História Re: Zero Devil May Cry - Capítulo 1


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Categorias Devil May Cry, Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu
Personagens Beatrice, Betelgeuse, Dante, Emilia, Felt, Lady, Nero, Personagens Originais, Puck, Ram, Rem, Roswaal L. Mathers, Sparda, Vergil
Visualizações 55
Palavras 4.922
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Outra atualização? E dessa vez de uma história nova? Zangs, o que você tem na cabeça?

Sabe que até eu me faço essa mesma pergunta as vezes?

Enfim, eu resolvi fazer essa história, por um simples motivo. Por causa do Subaru ser um péssimo protagonista. Como eu odeio esse cara. Oh cara chato, vai ser retardado lá na terra onde o judas perdeu as botas, filho da puta! Eu tô desviando o assunto, resumindo: Eu resolvi fazer a minha versão de Re:Zero e juro que não vou fazer um final em que ninguém sabe se a nossa bela Emília-tan ama ou não o protagonista, podem ficar tranquilos

Agora, vamos deixar as enrolações de lado e embarcar nessa nova história

Capítulo 1 - A Maga E O Espírito


Fanfic / Fanfiction Re: Zero Devil May Cry - Capítulo 1 - A Maga E O Espírito

- Mas o que....

O albino não conseguia formular uma frase para o que estava vendo. Num instante, ele estava saindo de uma mansão abandonada, que havia sido tomada por demônios, com seu tio e sua colega de trabalho, no qual ele tem certeza absoluta que tem um caso com seu tio. No outro, estava numa rua um tanto movimentada, cheio de gente e de criaturas, que pareciam ter sido tiradas de algum jogo de RPG e ganhado vida diante dos seus olhos.

Homens meio lagartos, meio cachorros, meio gato.... Todo tipo de criatura, que misturava a forma humanoide, com algumas características de algum animal, estava diante dele. Andando tranquilamente pela rua, como se fosse algo normal e do cotidiano.

Só então ele se lembrou de um detalhe. Seu braço direito, com um aspecto estranho e com forte poder demoníaco, estava a mostra pra todos verem ali.

Porém ninguém olhou feio pra ele, ou fez algum comentário que fosse deveras ofensivo a ele sobre o assunto. Bem, uma pessoa ou outra olhava pro braço diferenciado do “humano” e se perguntavam se ele era amaldiçoado, ou se ele era algum tipo de mestiço, sendo que aqueles que tiveram essa teoria, foram o que mais chegaram perto da verdade.

De fato, ele era um mestiço.

Meio humano e meio demônio, mas ele se considerava mais humano, do que demônio.

O albino deu mais algumas olhadas ao redor antes de colocar as mãos nos bolsos e começar a andar pra algum lugar, mesmo não fazendo ideia de pra onde ir. Não era apenas as pessoas que eram diferentes, a arquitetura dos prédios ao seu redor pareciam.... Na verdade, elas são, praticamente, do estilo medieval europeia.

Alguns prédios, ou construções, que ele presumiu como um templo religioso, possuíam uma arquitetura estilo gótico, lembrando a Catedral de Notre-Dame em Paris, ou a Catedral de Chartres, também na França.

As carruagens nem eram puxadas por cavalos, e sim por criaturas reptilianas enormes, fazendo ele pensar que eram lagartos gigantes, ou até mesmo dinossauros, apensar de que eles não pareciam com nada com os dinossauros que ele conhece. Um ou outro ele via parecer com um velociraptor, mas não possuíam as garras afiadas e curvadas nas patas traseiras, que eram as características principais desse predador icônico da pré-história do seu mundo.

- Tá legal, Nero. Se concentra. Tente se lembrar o que aconteceu. – Disse o albino, olhando pro chão enquanto andava e desviando das pessoas que provavelmente iriam esbarrar nele. – Tio Dante recebeu um trabalho de um cliente com senha e me chamou pra fazer parte da missão, pra ganhar alguma experiência de luta e uma graninha. Depois que chegamos no local, encontramos a Lady e a Trish, matamos os demônios que haviam dentro da mansão. E depois.... – O albino para no lugar, forçando a memória a trabalhar e se lembrar dos instantes antes de ter vindo parar nesse mundo tão exótico.

Antes de vir pra esse mundo, ele sentiu alguma coisa atrás dele e quando ele se virou, não havia nada ali, mas podia jurar que a imagem do local que ele estava não condizia com o verdadeiro. Era como se alguma coisa estivesse tentando se sobrepor sobre a cena dos corpos de demônios mortos e do local semidestruído da mansão que eles acabaram “limpando”.

