História Re: Zero Devil May Cry - Capítulo 5


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Categorias Devil May Cry, Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu
Personagens Beatrice, Betelgeuse, Dante, Emilia, Felt, Lady, Nero, Personagens Originais, Puck, Ram, Rem, Roswaal L. Mathers, Sparda, Vergil
Tags Amfa
Visualizações 215
Palavras 4.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Sentimentos


 

Anteriormente...

 

Sparda conduzia Rosswaal até seu escritório, que ficava no mesmo andar que o da entrada, era apenas atravessar um corredor e virar a esquina que já estava na porta do cômodo, mobiliado com vários moveis de madeira nobre e o cheiro de madeira fresca impregnava o local.

- Mas isso não foi o que mais me chamou a atenção e me fez vir aqui. E sim o nome dele. – Explica Rosswaal, atraindo a atenção de Sparda mais uma vez.

- Hã?

- Ele diz que se chama, Nero Kurokami Sparda. – Diz Rosswaal, fazendo com que o Sparda ali presente se assustasse com o que ouviu.

- Isso é impossível! Eu nunca me relacionei com nenhuma mulher na vida para ter tal intimidade! Muito menos ter um filho com ela. – Afirma Sparda, com um tom de voz raivoso e acusatório para o amigo.

- Acontece que ele diz não ser seu filho e sim seu neto. – Corrige o palhaço, fazendo Sparda se assustar mais uma vez. – E também, ele parece ter o mesmo amuleto que você tem nesse exato segundo.

- Impossível! O Amuleto Perfeito jamais saiu de minhas mãos! Aquilo tem de ser uma farsa! Uma réplica! – Aponta o albino, claramente irado com o que ele estava ouvindo de Rosswaal.

- Creio que não. Eu mesmo vi o amuleto com meus próprios olhos quando ele deixou amostra por um breve tempo, através de um familiar que eu conjurei para vigia-lo ontem à noite. – Afirmou o palhaço novamente, deixando o Sparda boquiaberto. – Você sabe que eu tenho um bom olho para análise. E mesmo assim... Essa sensação de que ele me parece ser uma farsa me atormenta tanto, quanto esta atormentando você, cara amigo.

Sparda ficou simplesmente sem chão. Não podia acreditar que havia alguém de seu sangue naquele mundo e que possuía o Amuleto Perfeito com ele.

- E o que quer que eu faça? Que eu lute contra ele?

- Quero que venha comigo para averiguar a história dele.

 

Agora...

 

A parte do almoço foi o mais estranho possível.

Nem Nero, nem Emília, olhavam um pro outro e quando olhavam, seus olhos se encontravam e a cena do beijo surgia em suas mentes, os fazendo desviar o olhar na mesma hora e ficarem ruborizados com o ato, o que chamou a atenção das gêmeas ali presentes estranharem as reações de ambos.

Depois do almoço, ambos se trancaram em seus quartos e não saíram de jeito nenhum.

Suas mentes ficavam processando o ocorrido de novo e de novo, tentando entender o que estava acontecendo com eles.

Emília se revirava na cama, soltando murmúrios desconexos e sem sentido, com as mãos na cabeça e vez ou outra levava uma das mãos aos seus lábios, tentando lembrar a sensação de sentir os lábios de outra pessoa nos seus. Ou mais precisamente, os de Nero. Apenas lembrar dele fazia seu coração disparar. Os toques dele em seus cabelos. O beijo em sua cabeça noite passada. E agora o beijo “acidental” que trocou com ele graças ao espiro de Pack.

E falando no felino espiritual, o mesmo estava flutuando perto de sua mestra e tentava anima-la de alguma forma, mas não conseguia de jeito nenhum. Emília chegou até a pensar em culpar o pobre bichinho, mas na verdade a culpa era dela em querer dar o beijo naquele instante.

E o pior.

Ela gostou.

Gostou tanto que começava a querer fazer aquilo de novo, mas de uma forma mais profunda, com mais emoção no mesmo.

Porém, uma coisa passava pela sua cabeça.

Nero havia gostado de beija-lá?

Nero foi um pouco mais fácil de entender o que estava acontecendo com ele. Não iria negar que achava a meia elfa linda. Não, a mais bela de todas as mulheres que ele já havia conhecido. O gosto dos lábios dela ainda percorriam sua mente e em sua boca.

