História Razões Para Respirar - Capítulo 5


Escrita por: e FahKitsune

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Daniel, Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Once Upon A Time, Swan Queen, Swanmills, Swanqueen Family Love
Visualizações 104
Palavras 3.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meninas. Sim aqui estou com uma atualização depois de milhares anos. Primeiramente peço desculpas pela demora em atualizar, quem acompanha meu perfil sabe que tenho outras fanfics e as vezes não consigo me focar em mais de uma. Mas com ajuda nessa história, tentarei voltar regularmente, peço que não me abandone. Tenha paciência com minha pessoa.

Vamos falar do assunto desse Cap que está na minha opinião pesado porém se faz necessário para o desenrolar da história e um alerta para nós mulheres.

Com os acontecimentos recentes que está sendo mostrado na mídia sobre feminicídio, agressão às mulheres, voltamos a nos debater sobre um assunto sério que é o relacionamento abusivo, então através dele quis mostrar um pouco sobre como a Regina viveu durante anos esse tipo de relacionamento.

O tema central deste capítulo é “Relacionamento abusivo”. Tantas mulheres passam por isto todos os dias umas percebem outras infelizmente não a tempo de sair dessa prisão psicológica e física. Onde pessoas nos levam a acreditar que somos nós as culpadas por suas atitudes. Que nós levamos a pessoa a agir de tal forma. GENTE NÃO TEMOS CULPA PELA AS ATITUDES DOENTES DE PARCEIROS E PARCEIRAS DENTRO DO RELACIONAMENTO ABUSIVO. Peço que leiam as notas finais

Capítulo 5 - Cicatrizes


Fanfic / Fanfiction Razões Para Respirar - Capítulo 5 - Cicatrizes

Pov Regina

 

Subi para dar banho no Henry, o corpinho dele ainda tremia grudado em mim, desde que Daniel voltou para nossas vidas Henry não pode ouvir gritos, barulhos altos que se assusta, os pesadelos se tornaram freqüentes, assim como os meus, Daniel me quebrou, sei que é errado da minha parte culpar Ruby por minhas escolhas, afinal ela quando o conheceu foi a primeira a falar depois do meu pai é claro que Daniel tinha algo de errado, que ninguém é tão perfeito assim.

Pois para mim ele era meu príncipe encantado, a forma em que nos conhecemos foi digna de uma história de amor, onde o príncipe salva a donzela em perigo. Ia fazer um ano que eu estava na faculdade por ser nova demais eu sempre fui fechada, Ruby era a espontânea da dupla, por este problema fazer amizade era difícil para mim, e aturar todos os dias as piadinhas das pessoas me chamando de nerd, entre vários outros nomes, entendam não importa a idade sempre vai ter aqueles que ainda acham que fazer Bullying é aceitável e engraçado e durante um ano eu aturava isso, a vergonha de contar para minha irmã, meu pai ou até mesmo comunicar a reitoria da faculdade me manteve calada, não que eles não vissem uma vez até fui defendida por uma aluna que comunicou ao professor, mas este virou e disse "Se a pequena gênio não agüenta deveria ter esperado ter idade o suficiente para conviver entre os adultos, aqui não é creche para eu ter que pegar na mãozinha de ninguém".

Depois deste dia as provocações ficaram piores, e na biblioteca da faculdade que a maioria dos insultos acontecia por não ter nenhum supervisor ali, então passei a evitar aquele lugar, e comecei a ir à biblioteca pública que era mais afastada da faculdade, um dia saindo de lá o táxi que pedi não estava na porta me esperando como tinha sido comunicado resolvi olhar no quarteirão para ver se o avistava, foi quando dois delinqüentes puxaram meu braço me arrastando para um beco, meu coração batia minhas pernas tremiam minha voz sumiu, quando um deles me jogou na parede e iria me tocar ele foi afastado de mim, quando olhei para meu herói sem capa o bravo cavaleiro assim eu o conheci Daniel aquela noite ele me levou para casa, quando eu fui aceita na faculdade meu pai me deu um apartamento próximo ao campus seguro com tudo que sua princesinha merecia.

