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História (Re) Começar - Capítulo 12


Escrita por: e Ladyaly


Capítulo 12 - Sem vendas.


Fanfic / Fanfiction (Re) Começar - Capítulo 12 - Sem vendas.

 

JENSEN.

-não sei mais o que fazer Kay, desde que vi aquelas marcas achei estranho demais- apertei o celular contra a orelha com força- alguma coisa aconteceu e a Aurê não me fala nada- estava desesperado- ela não fala comigo, como se tivesse medo de mim, fica me incentivando a  sair com a Jess, não sei mais o que fazer- confessei.

- farei o possível, vamos descobrir juntos.

- ela não acordou para o café, sequer falou comigo o dia todo. Alguma coisa esta acontecendo com a minha filha e hoje eu saberei. Se tem algum valentão na escola eu mesmo acabo com ele.

-se acalme- Kay falou serena- se alguma coisa acontecer eu mesmo aviso você. Em algum momento ela sentirá segurança e falará com você.

-pensei em chamar a Linn para falar com ela. Sei que se dão muito bem e que elas podem se abrir  uma com a  outra- suspirei- até pensei em falar com a Jess, mas Aurê e ela não são muito amigas.

-eu sei, quem sabe ela esta com ciúme. A única coisa que atiça o ciúme de uma mulher é outra, claro que no caso é sua filha, mas para a sua namorada é uma rival que pode tomar você dela.

-caralho mulher, ela esta machucada. Alguém machucou a minha filha!

- farei o possível para saber o que aconteceu, prometo.

-eu agradeço Kay, me desculpe por explodir.

-tudo bem garoto, todo pai faz isso quando sua cria está em perigo, até os bons como você.

- sei que fala isso porque me ama.

-tenha um bom dia seu moleque convencido.

-você também, me mantenha informado, sim?

-claro Jensen.

Kaya desligou o telefone . Abri o computador estudando alguns casos, mas nada entrava na minha cabeça. Tudo que pensava era na minha filha, no pavor nos olhos dela e da forma estranha que estava agindo. Ela até me incentivou a sair com a Jess.

Alguma coisa estava errada.

Pedi uma pizza quando chegou a hora do almoço, não consegui comer mais de quatro fatias, olha que eu comeria essa pizza em segundos se pudesse.

Mas meus pensamentos estavam com ela, com a  situação e com as coisas que poderiam estar acontecendo com a minha filha.

Queria ser um bom pai, queria que ela me falasse as coisas, que confiasse em mim. Todo esse tempo juntos não serviu de nada quando claramente ela me esconde coisas importantes.

Seria medo da pessoa? Teria ameaçado minha filha?

Ou ela achava que a mandaria de volta para a casa dos parentes maternos?

Se ela soubesse, eu jamais a deixaria ir a nenhum lugar. Eu a amava mais do que a mim mesmo e jamais deixaria nada entre nós  e essa relação que estávamos construindo. Demorei a idade que minha filha tem para me curar do trauma de perder a mãe dela, pela forma que minha amada esposa partiu, foram anos negros, anos que fiz coisas das quais me arrependo até hoje.

Aurora não entendia que era minha salvação, foi pensar em dar uma vida para ela, dela ter um futuro seguro que me esforcei para ser o melhor em tudo. Tudo foi absolutamente por ela, pela minha filha, pela minha luz.

Aurora foi minha única sanidade no meio de toda a loucura que foi minha vida e eu a amava pro isso, amava por ela ser igual a mãe, amava por ela ser espontânea e por amar as mesmas coisas que eu .

Batidinhas na porta me tiraram os pensamentos e mandei entrar.

A única pessoa que estava esperando era Linn,e ela entrou na sala e fiz um sinal para que sentasse. Linn sentou educadamente cruzando as pernas, os cabelos estavam soltos e ela tinha a marca do óculos no nariz, o batom rosa deixava seu rosto suave mesmo que cansado, usava um vestido leve de algodão azul claro.

Ainda estava trabalhando no caso, estava vestida como uma universitária, não qualquer , mas uma bem sexy.

-Senhor Ackles.

-odeio quando em chama assim- falei cruzando as mãos em cima da mesa.

-é que esse olhar assustador merece cautela, senhor.

-porque todo mundo que entra nessa sala acha que vai levar esporro?- sorri.

-porque é isso que o senhor faz- me entregou uma pasta amarela- esta ai meu relatório, sobre o caso que estou trabalhando com o Chris,acho que fizemos uma grande evolução e temos pistas concretas.