Mesmo durante o almoço, o albino não conseguia tirar o gosto daqueles lábios tão fácil assim. Eles eram macios e carnudos, que dava vontade de morder e de puxar, apenas para provocar.

O gosto era algo que ele nunca havia sentido antes. Era doce e ao mesmo tempo viciante. Com certeza teria que beija-lá de novo para descobrir o gosto dos lábios dela com exatidão.

Nero não pode deixar de sorrir com esse pensamento, além de admitir o que ele estava sentindo.

Ele estava se apaixonando por Emília, cada vez mais.

Mas tinha medo de que ela não sentisse o mesmo por ele.

 

Cap. 5 – Sentimentos

 

As gêmeas ficaram discutindo por um tempo com o que iriam fazer. Se iriam matar o meio demônio, o que seria muito difícil, ou iriam tentar ajudar sua amiga, que por sinal estava muito confusa no momento.

- Emília-sama? – Chamaram as gêmeas ao mesmo tempo, batendo na porta do quarto da platinada, que abriu com rapidez e as puxou para dentro, quase jogando elas pra dentro do quarto e fechando a porta na mesma velocidade que abriu.

Falando na platinada, ela estava com os cabelos bagunçados e os olhos levemente vermelhos, mostrando que tinha chorado, mesmo que um pouco com toda aquela confusão que sua vida estava se tornando.

- Rem, Ram, eu preciso da ajuda de vocês! Eu não sei o que que está acontecendo comigo! – Dizia a garota, quase que desesperada para saber as respostas que não conseguia entender.

- Acalme-se, Emília-sama. – Pediu Rem, se aproximando de Emília e a conduzindo para a penteadeira, com a ajuda da irmã.

Elas sentaram a platinada num banquinho. Enquanto uma penteava os cabelos dela com o pente, a outra limpava o rosto das lágrimas que ela havia derramado recentemente.

- Diga-nos, o que te aflige, Emília-sama? – Pergunta Ram, pegando um pano do bolso e secando o rosto de Emília.

A platinada respira fundo e em meio a breves soluços, ela começa a contar.

- Eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu nunca me senti assim antes. – Começa Emília, ainda em meio a pequenos soluços, mas se esforçando a botar pra fora o que estava atormentando sua mente. – Quando o vi pela primeira vez, eu pensei que ele fosse mais uma pessoa comum, com problemas comuns, com uma vida comum. Mas conforme eu ia descobrindo mais sobre ele, mais eu fui vendo que não é bem assim. – Disse a platinada, deixando um sorriso tristonho se formar em seu rosto.

- Como assim, Emília-sama? – Questionou Rem, parando de pentear o cabelo de Emília para prestar mais atenção as palavras dela.

- A primeira coisa que descobri, é que ele não é um humano normal. Mas um mestiço como eu. A segunda coisa, é que ele é órfão e que perdeu ambas a mãe e a irmã quando ele era criança. Ele age e fala de forma diferente de qualquer um que eu tenha conhecido. Nem mesmo as pessoas comuns da capital agem como ele. Ele é engraçado, gentil, as vezes é um pouco rude e grosso, mas tem um grande coração e bondade dentro dele. As mãos dele, principalmente a direita, são quentes. O cheiro dele...

- Fede? – Pergunta Rem, mais afirmando do que perguntando.

- Da náuseas? – Ram entrou no jogo de botar palavras na boca de Emília.

- É algo que eu não consigo distinguir. Mas também, não consigo ficar sem. É tão relaxante e parece que age como uma droga em mim. – Corrige a platinada, sorrindo abertamente e que nem uma boba na frente das gêmeas, que já começavam a suspeitar o que se passava com a meia elfa.

Até mesmo Pack que estava sentado num canto da penteadeira já sabia o que estava acontecendo com ela.

- Quando ele me protegeu da Caçadora De Entranhas, eu não senti medo. – Diz Emília, feliz por ter se sentido assim. – Quando ele fez uma demonstração da sua capacidade regenerativa, eu fiquei com medo. – Disse a meia elfa, mostrando seu temor em sua voz. – Quando ele me mostrou a música que sua mãe cantava pra ele, eu o vi triste e chorar. Senti como se uma parte de mim fosse arrancada quando eu vi isso.

Emília sentia seus olhos marejarem de novo e novas lágrimas se formando, teimando sair de seus olhos.