Como se um véu estivesse sendo retirado daquele local.

- Provavelmente, aquela sensação que eu tive antes de me virar era pra me alertar disso. Mas.... Como eu cheguei aqui? – Pergunta Nero, colocando a mão direita no queixo para pensar, ainda mantendo o olhar no chão.

Seus pensamentos são tirados de sua devida atenção quando ele ouve uma comoção mais atrás, vendo que um cidadão iria ser atropelado por uma carroça que estava rápida demais pra frear. Normalmente ele iria ignorar aquilo e seguir viagem, mas detestava aquele sentimento de não fazer nada e saber que poderia ter feito alguma coisa pra ajudar.

Mesmo que a contragosto, ele utilizou um dos poderes que herdou de seu pai e lançou uma espada de energia na direção do cidadão caído no chão e fincou no ombro esquerdo, para logo em seguida, como num passe de mágica, teleportar o homem caído para perto de seus pés e deixar os pertences do mesmo serem atropelados pela carruagem.

O homem estava assustado, além de confuso. Tinha certeza de que seria atropelado pela carruagem que vinha na sua direção, mas de repente se sentiu sendo puxado contra sua vontade para um local diferente e quando percebeu, estava na calçada, a alguns metros da onde ele estava originalmente e viu suas coisas serem esmagadas pelas patas do grande réptil.

- Vê se não cai no meio da rua da próxima vez, idiota. – Diz Nero, fazendo o homem acordar de seu transe, junto com outras pessoas, a tempo de ver o albino se afastar do local, com uma expressão de desaprovação para o homem caído.

 

Cap. 1 – A Maga E O Espírito

 

Nero continuou andando na rua por mais alguns minutos e notou algumas coisas que ele deixou passar de primeira instancia. Todas as pessoas, sem exceção, falavam a mesma língua que ele. O alfabeto daquele mundo era diferente do seu, bem diferente mesmo, mas não havia nada que pudesse reconhecer ou fosse familiar ao seu mundo, como o alfabeto árabe ou asiático, que era cheio de linhas retas e curvas leves.

Bem, pelo menos os números eram iguais. Quando ele deu uma olhada numa das barracas de venda na rua, na qual ele acredita ser um mercado, viu que as frutas e verduras, até mesmo os legumes, eram bem parecidos, se não iguais, aos do seu mundo.

- Agora que eu tô vendo essa comida toda, me bateu uma fome. – Disse o albino, passando a mão na barriga e a ouvindo roncar levemente, implorando um aperitivo. – Mas não da pra comprar nada com o dinheiro que eu tenho do meu mundo. Afinal, eu não estou mais no Kansas. – Continua o mesmo, parando pra pensar em como conseguir algum dinheiro pra comer e consequentemente, pra dormir, já que agora ele era praticamente um sem-teto.

- Ei, garoto. – Chamou um vendedor local, com uma espécie de graveto na boca. – Você está usando umas roupas bem estranhas. É algum viajante por acaso? – Perguntou o mercante, de forma educada e um pouco curiosa para o albino.

- Pode se dizer que sim. Eu acho.... – Responde Nero, sussurrando a última parte e desviando o olhar do mercante a sua frente. – Se não for muito incomodo, sabe me dizer onde eu posso fazer uma transação monetária? Troca de moedas. Eu ainda não tive chance de trocar o dinheiro da minha terra natal com o desse reino. – Explica o mesmo, torcendo pra que exista esse tipo de serviço nesse mundo.

- Desculpa, mas eu não faço a menor ideia de onde você pode fazer essa transação, amigo. – Responde o comerciante, coçando a nuca e um tanto constrangido por não ter sido de grande ajuda com o rapaz.

- Entendo. Obrigado mesmo assim. – Agradece o albino, acenando com o braço direito dele, fazendo o mercante olhar com certa afixação o braço dele e isso não passou despercebido por Nero. – O que foi?

- Meu jovem, esse seu braço.... – Começou o vendedor, olhando com certo desprezo e nojo na voz e no olhar.