-ei, se acalma- sorri para passar confiança a ela- não a chamei para isso, acho que esta fazendo um bom trabalho. Será que pode relaxar?

-e falaremos sobre o que?- falou direta, ajeitando a postura na cadeira.

Sempre tão profissional, ela era perfeita em tudo que fazia e isso me deixava mais atraído por ela.

-como esta seu irmão?- falei casual, tentando achar uma forma de pedir um favor a ela.

- ele está bem, obrigada senhor.

-pode parar de me chamar assim? Senhor esta no céu- a encarei- acho que somos amigos, afinal saímos uma vez juntos.

Ela corou, gostei do que vi.

-é..

-sobre isso, eu sinto muito pelo julgamento errôneo que fiz. Eu não sabia que ele era seu irmão.

-isso não tem importância, faz tanto tempo que sequer lembro.

-eu ainda lembro e, bem, me sinto idiota por ter deixado você ...escapar. Não sei como pude pensar que era o tipo de mulher comprometida que..hoje eu a conheço bem Linn, eu..

-Jensen por favor, você é meu chefe e não acho apropriado que fale esse tipo de coisa, ainda mais que namora a Jessica  Halford e isso é imperdoável. Não sou esse tipo de garota.

-eu sinto muito por ter ofendido você - falei com sinceridade- não foi minha atenção. Me desculpe por isso e por todo o resto Linn.

-tu-tudo bem- falou sem graça- eu na queria falar dessa forma, eu..

-tem razão, é um homem comprometido e não tenho esse direito, mesmo que eu aprecie muito você.

Linn ficou em silencio por alguns segundos, ajeitou o óculos e começou a  falar. Como se tentasse se recuperar das minhas palavras.

-eu entendo, vamos esquecer isso- suspirou-  o que o senhor quer falar comigo?

-preciso de um favor pessoal.

-pessoal- falou me escutando com atenção- se eu puder ajudar.

- a minha filha... eu preciso eu me ajude com ela.

-eu adoro a Aurê, o que estiver ao meu alcance- falou prontamente.

-ela também adora você- sorri genuinamente- a situação é que ela foi agredida na escola, não sei se foi bullying ou outra coisa. Aurê não quer me contar,acho que tem medo que eu a mande embora outra vez. Preciso de alguém que ela confie, alguém que pode confortar ela e passa segurança.. minha filha foi agredida e está retraída, ela não fala comigo e está estranha desde ontem quando vi marcas nela.

- ela não tem essa segurança com você- concluiu.

-sim, ela tem medo de me falar por algum motivo.

-quer que eu fale com ela até ela me contar?

-sim, eu quero. Sei que ela fala sobre essas coisas com você e tudo que peço é que me ajude- falei aflito.

-eu posso fazer isso.

-eu seria  grato. Hoje tenho uma reunião na escola, falarei sobre isso mas duvido que me falem algo útil. Mesmo que eu ameace a escola ainda assim não me falariam nada. Aurê  esta em casa o dia todo, preciso que vá até a  minha casa e converse com ela e diga que eu jamais ficaria bravo indiferente da situação- a encarei que em olhava com atenção- preciso saber quem a machucou e porque.

-eu ajudo sim- ela levantou e  fiz o mesmo- é um bom pai senhor Ackles. Eu adoro a sua filha e fico contente em fazer isso por ela.

-obrigado- me aproximei a abraçando- não sabe como fico feliz em saber que posso confiar em você.

Linn ficou parada, acho que surpresa pelo meu abraço. Isso me fez lembrar da vez que fiquei junto a  ela e em como fui tolo de guardar uma mágoa que ela jamais mereceu.

-de nada- falou me afastando com as mãos - preciso ir.

-ah, sim claro.

-mantenho o senhor informado- falou andando até a porta.

-Linn?- chamei sua atenção.

-sim?

- se eu fosse solteiro, sairia comigo de novo?

Que idiota!

Mas saiu sem que eu pudesse pensar. Eu me sentia um adolescente bobo perto dela.

- mesmo que tenha sido um babaca quando me julgou?- ajeitou os óculos -seria possível- falou fechando a porta.

 

*** ** ** ** ** ** * ** * * *

 

Confesso que fique mais tranqüilo depois da  conversa com Linn. Tive sorte de hoje ser um trabalho burocrático, estava totalmente desatento e não estava cem por cento para trabalho no campo.

As sete em ponto sai para o estacionamento, entrei no carro  resolveria essa situação de uma vez.

Queria saber o que acontecia, precisava de respostas.

-meu amor?- a voz dela veio das minhas costas.