- Quando ele estava penteando meus cabelos, sentia seus toques gentis e carinhosos. Eu me senti amada. Feliz. Como nunca tinha me sentido antes. – Afirmou a garota, sorrindo bem mais do que antes, além de deixar as lágrimas correrem soltas pelo seu rosto.

As gêmeas puderam ver que aqueles sentimentos não eram algo inventado ou fabricado.

Era algo real, pois até mesmo Pack estava se emocionando com as declarações de Emília. Afinal, os espíritos que possuem um contrato com um mago, recebem não só o mana deles, como também conseguem dizer com exatidão o que eles sentem. Mas apenas sentimentos vindos dos próprios magos e não de um feitiço ou poção que reproduz um sentimento.

Então as gêmeas puderam deduzir que o que Emília estava sentindo e demonstrava sentir era real.

Pack sentiu que alguém estava se aproximando e soube pela mana que essa pessoa emanava que era aquele que era a fonte de todo esse turbilhão de sentimentos e sensações em Emília. Então decidiu ficar quieto por enquanto.

- E hoje, quando ele me pediu pra eu o beija-lo, eu senti a maior vergonha da minha vida. Mas... Eu não pude deixar de sentir um pouquinho de felicidade em meu coração. – Confessa Emília, tentando parar as lágrimas que escorriam em seus olhos enquanto falava. – E quando nos beijamos, eu senti a coisa mais incrível na minha vida. – Diz a platinada, dando o maior e mais belo sorriso que ela já deu na vida.

- Então eu já sei o que se passa com você, Emília! – Diz Pack, se levantando e flutuando em direção ao rosto de Emília, enxugando algumas lágrimas que ainda caiam.

- Você sabe, Pack? – Pergunta Emília, descrente no que ouviu.

- Você sabe?! – Dessa vez foram as gêmeas que perguntaram, quase que temendo ouvir o que elas não queriam ouvir.

- Emília, você está apaixonada pelo Nero. – Diz o pequeno felino, sorrindo sem mostrar as presas, mas extremamente contente com o crescimento de sua amiga e mestra.

Emília, assim como as gêmeas, arregalou os olhos quando ouviu a afirmação do gatinho. Rem quase teve um mini infarto com a notícia. E Ram... Ela queria castrar Nero por ele ter beijado sua amiga. Agora ela queria mata-lo com todas as suas forças. A meia elfa deu um pulo pra trás, quase tropeçando nos próprios pés quando se levantou e jogando o banquinho pra trás, assustada e confusa com o que ela ouviu.

- Apaixonada?! Eu?! – Questionou a garota, quase não acreditando no que estava ouvindo. – Não. Não. Não. Não. Eu não posso me apaixonar assim! Eu sou uma candidata ao trono do Reino de Lugnica! Eu não tenho tempo pra esse tipo de coisa! – Dizia Emília, com as mãos na cabeça e bagunçando os cabelos, que Rem teve tanto trabalho em arrumar, os deixando mais bagunçados do que quando as gêmeas haviam a encontrado e andando de um alado para o outro.

- Isso não quer dizer nada, Emília. – Rebate Pack, cruzando os bracinho na frente do peito e olhando feio para Emília, que para de andar e se vira para ver o espírito.

- Do que você tá falando?

- Você pode até ser uma candidata ao trono de um reino, mas acima de tudo, Emília, você é uma garota. Tem sentimentos, que muitas vezes não entende ou compreende. E como seu espírito contratado, eu posso dizer com exatidão que você está, simplesmente, completamente, perdidamente, apaixonada pelo Nero! – Afirma Pack, levantando os bracinhos em sinal de comemoração, apesar das encaradas ameaçadoras das gêmeas contra si.

Mas ele não tava nem ligando pra isso.

- Mas...

- Emília. Tem vezes que nós não podemos mandar nos nossos corações e escolhermos quando ou com quem nós queremos nos apaixonar. É algo natural. Espontâneo. – Interrompe Pack, olhando fixamente para Emília, que se calou naquele momento. – E já que você se sente assim com relação a ele, por que não diz isso pra ele pessoalmente? – Pergunta Pack, indo até a porta do quarto e a abrindo, revelando um Nero parado no outro lado da porta. E com o rosto bem vermelho por sinal.

Emília não sabia a onde enfiar seu rosto depois que percebeu que Nero poderia ter ouvido tudo o que ela falou.

Pack estava sorrindo que nem uma criancinha que acabou de ganhar o seu doce favorito.

E as gêmeas...

Elas queriam matar o albino por estar “espiando” atrás da porta.