Daniel foi um perfeito cavaleiro, antes que eu descesse do carro me convidou para jantar no dia seguinte aceitei contente e assim meus dias cinza da faculdade foi criando cores, ele me levava e me buscava na faculdade e na biblioteca, ele me convenceu a não revelar para minha família nosso namoro, pois temia ser mal interpretado por ser mais velho, eu na época com 17 anos e ele com 23 anos nosso relacionamento poderia o levar para a prisão então mantive segredo.

Meu pai percebeu minha mudança fazia alguns comentários, mas nunca me pressionou a contar, eu falava com Ruby pelo telefone mais sabendo como ela era muito protetora que piorou depois que descobriu que uma menina que eu era afim no colegial só se aproximou de mim por ser uma Mills, minha irmã vendo o estado que fiquei se tornou ainda mais protetora, então apesar da vontade de falar do meu namoro me calei, na época eu não via o que hoje eu vejo.

Daniel me afastou da minha família, eu não sabia mas ali ele já era abusivo e controlador, eram pequenas coisas as escolhas das minhas roupas quando saímos, pois segundo ele as que eu escolhi era reveladoras demais ou certinha demais, a forma que ele me exibia para os amigos, a forma que ele gruda na minha cintura e a apertava quando eu sorria demais em uma conversa, eu aceitava com medo de o perder, quando eu o questionava ele sempre dizia que me amava demais que não suportaria me perder e me mandava flores, me levava a jantares românticos, quando eu estava para completar dezoito anos ele me levou a uma cabana ela estava cheia de velas e flores, um jantar romântico uma dança a dois, os beijos doces e carinhosos, as juras de amor, no final me entreguei a ele que me olhava com veneração que na minha inocência acreditei ser amor.

Quando finalmente contei ao meu pai ele quis conhecer Daniel e combinamos um jantar que foi um desastre total meu pai deixou claro seu desagrado, fiquei três semanas sem falar com meu pai, Ruby me ligou já sabendo do meu namoro, marquei dela conhecer Daniel no meu aniversário porém ela não pode vir, o dia em que ela me veio era só felicidade e ficou claro que ela não gostou do Daniel contudo não me importei afinal meu pai deve ter feito a cabeça dela eu só precisava mostrar que Daniel era uma boa pessoa, ela na manhã seguinte disse que queria conversar, seu curso havia finalizado, naquela noite tinha uma festa que Daniel fez questão de me fazer ir, quando eu aleguei que queria passar um tempo com minha irmã ele não gostou me falando que eu era sua namorada que devia o acompanhar que minha família queria nos separar e seu eu realmente o amava iria com ele, aquela manhã fizemos amor mais desta vez ele foi mais bruto lembro de engolir seco quando ele apertava um pouco meu pescoço, dizendo que eu era dele! Que eu o pertencia e que ninguém iria me tirar dele, lembro de ficar com medo de suas palavras e suas estocadas cada vez mais duras ele viu que eu estava assustada e voltou a ser carinhoso e atencioso, prometi ir a festa, convencer Ruby foi o mais difícil até ela finalmente aceitar, eu estava triste por ela não gostar de Daniel fiquei com raiva do meu pai por tê-la colocado contra ele, chegamos a festa e Daniel começou a beber, eu não bebia e nem Ruby ele a todo tempo a olhava com raiva eu fiquei no meio daquele embate de olhar raivoso, prometi a Ruby que na manhã seguinte iria ser só eu e ela, eu estava curiosa para saber o que ela tinha para me contar, ela diferente do Daniel não me deixou sozinha ele por outro lado só chegava até mim quando algum homem vinha conversar com nós, aí ele colocava a mão em minha cintura a apertando mostrando que eu o pertencia, Ruby olhou para aquela cena balançando a cabeça e me disse que iria ao banheiro, minutos depois Daniel também saiu, fiquei preocupada com a demora dela e fui até o banheiro, ouvir a voz dela mais não consegui entender apenas corri e abri a porta me deparei com Ruby atrás do Daniel ele preso na parede e ela praticamente em cima dele, minha reação foi correr dali, logo ouvi Ruby me gritando tentando falar, Daniel também ele dizia que ela o agarrou, minha primeira reação foi a olhar com raiva então vi o olhar dela para mim eu exigir explicações mais ela ainda me olhava incrédula.

