como é que esses dois se aguentam? Digo, eles dividem o mesmo dormitório com mais um garoto, devem tentar se matar todos santíssimos dias!

Me lembro da reação do Professor Iruka, quando o Naruto contou que eu era a culpada de toda a sua desgraça. Se bem que, acho que ele exagerou no termo. Poxa, não tinha sido nada demais.

Digo, foi tudo ideia do Naruto e... Sabotar a cadeira do professor, sério isso? Tá, tá. Ele caiu, foi engraçado e todos riram, inclusive eu. Mas não foi nada sério. Também grafitamos uma de suas esculturas de filósofos e eu fiz questão de assinar meu nome atrás. Mas isso também foi mamão com açúcar.

Agora, o que eu acho que a coisa mais imbecil que fizemos – e ressalto aqui que a ideia estúpida foi do Naruto – foi colocarmos pó de giz e pérolas de isopor nas pás da hélice do ventilador do teto. Moral da história? A sala começou a “nevar” com as bolinhas de isopor, e nós começamos a cantar Jingle Bells.

“Olha só, professor, está nevando! Mudanças climáticas repentinas, né?”

Porra. Foi patético, tô sabendo. Mas se querem zombar alguém pelo fracasso total, zombem o idiota do Naruto! Sabe... Aquele cara é um verdadeiro cabeça oca! Onde diabos eu estava com a cabeça para dar ouvidos àquelas ideias malucas?

Eu comecei a ficar nervosa mesmo quando o Iruka começou a gritar, e cara... Acho que aquele professor tem algum tipo de desequilíbrio, se quer saber a minha opinião. O Naruto tinha me dito que o professor não era uma pessoa muito paciente, não. E tudo, graças a ele, que vinha importunando o dito cujo desde o ano passado. E eu ri muito das palavras do loiro sobre suas aventuras nesse colégio:

“Sabe, Sakura. Eu sou um veterano, e eu já vivi muitas situações nesse colégio. Uma coisa eu te digo, ninguém conhece o Iruka como eu! Se quer irritar um professor, cante parabéns para ele todos os dias quando entrar na sala, eles ficam malucos! Tô certo”.

“Nas aulas do vovô Jiraiya, dávamos as mãos e rezávamos o Pai Nosso, ele explodia de tanta raiva!”

Sorri involuntariamente ao lembrar dele me contando suas histórias. É uma figura. Balancei a cabeça e me livrei de meus devaneios.

Saí da sala do diretor e ao invés de ir para a sala, subi às escadas para o dormitório. Entrei em meu quarto e me joguei na cama da Hina, que era a mais confortável dali. Se a bonitinha da Hyuuga descobre, ela come meu fígado!

Qual é? Ontem os meninos estiveram aqui e atrapalharam meu sono... Dormi super tarde e o idiota do Naruto me acordou cedíssimo! Eu mereço um descanso digno, não?

Se aquele diretor pensa que vou voltar para sala e ser uma boa aluna, ele está muito enganado! Eu vou é dormir.

Olhei o horário no meu celular e vi que já eram nove horas. Provavelmente estaríamos tendo aula de Biologia, e eu agradeço a Deus com as mãos para o alto, por não estar presenciando isso.

Agarrei um travesseiro e fechei os olhos, pensando se realmente valia a pena continuar com essa ideia de sair desse lugar.

[...]

Acordei num pulo. Puta merda. Que horas são?

Me levantei da cama e vi que eram 11h30. Céus, eu dormi por mais de duas horas.

Fui em direção ao banheiro e bati o dedinho do pé na quina da cama. Resmunguei alguma coisa e continuei choramingando pelo quarto. Era uma vez um dedinho.

Calcei um sapato qualquer e ajeitei meu uniforme, que estava todo amarrotado. Me olhei no espelho e saí, afinal era hora do almoço, não?

Passei pela sala principal e cumprimentei a turma da Tenten, enquanto ia até o refeitório. Por sorte ninguém desconhecido. Eram só aquelas mesmas pessoas, a Tenten , o Neji, Shikamaru e aquele Kiba.

Cacete, eu não posso ficar andando sozinha por esse colégio. Onde diabos estão as meninas nessas horas?

Em uma fração de segundos, avistei a Hina e a Ino, sentadas numa mesa, com ninguém menos que o Naruto e o Sasuke, e um outro garoto não muito importante.

Mas o que?

Desde quando eles se falam? Não, não... Desde quando andam juntos sem mim?

Pisei fundo até chegar à mesa. Eles me olharam de relance e o Naruto logo se manifestou:

–Sakura!