E elas quase fizeram isso, se Toph não aparecesse e prendesse os pés delas no chão de mármore do quarto e as arrastasse pra fora do local a força.

- Nós vamos deixa-los a sós. Não é, Pack? – Perguntou a cega, que estava encostada na parede atrás de Nero.

- Sim. É melhor para todos nós. – Concordou o felino, flutuando para fora do quarto e ficando em cima da cabeça de Toph, que empurrou Nero pra dentro do quarto a força, com uma bicuda, e fechou a porta com um muro de terra, prendendo o casal dentro do quarto.

- Eu só vou abrir a “porta” depois de meia hora. Ou quando vocês se acertarem de vez, ouviram? Até mais. – Disse a cega do outro lado da parede, começando a andar pelo corredor, arrastando as gêmeas pelo colarinho e as mesmas esperneavam e gritavam em protesto, dizendo que iriam matar Nero entre outras coisas.

Quando ficaram apenas Nero e Emília no quarto, o clima ficou meio estranho. O silêncio entre os dois era algo agoniante. Nem um nem o outro sabia por onde começar.

- Desde quando...? – Pergunta Emília, quebrando o silêncio entre eles e não olhando diretamente para Nero.

- Hã?

- Desde quando você estava ouvindo a nossa conversa? – Pergunta Emília, ainda sem olhar para Nero e bastante corada.

- Desde da parte que o Pack disse que você está apaixonada por mim. – Confessa o albino, sem olhar nos olhos da platinada, completamente envergonhado por ter ouvido sem querer a conversa deles.

Emília estava, de certa forma, aliviada por saber que ele não ouviu toda a conversa.

- Então, você me ama? – Pergunta Nero, deixando um sorriso maroto se formar em seu rosto, olhando para um ponto qualquer do quarto e se aproximando um pouco de Emília, o que fez com que a platinada desse um pulinho de susto e se virasse para encarar Nero, com uma expressão de “raiva”.

- E-Eu não disse isso! E-E eu não sei do que você está falando! – Dizia a meia elfa, em meio a gaguejos, que ela se recriminou em soltar, mostrando sua vergonha e insegurança.

- Mas um dos requisitos para estar apaixonado é você amar essa pessoa com quem você está apaixonado. Em outras palavras, Emília, você me ama? – Repete o meio demônio, se aproximando mais de Emília e dessa vez olhando bem fundo nos olhos violáceos dela.

Emília recuava a cada passo que Nero dava para perto dela e seu coração parecia ter decidido ir correr numa maratona ou correr a São Silvestre, pois ele não parava de bater de forma rápida, descompassada e forte, chegando a fazer com que Emília pensasse que ele iria sair de seu peito.

Nero não era diferente.

Por ele ser um meio demônio, seus sentidos eram mais apurados que os de um humano comum. Então no momento em que ele entrou no quarto, ele foi embriagado pelo cheiro de Emília e teve que se controlar para não agarra-la e fazer alguma loucura naquele exato momento, como faze-la sua e de mais ninguém ali mesmo.

Nero avançava um passo de cada vez e Emília recuava da mesma forma, até que ela bateu contra a penteadeira atrás dela e se viu encurralada por aquele albino de olhos azuis, que estavam mais escuros que o de costume, sendo que aqueles olhos começaram a percorrer pelo corpo de Emília e pararam numa parte bem específica.

Sua boca.

- M-Mas e você? V-Você me ama? – Perguntou Emília, tentando chamar a atenção de Nero pra outra coisa que não fosse seus lábios. O que não deu muito certo, pois o mesmo continuava a avançar contra ela e seu olhar mantia-se fixo nos lábios dela.

E o maior problema, o cheiro de Nero.

Que era tão envolvente, que agora que eles estavam tão perto um do outro, Emília creditava que pelo fato dele ser um meio demônio, o cheiro dele deveria ter algum efeito afrodisíaco para as mulheres. Sem contar que Emília não conseguia mais olhar nos olhos de Nero e sim para sua boca que se encontrava entre aberta, quase que convidando ela para beija-lo.

- Acho que isso vai responder sua pergunta. – Responde o albino, praticamente colando seu corpo no de Emília e tomando os seus lábios num beijo calmo, mas muito envolvente.