Daniel falava que ela o agarrou, mas ela nada dizia apenas me olhava, a raiva tomou conta de mim e por um momento acreditei que minha irmã aquela que sempre esteve ao meu lado havia agarrado meu namorado como dizem o amor é cego e muito burro.

Ruby me deixou ali, quando me dei conta do que fiz, ela já havia partido, deixei Daniel e voltei para casa queria conversar com ela, afinal ela é a pessoa que eu sempre confiei, então devia ter outra explicação, mas não a encontrei liguei no seu celular e nada, evitei Daniel durante aqueles dias, fui até a faculdade dela mas não a encontrei, até que recebi sua mensagem "Desculpa não tive a intenção”.

Só isso nada mais, voltei arrasada Daniel me procurou dois dias depois me chamou para conversar, me disse que Ruby se atirou para ele, mas eu não acreditei afinal era a Ruby por mais que eu amasse o Daniel tinha que haver outra explicação, mas o silêncio dela me machucou, eu tentava acreditar que talvez ela tenha feito isto para o testar, no começo eu fiquei com raiva, depois magoada, meu pai continuou implicando com Daniel até um dia em que meu pai estava na cidade e Daniel me disse que eu tinha que conversar com meu pai, pois meu pai só queria o meu bem então decidi ir até o escritório do meu pai, imagina a minha surpresa quando me aproximei e ouvi meu pai oferecendo dinheiro para Daniel me deixar, Daniel estava exaltado dizia que me amava eu abri a porta do escritório magoada com meu pai falei para ele que não iria largar Daniel pois ele era o amor da minha vida o homem que eu pretendia me casar “tola” eu sei.

Falei que se ele não aceitasse iria me perder, Daniel me abraçou dizendo que meu pai só queria o meu bem, depois deste dia meu pai começou a engoli Daniel eu me afastei ainda mais, perdi Ruby me afastei do meu pai, eu só tinha Daniel e uma amiga aquela que tentou me defender dos bullyings, mas também á perdi antes mesmo dela desaparecer, um dia marcamos de sair Daniel não pode ir com a gente então fui sem ele mandei uma mensagem dizendo que era para ele me encontrar lá. Já que eu estava estudando com a Millah e ficaria melhor eu ir direto do que ir para meu apartamento e depois voltar tudo novamente, Daniel demorou duas horas para chegar, e quando o fez já chegou me puxando pelo braço dizendo que a minha obrigação era ter ido para casa e o esperado e não andar feito uma vadia sozinha, as pessoas da mesa me olhou incrédulos.

Daniel estava furioso me arrastou dali, quando finalmente cheguei a meu apartamento o mandei embora mais ele pedia para se explicar me implorando perdão pelo seu comportamento, o deixei subir e mais uma vez o perdoei ele alegou cansaço e estresse e que o celular havia descarregado e depois de quase morrer de preocupação foi que conseguiu ler a mensagem, ele me pediu para não sair assim sem ele pois ele não se perdoaria se algo me acontecesse.

