História Re: Zero Devil May Cry - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Devil May Cry, Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu
Personagens Beatrice, Betelgeuse, Dante, Emilia, Felt, Lady, Nero, Personagens Originais, Puck, Ram, Rem, Roswaal L. Mathers, Sparda, Vergil
Tags Amfa
Visualizações 218
Palavras 6.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Terminei mais rápido do que o esperado, mas eu torço para que tenha ficado do agrado de vocês

Capítulo 4 - Apostas


 

Anteriormente...

 

- Sparda... Eu conheço esse nome. Mas... Ele não tem descendentes. – Disse o palhaço, olhando com certa desconfiança para Nero, que estava provocando ainda mais Emília ao bagunçar ainda mais os seus longos cabelos platinados, a fazendo se irritar com aquilo, mas no fundo ela parecia gostar daqueles toques. – Amanhã ficarei ausente por um bom tempo. Quero que fiquem de olho no nosso novo convidado até eu voltar. Não façam nada precipitado ou tomem conclusões sem terem provas concretas. Ouviram?

- Hai, Rosswaal-sama. – Responderam as gêmeas, fazendo uma reverencia diante de seu patrão e o mesmo logo se vira para o casal à sua frente.

- Se já terminaram com a brincadeira, por que não entramos e comemos a nossa janta. Estávamos esperando a volta de Emília-sama, mas podemos providenciar mais um prato para você, Nero-kun. – Chamou o palhaço, atraindo a atenção de Nero e de Emília.

- Agradeço a hospitalidade, Jester. – Agradece o albino, parando de importunar Emília com o bagunçar de cabelos dela.

- “Jester”?

- É seu novo apelido, Palhaço. Ou você prefere que eu te chame de “Palhaço”, Palhaço? – Provoca Nero, abrindo um sorriso zombeiro para Rosswaal, que sentiu outra veia saltar em sua testa.

Bem, Jester era melhor do que ser chamado de palhaço toda hora, na opinião dele.

- Jester é melhor para a minha saúde mental. – Comenta o palhaço (Ainda vou chama-lo de palhaço, por que, né?), sorrindo forçadamente para o albino.

- Ok. Vamos lá, não queremos que a comida esfrie. – Disse o albino, enquanto adentrava a mansão do palhaço, que observava cada ação do Sparda.

- “Não tem como ele ser descendente daquele ser. Mas ele não parece estar mentindo. De qualquer forma, poderei descobrir a verdade amanhã, quando eu conseguir falar com ele e pedir que venha comigo para vê-lo.” – Pensa Rosswaal, enquanto adentrava sua própria casa, ao lado das gêmeas e da meia elfa.

 

Agora...

 

Depois de uma boa janta, Emília e Nero se retiram para seus quartos. Porém, como o albino havia prometido, ele foi primeiro ao quarto de Emília para arrumar o cabelo da platinada. O quarto dela era bem chique, com uma grande cama de casal, uma mesinha e uma penteadeira com um grande espelho, em cantos opostos do quarto, um grande armário e uma porta, da qual o albino presumiu ser a porta do banheiro.

Emília se dirige a penteadeira e se senta no banquinho que havia ali, enquanto Nero se aproxima e pega o pente que havia em cima do móvel.

Ele começa a pentear o cabelo de Emília com bastante cuidado e carinho, da qual a mesma não acreditava que ele pudesse fazer isso, intercalando entre o alisar do cabelo com o pente e leves carícias nos mesmos com a mão direita, as vezes  trocando de mão para poder fazer o mesmo processo no outro lado.

- Você realmente sabe como fazer isso, não é?

- É claro. Ter uma irmã gêmea tem suas vantagens. – Explica Nero, continuando a acariciar e pentear os cabelos de Emília, que abre um pequeno sorriso de satisfação por conta dos carinhos que recebia. – Se importa se eu colocar uma música? É meio que um costume meu, quando eu fazia isso com a minha irmã.

- Contanto que eu goste. – Responde a platinada, olhando pro albino através do espelho diante deles.

Nero não pode deixar de rir quando ouviu a resposta de Emília, parando de acariciar os cabelos dela por um tempo para pegar o celular do bolso e escolher uma música. Emília se sentiu estranha quando Nero parou de acariciar seus cabelos, mas ela não entende o porquê dela se sentir assim, e só assim, com ele. Ela não tinha muitas memórias de sua família original, mas sabia que gostava das carícias de sua mãe. Até mesmo quando ela era cuidada por Rem e Ram, ela gostava das carícias delas em seus cabelos.

Mas com Nero... Era diferente.

Por que o seu toque se tornou tão necessário para ela?

Por que ela não queria que ele parasse de lhe fazer carinho?

E por que ela queria que esses carinhos fossem algo mais... Íntimos?

Desde quando ela se sentia atraída por alguém desse jeito? Nem ela sabia as respostas para essas perguntas.

Porém ela teve que deixar elas de lado quando viu Nero colocar o celular em cima da penteadeira e o som de um baixo e de uma bateria tocando foi ouvida pelo casal. Quando a música começou a tocar, Nero recomeçou a pentear os cabelos de Emília no mesmo ritmo da música.