Não fiquei surpreso quando em virei e recebi um beijo intenso, Jess estava mais feliz no ultimo dia, quase não me ligou. Estava com os cabelos soltos, um vestido comportado e saltos altos pretos, da mesma cor do vestido tubinho.

Não deixava de estar linda e impecável como sempre. O que mais em chamou atenção foi o fato dela estar aqui, eu não a convidei e deixei claro na ligação que ela fez  a tarde que iria sozinho.

Estava irritado, não deixei transparecer. A única coisa que fiz foi em afastar.

-o que faz aqui?- falei de forma calma.

-indo para a reunião com você.

-Jessica- limpei a garganta- falei que queria ir sozinho, não precisa fazer isso.

-não fica brabo amor- faz biquinho rodeando meu pescoço- eu só quero ser mais participativa na vida da sua filha, em deixa fazer isso pro você. Prometo que terá uma bela recompensa.

 

** ** ** ** ** ** * * * * *


Não liguei por Jess estar aqui comigo, mesmo que sem minha permissão. Do jeito que estava nervoso era até melhor que ela tivesse aqui. Mesmo que estivessemos em crise desde a chegada da minha filha ela se mostrava paciente, sempre querendo agradar Aurê e isso contava pontos comigo.

Mesmo que eu sequer conseguisse esquecer uma certa detetive sexy, que ficava mais linda ainda vestida como universitária, uma que sairia comigo se eu estivesse solteiro

Entramos na escola e fomos guiados para o ginásio de basquete onde acontecia um coquetel para os pais juntamente com os professores e com a direção da escola. Nunca vim a  um, era tudo novo para mim.

-espero não passar vergonha com as atitudes da sua filha.

-Jess, não pedi sua opinião.

-sério Jensen, Aurora precisa de modos. Agir como um moleque de rua não condiz..

- senhora Shultz?- falei ignorando minha namorada indo até a mulher jovem que estava parada perto da mesa do ponche.

-sim?- a mulher loira que aparentava quarenta anos virou-se para mim.

-sou Jensen Ackles, pai da Aurora Ackles.

- -é um prazer conhecer o senhor- ela estende a mão e eu aperto de bom grado- geralmente é a sua esposa eu vem a essas reuniões, fico feliz de conhecer o senhor.

-minha namorada- falo corrigindo.

Jess esta grudada em mim, apertando meu braço com força para manter território. Ela me conhece bem, desde os tempos que casei com Alice, Jess sabe que eu jamais trairia uma mulher, mesmo que não a amasse.

- poderia ter vindo, mas ele insistiu- ela falou com um sorriso amargo.

- é importante que os pais saibam como estão seus filhos- a professora da um sorriso amarelo.

-soube que na escola os professores agem como monitores de uma determinada classe de alunos. Fui orientado a falar com a senhora para saber como esta a avaliação da minha filha. Na última reunião Jess me disse que minha filha tem problemas comportamentais e queria saber se alguma coisa mudou de um semestre par outro.

-a sua filha?- riu- não sei quem falaria isso para a sua namorada. Mas Aurora é uma das minhas alunas mais aplicadas, a melhor da minha turma.

Olhei para Jess que olhava com raiva para a professora.

-sempre que falei com a  sua namorada a senhora Halford fiz varias recomendações e elogios sobre a sua filha. Ela sabe que Aurora é uma das melhores alunas dessa escola, sua filha tem um senso social invejável.

- foi o que em falaram incluindo a direção. Jensen esta ciente das coisas que a filha dele faz, das brigas constantes  das crises de raiva. Estamos fazendo o melhor para conte-la, mas entende que hoje as crianças estão assim, rebeldes, achando que podem mandar no mundo- Jess falou filosófica ignorando a professora.

-eu entendo sua visão senhorita. Mas posso afirmar que Aurora não é assim, é uma aluna aplicada, pratica esportes, não tem nenhuma nota que nãos seja a ou a mais. É uma das melhores alunas que temos .

-impossível.- Jess falou com raiva.

- todos os acessos de raiva que ela teve, não chamaria assim. Algumas vezes ela brigou sim, mas foi para se defender outras pessoas, tem uma filha muito protetora senhor. Não estou defendendo a violência e sua filha foi punida para não incentivar também.

-eu falei Jensen, essa garota..