–Testuda! Por onde esteve? Depois daquela loucura eu até pensei que... –Ino disse, antes de ser interrompida pela voz rouca do Sasuke.

–Como foi com o Kakashi? –ele perguntou não muito interessado.

Respirei fundo e me sentei à mesa, de frente para o Naruto.

–Eu sou mesmo patética. –resmunguei baixinho. –É claro que não deu certo.

Naruto franziu o cenho e uma gota escorreu por sua cabeça. –Como assim não deu certo, Sakura? Foi uma jogada de...

–Não, Naruto. Sakura tá certa. Foi patético. –Sasuke se interviu.

Fiz beicinho feito uma criança e me debrucei sobre a mesa. Senti uma mão passear pelo meu cabelo e logo me levantei, vendo a Hina sorrir para mim.

Ela inclinou a cabeça para a direita e exibiu um sorrisinho de lado: –Eu disse que não era uma boa ideia.

–Sinceramente, Hina... Até eu estou começando a pensar nisso.

–O que, hein? –Naruto berrou, estreitando os olhos.

–Sabe... Eu acho que não vai ter jeito mesmo. –eu disse um tanto cabisbaixa e desanimada. E mesmo com as vozes e risadas típicas de um refeitório, um silêncio incômodo se instalou ali.

–Humpf. –Sasuke resmungou, dando fim ao clima de silêncio naquela mesa.

Naruto voltou a “gritar” e chamar pelo meu nome inúmeras vezes e eu não dei muita importância.

–Que droga é essa? –ele começou o discurso inspirador, sobre ter um sonho. –Em um dia você inventa essa ideia e no outro quando as coisas não dão certo, você desiste? Coloque sua cabeça no lugar, Sakura. Vai desistir porque não conseguiu na primeira vez? –ele perguntou gesticulando umas coisas estranhas com as mãos. Parecia um verdadeiro discurso motivacional de um cidadão revolucionário. –Eu pensei que fosse mais persistente! É assim que você luta pelos seus sonhos, hein? E se Jack Robson desistisse? E se George Washington desistisse? E se Martin Luther King desist...

–Porra Naruto, já entendi! Chega!

Bati as mãos contra a mesa e cerrei os olhos para o loiro. Mas no fundo, eu sabia que ele tinha razão. Dei um sorrisinho de lado para aliviar a tensão e respirei fundo.

–E eu pensando que era corajosa. –Sasuke soprou e eu cerrei os punhos. –Não passa de uma...

–Nem ouse em terminar, Sasuke. –eu avisei. Molhei os lábios e encarei o meliante fixamente. –Não sou o que pensam de mim... –afirmei. –E não vou desistir, não tenho razões para isso. Naruto, obrigada por abrir os meus olhos... –olhei de relance para o loiro, sorrindo confiante.

Ino e Naruto comemoraram entre si e Sasuke soltou um riso abafado: –Era isso que eu estava esperando. –sorriu aprovando minha decisão.

Ficamos em silêncio quando alguém inesperado se manifestou. –Do que diabos estão falando? –o garoto esquisito nos interrompeu, e só então eu lembrei de que ele estava ali o tempo todo sentado conosco. Droga.

Fomos obrigados a contar a ele sobre a Operação, o que eu não gostei muito, não. Esse branquelo não parece muito confiável. A Ino, por outro lado, adorou incluir o rapaz no nosso plano. Bom, pena para ela. Esse tal de Sai está oficialmente incluído na Operação Escape e, segundo a regra 5 e 6, ela não poderia “viver um romance” com o bonitão, como diria ela. Sinto muito, vadia!

Pouco depois de almoçarmos, levei minha bandeja até o balcão, e assim que estava voltando para a mesa ouvi cochichos por trás de mim. –É, foi ela mesma a culpada. Soube que ela...

Me virei curiosa e vi umas três garotas, incluindo a baranga que agarrou o Sasuke aquele dia. Elas estavam me encarando de um jeito... Porra, não gostei.

Molhei os lábios e exibi um olhar intimidador. –Querem um autógrafo?

Sorri. As três pareciam incrédulas com minha audácia. Mas fala sério. Desde quando, eu, Sakura Haruno, sou intimidada por aí?

Se bem que... Convenhamos, eu sou uma lady. Não me sujeito a brigas e...

A garota ruiva me lançou um olhar mortal e eu fiz que não me importei com sua expressão.

–Não será preciso. –ela respondeu se aproximando. –A mais nova celebridade do colégio não é tão impressionante como correm os boatos, afinal.

Não respondi. Estava ocupada reconsiderando a ideia dos meninos de sair na porrada com alguém para ser expulsa daqui. Ah, essa ruiva falsificada acaba de se meter no maior embaraço!