- Eu nasci com ele assim. Coisa de família. – Se limitou a dizer, colocando a mão de novo no bolso e se pondo a andar, de preferência, pra longe daquele vendedor. – É, foi o que eu pensei. As pessoas iriam achar estranho um humano com um braço demoníaco andando pelas ruas. – Disse para si mesmo, em voz alta enquanto pensava na reação do mercante. – Será que existem demônios aqui? E se existirem, poderei abrir minha própria loja de caça demônios. Isso se eles forem como os do meu mundo. – Comentou para si mesmo, com um sorriso mínimo o rosto antes de continuar a andar, dessa vez com um pouco mais de calma, agora que tinha tomado uma boa distância do mercado e entrando num beco e se sentando para poder refletir nas próximas ações que faria nesse novo mundo.

Se sentou encostado numa parede e ficou pensando em possíveis maneiras de ter sido trazido pra esse mundo, do por que dele ter sido trazido ao invés de seu tio, ou qualquer uma outra pessoa que ele conheça, mas tudo parecia tão clichê e sem graça, que ele resolveu usar esse tempo de descanso, para poder pensar em outras coisas, como se seu tio percebeu que ele tinha desaparecido. Se ele ou alguém da Devil May Cry estaria fazendo alguma coisa pra traze-lo de volta.

Nero então retira o amuleto que seu tio lhe deu quando fez 8 anos, a mesma idade na qual o seu pai tinham recebido esse mesmo amuleto de sua mãe, sua avó Eva, uma humana que se apaixonou pelo mais poderoso demônio de todos os tempos e do mundo dos demônios.

O Cavaleiro Negro, Sparda.

O amuleto em si, não poderia fazer nada, isso por que ele estava incompleto, já que a outra metade estava com seu tio, Dante. Mas para qualquer um que visse aquele amuleto, iria pensar que era um amuleto qualquer e que possuía uma grande gema vermelha encrustada no meio dela, o tornando alvo de vários ladroes de meia tigela que queriam uma grana fácil.

O que nos leva a situação atual do albino, que sente a presença de três indivíduos, que na opinião do albino, eram apenas lixo, sem nenhum valor algum para a sociedade, olhando com certa afixação para a joia no amuleto nas mãos do mestiço.

- Ei, mané! – Chamou o menor dos três, que pelo que parecia, era o mais novo e mais fraco dos três. – É melhor passar essa joia pra cá, se não quiser se machucar. – Ameaça o mesmo, fazendo uma cara ameaçadora, que na opinião de Nero, era ridícula.

Tão ridícula quanto a dos colegas do pequeno.

Nero apenas ignorou o chamado e a ameaça do menor e se levantou da onde estava sentado e guardou o amuleto dentro da camisa, onde ele normalmente deixa escondido seu bem mais precioso. O mestiço já estava pronto pra ir embora, quando voltou a ouvir a voz dos ladrões de meia tigela.

- Aí, não ouviu o que a gente falou?! Passa a joia pra cá, caralho!! – Repete o indivíduo do meio, que era um pouco mais alto que o terceiro membro do grupo, mas em compensação era o mais magro dos três, sendo que o terceiro um cara de pele morena e com uma barriga enorme e de dar inveja as mulheres gravidas de 9 meses.

O de meio foi se aproximando de Nero e segura na gola do mesmo, o fazendo se virar para encara-lo.

- Eu já vou avisando. É melhor me soltar, se quiser manter os ossos do seu braço intactos. – Adverte Nero, olhando com desprezo para o magrelo a sua frente, que ri da ameaça do albino, junto com seus amigos de crime.

- Era exatamente isso o que eu....

O bandido nem teve tempo de continuar, pois no instante seguinte, Nero havia segurado o pulso da mão que estava segurando sua gola e com o braço direito, ele desfere um soco que praticamente fez com que o braço do marginal quebrasse e criasse uma fratura exposta, deixando uma parte do osso saindo da carne dele e fazendo sair bastante sangue no processo.

A dor do osso se quebrando e saindo de sua pele foi muito grande, o que fez o magricela cair no chão e começar a balançar de um lado pro outro, gritando de dor, além de chorar pelo mesmo motivo.

- Querem ser os próximos? – Pergunta Nero, olhando de forma fria e muito mais ameaçador do que o trio tinha feito, ou melhor, tentado fazer, como ele, os deixando brancos de medo.

Nem conseguiam dar um passo sequer pra poder ajudar o amigo ferido no chão diante deles.

