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História (Re) Começar - Capítulo 8


Escrita por: e Ladyaly


Capítulo 8 - Prioridades


Fanfic / Fanfiction (Re) Começar - Capítulo 8 - Prioridades

(JENSEN)

 

Tentei controlar minha respiração enquanto ouvia a batida da porta no andar de cima. A mesa estava posta, Aurê teve todo o trabalho de cozinhar para mim, se importava e queria que tivéssemos um bom relacionamento.

- péssimo pai- falei comigo mesmo enquanto batia na mesa com a mão fechada.

Segurei meu impulso de subir e abraçá-la, acho que ela queria ficar sozinha hoje, longe do babaca do pai dela que quase atirou nela. Meu medo de que acontecesse algo com ela, com um de nós me deixava cego.

Pior era pensar que quase feri o que mais quis proteger minha vida toda, minha única filha, a pessoa mais importante da minha vida.

-quase atirei na minha filha, meu Deus!- falei batendo forte com os punhos na mesa- Jensen Ross Ackles definitivamente você é um idiota.

Se não tivesse controle, se fizesse como no trabalho teria atirado sem pensar, não gosto de pensar na possibilidade, nunca me perdoarei por ter feito algo assim.

Era  difícil ser pai, principalmente um pai com uma filha adolescente, não tinha nenhuma experiência com crianças e adolescentes. Aurora me tirava da zona de conforto, me fazia parecer pequeno dentro da grandiosidade do grande homem da lei.

-sou uma merda de pai- falei sentando na mesa tentando acalmar minha respiração. Minha adrenalina estava alta, guardei a arma no coldre e subi os degraus sem vontade, queria mesmo ver minha filha, mas queria evitar uma briga. Entrei no meu quarto, encarando a porta dela por alguns segundos, pensei antes de entrar no meu quarto.

Estava cansado e decepcionado comigo mesmo, acabei tomando um banho e me deixando levar pelo cansaço do sono, dormi por duas horas e passei a noite em claro, a culpa estava me consumindo de fora dolorosa.

 

 

**** * * **** *** *** *** **

 

Assim que desci para o café Aurê estava na mesa sentada, ela sorria falando alguma coisa sobre a escola com a Kay. Assim que em viram as duas ficaram em silencio, minha filha baixou os olhos encarando a omelete e Kay foi para a cozinha.

O ar estava pesado, meu corpo tenso eu não conseguia pegar a xícara sem derrubar café. Era notável como aquela garotinha na minha frente me desestabilizava, bem mais do que bandidos, alunas apaixonadas ou o meu trabalho como juiz.

-bom dia- falei limpando a garganta.

- bom dia- falou sem levantar os olhos- a benção.

-Deus te abençoe. Como você está?

-bem.- falou estendendo a mão para mim com uma folha.

Peguei dando de ombros e vi que era uma prova da escola.

- um dez- falou em um fio de voz.

-não esperava menos de você- falei frio, não foi uma boa opção falar dessa forma, cocei a barba imaginaria e a encarei- parabéns minha filha.

- fiz minha obrigação.

-não começa Aurora!

- okay- ela falou exausta.

Meu coração se despedaçou pela noite anterior, eu quase atirei na minha filha. Desdenhei algo que ela fez para mim.

- e desculpe por tudo- falei passando as mãos no rosto- por não avisar que chegaria tarde, por quase atirar em você- falei com sinceridade- não devia ter feito algo assim, foi a coisa mais estúpida que fiz na vida e não tenho palavras para me desculpa e  nem para dizer o quanto senti por fazer a minha garotinha chorar.

Ela não disse nada, levantou e nos abraçamos. Não conseguia falar também, nada  nesse mundo, nenhuma palavra seria o suficiente.

 

** ** ** ** ** * **

 

O dia foi cheio de trabalho, a noite prometi que veria Jess. O drama que ela fez quando desmarquei para chegar mais cedo em casa para ficar com Aurora foi insuportável.

Ela se convidou a ir, recusei dizendo que precisava de um tempo com a minha filha “mais ainda? Desde que ela chegou você não tem tempo para mim Jensen.”- ela disse com raiva. Me limitei a desligar e não nos falamos mais durante o dia. Não podia forçar uma aproximação das duas, minha relação era recente e ainda não sabia o que seria do futuro com ela. A verdade  é que fiquei muito tempo sozinho, me dedicando ao trabalho e de construir um lar seguro para que a minha filha voltasse .

Jess não entendia, também não forçava porque sabia que meus sentimentos por ela não eram fortes o suficiente. Eu apenas gostava dela, gostava de me sentir, como posso dizer, normal? Esperava que pelo menos a minha viagem fosse positiva na aproximação delas, Jess insistiu tanto, estava se esforçando.

Depois de um dia cheio tínhamos uma nova operação , era necessário para desarmar a quadrilha da nova droga que assustava toda a população. As mortes aumentavam a cada dia, a droga entrava e não sabíamos nada sobre ela, nada sobre a quadrilha.

Resolvemos então infiltrar nossos melhores agentes, não concordei quando o nome de Linn foi colocado em jogo, mas teria que ser ela. Viveria disfarçada como aluna da universidade que dou aula, namorada do agente Evans que daria aulas  de esporte no bairro onde existia a maior concentração de mortes e usuários, o trafico acontecia debaixo dos meus olhos, precisava acabar com isso ou mais pessoas morreriam, mesmo que tivesse que envolver Aileen.