–Celebridade? Obrigada, vou levar isso como um elogio... –eu disse convicta. Ajeitei o cabelo no ombro e continuei com o sarcasmo: –Quem sabe não serei tão impressionante quando acabar com esse sorrisinho cínico no seu rosto...

A outra amiga dela me encarou e pareceu se ofender. –Você não sabe mesmo quem somos, não é? –ela se interviu.

–Ah, eu dispenso as apresentações. –ironizei. –Não me interessa saber quem são. –respondi com desdém.

–Como é?

–Tanto faz. Temos pendências a serem resolvidas. –a garota ruiva retomou.

–Temos?

–Humpf. –resmungou. –Talvez não saiba que sua brincadeirinha estúpida na aula do Professor Iruka tenha causado problemas.

Problemas? Mas que problemas? O único problema que eu queria causar era irritar o Iruka o suficiente, a ponto de ele convencer o Kakashi a me expulsar daqui, mas devido a minha inutilidade, nem isso eu consegui...

Franzi o cenho. Do que diabos essa garota tá falando?

–O que?

A outra amiga suspirou e se interviu. –Ela é alérgica a pó de giz, sua desorientada.

Ri. Ri mesmo. Eu sou debochada, não me aguentei, não.

Hah, olha que legal. Quem diria que aquela baguncinha na sala do Iruka fosse capaz de provocar alguém, no fim das contas. Olha, tô orgulhosa de você Narutinho! Foi uma ideia bem criativa, pensando bem!

Elas me fuzilaram com os olhos enquanto eu ria e logo me normalizei.

–Sério? É bom saber que minhas “brincadeirinhas estúpidas” serviram de algo.

Ela soltou um riso incrédulo no segundo em que usei suas próprias palavras contra ela mesma. Zombou da “brincadeirinha estúpida” e acabou sendo punida, baranga. Alergia a pó de giz, hum? O secretário de Jesus está sendo bem criativo com os castigos.

Senti arrepios ao ser encarada daquele jeito por aquelas três garotas.

Qual é! É o calor do momento. Muita emoção! Olha que eu nunca me envolvi numa briga sequer.

Pela cara daquela garota... Eu senti que ela viria para cima de mim a qualquer momento, mas me surpreendi ao ver um ponto preto colocar-se entre nós.

Sasuke.

–S-S-S-Sasuke! –ela gaguejou, enquanto ele permanecia de costas pra mim.

–Saí da frente, idiota! –eu o empurrei, mas ele não saiu do lugar, não. Por que eu tenho que ser tão fraca?

–Tayuya. –ele a chamou. Mesmo sem ver seu rosto, foi impossível não notar seu tom sério. –Chega.

–S-Sasuke! Não foi minha culpa, ela, ela...

–Não me interessa. Deixe Sakura em paz.

–M-Mas Sasuke... Por que está defendendo ela? Eu pensei que nós dois...

É, Sasuke! Por que está me defendendo? Eu mesma não entendi. Desde quando preciso de toda essa proteção?

–Não importa. Apenas não a incomode. –Sasuke disse. Confesso que até eu fiquei surpresa, e um pouco irritada também. Poxa, ele atrapalhou minha briga! Quem sabe a essas horas eu já não estaria sendo expulsa daqui...

Ah, cacete! Se eu tivesse ido para cima daquela baranga antes.

Ele se virou para mim e me lançou um olhar intimidador, – que me fez engolir em seco – desaprovando minha atitude. Arrepiei!

Íamos sair dali, mas antes, aquela garota, Tayuya, novamente se manifestou: –Tudo bem então. –concordou um tanto sarcástica. –Foi um prazer te conhecer, Sakura Haruno. –pronunciou meu nome com certo desdém e desgosto que só eu pude entender. Eu ia pegar leve com ela, mas agora mudei de ideia...

–Nenhum prazer em te conhecer, mas vai ser um prazer infernizar você. –retruquei sem a olhar nos olhos. Na real, agredir verbalmente aquela baranga não teria a menor graça, prefiro marcá-la como alvo pelo resto dos meus dias aqui, e fazê-la sofrer diariamente com provocações indiretas. “Tayuya”, se prepare, sua vida está prestes a se tornar um verdadeiro inferno! Dei as costas e um aceno por trás: –E, a propósito, aproveite a alergia.

Sorri vitoriosa. É, acho que sou boa em provocar as pessoas. E olha que essa nem era a minha intenção, mas agora... Ao menos achei um passatempo divertido até dar um jeito de cair fora desse lugar.

Andamos em direção à saída e, quando finalmente saímos de sua vista, eu me lembrei do que o Uchiha tinha feito.