- Vou ser bonzinho e deixar essa passar. Mas se eu os ver fazendo esse tipo de coisa mais uma vez.... – Começa Nero, olhando de relance para o que estava caído no chão, esperneando de dor. – Vou deixa-los de uma forma ainda pior do que o amigo de vocês aqui. – Adverte o albino, voltando o olhar novamente para os outros dois, que podiam jurar que tiveram suas almas tiradas de seus corpos e logo depois colocadas de volta, só que com muito mais medo do que antes. – Estamos entendidos?

- SIM, SENHOR!! – Responderam os que ainda estavam de pé e logo após isso, eles foram até o amigo ferido e o tiraram dela o mais rápido possível.

Nero então da um suspiro cansado antes de falar.

- Pode sair se quiser! Eu sei que está escondida aí atrás da parede na esquina na minha frente! – Diz o albino, alto o bastante para quem quer que estivesse ali ouvisse.

E não foi outra.

Do mesmo lugar da qual Nero havia descrito onde a pessoa estava escondida, saiu uma garota de cabelos brancos, quase prateados, orelhas levemente pontudas e com olhos violetas e pupila azulada, num vestido branco com detalhes violetas, mangas longas e bem folgadas nas pontas, com uma espécie de ave dourada na ponta das mangas. Botas brancas e longas, chegando até metade das coxas dela. O vestido possuía um decote com babados, o mesmo até que era grande para os seios fartos da garota, mas deixava o vale dos seios a mostra, junto com uma joia esverdeada, provavelmente uma esmeralda, fosse visível um pouco acima dos seios. No canto direito de seu rosto, era possível ver uma flor branca presa nos cabelos prateados dela, dando um charme a mais nela.

- Desculpa. Eu achei que você poderia ter problemas com aqueles malfeitores e pensei em ajudar, mas parece que você deu conta da situação sozinho. – Disse a platinada, enquanto se aproximava do albino, coçando a nuca em sinal de vergonha.

- Tá tudo bem. Mas ao meu ver, você não estava atrás deles, estou certo? – Pergunta Nero, sendo gentil em suas palavras com a garota, apesar de parecer ser um pouco duro ao mesmo tempo.

- Sim. Acontece que eu acabei sendo roubada, não faz muito tempo, e pensei que a ladra pudesse ter dado o que me pertence a eles. Mas pelo que parece, eles não estavam com ele. – Diz a platinada, abaixando o olhar e falando de maneira triste para Nero.

- O que foi roubado?

- Minha insígnia. Uma pedra. Uma bem pequena, mas de grande importância pra mim. Preciso recupera-la a todo custo! – Responde a jovem, dando bastante ênfase na parte da importância daquele objeto.

- E como você sabe que eles não estavam com essa pedra? – Pergunta o albino, olhando de forma confusa para a garota, tentando achar uma explicação razoável para o albino.

- Bem, como eu sou uma maga, posso usar uma magia de localização. A pedra que eu procuro emite um sinal de energia bem característico, na qual eu posso usar pra localizar ela, caso eu a perca.

- Como agora? – Pergunta de forma brincalhona o albino, vendo a platinada se encolher diante da brincadeira.

- Sim. Mas acontece que tem tantas pedras com sinais parecidos, fica difícil de localizar a pedra que eu quero. – Conta a platinada, quase que de forma derrotada e caída no chão.

- Ei, não fica assim não, amiga. – Disse uma voz desconhecida para Nero e logo em seguida, surge um gato cinza e branco, flutuando ao redor do rosto da platinada. – Tenho certeza que você ainda vai encontrar a sua insígnia. – Continua a criatura, dando alguns apinhas gentis no topo da cabeça da platinada.

- Obrigada, Pack. – Agradece a garota, dando um singelo sorriso pro bichinho flutuante.

Nero observou o gato voador com mais atenção e pode sentir que o mesmo parecia restringir os poderes da platinada. Ele não disse nada, pois pensou que aquilo era necessário e a mesma soubesse disso, deixando esse assunto morrer ali mesmo, mas guardaria essa informação pra algum evento futuro.

- Você é um espírito por acaso? – Pergunta o Sparda, olhando para o gato, que se vira pro albino quando foi chamado.

- Sim. Sou um espírito com um contrato com essa bela garota. – Disse o felino, flutuando até o topo da cabeça da platinada e pousando ali.

- E que bela, meu caro. – Diz Nero, dando um assovio enquanto olhava de cima a baixo o corpo da platinada, parando o seu olhar nos olhos da mesma, fazendo com que a garota ficasse corada da cabeça aos pés por conta do elogio.