 

Quanto querer

Cabe em meu coração

Me faz sofrer

Faz que me mata

E se não mata, fere

 

Ao contrário da música que ouviu mais cedo, essa Emília conseguia entender completamente as palavras e o ritmo dela era algo envolvente, como os toques de Nero dava em seus cabelos, fazendo com que ela desejasse mais daqueles toques nela.

- E então? Gostou? – Pergunta Nero, tirando Emília de seu pequeno transe.

- Da música? Ou da forma que penteia o meu cabelo? – Rebate a garota, um pouco zombeira com suas perguntas, enquanto fechava os olhos e aproveitava ao máximo as carícias do garoto.

- Os dois. – Responde o albino, um pouco envergonhado por dizer aquilo, quando na verdade ele queria saber se ela estava gostando da música. Quando o meio demônio ouviu se ele queria saber do que ela acha da forma que ele estava penteando seus cabelos, não resistiu em querer saber a resposta dela.

 

Vai

Sem me dizer

Na casa da paixão

Sai

Quando bem quer

Traz uma praga

E me afaga a pele

 

- Gosto do seu toque. Principalmente da sua direita. Ela é mais quente e acolhedora que a outra. – Confessa Emília, entorpecida pelas carícias de Nero em seus cabelos, sem perceber o que acabou de falar para o mesmo, que corou levemente com a confissão da platinada.

Ele não esperava que ela gostasse de seus toques, principalmente de sua mão direita.

Nero já estava esperando alguma reclamação, ou algo do gênero, mas o que recebeu foi um elogio... Bem inesperado por sinal.

- Quanto a música, vou esperar ela acabar pra te dar a resposta. – Completa a platinada, ainda com os olhos fechados.

 

Crescei, luar

Pra iluminar as trevas

Fundas da paixão

Eu quis lutar

Contra o poder do amor

Caí nos pés do vencedor

Para ser o serviçal

De um samurai

Mas eu estou tão feliz!

Dizem que o amor atrai

 

- A música teoricamente acaba aí, mas ela repete essas estrofes mais uma vez e então termina. – Diz Nero, continuando a arrumar o cabelo de Emília, tentando agir o mais natural possível diante dela, mas estava sendo difícil pois ela abriu os olhos e olhou para os seus, o fazendo corar levemente com o contato visual. – E então? Qual é o veredito?

- O ritmo é bem diferente das músicas que eu já ouvi, principalmente daquela outra que você me mostrou. Mas não é ruim. É bem alegre e envolvente. A letra é que é meio difícil pra eu entenda completamente. Mas é como se a pessoa que está cantando está apaixonado por alguém que ele não queria se apaixonar, mas ele não consegue lutar contra esses sentimentos. Mas no fim ele não consegue e se torna refém desses sentimentos, se rendendo a eles no final.

- É mais ou menos isso o que ela quer dizer. – Diz o albino, terminando de arrumar o cabelo da platinada, colocando o pente na penteadeira e pegando seu celular de volta, pausando a música e guardando o aparelho no bolso.

Quando a música parou, foi quando Emília abriu os olhos e viu que seus cabelos estavam de volta à mesma forma que eles estavam quando se conheceram. Perfeitamente alinhados e lisos. E Nero... olhava com certa afixação para os olhos de Emília, que corou levemente quando percebeu isso e desviou o olhar dos olhos de Nero.

- Ainda não me disse se gostou ou não da música. – Questiona o albino, ainda olhando para os olhos da platinada e se esforçando ao máximo para não desviar o olhar para alguma outra parte do corpo dela.

Como os seios fartos, os lábios rosados e muito convidativos para ele, o pescoço alvo e fino dela, que era perfeito para dar uns chupões e umas mordidas provocativas. As mãos inquietas, que ele queria poder segurar e entrelaçar seus dedos nos dela. Eram tantos sentimentos e vontades passando na cabeça do meio demônio que ele teve que se auto repreender para poder continuar são.

- “O que que eu tô pensando?! Essa garota merece alguém normal e não alguém como eu. Uma aberração.” – Se recrimina o albino, não ouvindo o que Emília tinha lhe dito sobre a música e fazendo com que ela o chamasse de uma forma um tanto brusca.

- Nero! – Chamou a platinada pela terceira vez, junto com uma cotovelada no estomago do albino, o fazendo franzir o cenho e olhar feio para a garota a sua frente.

- Por que que você fez isso, porra?!

- Eu tô te chamando a um tempão e você não me respondia! – Responde Emília, brava com a forma que Nero havia feito a pergunta a ela.

- Tá, agora eu tô ouvindo, droga. O que que você disse?

- Eu disse que gostei da música. E perguntei se você deixaria eu ouvir outras músicas que você tem no seu celular amanhã. – Respondeu a meia elfa, fazendo um biquinho, que na opinião do meio demônio, era muito fofo e ele queria roubar um beijo para desfaze-lo. Porém não o fez, pois ficou surpreso ao ver que Emília havia gostado da música que ele botou pra tocar.

