História Re Creators - Capítulo 4


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Categorias Re:Creators
Personagens Altair, Meteora Österreich, Personagens Originais, Selesia Upitiria, Souta Mizushino
Tags Altair, Shimazaki, Souta
Visualizações 10
Palavras 1.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shounen

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Notícia fatídica, Colisor!


Fanfic / Fanfiction Re Creators - Capítulo 4 - Notícia fatídica, Colisor!

- Ohhhh! – exclamava a jovem garota de cabelos roxos enquanto caminhava alegremente por uma passarela metálica. – então... é assim por dentro.

- Você é um demônio... – disse um homem de cabelos e barba grisalhos enquanto caminhava atrás da jovem.

- Hum? Que coisa interessante para um cientista dizer... você é um hipócrita senhor cientista?

- Já falei! Meu nome é Isshin!

- Certo, certo... agora você vai me mostrar o brinquedinho que guardam aqui em baixo.

- Você é louca? O que raios pretende fazer?

- Hum... o que será? O que será? – a jovem falou enquanto dava um giro relaxado com o corpo no meio do corredor.

- Tsc...

“E pensar que essa criança matou todos os guardas até essa ala... além disso prendeu todos meus colegas de laboratório como se fossem ratos... só pode ser uma daquelas aberrações que apareceram a alguns meses...”

- Por onde?... Por onde agora, senhor cientista?

Ela olhava diretamente em seus olhos, ele se assustou ao notar que o rosto da garota estava sério e a um palmo do seu.

- Direita! – exclamou.

- Ótimo, ótimo...

A jovem abriu um sorriso e voltou a caminhar.

- Não vai mesmo dizer o que pretende?

- Hum... será que digo?

- Vai explodir?

- Explodir...? hum... se estivesse em uma poltrona observando de dentro de alguma espaçonave a uma distância talvez... igual a da lua... sim... mas... não sou idiota, sei que os efeitos da explosão dessa coisa poderiam acabar me matando também... – nesse momento ela riu. – e não pretendo morrer tão cedo, desde que vim para esse mundo tenho me divertido tanto...

- Então o que é?

- Muito insistente você, velho cientista...

- Velho?!

- Bem... não é à toa que sua mulher não vive com você...

O homem parou no corredor enquanto estava perplexo.

- Hum... o seu rosto me diz... como? Como ela sabe? Como sei? Fácil... i-di-o-tas deixam sempre muitas migalhas de informações pessoais expostas, tudo que preciso fazer é prestar atenção nos detalhes, recolhe-los e usar... assim tenho toda diversão que possível...

- Você não é normal....

- Hum.... Muito obrigada, senhor cientista.

- Pare com isso!

- Oh... parece que não tem mais medo de mim? Preciso fazer algo?

- Não, sei que se quiser pode me matar facilmente, mas apenas pare com essas asneiras e diga o que vai fazer.

- Hum... não! – dizendo isso ela voltou a caminhar pelo corredor que chegava perto de seu fim.

Sem alternativa o velho cientista a seguiu contrariado.

- Mas, sobre o que vou fazer... pense um pouco senhor cientista, usando esse brinquedinho, como se pode criar uma grande diversão? Uma onda de caos na população ao descobrirem que uma coisinha pequena como essa foi construída sem nenhum aviso... e logo debaixo da floresta dos suicidas... – nesse momento a jovem voltou a rir freneticamente. – isso é muito divertido...

- Não pode ser... você pretende...

- Ah... parece que finalmente entendeu... mas... eu praticamente dei a resposta, decepcionante para um cientista não acha?

Ela voltou a rir enquanto ambos saíram do corredor e de depararam com uma gigantesca estrutura metálica em forma cilíndrica como um grande duto a baixo deles. Ambos estavam em cima de uma passarela, as luzes do lugar não eram muito fortes, mas o suficiente para refletirem na enorme estrutura dando um brilho roxo azulado ao local.

O rosto da garota brilhava de alegria, sua cabeça virava de um lado para o outro como uma criança que vai ao parque de diversos pela primeira vez.

- Então é assim?... Será que o da Suíça é igual? Será? não importa, isso é maravilhoso! Maravilhoso!

O homem apenas podia observar a garota correndo pela plataforma, ele tinha que acompanha-la, mas fazia sem ânimo e de forma lenta, ele sabia o perigo que corria naquele momento.