–Que porra foi aquela? –eu perguntei cruzando os braços e lhe lançando um olhar frustrado. Fiz minha melhor cara de criança birrenta.

Ele se virou para mim, incrédulo com minha pergunta. –Qual a droga do seu problema? Eu salvei sua pele! –Sasuke retrucou estressado.

Cacete, é realmente muito fácil deixar esse cara irritado.

–“Salvar”? Esse é o seu conceito de “salvar”, Sasuke? Foi você quem disse para eu arrumar confusão, seu acéfalo!

–Porra. Eu disse para arrumar confusão com alguém mais otária que você. –ele me corrigiu e eu cerrei os punhos.

Obrigada, Sasuke. Obrigada, mesmo. Generosidade da sua parte, ressaltar o quão otária eu sou. Valeu!

–Humpf. Eu nem tinha a intenção de arrumar uma briga. Ela que começou a me importunar por eu ter feito aquela brincadeirinha de mais cedo. Parece que a donzela é alérgica a pó de giz ou coisa do tipo...

–Não mexa com ela, Sakura. –ele avisou sem me olhar nos olhos. –Tayuya é uma garota insana, ela acabaria com você.

Hum, sério? Obrigada pelo conselho, profeta. Como se eu não pudesse acabar com ela antes...

–E para piorar, você resolveu dar uma de defensor público. Abaixou minha moral quando fez aquilo! Eu podia dar conta. –resmunguei gesticulando.

–Demonstre um pouco mais de gratidão, sua irritante.

Saímos do corredor e nos encontramos com os outros na sala principal. E não é que o Sasuke fez questão de contar tudo sobre a suposta “briga” para eles? Cretino fofoqueiro! Esse é pior que a Ino!

–Ah! Não liga para ele, não, Sakura! Sasuke é um desgraçado mesmo! –Naruto comentou.

–Desgraçados seríamos nós, se não víssemos a briga! –Ino completou entusiasmada.

–É, o Sasuke é um idiota impulsivo. –eu concordei rindo, enquanto o Uchiha pareceu não gostar muito, não. –Mas não foi dessa vez.

–Que chato.

–Uma pena mesmo. Eu realmente iria gostar de ver a ficante do Sasuke, metida em uma briga contra a amiga dele! Não é? Seria tipo uma cena de um filme de ação! –Naruto falou e eu só consegui pensar na palavra “ficante”.

Permaneci imóvel e apenas observei a conversa fluir ali, e o Sasuke olhar para o Naruto com um olhar de desaprovação, como se não tivesse gostado nem um pouco do comentário esclarecedor do loiro.

Por que caralhos do inferno ele não me disse que aquela garota era ficante dele? Eu tinha o direito de saber desse pequeno detalhe... Tipo assim, eu quase saí na mão com ela.

Então foi por essa razão que aquela safada agarrou ele no primeiro dia de aula... Eu lembro muito bem. Eu vi tudo de camarote! Sasuke estava sentado, até aquela ruiva aparecer e abraçar ele por trás. Então era por isso também que ele se colocou entre nós duas... O desgraçado não queria que eu fizesse algo com sua preciosa pretendente. Esse Uchiha me paga, se paga!

O sinal bateu. Choraminguei ao lembrar que teríamos duas fodidas aulas de Educação Física, com aquela desumana da Professora Anko. Fala sério, as aulas dela são de quebrar qualquer um.

Eu, a Hinata e a Ino nos separamos dos meninos, assim que entramos no vestiário feminino. Sabe, não dá para fazer educação física de saia, né?

Entramos logo e aproveitamos que não tinha muita gente ali para nos trocarmos. A Hina morre de vergonha de trocar de roupa na frente de outras garotas, que não sejam eu e a Ino. Dá pra entender essa Hinata?

Vesti uma regata branca qualquer e coloquei a calça legging, com uma listra vermelha nos lados e o símbolo do colégio estampado na coxa direita. Calcei um tênis esportivo que combinava e prendi o cabelo em um rabo de cavalo desajeitado.

Olhei para as meninas, que não pareciam estar prontas. Cacete, é tão difícil assim vestir uma roupa?

Suspirei e me manifestei um tanto impaciente: –Tá difícil aí?

–Já estou terminando. –Hina disse, enquanto calçava um tênis azul.

Ino me olhou como se eu fosse louca. –Hah, hoje a aula é mista. Garotas e garotos, não se lembra do que a Anko disse? Não vou sair daqui de qualquer jeito.

Droga. Aula mista? Com os garotos...?

Se bem que, não devia ser tão ruim assim, né... Digo, é só uma aula de educação física junto com os garotos... Que mal poderia acontecer?