Millah começou a olhar para ele com raiva, e me falar que eu estava em um relacionamento abusivo, que era estas pequenas coisas que demonstrava que Daniel era perigoso, infelizmente Daniel ouviu a conversa ele pediu desculpa pelo seu comportamento no dia que saímos, ela nada respondeu apenas fechou a cara ainda mais, Millah foi mudando até que um dia simplesmente passou por mim e virou o rosto depois deste dia ela não falou mais comigo, quando saía com Daniel para alguma casa de show a encontrava muitas vezes bêbada, Daniel fazia questão de me mostrar ela consumido drogas e falava que era por isto que não gostava dela, pois ela não era companhia para mim eu não entendia como uma pessoa pudesse mudar tanto Millah mudou completamente.

Eu me sentia mais sozinha ainda, Ruby desapareceu parei de procurar por ela quando Nanã ou papai começava a falar sobre ela eu os cortava dizia que não queria ouvir e nem saber e assim eles se calavam.

Daniel me pediu em casamento mesmo algo em mim gritando para não aceitar eu aceitei afinal ele foi o único que me sobrou o único que me amava e não me abandonou, aceitei seu pedido eu estava feliz aprendi a evitar o que o chateava e quando isso acontecia ele deixava claro que EU FUI a causadora Daniel conseguiu fazer sua atitudes serem minhas culpas, me levava ao extremo sempre quando eu menos esperava lá estava ele com atos românticos me fazendo me sentir a pessoa mais sortuda do mundo, então como um homem que fazia tal ato se transformava daquela forma?

Comecei a realmente pensar que o problema estava em mim! Que eu o transformava! Transformava aquele homem atencioso e carinhoso em uma pessoa que ficava violento em seus atos.

Daniel descobriu em como me colocar medo em meios as brigas sem fundamentos por algo que ele não gostou que eu o fizesse me jogava na cama mesmo sob meus protestos que não queria, ele arrancou minha roupa com brutalidade dizendo que eu pertencia a ele, que eu era dele e assim me penetrava sem se preocupar se eu estava ou não pronta para recebê-lo, quando ele se aliviava começava a me tocar dizendo que me amava tanto que não conseguia se controlar me pedindo desculpa entre os beijos que eu tentava me livrar, tocando no meu corpo onde ele sabia que eu gostava com paciência ele ia me acalmando, mostrando que se eu não tivesse sorrido para tal pessoa não teria sido assim, que se eu não tivesse escolhido tal roupa ele não teria ficado chateado, ele falava isso tudo me tocando me beijando dizendo o quanto me amava, na minha cabeça era tudo confuso me perguntava como ele podia fazer amor comigo sem eu querer que aquilo era errado! Mais eu era sua namorada então não poderia pensar apenas em mim certo? Ele tinha suas necessidades e eu deveria ficar feliz por ele querer a mim e não fazer como outros e procurar em outra pessoa o que era minha obrigação como namorada fazer!

Daniel me confundia, então eu o olhava lembrava-se dos atos românticos das declarações de amor que ele fazia, e ia cedendo me acalmando aceitando seus carinhos até me entregar por livre e espontânea vontade, meu corpo respondia por mim apesar da minha cabeça gritar NÃO meu corpo reagia aos seus toques e depois do ato selvagem dele lá estava nos amando com carinho, na época eu não tinha com quem conversar, eu tinha ele apenas ele, ele era meu primeiro namorado! Mais velho e experiente! Ele podia ter qualquer uma mais escolheu a mim! Então porque eu tinha que questionar suas atitudes? Ele não era bruto! Só agia assim quando eu o provocava certo?

Então se eu fizer as coisas da maneira que ele pede não haverá brigas! Afinal ele me ama e apesar de às vezes ser bruto na cama era só o calor do momento! Ele nunca me bateu às vezes se exaltava mais nunca me agrediu fisicamente e ser bruto na cama era sua forma de extravasar!  Então se eu o amo e ele me ama porque não me casar? O casamento é a maior prova que eu darei a ele que eu o amo! Então ele não precisará ter ciúmes, pois com o casamento ele verá que eu o amo!