- Pois é, né? E ela não fica fofa quando está corada desse jeito? – Começa Pack, deixando sua contratante ficasse ainda mais envergonhada com o comentário.

- Verdade. Da até vontade de dar uma apertada nas bochechas dela quando está assim. – Acrescenta Nero, fingindo estar apertando as bochechas da platinada e sorrindo de forma debochada.

- Por que não faz isso? Eu faço isso sempre que a oportunidade aparece. – Conta o gato, deixando a platinada igual a um tomate de vergonha.

- JÁ CHEGA!!!! – Berrou a platinada, fervendo de raiva e vergonha do que estava ouvindo. – Você, nem pense em apertar as minhas bochechas, seu.... Seu.... Seu tarado!!

- Argh? – Nero simplesmente faz uma expressão confusa e deixa seus ombros caírem em sinal de desanimo.

Nem de longe ele era tarado e nem tinha feito algo do gênero pra ela o chamar daquele jeito.

- E você, Pack, se continuar a falar mais alguma coisa sobre mim, eu não vou mais te paparicar quando você pedir e nem vou deixar a Beatrice chegar perto de você por 1 mês! – Adverte a garota, deixando o gatinho desesperado com o que ouviu.

- NÃO!!! POR FAVOR!!! NÃO FAÇA ISSO, EMÍLIA!!! – Implorou o gato, crescendo de tamanho e se agarrando nas pernas da sua contratante, que estava uma fera com ele e o albino.

- Então esse é o seu nome. Não era bem o que eu pensei, mas combina com você. – Diz Nero, coçando o queixo depois que ouviu o nome da garota, que parou de brigar com o gato e o mesmo parou de implorar depois que viu o que acabou de fazer. – Bem, acho que o mínimo que posso fazer pra ficarmos iguais é dizer o meu nome. Sou Nero Kurokami Sparda. Muito prazer, Emília. – Continua o mestiço, estendendo a mão direita para a platinada e a mesma olhando de forma surpresa pra mão dele.

- A sua mão.... – Disse Emília, já acreditando que ele tivesse alguma maldição ou algo do gênero.

- Ah, ela sempre foi assim. Relaxa, já tô acostumado com isso. – Conta Nero, acalmando a platinada, apesar de parecer não ter surtido muito efeito. – É sério. Não é maldição, nem nada.

- Tem certeza? – Pergunta o gatinho, olhando mais de perto o braço de Nero e o mesmo assentindo em resposta e dando um carinho embaixo do queixo do gato, o fazendo ronronar com aquilo.

- Absoluta. Então, quer uma ajuda pra encontrar essa insígnia? – Pergunta Nero, fazendo Emília se assustar com aquilo.

- Pera, tem certeza? Não tem nada que você deveria estar fazendo agora, tipo, ir a algum lugar ou algo do tipo? – Pergunta a platinada, ainda não acreditando no que estava ouvindo.

- Tenho, e também, duas cabeças pensam melhor que uma. – Brinca o albino, batendo a ponta do indicador na sua cabeça e depois na ponta do nariz de Emília, de uma forma gentil, mas que acabou fazendo a albina corar levemente com a ação de Nero. – Bem, essa magia de localização, tem um certo alcance, não é? – Pergunta o mesmo, vendo Emília assentir em resposta. – Se formos a um lugar alto, você poderia usar essa magia e colocar as possíveis localizações pra mim num mapa?

Emília pareceu pensar um pouco sobre o que Nero disse antes de responder à pergunta.

- Bem, eu nunca fiz isso antes, mas eu acho que consigo, mas só até alguns quilômetros. Uns cinco ou seis no máximo. Por que?

- Já é o suficiente. – Disse Nero, se aproximando de Emília, fazendo ela corar levemente com a aproximação.

Isso até o albino a colocar sobre seu ombro direito, como um saco de batatas.

Aquilo sim fez ela corar bastante, sem contar que a mesma ficou se debatendo no ombro do albino.

Nero logo após colocar Emília sobre seu ombro dá um salto, alto o bastante para chegar no telhado de um dos prédios perto deles e logo depois deu um outro salto no ar, observando o cenário ao seu redor e encontrando um prédio bem mais alto que os outros da redondeza. Nero então usa um dos poderes herdados por seu pai, as Summoned Swords (Invocação Das Espadas), e usou junto com um dos estilos de seu pai, Tricks Style, fazendo com que ele fosse teleportado pra onde ele havia lançado a espada, ficando bem próximo do prédio em questão, que parecia uma igreja ou algo parecido.