A jovem não parava de pular de um lado para o outro conforme avançava na estrutura, seu sorriso sarcástico estava estampado em seu rosto com grande entusiasmo, o nome da garota era Magane Chikujoin.

***

- Desculpe, honestamente não tenho nenhum ideia que possa ajudar... – disse o homem em roupas clara sentado em uma mesa de lanchonete de frente para um jovem de óculo e uma garota de cabelos prateados.

- Não se desculpe, Matsubara-san, essa situação é extremamente incomum. – o jovem falou enquanto segurava e girava lentamente seu copo de café sobre a mesa, o aroma sai do copo em forma de fumaça indicando sua temperatura.

- De qualquer maneira, arrumar uma forma de solucionar isso o quanto antes. – falou a jovem garota em um tom frio e sereno como de costume. – pois, no pior cenário teremos que enfrentar Altair novamente.

- O que?! – exclamou o homem mais velho.

Sota abriu a boca ao passo que seus olhos se arregalaram diante da fala de sua amiga.

- Acha mesmo que se Shimazaki-san desaparecer, Altair voltará a tentar destruir o mundo? – indagou Matsubara.

- Não me refiro a tentar, dessa vez é certeza, na última ela apenas brincou com todos nós na maior parte do tempo, embora... ainda exista uma possibilidade de que seu coração tenha mudado. – nesse ponto Meteora lembrou-se do instante em que Altair parou seus sabres em resposta ao pedido de Sota.

- Agora você conseguiu mesmo me assustar... – os olhos de Matsubara estavam ansiosos e temerosos ao caírem sobre seu copo ainda quente de cappuccino. – bem... vou ligar para Kikuchihara, talvez ela nos ajude a pensar em algo.

Matsubara deixou seu copo sobre a mesa para poder pegar seu celular no bolso de sua camisa.

- Sota-dono. – disse Meteora. – sabe se há algum jeito de entrar em contato com Altair?

- Não, foi ela que veio até mim, não existe nenhum meio de contata-la... – seu olhar pesado expressava sua frustração.

- Até que isso seja resolvido, ficarei em sua casa.

- Hum?

- Não sabemos quando Altair vai aparecer, muito menos o seu humor quando voltar, por essa razão ficarei em sua casa, tudo bem por você?

- Ah... bem... claro, não há problema. – ele hesitou por um instante, Meteora já havia ficado em sua casa antes e na noite anterior também, ainda assim o seu pedido e a forma como pronunciou as palavras deram a fala da jovem um tom mais afetivo e protetor do que o habitual.

- Estranho... – disse o homem da frente. – ela não atende.

- Não se preocupe, ela deve estar ocupada agora. – falou serenamente a garota.

- Não sei, ela sempre acorda cedo...

- Ah... como sabe disso? – Sota perguntou de forma distraída apenas por curiosidade, mas isso fez Matsubara desviar o olhar dos dois.

- Não... é nada... apenas sei ora...

- Entendo. – falou Meteora.

- Entende o que? – Matsubara pareceu assustado.

- Nada, acho que isso é um assunto de vocês dois.

- Que?! – Sota arregalou os olhos ao notar o que estava havendo e se sentiu um pouco envergonhado de ser o último a perceber.

- Bem... isso ainda é... – eles riram timidamente sobre a situação. – bom... mas agora temos coisas mais importantes...

- Tem razão. – disse a jovem. – nos avise quando conseguir falar com Kikuchihara-dono.

- Certo.

***

Em algum lugar da sofisticada instalação científica subterrânea os olhos animados da jovem de cabelos roxos observava o painel de controle.

Uma enorme estrutura metálica à cima da cabine onde estavam duas pessoas tinha a seguinte inscrição gravada: LHC – Large Hadron Collider.

- Pare já com isso! – exclamou o cientista atrás dela, ele estava amarrado em uma cadeira próximo de uma pequena mesa branca.

- Hum...? – ela o olhou de forma sarcástica e voltou a mexer no painel.

O alarme do sistema de segurança tocou, luzes vermelhas se acenderam por todos os corredores e um barulho estridente de uma sirene ecoava pelo lugar.

- Muito bem... sem cientista, agora tem apenas 15 minutos para sair certo?