E ficou ainda mais surpreendido em saber que ela queria ouvir outras músicas que ele ouvia no dia seguinte.

- Fico feliz que tenha gostado. – Disse o albino, virando o rosto um pouco envergonhado com a resposta da platinada. – Quanto a ouvir as minhas músicas, já vou avisando que tem umas que são bem barulhentas e completamente opostas as que você ouviu agora.

- Não me importo. Vou ouvi-las do mesmo jeito. – Responde a garota, cruzando os braços e fazendo uma pose determinada para o meio demônio, que deixa um meio sorriso se formar em seus lábios.

- Ok. Não vá se arrepender depois. – Disse Nero, antes de depositar um beijo no topo da cabeça de Emília e se retirar do quarto dela. – Boa noite, Emília.

Se ele tivesse ficado mais alguns segundos no quarto, Nero teria visto o rosto de Emília atingir tons de vermelho que nem ela sabia que poderia chegar. O coração da meia elfa tinha disparado de uma forma que parecia que ela tinha corrido uma maratona e ainda estava correndo.

Emília não sabia o que eram aquelas reações que seu corpo tinha quando recebia alguma coisa ou interagia com Nero, mas elas eram tão boas quando ele estava perto dela.

E quando o viu sair pela porta do quarto, sentiu seu coração doer.

Por que?

O que eram essas sensações e sentimentos que habitavam dentro dela com relação ao meio demônio?

Era tudo tão confuso, bom e ruim ao mesmo tempo.

Quando menos percebeu, seu quarto fora invadido por Rem, que se aproximava dela com um olhar confuso e analítico para seu cabelo antes bagunçado pela brincadeira de Nero, agora arrumado e do mesmo jeito que era antes de sair da mansão.

- O-o que foi, Rem? – Pergunta Emília, tentando parecer normal diante da amiga.

- Nada. Apenas vim arrumar seu cabelo no lugar daquele troglodita. – Responde a azulada, ainda olhando para o cabelo de Emília. – Mas parece que ele fez um ótimo trabalho... Para um troglodita. – Comenta Rem, agora bem próxima a Emília e alisando os cabelos dela com as mãos.

Rem não acreditava que Nero conseguiria arrumar tão bem os cabelos de Emília com tanta facilidade.

- Acredite, Rem. Ele fez bem mais do que isso. – Disse a platinada, com um sorriso tímido no rosto e evitando olhar para a amiga atrás dela. – “É tão diferente a sensação quando não é ele quem está fazendo isso. Por que? O que você fez comigo, Nero Kurokami Sparda?

 

Cap. 4 – Apostas

 

No dia seguinte, Nero foi o primeiro a se levantar e a se dirigir ao local onde seria feita as refeições, mas por conta da fome que ele tinha toda a manhã, o albino resolveu ir na cozinha e fazer seu próprio desjejum pessoalmente. Nunca gostou de alguém fazer as coisas por ele e não é porque ele está morando num lugar chique que ele vai mudar a forma de agir agora.

Depois de um pouco de busca, Nero conseguiu entrar na cozinha e se deparou com alguns empregados do local, junto com Rem, que o encarava com certa raiva para o mesmo.

- O que está fazendo aqui? – Pergunta a azulada, claramente irritada com a presença do albino.

- Vim fazer o meu café da manhã. Não posso não? – Respondeu o garoto, não olhando para a empregada de cabelos azuis, que se zanga com a resposta, mas volta a fazer o que estava fazendo antes de Nero chegar. O café de seu patrão e dos outros moradores da mansão.

- Isso é trabalho nosso. Então se você puder...

- Foi mal, mas eu faço minha própria comida. Muito obrigado. – Interrompe o albino, pegando duas fatias de pão num canto, junto com um tomate e um pedaço considerável de presunto num canto da cozinha e os colocar em cima da mesa que os outros empregados estavam utilizando, ficando no canto da mesma. – Vai usar isso aí? – Pergunta o Sparda, olhando para a faca ao lado de um dos empregados que estavam na mesa, o deixando meio sem saber o que fazer naquela situação.

- Hã, não? – Respondeu o empregado, mais questionando do que afirmando para Nero.

- Valeu. – Responde Nero, pegando a faca e cortando o tomate e o presunto, colocando as fatias numa das fatias de pão que ele tinha pego. Depois ele procurou alguma coisa em outro canto da cozinha e quando ele voltou para mesa, todos viram que ele tinha pegado uma alface e começado a retirar as folhas e a colocá-las no pão, depois juntando os dois pedaços do pão e fazendo um sanduíche.

Nero pegou seu lanche e começou a comer ali mesmo, enquanto se retirava do local, dizendo “Até mais tarde” para todos. O que deixou os mesmos confusos e se perguntando se seu patrão fez bem em deixá-lo ficar na mansão.

Após o café da manhã, sem Nero estar presente na mesa, Emília saiu para procurá-lo e o encontrou nos jardins da mansão, fazendo alguns movimentos bem estranhos para ela.