[...]

–EU VOU TE MATAR, SASUKE!

Gritei. Gritei mesmo. Bem alto. Senti o olhar de todos em mim. E em seguida, todos riram daquela situação constrangedora.

Maldita seja essa aula de educação física! Maldito seja Sasuke Uchiha!

O que aconteceu? Bom, não é novidade para ninguém que nosso queridíssimo amigo Sasuke é um jovem problemático, que no mínimo não teve a atenção dos pais, ou simplesmente não fez muitos amigos na infância, ou até mesmo não tenha nada grande e surpreendente debaixo das calças. Porque essas são as únicas explicações que se passam na minha cabeça por ele ser um completo idiota!

Agora, se me permitem, irei narrar minha trágica aula de educação física, acompanhada da ilustríssima presença do abençoado Sasuke na minha vida.

A professora Anko reuniu todos nós no centro da quadra aberta, explicando que no começo da aula, faríamos alguns exercícios de alongamento e logo, ela deixaria a aula livre. A desgraçada nos fez ficar mais de meia hora nos exercitando, fazendo flexões, abdominais e dando voltas na quadra, e a cada minuto da aula, eu desejava que a bruxa tivesse uma morte bem lenta e dolorosa. A Ino, então... Sem comentários. A loira amaldiçoou a professora para o resto da vida dela.

Graças a alguma divindade presente naquele colégio caótico, ela nos liberou. E os meninos tiveram a brilhante ideia de jogar futebol, e nós, sendo as preguiçosas que somos, apenas descansamos daqueles sofridos 30 minutos, recuperando nossas forças que havíamos deixado por algum lugar daquela quadra, e que nunca mais iríamos recuperar.

Caralho, eu sou muito sedentária.

A Ino e a Hina foram beber água, e eu fiquei sozinha. Aproveitei para subir na arquibancada e assistir o jogo dos meninos.

Subi uns cinco degraus e me sentei em uma das cadeiras. Desci o olhar para o meu corpo e notei que eu estava suada feito um cachorro. A minha blusa, que na vida já foi branca, agora estava quase que transparente, deixando meu sutiã nítido. Porra. Dá pra piorar?

Observei atentamente os meninos jogando. Por incrível que pareça, isso não é um clichê. Naruto não é desejado pelas garotas da classe e Sasuke não é o capitão do time de futebol, pelo contrário, ambos são garotos comuns do ensino médio, que por sinal não são tão populares quanto eu pensava que fossem - devido a sua capacidade repentina de se meterem em encrencas -.

Neji corria com a bola, e tentava passar para o Shikamaru, que parecia não estar naquele jogo. Porra, cara, acorda para a vida e corre. Que preguiçoso.

Sasuke marcava o Jesus Jovem, vulgo Neji Hyuuga, e logo pegou a bola, passando para o Naruto, que conseguiu chutar em direção ao goleiro, um tanto gordinho, e acabou marcando um gol.

–Isso aí Naruto! Foi demais! –me levantei da cadeira e gritei da arquibancada, fazendo alguns meninos do time olhar para mim. O loiro logo olhou de relance e sorriu contente, ao me ver comemorar. Fez um sinal de mão positivo e eu tive a leve impressão de ver o Sasuke um tanto enciumado, ainda que os dois fossem do mesmo time.

Interessante.

Me sentei novamente e senti a presença de alguém do meu lado. –Poxa, que empolgação. Se eu tivesse alguém tão animada assim torcendo por mim, eu marcaria gol o tempo todo.

Virei meu rosto vagarosamente e meus olhos foram ao encontro de um loiro perversão. Olhei atentamente o bonitão de cima a baixo e só então me dei conta de que eu tinha ignorado ele.

–A-Ah... Hah, isso... –eu me atrapalhei gesticulando um pouco com as mãos. –N-Não foi nada. Eu só...

–Agiu feito uma torcedora fanática? –ele supôs e eu comecei a rir. Ri mesmo, mas foi de nervoso. Ele sorriu ao me ver sem graça e só então eu percebi o quão lindo era aquele loirão. Esperou por alguma resposta minha, mas quando viu que não ia rolar, logo quebrou o silêncio constrangedor que havia se formado: –Posso me sentar aqui?

–P-Pode! –eu assenti feito um daqueles bonecos clássicos que balançam a cabeça repetitivamente. –O lugar é todo seu. –disse baixinho.

O lugar do meu coração também está desocupado, só um aviso.

–Certo. –ele riu se sentando ao meu lado. Olhou de relance para a quadra e eu fiz o mesmo, notando que os garotos ainda estavam jogando. –Vai me dizer seu nome?