- O que?! Ficou maluca, quando o sistema superaquecer tudo em um raio de no mínimo 50 quilômetros vai desaparecer!

- Bobo! Não prestou atenção no que eu disse, einh? Não pretendo explodi-lo, vou apenas expô-lo ao mundo... isso sim trará muito diversão...

- Não tem como parar o sistema do colisor agora! Nesses condições, quando os prótons se chocarem...

- Vamos estar muito bem vivos e intactos assistindo tudo bem de perto...

- Impossível...!

Nesse momento a garota semicerrou os olhos e disse em um tom alegre.

- Uma mentira sobre uma mentira... se tornara realidade...

Com um sorriso largo a garota estalou os dedos da mão direita na direção do cientista.

***

- Aqui. – disse o jovem ao entregar uma xícara de chá para a garota de olhos azuis.

- Obrigada.

Ambos estavam sentados sobre o tapete no chão do quarto de Sota.

- Sabe Meteora-san... ainda não entendo, porque Shimazaki-san está passando por isso, você e Altair não sofrem efeito algum, porque ela?

- Sota-dono, se soubéssemos o ponto crucial já teríamos algo para trabalho em uma solução... eu... – Meteora fez uma pausa para um gole de chá como se recuperasse suas forças e continuou. – não queria dizer antes pois não era uma certeza, mas depois do que a habilidade de Altair demonstrou ao não conseguir analisar Shimazaki-san, minha suspeita inicial agora é quase certa.

- Hum?

- A Shimazaki-san que está com Altair não é uma simples recriação, é a original.

- Que?!

- Não tem outra explicação, basta analisar os fatos com calma primeiro, quando ela apareceu no meio da nossa luta contra Altair em um certo momento pareceu que o universo rejeitasse sua existência, foi preciso que Altair criasse outro mundo para que ela pudesse continuar a existir, depois os efeitos danosos em seu corpo ao mesmo tempo de não poder mudar de mundo e agora a nova habilidade de Altair para analisar criações não funcionar em Shimazaki-san...

- Ah... então foi por isso que você pediu que eu fizesse especificamente para personagens?

- Sim.

- Mas então isso quer dizer que...

- Precisamos encontrar uma forma de fazer com que o corpo de Shimazaki-san se torne uma criação de verdade ou uma pessoa normal como era.

- Mas... como...?

- Essa é a pergunta chave...

Após discutirem por mais cinco minutos sem nenhum progresso sobre o assunto, Sota levou a bandeja com a xícara de chá para a cozinha na parte de baixo de sua cada, ele notou que a televisão ainda estava ligada.

“Droga, depois que preparei o chá da Meteora-san subi com tanta pressa para conversar que acabei me esquecendo.”

Enquanto pegava o controle para desligar a TV ele reparou que o noticiário narrava um acidente em um cruzamento de duas avenidas.

[O acidente deixou dois feridos, o mais grave foi o motorista da moto que teve hemorragia grave...]

Sem dar muita atenção Sota estava prestes a desligar o televisor.

[...mas o motorista foi logo encaminhado ao hospital geral da região e após...]

O que veio a seguir pareceu algo extraordinário para Sota, ele abriu inconscientemente a boca com a surpresa que levou, seu coração se encheu de esperança com a ideia que aquela notícia lhe dera, mas logo em seguida uma notícia fatídica cortou a primeira.

[... agora o motorista passa bem... pedimos desculpas por interromper a transmissão do jornal, para uma notícia de última hora, a poucos minutos uma enorme explosão ocorreu no centro da floresta de Aokigahara a noroeste do monte Fuji, o repórter Makoto sobrevoa o local e traz maiores informações.]

[...É incrível, uma grande estrutura de metal parecendo um tubo circular estava debaixo da floresta dos suicidas, o piloto me passou uma estimativa de que a estrutura tem entre 26 e 28 quilômetros de diâmetro...]

- Sota-dono, tudo bem? – disse Meteora atrás do jovem, levou apenas um instante para que ela notasse o motivo que prendia a atenção do jovem.

- Meteora-san... aquilo é...

- Sim. – respondeu seriamente a jovem.

Ambos já haviam lido ou assistido algo que falasse a respeito, Meteora afirmou logo em seguida.

- Aquilo é um... Colisor de Hádrons.


Notas Finais


Título do próximo capítulo: A ira de Altair


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