- Bom dia, Nero. O que você está fazendo? – Pergunta a meia elfa com uma expressão curiosa em seu rosto, olhando com bastante atenção para os movimentos do meio demônio.

- Bom dia. Quanto a sua pergunta, isso se chama alongamento. Tem que se preparar antes de fazer alguma atividade física, como longas corridas ou o que eu estou pra fazer agora. – Responde o albino, começando a alongar as pernas e sem olhar para Emília, pois ele não sabia como olhar pra ela depois de ter tido um sonho um tanto estranho ontem à noite.

No mesmo instante, uma garota baixinha de cabelos negros, prendendo boa parte dele num coque alto, enquanto o resto cobria parte de seu rosto, mas não escondendo os seus olhos opacos e sem cor, usava uma tiara larga, junto com uma roupa de treino de artes marciais chinês e sem calçados, aparece diante deles, em meio a poeira e grãos azul celeste.

Quando Emília viu os olhos da garota, ela percebeu que a mesma era cega.

Porém...

- Nero, quem é essa garota que está me encarando como se eu fosse uma boneca de pano? – Pergunta a garota, surpreendendo Emília e a fazendo pensar que ela não era cega.

Mas ela não estava de frente para a platinada e sim do lado esquerdo dela, o que não impossibilitava a platinada de ver os olhos da morena. Então, como ela sabia que Emília estava encarando ela e ainda o modo que ela estava sendo observada?

- Toph, essa é Emília. Nós vamos tomar conta dela como guarda-costas a partir de agora. – Explica Nero, terminando de se alongar e se levantando, ficando ao lado da garota baixinha. – Toph, pode criar uma pista pra mim? Quero treinar o meu Parkour num ambiente em movimento.

- Parkour? – Pergunta Emília, confusa por nunca ter ouvido falar desse “Parkour”.

- É um tipo de corrida. Você corre usando o ambiente ao seu redor para superar os obstáculos à sua frente. – Explica Nero, se virando para Emília e depois para Toph. – Pronta?

- Eu é que deveria estar te perguntando isso. – Rebate a garota, juntando as mãos e esticando os braços, estalando os dedos ao mesmo tempo.

Toph pisou no chão com o pé direito com força, enquanto erguia os braços, fazendo o chão ao redor deles tremer. Até mesmo aqueles que estavam na mansão sentiram o tremor e se assustaram com aquilo. A cega então juntou as mãos a cinturam, com elas fechadas, fazendo com que o chão a frente deles subisse de formas e tamanhos dos mais variados possíveis. Havia réplicas de casas, bares, tabernas, lojas, barraquinhas, um pouco e tudo mais que havia numa cidade.

Emília estava impressionada com o que viu e não conseguia acreditar que uma simples garotinha podia fazer tal coisa.

- Aposto que você deve estar se perguntando: Como foi que ela fez isso? – Disse Toph, atuando como se estivesse surpresa e confusa com o que fez. – A resposta pra essa e pra outras perguntas está no que eu posso fazer.

Nesse meio tempo, Rem e Ram vieram correndo em direção à onde Emília estava e avistaram Toph, falando com a platinada, junto com Nero. As gêmeas acharam estranho aquilo estar acontecendo e numa situação normal, atacariam Toph de imediato. Porém como foram instruídas por seu patrão, Rosswaal, elas apenas ficaram observando o que iria acontecer a seguir.

- As duas com cara de idiotas também podem vir aqui se quiserem ouvir a minha explicação! – Chamou Toph, apontando para as gêmeas, as pegando desprevenido e surpresas em verem que a morena sabia onde elas estavam.

Emília se vira pra onde Toph tinha apontado, acreditando não ter nada, mas ao ver as empregadas gêmeas, ela ficou mais confusa ainda.

- Toph, posso falar pra elas? – Pergunta Nero, virando-se para a baixinha, que dá de ombros como resposta para o albino. – Toph é um espírito guardião da família da minha mãe, mas apenas poucos de nossa família podem ter. Ela pode ser cega, mas enxerga mais do que qualquer um aqui.

- Isso é impossível. – Disse Rem, franzindo o cenho para o albino.

- Exatamente. Não tem como uma cega enxergar. – Comenta Ram, franzindo o cenho da mesma forma que sua irmã.

- Então como ela sabia onde vocês estavam? – Pergunta Nero, fazendo as gêmeas grunhirem de desgosto com a pergunta.

Elas acharam que melhor terem ficado quietas naquela hora.

- Eu posso controlar e dobrar a terra como eu bem entender. Além de poder sentir qualquer vibração sísmica vinda do solo. Em outras palavras, suas bobonas, eu literalmente vejo com os pés. – Diz Toph, levantando um dos pés e mostrando o mesmo para as gêmeas e Emília, que ficaram descrentes com o que ouviram.

Isso não podia ser possível.

Podia?