É uma cortesia muito comum dizer o próprio nome antes de perguntar o da outra pessoa, sabia?

 –Eu me chamo Sakura. –falei rindo. Cara, eu estava muito envergonhada. A última vez que conversei com um bonitão assim, o arco-íris ainda era em preto e branco! –Sakura Haruno.

–Hum. Belo nome. É para fazer jus aos seus cabelos róseos, eu suponho. –o loiro disse e eu sorri encantada. Porra. Finalmente alguém percebeu isso. –É uma cor incomum, mas cai bem em você. –ele riu levando sua mão a cabeça em um gesto inibido e eu agradeci desajeitada. –Meu nome é Deidara.

Anota aí, coração. Vê se não esquece o nome do nosso futuro marido!

A partir daí ficamos jogando conversa fora. Confesso que ficar 24 horas em um colégio, nos traz muitos assuntos e coisas para contar. Conversamos por uns dez minutos, até que eu senti o loirão avançar o sinal vermelho.

Lembro de estarmos falando sobre decepções, e ele começou a falar umas coisas estranhas sobre a última namorada dele, o que eu achei meio incômodo para ser dito a uma pessoa que ele acaba de conhecer, mas o clima logo esquentou, quando ele começou a fazer perguntas sobre a minha vida amorosa.

Durante a nossa conversa, eu continuava observando o jogo dos meninos, até finalmente Sasuke me notar na arquibancada, dessa vez acompanhada com um loiro delícia, que ele pareceu não gostar muito, não. Fez uma expressão um tanto surpresa e irritada demais, ao me ver conversando com o tal do Deidara.

Sorri vitoriosa com sua inquietação, já que, a cada minuto ele olhava para nós dois – tanto que até os garotos do seu time resmungavam com ele por não estar prestando atenção no jogo – e notava o quanto ficávamos mais próximos um do outro.

Quando Deidara finalmente se aproximou mais de mim, olhei de relance para a quadra e vi Sasuke tirar sua camisa em um gesto brusco. Arremessou a coitada para longe e foi impossível não ver as outras garotas babarem por seu peitoral extremamente definido e musculoso. Mesmo eu estando um pouco longe, senti certa queimação dentro de mim. Desgraçado.

Deidara se aproximou do meu rosto e por um segundo, pensei que o bonitão ia me beijar ali mesmo, sem se preocupar se estávamos numa arquibancada com vista total para a quadra.

Eu mordi o lábio inferior com sua aproximação e ele deu um sorriso de lado, passeando vagarosamente com sua mão até meu rosto. Minha pele se contraiu com o seu toque e dentro de mim, uma gritaria festiva era realizada.

ELE VAI ME BEIJAR, PORRA. O LOIRO DELÍCIA VAI ME BEIJAR!

Permiti que sua mão segurasse meu rosto e fechei os olhos levemente, cedendo ao loiro, que de alguma forma, pedia permissão de me beijar. Precisei fechar meus olhos para que ele o fizesse.

Senti um calor se instalar na pequena camada de ar que separava nossas bocas até que quase senti seu lábio selar ao meu.  Mas, como isso não é um clichê americano, é óbvio que não rolou.

Quer dizer, ele ia me beijar, mas fomos atrapalhados por um vulto. Uma coisa grande e pesada, que foi lançada em nós dois, repelindo nossa aproximação com muita força e brutalidade, se quer saber a minha opinião.

Abri os olhos rapidamente e a primeira imagem que eu vi foi Deidara pressionando a mão contra o rosto e eu fiz o mesmo, por conta da dor incômoda que latejava na minha testa. Olhei ao redor das cadeiras e vi o objeto que fora disparado contra nós dois, interrompendo nossa magnífica cena de beijo.

Um bola. Isso mesmo, uma bola de futebol.

Olhei para a quadra com um olhar mortal e vi uns garotos gesticulando para jogarmos a bola de volta, enquanto o Naruto gritava alguma coisa com o Sasuke, que nos encarava com um olhar maligno, estampando um sorriso perverso e vitorioso no rosto. Eu não acredito que ele nos deu uma bolada...

O filho da puta chutou a bola em nós dois!

–Foi mal, Dei. –ele gritou com um olhar não muito convincente, indigno de perdão, eu diria. Deidara finalmente resolveu ouvir os garotos e arremessou a bola para a quadra, devolvendo-a. –Desculpe, Sakura. Atrapalhei alguma coisa? –o Uchiha perguntou sarcástico, com um olhar maldoso. Senti vontade de ir até lá, quebrar a cara do desgraçado - e se, me restar um tempinho, das uns amassos no loirão - mas tentei me controlar.