-Christopher um dos meus melhores homens irá com ela, como professor de educação física e  dará aula para as crianças do bairro, seria a forma perfeita para que eles se infiltrassem e descobrissem algo, onde comprar e nos levar a pistas concretas. Sabemos que não temos mais recursos e que todos os envolvidos são sombras para nós- falava enquanto a equipe me observava concordando com a cabeça vez que outra- será nossa melhor chance tendo os nosso envolvidos nessa operação.

A devil eye´s era perigosa, precisávamos fazer algo ou  iria se expandir para fora do pais , quem sabe até ganhar força e enfraquecer nossas defesas. A forma de ação era quase mortal, assim como os efeitos em quem consumia.

Todos concordaram, trocamos poucas palavras já que todos estavam bem instruídos.

A noite foi uma surpresa quando encontrei com Linn nos corredores da escola, ela pouco parecia a agente seria do escritório, parecia bem enturmada com os outros alunos como combinamos. Quando estava saindo vi que Christopher foi a buscar, trocaram um beijo demorado e ela subiu no carro dele.

Aquilo me incomodou um pouco, não consegui disfarçar minha raiva em ver os dois assim íntimos, mesmo que seja uma missão. Fiquei parado na frente da universidade, encarando o carro dando partida.

-filho da puta, Evans- murmurei.

-quem pensa não casa Ackles- a voz vinha de trás de mim, era o reitor da universidade.

Relaxei, estava apenas olhando a paisagem e duvidava que ele tinha notado alguma coisa, assim esperava.

-então viveremos solteiros para um caralho- falei oferecendo um sorriso quando ele parou do meu lado.

Conhecia Bomer dos tempos da faculdade, éramos da mesma fraternidade o que nos dava certa intimidade, já que cultivávamos uma amizade de anos.

- acho que precisa de uma bebida para relaxar Jensen- ele sorriu.

- acho que não- suspirei fundo.

- não parece o Jen de antes- zombou.

- estamos velhos para isso Matt, alias tenho uma filha para cuidar.

-falando nela, como vai a pequena Aurora?

-impossível me amigo, impossível.

- deve ser de família.

-engraçado- revirei os olhos estendendo a mão- boa noite.

 

** ** ** ** ** ** ** * *

 

Aurê estava na sala assistindo televisão quando cheguei, as luzes estavam apagadas e ela encolhida no sofá enrolada no cobertor.

Me olhou rapidamente quando me viu chegar e voltou sua atenção para a tela. Subi para o quarto, tomei um banho rápido e coloquei uma calça de pijama descendo para a sala, ela ainda estava quieta.

- já comeu?- falei tentando chamar a atenção dela.

- não..

-que tal uma pizza?

-pode ser- bocejou.

-como foi a aula hoje?

Não era o tipo de pergunta que eu faria, mas estava me sentindo extremamente culpado. Mesmo com o dia cheio de trabalho sequer parei de pensar nela um único dia.

- normal na verdade.

- que ótimo, quer dizer que não desceu a porrada em ninguém?- sorri- caramba garota, tanta coisa para puxar do seu pai e puxa o gênio?

- acho que sim a voz dela estava relaxada.

- e os treinos?

- a mesma coisa de sempre- deu de ombros.

-quando tem jogo?

- sexta- ela me encarou.

- vou ver se consigo uma folga no meio da tarde, afinal éa vantagem de ser o chefe.

- ta falando sério pai?- os olhos dela brilhavam.

-claro Aurê. Ta assistindo o que?

- porque não assiste comigo?

Não pensei duas vezes antes de me enfiar nas cobertas e a abraçar. Aquilo me deu uma paz enorme, como se tudo estivesse bem entre nós.

- adoro esse cheirinho de bebê- falei beijando a testa dela.

-sempre fala isso.

- é a verdade meu anjo.

- e a pizza?

- vou pedir- falei levantando.

Peguei meu celular indo para a cozinha, pedi a pizza e atendi a ligação da Jess. Ela sabia que eu estaria em casa.

- porque diabos não atendeu antes?- sabia que ela tinha revirado os olhos.

- estava ocupado- respondi.

-com a sua filha.

-exatamente, algum problema?

-eu..eu sinto sua falta Jen.

-já falamos sobre isso Jess..

-quero ir na sua casa.

- estamos de saída, vamos jantar.

- antes eu ia a qualquer hora- reclamou.

-eu sei, só preciso de um tempo com ela.

-quanto?

-não sei, até ela se adaptar.

- ela não é uma criança! Sinto que estou perdendo você para ela.

-que bobagem! Sabe que eu..gosto de você.

-quantas vezes eu disse que amava você, Jensen? Você nunca falou.

-chega Jess! Não tenho tempo para isso agora.

Silencio, só a respiração dela do outro lado.

-preciso desligar, minha filha está esperando.

Voltei para a sala tomando meu lugar.

- pediu a pizza?

-sim, duas grandes.

- vai comer tudo isso?- ela sorriu, um sorriso lindo.

- seu pai sente muita fome- dei de ombros.

-não sei para onde vai toda as besteiras que você come. Precisa comer melhor pai, que tal comer frutas?

-fala como a sua..- “mãe”, falei só para mim- eu como frutas, catchup é fruta, não é?

-não é.

-tudo bem, dessa vez eu vou relevar, posso pensar sobre isso amanha? Agora só quero ficar com você, minha única prioridade.



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