Já nele, Nero coloca Emília no chão gentilmente e a mesma começou a bater no peito do albino e a espernear bastante por ter sido carregada que nem um saco de batata de telhado em telhado.

- Desculpe se esse era o único meio mais rápido de chegarmos até aqui. E aposto que o seu amiguinho gato não poderia carregar você até aqui, certo, Pack? – Pergunta Nero, olhando o gato se aproximando do casal poucos instantes depois deles pousarem no telhado do prédio.

- Infelizmente não posso. – Responde o bichinho, um pouco depressivo com aquele fato, mas então ele se lembrou de uma coisa. – Mas se eu estivesse nas condições apropriadas, eu poderia ter trazido a gente até aqui com o meu mindinho! – Diz o pequeno, mostrando a eles o dedo mindinho da sua pata dianteira esquerda.

- Sei.... – Diz Nero, desviando o olhar e sorrindo de forma debochada pro bichano.

- NÃO DUVIDE DE MIM, PORRA! – Rebateu o felino, bravo com a falta de credibilidade do albino em suas palavras.

- E então, consegue localizar a sua pedra? – Pergunta Nero, voltando ao assunto que os levou até aquele prédio.

- Me de um minuto. – Pediu a platinada, pegando um mapa da mochila que Pack carregava consigo e o desdobrando logo em seguida, para então o colocá-lo no chão, sentando logo após isso.

Enquanto Emília parecia falar alguma coisa que Nero não conseguia entender, ou não conseguia ouvir, Pack foi até o albino e começou a analisa-lo melhor.

- Você é cheio de truques, hein? Onde aprendeu a fazer aquelas espadas? E aqueles teleportes? – Pergunta o felino, bem animado aparentemente.

- Meu tio. Ele me ensinou uns truques seus e eu os adaptei pro meu uso pessoal. Eu também usei uns truques do meu velho pra nos trazer até aqui. – Responde Nero, com as mãos nos bolsos e observando atentamente o que Emília estava fazendo, sem interromper o que ela estava fazendo.

Aos poucos, várias esferas brancas com tons azulados começam a surgir ao redor de Emília e a mesma começa a brilhar no mesmo tom que as esferas.

- São espíritos inferiores. – Disse Pack, ganhando brevemente a atenção de Nero, antes de voltar a explicação. – São seres que não se tornaram espíritos completos, como eu. Com forma, consciência e força própria. Isso pode levar um bom tempo, geralmente anos pra que isso aconteça, mas eventualmente eles se tornam espíritos completos.

- E o que ela está fazendo? Conversando com eles? – Pergunta Nero, sem desviar um instante se quer o seu olhar para Emília.

- Sim. Ela pode usar as informações que eles possuem para ajuda-la a localizar a pedra, como o sinal energético da insígnia dela.

- Está pronto. – Avisa Emília, parando de brilhar e as pequenas esferas aos poucos foram sumindo, exceto algumas que ficaram espalhadas no mapa da cidade que estava aberto no chão. – E agora?

- Me dá um minuto. – Pediu o albino.

Nero então se senta ao lado de Emília e começa a analisar o mapa e observar os vários possíveis locais onde a insígnia de Emília poderia estar. As mais próximas estavam no centro, mas em uma quantidade razoável, umas cinco ou seis. Porém havia um ponto na qual chamou sua atenção.

- Nós vamos pra essa região. – Anuncia o albino, apontando pro local escolhido.

- A favela? Como tem certeza? – Pergunta Pack, confuso pela escolha de Nero.

- Por que ficar perto da onde ocorreu o crime seria uma idiotice sem tamanha. O mais sensato seria se esconder num lugar afastado e, se possível, vender a mercadoria o mais rápido possível. Com esse pensamento como base, eu deduzi que a região da favela seria um ótimo local pro seu ladrão ir se esconder. – Explica o albino, ainda olhando para o mapa e dando uma conferida nas direções que teria que seguir até seu destino. – A propósito, você se lembra como era a pessoa que te roubou?