E foi assim que aceitei me casar! Briguei com meu pai, uma briga tão feia que ficamos um mês sem nos falar, até o dia que ele bateu na minha porta pedindo para conversar, eu aceitei estava sentindo sua falta, falta do meu pai meu herói eu já havia perdido a minha irmã não queria perder meu pai também, então ele me entregou o contrato disse que se Daniel realmente me amasse assinaria, antes que eu falasse algo Daniel entrou pegando o contrato e o assinando dizendo que me amava e não estava comigo por meu dinheiro eu fiquei feliz e marcamos a data que não demorou a chegar, no dia do meu casamento eu fiquei o tempo todo olhando para a porta de onde eu me arrumei, esperando minha irmã entrar e dizer que não perderia meu casamento, eu iria aceitar e a perdoar por ter ido embora afinal ela estava ali no dia que era para ser o dia mais feliz da minha vida, mas quando deu a hora que eu iria entrar e me casar ela não apareceu, eu queria chorar, eu queria ela ali para falar para não me casar que ele não era minha felicidade, mas nada aconteceu e por mais que minha cabeça gritava fuja eu seguir em frente a todo instante eu olhava para as portas, mais meus pés permaneceram ali o padre repetiu duas vezes se eu aceitava Daniel como meu marido, pois minha atenção estava voltada para as portas.

Daniel apertou minha mão dando um pequeno puxão para ter minha atenção de volta ele repetiu a pergunta que o padre fez e minha cabeça gritava não mais em meus lábios saíram sim, lembro do descontentamento do Daniel quando chegamos ao hotel, sim minha noite de núpcias foi em meio à briga ainda me lembro do vestido de noiva rasgado da marca vermelha que ficou em minha pele quando ele puxou com violência minha calcinha.

Lembro da dor ao sentir ele entrando com tudo dentro de mim e do tapa que levei por dizer não, lembro da expressão de prazer dele ao me ver lutando em uma tentativa falha de o afastar de mim, quando ele finalmente acabou ele disse isto foi por não ter mantido minha atenção nele “Você procurou por isso era o nosso casamento e você  não olhava para mim e sim para a porta”

Levantei-me me sentindo suja corri para o banheiro e lá chorei de humilhação de culpa por fazer Daniel se transformar daquela maneira pois em minha cabeça eu era a culpada, sair do banheiro depois de muito chorar e pedir desculpas afinal estávamos casados e faríamos dar certo.

Este foi meu erro Daniel ficava cada vez mais agressivo na cama no outro dia os pedidos de desculpas e as palavras que a culpa era minha por ter o provocado, então ele começou a pedir para eu passar a administração do Valle de Los Sueños para ele, pois está era sua área e ele a faria crescer ainda mais em cada recusa minha era um descontrole dele até o dia em que eu não agüentei e pedir o divórcio depois deste dia Daniel se transformou por completo tive que usar maquiagem para esconder os hematomas.

Não consegui sair da cama por uma semana, e quando finalmente me levantei fiz questão de tirar o vale do meu nome e passar para o da Ruby assim ele não poderia me obrigar a passar para ele administrar, quando cheguei em casa arrumei minhas malas a intenção era sair antes dele chegar mais ao descer a escada lá estava ele me esperando com um sorriso no rosto, só me lembro de acordar amarrada na cama nua ele sorriu e ligou a TV onde eu via o carro do meu pai.

Daniel puxou o celular e disse faça então um carro apareceu na tela em alta velocidade atingindo o carro que meu pai estava eu vi o carro capotar várias vezes até a imagem do meu pai desacordado e sangrando aparecer eu gritava me debatia, Daniel subiu em cima de mim sorrindo ali meu pesadelo ficou pior, quando meu telefone tocou avisando do acidente do meu pai eu não tinha forças para ir até ele, eu não tinha força para nada o simples ato de respirar me causava dor Daniel apertou meu pescoço até eu parar de me debater, soltava quando eu estava praticamente perdendo os sentidos, foi a noite inteira dele se satisfazendo, me afastei do meu pai para não colocar sua vida novamente em risco, quando Daniel descobriu que a Valle de Los Sueños já não estava mais no meu nome ficou irado aquele dia eu sorri quando ganhei o primeiro tapa gritei que ele nunca chegaria perto de nada que tenha o nome Mills, que ele teria que se contentar comigo apenas ele me pegou pelo braço saiu me arrastando para o carro me jogando dentro dele, aquele dia achei que ali seria meu fim antes fosse!