Respirei fundo e notei o Deidara me olhar um tanto preocupado. Minha respiração de calma passou a ser ofegante e ouvi o loiro perversão perguntando se eu estava bem umas três vezes, mas não respondi. Apenas coloquei para fora aquilo que eu almejava fazer.

–EU VOU TE MATAR, SASUKE. –gritei da arquibancada. Me levantei da cadeira e fiz meu típico olhar mortal de exorcista.

Uns garotos da quadra pareceram ficar assustados e Sasuke manteve seu olhar lindíssimo de puro deboche e sarcasmo. Naruto tentou se esconder atrás do Shikamaru ao me ver gritar daquele jeito e eu tive quase certeza de que Deidara sentiu vontade de correr para bem longe de mim naquele instante.

Hah, todo mundo tem medo da Dark Sakura. Que coisa, não?

Me virei para o loiro  voltando a minha versão calma e amorosa, mas o coitado já estava tremendo feito um daqueles cachorrinhos Pinscher. Eu tentei amenizar a situação, mas vi que não funcionou. Disse que iria encontrar umas amigas e logo saí dali, com a intenção de nunca mais vê-lo nessa vida. Que vexame!

É. Ele nunca mais iria falar comigo. Parece que não foi dessa vez, coração. Pode riscar esse nome, porque pelo visto seu papel como futuro marido acaba de descer pelo ralo por conta do infeliz do Sasuke!

Hoje o queridíssimo tirou o dia para me importunar, com esse seu contra-ataque.

Passei pela quadra e o babaca ainda teve a coragem de acenar para mim, e eu lhe mostrei aquele dedo – que minha mãe diz que não deve ser mostrado – e o lindíssimo deu uma piscadela.

Encontrei com as meninas perto dos vestiários, conversando com a Tenten e uma outra garota.

A princesa Hyuuga teve a generosidade de nos lembrar que ainda teríamos mais uma aula de educação física e eu senti que já estava pronta para me encontrar com os anjos no paraíso... Deus do céu, de novo não.

[...]

Bom... Er... Sabe... Ninguém nunca... Argh!

Porque caralhos do inferno ninguém disse nada sobre termos aula de natação, nessa droga de colégio?

Sabe... Digamos que... Eu e a água não nos damos muito bem. Meio que... Somos rivais de anos, graças à um trauma de infância.

Eu tenho um medo desgraçado de piscina e, não há nada que me faça entrar em uma, desde aquela tarde ensolarada de abril, quando visitei uma exposição aquática com meus pais e tive o azar de cair em uma piscina semi-olímpica, com graciosíssimos 25 metros, funda para um caralho.

É, meu pai pulou junto na hora e, aos meus dez anos de idade, eu já tinha um ilustríssimo trauma para me assombrar e atormentar meus dias.

Foi a primeira e última vez que me sujeitei a entrar numa piscina. E sou a prova viva da farsa da frase popular – que merda não afunda – pois eu afundei, e afundei mesmo. Por essa razão, não sei, e nem quero aprender a nadar.

Suspirei fundo e tentei manter o controle, já me preparando para fazer um drama digno de premiação para a professora, ressaltando a existência do meu queridíssimo trauma de não conseguir entrar em uma piscina, mas a bonitinha nem me deu ouvidos.

A essas horas já estávamos de maiô e eu encarava a bendita piscina, com vontade de sair correndo daquele lugar. Era um local fechado e aquecido, senti certa falta de ar.

Ouvi passos ao redor e encontrei com os dois lindos, que acabaram de dar a graça de sua presença. Naruto e Sasuke, é claro.

Eles estavam de sunga e, confesso que foi meio incômodo vê-los assim.

Naruto se colocou entre eu e o Sasuke , e puxou um assunto descontraído, mas ficamos quietos, enquanto o loiro inconvenientemente tagarelava sem rodeios – ignorando o silêncio e o clima estranho que estava entre eu e o Sasuke – e logo colocou o cérebro para funcionar, percebendo algo errado ali.

–Ah, cara. Que foi agora, hein? –ele gesticulou pensativo. –Vocês dois estão estranhos.

–Pergunte ao seu querido amigo Sasuke, Naruto. –o dito cujo olhou de relance ao ouvir seu nome ser pronunciado por mim.

–Esse imbecil! Que ele fez agora? –ele perguntou, sem se importar com o fato do sujeito da frase estar ao seu lado.

–Parece que nossa amiga Sakura está frustrada, Naruto. –sorriu cínico.

Ah, aquele sonso!