- Por que não nós diz quantos empregados tem dentro da mansão, Toph. Acho que assim elas vão acreditar no que você diz. – Sugere Nero, dando um sorriso maroto para a cega, que ri abertamente com a ideia.

- É. Assim a gente cala a boca dessas bobonas aqui. – Concorda Toph, fazendo as gêmeas se irritarem por estarem sendo insultadas por uma garotinha.

Toph bateu no chão com o pé com força, fazendo com que as vibrações percorressem por todo o terreno da mansão, desde da parte mais próxima da onde eles estavam, até o outro lado da construção, chegando as bordas da floresta que havia atrás deles.

- Há cerca de 38 empregados trabalhando dentro da mansão nesse exato momento. Tem outros quatro nos estábulos. Um parece estar de cama e tossindo muito. Há também dois que parece que estão de namorico num cantinho bem reservado. – Conta Toph, fazendo com que essa última parte causasse efeitos bem exóticos nas garotas ali presentes e um certo albino ter que segurar o riso ao ver a cara de vergonha delas.

Aquela garota só podia estar de sacanagem com elas. Só pode ser isso. Como ela sabia com exatidão a quantidade de empregados que haviam nas propriedade se Rosswaal? Principalmente sobre o funcionário doente, que estava de cama por conta de uma gripe das bravas. E ela ainda teve a decência, ou melhor dizendo a indecência, de dizer que havia outros dois fazendo safadezas na hora do trabalho?

Ela só podia estar brincando com a cara delas.

Porém seus questionamentos tiveram que ser jogados pro espaço quando Pack apareceu, não me perguntem como, dos cabelos de Emília e flutuando em direção ao rosto de Toph.

- Caramba... E pensar que existia um espírito que pudesse ser tão poderoso... Toph, você é incrível! – Elogia o pequeno felino, boquiaberto com a capacidade da cega.

- Eu sou mesmo, não é? – Pergunta Toph de forma retorica e claramente arrogante, estufando o peito e cruzando os braços, fazendo com que as gêmeas se irritassem ainda mais com o que estavam vendo.

- Tá bom, Toph. Já entendemos. Você é foda e essas Power Rangers vestidas de empregadas não. – Diz Nero, entrando na brincadeira, o que causou ainda mais a revolta por parte das gêmeas, chegando a fazer com que elas sentissem o sangue delas borbulhar de raiva

- Hey, já que você vai fazer uma corridinha, Nero, por que vocês não participam? – Sugere Toph, deixando as garotas ali presentes confusas e um pouco curiosas com o que ouviram.

- Mas apenas correr não vai ter graça. Vamos fazer o seguinte. Vamos fazer uma aposta. O vencedor terá um desejo absoluto de cada um que perdeu. Independentemente de qualquer que seja o desejo, o perdedor tem que acatar ele como um bom servo. – Sugere Nero, fazendo com que o lado maligno das gêmeas surgisse e elas sorrissem de uma forma um tanto quanto assustadora para Nero, que não se intimidou nem um pouco com aquilo.

- Qualquer coisa? – Perguntam as gêmeas, ao mesmo tempo, com uma voz claramente maliciosa.

- Qualquer coisa. – Afirma Nero, sorrindo de forma convencida para as duas irmãs e as mesmas abriram um sorriso extremamente sádico e maligno no rosto.

A resposta de Nero fez com que uma certa platinada tivesse certos pensamentos estranhos e nem um pouco decentes em sua mente, fazendo com que ela corasse bastante com esses pensamentos em sua cabeça.

- Eis  que vocês tem que fazer, seus bobões. – Disse Toph, chamando a atenção dos quatro que iriam competir. – O objetivo de vocês é achar e tocar na estátua com a minha imagem que está em algum lugar desse labirinto que eu fiz. Mas não pensem que vai ser fácil de acha-lo e toca-lo. Como ele é feito de terra, vou ficar movendo ele sem parar, até que alguém a toque. Não é permitido usar magia e nem golpes físicos nos outros competidores, caso o contrário, você estará desqualificado na hora. – Avisa a cega, enquanto os participantes se posicionavam para ser dada a largada.

Nero no canto estremo esquerdo, seguido por Rem, Ram e Emília por último. Nero estava com um sorriso vitorioso no rosto, pois sabia que ele tinha mais chances de vencer a corrida, pois sabia que as três concorrentes não estavam habituadas a esse tipo de exercício.

Mas, isso não significava que ele deveria subestima-las.

- Prontos? – Pergunta Toph, fazendo Nero abrir mais o sorriso dele, as gêmeas sorrirem da forma mais maldosa possível, além de deixarem suas mãos ficarem em uma posição como se seus dedos fossem garras, e Emília um tanto nervosa com o andamento dessa competição. – Corram!

Quando foi dada a largada, Toph pisou no chão com força com seu calcanhar, provocando um lançamento dos competidores em direção ao percurso, que começava a se modificar com forme o tempo passava.