- Sim. Era uma garotinha, não devia ter mais que 1,50 de altura. Cabelos curtos e dourados e olhos vermelhos. Com uma fita preta na cabeça. – Responde Emília, olhando nos olhos azuis de Nero e o vendo se levantar

- Isso já é uma boa descrição. Vai ser fácil de encontrar alguém com essas características num lugar como aquele. – Diz Nero, estendendo a mão para Emília, que aceita e se levanta com a ajuda de Nero. O mesmo logo fica de costas pra ela e fica agachado diante dela, que estranhou um pouco a princípio. – Sobe, eu vou te carregar até lá. – Anunciou o albino, fazendo a platinada ficar que nem um tomate.

- E-Eu posso descer desse telhado muito bem sozinha, muito obrigada. – Disse a platinada, cruzando os braços embaixo dos seios, virando o rosto pro lado e fazendo uma cara como se estivesse zangada, mas o rubor em seu rosto denunciava o seu real sentimento, vergonha.

- Tá bom. Então, boa sorte pra descer do topo de um prédio de 40 metros de altura. – Disse Nero, olhando e sorrindo com certo deboche para Emília, que da uma breve olhada pro chão da rua mais abaixo, pela beirada do prédio.

Aquela visão fez com que ela sentisse um arrepio nem um pouco agradável na espinha, chegando a tremer nas bases de tanto medo que estava sentindo.

Como se por um instinto, ou pura inocência, a platinada pulou nas costas do albino e circulou o pescoço dele, pressionando seus seios contra as costas dele, sem antes deixar escapar um gritinho de medo, fazendo o garoto rir baixinho da cara assustada dela. Emília da um soco, mas bem de leve no ombro de Nero e o mesmo se levanta, segurando as coxas da garota para que ela não caísse.

Pack já se segurou no ombro de Emília, antes que Nero pudesse sair sem ele de novo.

- Se segura. – Avisa o albino, antes de dar um pulo que os levou pra longe, indo direto na direção onde a insígnia de Emília aparentemente poderia estar.

Emília se segurava com certa força ao redor do pescoço de Nero, mas não o bastante pra machuca-lo ou sufoca-lo. A platinada não pode deixar de notar que o toque da mão direita de Nero lhe trazia uma certa paz, na qual ela não sabia de onde esse sentimento estava vindo. O calor que emanava naquela mão era diferente da que vinha da esquerda. Era mais quente, mas ao mesmo tempo era reconfortante e terno.

A mesma estava tão perto dele que podia sentir um aroma agridoce vindo dele. Não conseguia distinguir que cheiro era aquele, mas parecia que aquele cheiro a deixava entorpecida, como se fosse uma droga, a deixando mais relaxada do que deveria.

Queria sentir mais aquele cheiro, então aproximou seu rosto dos cabelos de Nero e respirou fundo, puxando bastante o cheiro dele para suas narinas e se deixando levar por aquela nova droga que descobriu, o cheiro de Nero. O cheiro dele lhe causava muita tranquilidade.

Estava tão entorpecida pelo cheiro do Sparda, que nem percebeu que chegaram no seu destino e o albino tentava acorda-la pra vida.

- Terra chamando Emília, acorda. – Chamou o albino, ainda segurando a platinada pelas coxas e com o rosto virado pro dela, ficando bem perto por sinal. – Já chegamos.

Emília não conseguiu evitar de corar por conta da vergonha que estava sentindo, em ter ficado avoada com seus pensamentos e de estar com o rosto tão perto do de Nero.

Se ela estivesse mais perto, seus lábios estariam roçando um no outro, quase se beijando e isso não deixou de passar pela cabeça da garota.

Como se levasse um susto, Emília se jogou pra trás e afastou Nero com um empurrão. Vendo que ela iria cair dura no chão, o albino soltou as pernas dela e girou ao redor da perna direita e segurou as costas dela, a pegando no colo como uma noiva, dando um olhar de desaprovação para a platinada.

- Era só pedir que eu te desceria, sua boba. – Diz Nero, colocando Emília no chão com cuidado.

- VOCÊ QUE É O BOBO AQUI!!! SEU IDIOTA!!! – Retruca a platinada, mais vermelha que um tomate e saiu batendo o pé pra uma direção aleatória.

- A sua insígnia está pra aquele lado. – Disse o albino, apontando pro lado oposto da qual Emília tinha tomado, a fazendo dar meia volta e continuar a andar com certa raiva dele, falando “Eu já sabia”, enquanto passava por Nero e Pack, que estava ao lado de Nero.

E tanto Nero, quanto Pack, não sabiam do porquê dessa birra toda.


Notas Finais


E aí, gostaram? Assim espero

O próximo vira em breve, ou assim espero


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