Emília arregalou os olhos de início, mas depois fechou os olhos e apreciou mais o beijo, correspondendo ao mesmo, levando uma das mãos para um dos ombros e a outra mão para os cabelos alvos de Nero e mergulhando seus dedos em seus cabelos naturalmente espetados, mas macios. Nero agarrou a cintura de Emília e a levantou do chão, deixando ela sentada na penteadeira e ficando entre suas pernas.

O beijo foi ficando mais envolvente e mais intenso e nenhum dos dois parecia querer parar o que estava fazendo. Nero foi um pouco mais ousado, levando a mão direita até a coxa desnuda de Emília e dando um leve aperto no local, fazendo Emília dar um leve gemido em meio ao beijo. Emília não soube explicar, mas tinha gostado daquele toque ousado e decidiu dar o troco em Nero, levando a outra mão que ela tinha colocado no ombro descesse pelo peitoral do albino e em meio a descida dava leves arranhadas, provocantes e ao mesmo tempo excitantes para o meio demônio, que não pode deixar de soltar um gemido rouco por causa da provocação.

Mas Emília não parou por aí.

Ela foi descendo a mão até chegar na bunda de Nero e deu uma apertada no local, para a surpresa do mesmo, que quebrou o beijo com um riso fraco.

- Não sabia que era assim tão atrevidinha assim, Emília. – Diz Nero, sorrindo marotamente para Emília, que retribui o sorriso para ele, sem tirar a mão da bunda dele.

- Olha só quem fala. Está quase colocando sua mão dentro do meu vestido e está me provocando com esses seus toques. – Rebate a platinada, mordendo o lábio inferior de uma forma sedutora e o albino não viu outra escolha a não ser beija-la de novo, só que com mais fervor e voracidade do que antes, levando os lábios para o pescoço e ombros de Emília, aproveitando para dar chupões e leves mordidas na pele branca dela.

- Eu te amo. – Disse Nero, em meio aos beijos e mordidas, que deixavam Emília mais excitada conforme ela ia recebendo as carícias do albino. E para não ficar pra trás, começou a beijar e a provocar Nero, mordendo e lambendo o pescoço dele, clavícula, orelha, arrancando gemidos e grunhidos prazerosos para seus ouvidos.

- Eu também. Eu também te amo. – Disse a platinada, antes de puxar Nero pelos cabelos e beija-lo de uma forma lasciva e louca, invadindo a boca dele com a língua e o mesmo invadindo a sua com a dele, travando uma luta para ver qual era a dominante.

Eles não se importaram com mais nada. Candidatura a trono, se era algo proibido ou não, se ele era um meio demônio ou não, se ela era uma meia elfa ou não.

Eles apenas queriam aproveitar esse momento que eles tinham juntos, sentir o toque um do outro e o gosto do outro em suas bocas.

 

**********

 

No outro lado da mansão Rosswaal, Toph mantinha as gêmeas presas até o pescoço embaixo do chão de mármore, enquanto a mesma estava deitada no chão com um travesseiro em sua cabeça e brincando com os bracinhos de Pack, além de fazer uma carícia ou outra no bichinho que estava sobre sua barriga.

Como ela podia ver através das vibrações que percorriam o chão, ela sabia o que estava acontecendo no quarto e não pode deixar de sorri de maneira vitoriosa pelo seu mestre.

- Parece que eles finalmente se acertaram. – Disse Toph, de maneira enigmática para os que estavam presentes ali, atraindo a atenção das gêmeas e do felino.

- Como assim, Toph? – Pergunta Pack, mostrando sua total curiosidade no assunto.

- Emília-sama mandou ele embora e o congelou por completo. – Diz Rem, certa de que isso tinha acontecido.

- Sim. Emília-sama nunca iria se relacionar com um homem tão vulgar e rude como ele. – Acrescenta Ram, dando um sorriso convencido de que estava certa, assim como a irmã.

- Então por que eles estão se beijando que nem dois loucos apaixonados naquele quarto? – Questionou a cega, dando um sorriso arteiro para as gêmeas, que simplesmente entram em choque com o que ouviram. E Pack.... Ele estava quase voando de alegria em direção ao quarto dar os parabéns a Emília. Mas não queria estragar o momento que ela estava tendo com Nero. Então decidiu deixa-la sobre os cuidados de Nero por enquanto.

- EU VOU MATAR AQUELE MOLEQUE DESGRAÇADO!!! QUEM ELE PENSA QUE É PRA FICAR DE NAMORICO COM EMÍLIA-SAMA?!?! – Perguntaram as gêmeas, claramente bravas com o que estava acontecendo de verdade naquele quarto.