Daniel dirigiu até a fazenda lá encontramos acreditem os dois delinqüentes que me atacaram no dia que saí da biblioteca em que Daniel foi meu "Herói” tudo não passou de manipulação sua aproximação foi planejando e calculada e eu caí feito uma idiota, aquele dia vários animais morreram, uma parte da plantação virou cinzas, o fogo chegou a atingir algumas casas dos empregados meu maior desespero foi à casa da Nanã que ficava próxima as macieiras e o logo eu vi de longe os gritos e desesperos de todos sem nada poder fazer por um milagre Nanã estava na casa grande aquela noite Daniel começou a tentar me atingir onde mais me machucaria já não bastava me machucar fisicamente, dei graças a deus por Ruby está longe.

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Narrador

Henry chamava a mãe mais Regina não ouvia, estava perdida dentro de si, ele chamou tantas vezes que se levantou da banheira e correu para fora completamente nu, desceu as escadas com cuidado para não escorregar chegou a cozinha assustado, Ruby que fazia seu famoso macarrão conversando com Emma e Zelena se assustou ao ver o menino nu e molhado, Emma e Zelena viraram e assim como ela se assustaram.

__ A mamãe virou itatua didinha - O pequeno gritou assustado, Ruby desligou o fogo e correu para fora da cozinha sendo seguida por Zelena e Emma que pegou o pequeno no colo com medo dele escorregar e cair, Ruby entrou como um furacão no banheiro se deparando com sua irmã sentada do lado da banheira olhando para o nada, lágrimas desciam pelo seu rosto, Ruby se aproximou tocando na irmã e a chamando mas Regina não reagiu, Emma pegou o pequeno o levando dali, Zelena estava parada na porta olhando aquela cena, com dor no coração ao ver a expressão desolada da irmã caçula.

__ Gina? Pequeña - Ruby chamava passando a mão carinhosamente no rosto de Regina que voltou seu olhar para ela e entre o choro perguntou.

__ O Que Daniel fez a você para que você fosse embora? Eu sinto muito Ruby, eu sinto muito me perdoe? Perdoa-me! Não me deixe de novo, por favor, não me abandona eu não vou suportar te perder novamente - Regina se jogou no colo da irmã chorando se agarrando a ela como se sua vida dependesse daquilo.

 


Notas Finais


Gente novamente peço desculpas pela a demora.
Olha falar sobre este tema é complicado pois existem muitos tipos de abusos. Físicos. Psicológicos. E hoje em dia ele está pior. é aquele

“Eu te liguei porque vc não entendeu?”
“O que tanto te prendia que você não pode atender uma simples ligação?”
“ Eu te mandei mensagem já tem cinco minutos e vc não respondeu”
Gente eu acho um absurdo em como ficamos presos a algumas situações e nem aumenos nos damos conta.

Muitas vezes nos calamos como vítimas por vergonha e por realmente acreditar que somos as culpadas.

Ou nos calamos com espectadores. Por achar que aquilo não nos diz respeito. E quando vemos casos como o deste que está passando na mídia de uma mulher que gritou por socorro varias e varias vezes e não teve nenhuma ajuda me causa revolta.

Que casos como o da Advogada Tatiane Spitzner não se repita. Vejam eu acredito que não somente o marido foi responsável por sua morte mas também todos aqueles que negligenciaram o seu pedido de socorro também contribuíram para sua morte


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