Nero pousou fazendo um rolamento no topo de uma casa e já se levantou correndo em busca da estátua de Toph, as gêmeas caíram em locais separados, mas Ram usou magia para pousar e foi desqualificada na hora por Toph, a prendendo embaixo da terra como garantia de que ela não participasse da corrida. Emília por pouco não foi desqualificada, pois ela conseguiu se segurar numa barra de pedra que estava conectando duas casas e a platinada usou a barra para se lançar contra o chão, pousando com um pouco de desequilíbrio, mas foi logo depois retomado e começou a correr.

Nero corria nos telhados das casas e construções de pedra com facilidade, pulando sem problema algum entre os vãos delas e passando por cima ou por baixo dos obstáculos, como um verdadeiro mestre de corrida de rua. Até que ele avista a estátua em tamanho real de Toph se movendo em direção ao centro daquele labirinto móvel, com muita velocidade.

Porém, Rem também estava atrás da estátua e ela quase havia conseguido tocar nela, se não fosse por uma parede que surgiu do nada na frente dela, fazendo com que ela grunhisse de dor e Toph risse bem alto no lado de fora do labirinto.

Nero desce do telhado de onde ele estava, visto que ele não poderia seguir a estátua por onde ele estava e vai em direção a azulada. Aproveitando a distração de Rem, ele usa o ombro dela como apoio e salta por cima da parede que Toph havia colocado na frente dela, deixando a empregada furiosa com a insolência que ele teve ao usa-la como apoio de salto, passando a assumir a “liderança” da corrida.

Emília corria entre os corredores do labirinto maluco de Toph e ao virar a esquina, viu a estátua da dominadora de terra ir em sua direção e parar subitamente e logo atrás dela aparece Nero, fazendo uma rasteirinha e freando com o braço direito, parando exatamente atrás da estátua, a cercando completamente.

- Isso vai ficar interessante. – Disse a cega, abrindo um sorriso maroto no rosto e deixando a estátua no lugar.

Por enquanto.

Nero e Emília dispararam em direção a estátua e tudo indicava que Nero iria vencer, pois o mesmo era muito mais rápido que Emília. Porém quando estava prestes a encostar na estátua a mesma desviou para o lado e entrou num corredor que acabou de se abrir e sumir da vista deles. Emília e Nero estavam prestes a colidir um com o outro, pois não conseguiam parar de correr e o resultado seria um tombo feio.

Mas Nero ágil rápido e agarrou o pulso de Emília, erguendo o mesmo e o levando para atrás dela, girando a platina no lugar e a puxando para si, a abraçando logo em seguida.

- Tudo bem? – Pergunta o albino, temendo ter usado força demais na puxada e machucado a garota.

- Eu estou bem. – Responde Emília, ainda nos braços de Nero e olhando diretamente em seus olhos. Um grande erro.

Quando ela olhou pros olhos de Nero, seu coração começou a bater mais e mais rápido, chegando a faze-la pensar que teria um infarto. Tinha certeza de que Nero conseguia sentir as batidas de seu coração em seu peito, que estava colado ao dele. Seus rostos estavam a centímetros de distância, fazendo com que ela ficasse corada de uma forma que poderia fazer alguns tomates terem inveja da cor que ela ficou.

Nero podia jurar que sentia suas bochechas esquentarem quando ficou abraçado com Emília, mas o que ele não esperava, era que a mesma também corasse, o que provocou um sentimento de orgulho e um tanto de felicidade em vê-la daquele jeito, corada.

Ela estava simplesmente fofa daquele jeito.

Mas quando se lembrou do objetivo da corrida, e por ele se um baita competidor, se afastou, a contragosto, de Emília e correu na mesma direção que a estátua de Toph tomou, deixando uma meia elfa confusa por cerca de cinco segundos, até ela perceber que estava sozinha novamente e que o meio demônio havia ido atrás da estátua. Aquilo deixou a platinada bem irritada.

 Nero corria pelo corredor a estátua estava usando para “escapar” das garras do albino, quando um estrondo foi ouvido e Rem surge, destruindo uma parede e ficando na frente de Nero na corrida, o que deixou ele bem zangado.

- Aí Toph! Isso é permitido? – Esbravejou o garoto, claramente irritado com a abordagem da azulada e a mesma não ser penalizada.

A resposta veio com uma mão de pedra surgindo na frente dele, fazendo um joinha pra ele. O que deixou o Sparda bem irritado.

- Vai se fuder, sua cega do caralho!! – Grita Nero, pistola com Toph, que ria bastante no lado de fora do labirinto.

Rem corria atrás da estátua de Toph e ela quase conseguiu toca-la, se não fosse por Nero, que usou seus poderes demoníacos para passar na frente dela e correr com mais velocidade até a estátua, deixando a empregada puta da vida com o albino. Toph então começou a criar vários obstáculos na frente de Nero, que desviava de todos facilmente. Enquanto Rem passava por cima deles como um rolo compressor. Vendo a forma que a azulada estava correndo que nem uma maluca, Nero resolveu tirar vantagem disso, pulando em cima dela e tentando dar um chute nela. O que acabou ocasionando na mesma se defender com os braços e com toda a força que ela tinha no momento, lançou o albino na direção desejada.