Naruto uniu as sobrancelhas, completamente por fora do assunto e começou as teorias, sobre a possibilidade de eu estar irritada por conta do Sasuke ter chutado a bola em mim – não somente em mim, mas no loiro delícia que estava prestes a me tascar um beijão - ocasionando a meu pequeno surto na arquibancada, presenciado por todos.

O loiro começou a murmurar sozinho, feito um desses drogados que falam com o diabo e eu fuzilei Sasuke com os olhos. Eu juro, se ele continuar com esse sorrisinho cínico, eu, eu vou...

Me aproximei do perigo, vulgo Sasuke, e o medi de cima a baixo, exibindo meu melhor olhar maníaco, de quem vai acabar cometendo insanidades.

–Primeiro você atrapalha minha possível briga, depois meu lance com aquele cara e... Quão desgraçada eu preciso estar para saciar sua vontade ardente de me ver fodida? –rangi os dentes. De fato, ele queria que eu me desgraçasse ao fundo do poço, em minha ruína.

–Hah. Você é engraçada, Haruno, gosto de você.

–Gosta? –cintilei os olhos. –Então me deixa em paz, seu infeliz sádico!

–Não posso fazer isso. –ele alegou, com um sorriso estampado no rosto. Se aproximou de mim e bagunçou os cabelos desalinhados. –Somos parceiros, não? Tenho a obrigação de ser gentil com minha parceira de operação.

–“Gentil”? Está sendo gentil comigo, esse tempo todo, Sasuke? Sério isso? –estreitei os olhos, incrédula com seu sarcasmo –Se isso é ser gentil, Sasuke, enfie essa sua gentileza bem no meio do seu...

Fui cutucada pelo Naruto, que me alertou da proximidade da professora Anko, que logo começou a falar. Opa. Tudo bom prô? Como vai, hah? Esses dois estavam discutindo, falando palavras de baixo calão... Que feio né? Hah, ainda bem que não me submeto a pronunciar um palavrão sequer...

Ficamos em silêncio quando a Anko passou em frente de nós, dizendo que iríamos nos alongar antes de entrarmos na piscina de raia.

Estávamos em frente à parte lateral da piscina, ouvindo as orientações de Anko, mas não prestei muita atenção por conta do palhaço ao meu lado.

Sasuke se aproximou de meu ouvido direito e logo murmurou, a despeito de meu comentário sobre o bonitão estar sendo gentil comigo. –É, querida Sakura, ainda estou pegando leve com você. Prepare-se para quando eu cansar de ser gentil. –ele soprou, com um olhar maldoso.

Limpei a garganta e respirei fundo, já não aguentando mais segurar minha vontade insana de voar em seu pescoço.

Respire fundo, conte até dez... Seja gentil. Respire fundo, conte até dez... Seja gentil... Respire fundo, seja... Uma bruaca indelicada e agressiva.

Não pensei duas vezes. Desferi um soco – mais forte que pude – no ombro do bonitinho, que pareceu ter recebido cócegas.

–Isso é por arruinar minha briga. –aleguei ao socar seu ombro. –Isso é pela sua gracinha na arquibanca. –chutei sua canela e ele começou a dar pulinhos segurando a dita cuja. Sorri vitoriosa. –E isso, é por ser um completo idiota. –eu empurrei Sasuke bruscamente em direção à piscina, fazendo o cair imediatamente.

Anko me olhou como se eu tivesse algum distúrbio mental e as pessoas ali começaram a rir e a ficarem preocupadas pelo fato do Sasuke ter afundado na piscina e, não dar as caras por mais de vinte segundos.

Esperamos inquietamente que seu corpo boiasse ao topo da piscina, mas nenhum sinal.

–Será que bateu as botas? –Ino perguntou preocupada, indo para beira da piscina.

Só então percebi a merda que tinha feito.

Sabe... O Sasuke... Ele é homem... Deve saber nadar, né?

Naruto soltou um riso abafado, como se soubesse de algo que não sabíamos, e eu me aproximei da piscina, me agachando, na tentativa de conseguir algum sinal de vida do Sasuke.

Foi aí que eu errei, e assinei minha própria sentença de morte.

Numa fração de segundos, uma mão molhada emergiu da água, agarrou meu tornozelo e eu senti meu coração disparar. Foi apenas isso, a sensação de ser pega por uma mão, que por sinal, possuía tamanha força e brutalidade.

Sasuke puxou meu tornozelo, ocasionando a uma queda inevitável a aquele lugar no qual fui assombrada por anos. Isso mesmo, a razão do meu trauma veio à tona, e eu caí naquela piscina já profetizando a morte.                           

A minha morte, e a do Sasuke, porque eu iria exterminá-lo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...