-Porém- a professora continuou- mesmo com essas ocorrência geralmente aconteceram com alunos que praticam bulliyng. Temos testemunhas de alunos que defenderam sua filha, até pais que agradeceram a atitude dela. Temos uma aluna Suzy Hayes, ela sofria esse tipo de ação, estava deprimida e faltando a escola. Sua filha foi até a casa dela, sua filha a convenceu a vir a escola e falou com a  senhora Hayes..assim podemos ajudara  garota. Criou muito bem a sua filha senhor.

-minha filha foi agredida na escola. Ela chegou em casa com marcas nos pulsos.

-eu sinto por isso senhor. Amanhã mesmo vou resolver essas coisas e não vai acontecer novamente.

-ah Jensen, para de drama. Sua filha vive metida em confusão, sempre faz essas coisas.

-sei que não é da minha conta, mas tudo que acontece e fere a integridade dos nossos alunos é nosso problema- falou olhando para Jess e depois para mim- o senhor pode em acompanhar, falaremos em particular com o diretor.

- claro- Jess ajeitou a bolsa.

-sinto muito, mas só com o senhor.

-como ousa me tratar assim?- Jess falou irritada- eu sou a namorada dele.

- eu entendo, mas precisamos resolver com o pai, somente o pai.

-espera aqui Jess.

Falamos sobre formas de resolver essa situação, marcaríamos uma reunião para falarmos com Aurê e com o possível agressor.

Conversei com outros professores, todos eram só elogios para a minha filha, isso em enchia de orgulho. Era um tapa de luva na cara, quantas vezes a puni sem ela merecer, quantas vezes ela se calou?

Do que ela tem medo?

Jess contrapunha os professores, sempre criticando minha filha, sempre a tratando como uma delinquente. Acabei não falando nada, falaria com ela em particular.

A única  coisa que ficou clara foi que minha namorada não gostava da minha filha.

Duas horas depois nos despedimos dos professores, conheci a senhora Hayes que em agradeceu por tudo que minha filha fez.

Estava com raiva pela agressão, pelos comentários da Jess, não iria provocar um escândalo na escola, acho que era o meu limite, assim que possível acabaria tudo com ela, não tinha saco para levar nossa relação a diante, não quando claramente ela detestava minha filha, tinha acabado para mim.

Me faz questionar quantas vezes ela inventou que Aurê era mal criada, quantas vezes agiu impulsionada por ciúme..

Era imperdoável o que ela tentou fazer hoje com a imagem de uma garotinha, estava me controlando para não acabar tudo aqui, para não deixar essa impressão na escola que minha filha tanto amava.

Sai para o estacionamento seguido pro Jess.

-todas as vezes que veio aqui sempre me falou coisas terríveis sobre a minha filha- falei parando do lado carro- sempre me fez punir ela pelas coisas que  falava..

-ah meu amor, isso foi antes, estou feliz que ela tenha melhorado nesse tempo, ainda bem que conversei com a nossa doce Aurê, assim ela pode ver que suas atitudes estavam erradas.

-não foi o que pareceu Jess.

- esta imaginando coisas, eu gosto da sua filha.

-sempre fala mal dela, eu tento achar que é medo Jess. Que esta com ciúme, mas depois dessa reunião não sei o que pensar.

-eu jamais faria isso- ela tenta me abraçar- podemos jantar, ter uma noite só nossa

-preciso ir para casa.- falei frio- amanhã falaremos, temos que ter uma conversa séria. Hoje estou exausto.

-sempre ela em primeiro lugar, até quando?

-até sempre, ela é minha filha. É a minha prioridade. Se não sente-se a vontade tem o direito de ir embora quando quiser.

Entrei no carro, meu celular estava no banco peguei vendo que tinha uma ligação e uma mensagem de uma hora atrás.

Era da Linn, achei que era para avisar que tinha chegado, mas era bem pior, dizia:

“assim que ler a mensagem venha para casa, Aurê teve um surto quando conversamos, ela esta bem e me contou tudo que aconteceu. Sinto muito que seja assim Jensen, mas precisamos mesmo conversar sobre quem esta ameaçando sua filha”

Aquilo em gelou a alma.

Jess entrou no banco do carona.

- vamos esquecer isso amor?vamos jantar e relaxar um pouco?

-não, preciso ir para casa.

-foi essa mensagem, sua filha de novo?

-vou te deixar em casa, pode ser?

-o que foi?

-só uma mensagem de trabalho – falei guardando o celular no bolso- coloca o cinto, vou te deixar em casa.

-nem pensar, se aconteceu alguma coisa com a sua filha eu quero te apoiar. Quero que saiba que me importo com ela.

Não falei nada, só queria chegar logo em casa e ver a minha filha, saber o que estava acontecendo com ela.

-que seja, Jess.



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