A estátua.

Nero havia sido lançado com tanta força que ele simplesmente foi de encontro com a estátua de Toph e se chocou contra ela, a deixando em mil pedaços. E com isso, ganhando a aposta, para o desespero da azulada diante dele.

Toph então desfaz o labirinto e solta Ram do “cativeiro”, deixando todos poderem ver uns aos outros. Quando Ram viu a cara de desespero da irmã, já soube na hora que ela havia perdido e que só poderia rezar para que Nero não peça alguma coisa constrangedora para ela e sua irmã. Principalmente para Emília. Ram foi ajudar a irmã a se levantar e a retomar a compostura, além de levá-la para onde Nero e Toph estavam. Emília vinha logo atrás, um tanto temerosa com o possível desejo do Sparda, que sorria de uma forma bem maliciosa para o seu gosto.

- Bem, já que eu venci, terei um desejo absoluto que deve ser realizado por cada um de vocês. E o primeiro deles é para você, Emília. – Disse o albino, para o desespero da platinada e das empregadas gêmeas.

- Já vou avisando que não farei nenhuma coisa indecente, Nero! – Grita a garota, já demonstrando sua insatisfação com o olhar do mesmo sobre si, cobrindo os seios com as mãos, além de lança um olhar de repreensão contra Nero, que não se abalou nem um pouco sobre o assunto.

- Relaxa. Meu desejo é bem simples. – Afirma Nero, acalmando Emília. – Quero que me dê um beijo.

Agora que ela ficou praticamente um tomate.

Se ela achava que correr fazia seu coração disparar, é por que ela não sabia como ele ficaria ao ouvir o desejo de Nero.

- Hey, Nero, não acha que está exagerando no desejo? – Pergunta Pack, olhando de forma que dizia que não estava gostando da onde essa conversa estava levando.

- Calma, gente. Eu disse um beijo, mas não especifiquei a onde. – Diz Nero, acalmando os nervos da maioria que estava presente ali.

Mesmo assim, Emília se sentia muito nervosa para ter que cumprir um desejo desses. Mesmo que não fosse na boca, seria a primeira vez que ela beijava alguém da sua idade. Ainda que de forma relutante, Emília se dirigiu em direção a Nero e o mesmo estava totalmente tranquilo com aquilo. Afinal, já havia dado e recebido beijos de várias garotas e o porquê dele ter feito aquele desejo, foi pra ver o que ele iria sentir com relação ao beijo de Emília. E se o que ele estava sentindo era apenas uma atração passageira, ou algo mais profundo.

A meia elfa, por estar bastante nervosa, fechou os olhos e foi se aproximando seus lábios da bochecha de Nero e tudo ia acabar bem.

Ia.

Se não fosse um certo gato flutuante que sentiu uma alergia bem forte e acabou espirando, mas foi tão forte o espirro, que fez com que ele fosse jogado contra a cabeça de Toph e a mesma acabou perdendo o equilíbrio e acidentalmente dobrou a terra em direção a Emília, a empurrando contra Nero, jogando os dois no chão. Nero ao ver que Emília iria cair, não pensou duas vezes e a abraçou, para amortecer a queda. Só que ao cair, seus lábios se juntaram aos de Emília e a mesma tinha aberto os olhos durante a queda. E ao ver como ela se encontrava, seu coração disparou de uma forma que ela nunca tinha sentido antes. Nem mesmo quando estava abraçada nos braços de Nero se sentiu daquela forma.

Todos, os que conseguiam ver, estavam chocados com a cena. Emília por cima de Nero, que circulava a cintura dela com os braços e seus lábios colados nos do meio demônio, num beijo casto. Praticamente num selinho longo e demorado.

Nero, que não esperava por esse acontecimento, sentia-se nas nuvens quando sentiu os lábios de Emília. Ela não era como as outras garotas que ele tinha beijado e passado a noite vez ou outra. Seu demônio interior parecia ter se calado quando estava beijando a meia elfa e tudo à sua volta não existia mais.

Emília se levantou num pulo e saiu dali o mais rápido possível, sem olhar no rosto de ninguém, nem mesmo nos das gêmeas, Nero ou até mesmo no de Pack, que estava surpreendido com tudo aquilo.

Nero, ainda estava no chão, tentando absorver tudo aquilo que estava sentindo com relação ao beijo e chegou à seguinte conclusão.

Ele queria mais.

 

***********

 

Rosswaal estava chegando numa propriedade bem na parte nobre da capital, onde ele iria rever um velho conhecido seu e torcia para que suas teorias estivessem certas e que aquele garoto que ajudou Emília fosse um farsante, ou algo do gênero.

Ao chegar numa bela mansão de médio porte, de estilo inglês da era vitoriana no lado de fora. Com belos jardins ao redor e algumas árvores crescendo de forma esplendorosa em alguns pontos da propriedade muito bem cuidada de seu velho amigo. Árvores faziam uma sombra fresca no jardim, onde um homem de cabelos brancos, vestido de maneira elegante e pomposa, estava sentado nos pés de uma delas, lendo um bom livro sobre a cultura dos reinos vizinhos, quando ouviu o som de uma carruagem se aproximando.