- O que está havendo aqui? – Pergunta alguém que acabara de voltar para casa e descobre que ela está num completo caos, além de te uma nova visitante em sua casa.

- Pack, quem é esse mané que parece ser um almofadinha de quinta categoria? E quem é esse outro que está ao lado dele? – Pergunta Toph, sem se importar de estar deitada no chão da casa de Rosswaal, sem se levantar e se apresentar para o dono do local.

- Esse é Rosswaal, o dono da mansão. Quanto ao outro homem, eu não sei. Nunca vi ele na vida. – Responde o felino, olhando de Rosswaal para Sparda, que olhava com certa curiosidade para a garota cega no chão, espantado em saber que ele também estava ali, já que ele não havia dado indícios de que ele estava presente para ela.

- O nome desse homem é Sparda. Um demônio que traiu seu próprio povo para proteger a humanidade. – Responde uma outra voz desconhecida para Toph, que se aproximava de um dos corredores da mansão do palhaço.

- Ah, Beatrice! – Chama Pack, se virando para ver uma loli loira que sorriu alegremente ao ver o felino.

- Pack! – Gritou a loli, correndo em direção ao espírito e o tirando das mãos de Toph, que não gostou nem um pouco daquela atitude rude da loira. Mas suas preocupações eram outras.

- Aí, sua loli de voz esganiçada... – Chamou Toph, se levantando e parecendo um pouco brava com Beatrice de ter roubado seu “bichinho de estimação”.

- O que é, tampinha? – Pergunta a loli, olhando feio para Toph e com um tom de voz de desgosto por ter sido interrompida em sua atividade favorita. Acariciar Pack e admirar seu pelo.

- Você tem certeza de que esse outro aí é um Sparda?

- Mas é claro. Eu o conheço a mais de 400 ano. – Afirma Beatrice, voltando a acariciar os pelos de Pack, que ronrona com as carícias.

- Isso é impossível. Os únicos Sparda’s que restaram no mundo são meu mestre, Nero, e o seu tio, Dante. Não tem como esse bolha aqui ser parente deles. – Diz Toph, batendo o pé no chão e apontando para o albino ali presente, que fica mais confuso do que todos ali.

Porém Toph podia dizer que eles não estavam mentindo, por causa dos batimentos dos corações de todos não ter se alterado conforme ela ia falando e falando mais do passado de Nero. E a mesma podia sentir o poder do Sparda ali presente e era muito similar ao de Nero, o que a fez estranhar ainda mais.

- A menos... – Ela pareceu pensar um pouco numa possível teoria sobre o que estava acontecendo ali.

- Rem, Ram, quem é essa garota? – Pergunta o palhaço, vendo suas empregadas presas até o pescoço no chão de sua casa.

- Sou Toph, Toph Bei Fong. Espírito guardião da família Kurokami. – Responde Toph, sem olhar para Rosswaal e se pondo a andar para fora do local.

- E a onde pensa que vai, Toph Bei Fong? – Pergunta novamente o palhaço, já podendo ter uma ideia do que possa ter acontecido ali, naquela parte de sua casa.

- Vou falar com meu mestre. Essa história de ter outro Sparda tá muito mal contada, isso sim! – Responde Toph, batendo os pés no chão enquanto andava em direção ao quarto de Emília.

Antes de entrar no corredor, Toph parou no lugar.

- Ah, quase me esqueci.

A cega pisou forte no chão com o calcanhar e aquilo fez com que as gêmeas subissem e se soltassem o suficiente para poderem sair sozinhas. Pena que elas estavam acabadas quando saíram do buraco, além de sujas e encardidas de terra. Enquanto Toph ia em direção ao seu mestre, Sparda e Rosswaal se entre olharam descrentes em ver tamanho poder e habilidade que aquele espírito feminino tinha sobre a terra. Mas o foco principal deles era sobre ela ter ido falar sobre os Sparda’s com total naturalidade.

- Vamos segui-la. – Disse o albino, se pondo a andar atrás da cega, deixando Rosswaal na entrada de sua própria casa, dando ordens para as gêmeas prepararem o jantar para o convidado.


Notas Finais


E a drill loli chegou, puta que pariu, que menina chata...

E mais perguntas surgem. O que diabos a Toph teorizou com as informações que a loli de voz esganiçada disse pra ela?


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