Quando o transporte para na frente de sua propriedade e dele sair um homem totalmente maquiado como um palhaço, o homem de cabelos grisalhos fechou o livro com um pequeno sorriso arteiro no rosto, antes de se levantar e receber seu convidado.

- Vejo que os Mathers’s continuam a se maquiar como palhaços de circo. – Brincou o homem, se aproximando de Rosswaal, levemente irritado com a brincadeira do amigo.

- E vejo que você não mudou nem um pouco durante esses anos, Sparda-sama. – Cumprimentou o palhaço, apertando a mão do amigo e com um sorriso um tanto forçado para o mesmo, que ri por ter conseguido atingir seu objetivo.

- Ainda fica bravinho por causa dessa brincadeira? – Perguntou o albino, mantendo o sorriso no rosto.

- Digamos que recentemente eu ouvi essa brincadeira até demais na minha casa. Graças a um novo morador que Emília-sama trouxe ontem à noite. – Comenta o nobre, enquanto ele e o anfitrião se dirigiam até a mansão.

- É mesmo? Por acaso ela finalmente aceitou ter um cavaleiro para protege-la? Ou seria um amante? – Brincou o Sparda, sorrindo marotamente para o amigo, que fecha a cara quando teve que falar do visitante.

- Na verdade, foi por causa dele que eu vim falar com você. – Revela Rosswaal, assumindo uma pose mais séria e rígida com o amigo, que ficou confuso com o que ouviu.

- Como assim?

- Acontece que esse novo morador é um meio demônio. Na verdade, ele me lembra vagamente você. Digo, o rosto dele lembra o seu. – Começa Rosswaal, dando uma breve descrição de Nero para Sparda.

- Tem muitos meio demônios por aí no mundo. Depois que eu selei o mundo dos demônios do mundo humano, 2000 anos atrás, se tornou algo raro ver um mestiço desses por aí. Mas eles ainda existem, sabe? – Conta Sparda, adentrando na mansão e sendo seguido por seu amigo.

A mansão era decorada de um estilo bem diferente que no exterior. Moveis de várias culturas mobiliavam a entrada. Russo, japonês, chinês e a lista continua.

Sparda conduzia Rosswaal até seu escritório, que ficava no mesmo andar que o da entrada, era apenas atravessar um corredor e virar a esquina que já estava na porta do cômodo, mobiliado com vários moveis de madeira nobre e o cheiro de madeira fresca impregnava o local.

- Mas isso não foi o que mais me chamou a atenção e me fez vir aqui. E sim o nome dele. – Explica Rosswaal, atraindo a atenção de Sparda mais uma vez.

- Hã?

- Ele diz que se chama, Nero Kurokami Sparda. – Diz Rosswaal, fazendo com que o Sparda ali presente se assustasse com o que ouviu.

- Isso é impossível! Eu nunca me relacionei com nenhuma mulher na vida para ter tal intimidade! Muito menos ter um filho com ela. – Afirma Sparda, com um tom de voz raivoso e acusatório para o amigo.

- Acontece que ele diz não ser seu filho e sim seu neto. – Corrige o palhaço, fazendo Sparda se assustar mais uma vez. – E também, ele parece ter o mesmo amuleto que você tem nesse exato segundo.

- Impossível! O Amuleto Perfeito jamais saiu de minhas mãos! Aquilo tem de ser uma farsa! Uma réplica! – Aponta o albino, claramente irado com o que ele estava ouvindo de Rosswaal.

- Creio que não. Eu mesmo vi o amuleto com meus próprios olhos quando ele deixou amostra por um breve tempo, através de um familiar que eu conjurei para vigia-lo ontem à noite. – Afirmou o palhaço novamente, deixando o Sparda boquiaberto. – Você sabe que eu tenho um bom olho para análise. E mesmo assim... Essa sensação de que ele me parece ser uma farsa me atormenta tanto, quanto esta atormentando você, cara amigo.

Sparda ficou simplesmente sem chão. Não podia acreditar que havia alguém de seu sangue naquele mundo e que possuía o Amuleto Perfeito com ele.

- E o que quer que eu faça? Que eu lute contra ele?

- Quero que venha comigo para averiguar a história dele.


Notas Finais


Por essa, vocês não esperavam, não é? Que beijo bonito de se ver, não?

Mas será que a nossa querida Emília gostou tanto quanto o nosso querido amigo Nero? E o Sparda? Será que ele é o mesmo que a mãe e o tio de Nero contavam para ele?

Aguardem as respostas dessas e de outras perguntas, nos próximos caps.

Mansão Sparda: https://huntersinsight.files.wordpress.com/2011/05/gw2caudecusestate.jpg

Música: https://soundcloud.com/solleto/djavam-samurai

Toph: https://i.pinimg.com/564x/77/0a/be/770abe80bf07f4d99b1dc4783bc5364d.jpg


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...