História Re Zero: Nova vida em um mundo de fantasia do zero! (Ou não) - Capítulo 1


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Categorias Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como tudo começou!

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo 1: Mas como assim?!


Fanfic / Fanfiction Re Zero: Nova vida em um mundo de fantasia do zero! (Ou não) - Capítulo 1 - Capítulo 1: Mas como assim?!

Sábado, 26 de maio de 2018.

19h45min.

Estava á observar o céu noturno.

Sob um muro estava eu... Frase um tanto engraçada, não? Mas isto refletia a verdade acerca da situação na qual me encontrava. Eu observava as estrelas, sentado sobre aquele muro de tijolos crus.

Meu nome é Ryan, 17 anos. Dispenso apresentações. Enquanto observo aquelas estrelas, gosto de pensar na imensidão de nosso universo, e como a existência humana nele não passa de um mero grão... Não tenho raiva do mundo, apesar de tudo; apenas meu lado filósofo que “desperta” nestas horas para fazer-me pensar.

Enquanto observava pacificamente as estrelas, penso em relação ao dia que está por vir... Eu odeio a escola...

Para falar a verdade, não odeio estudar, e para falar a verdade, é uma das coisas que mais gosto. A verdade é que não gosto das pessoas que existem na escola...

Desde a infância, sempre fui bastante isolado, segregado... Não me recordo de ter amigos ou algo do tipo, não é como se não tentasse fazer amigos, na verdade, eles me excluíam sempre que tentava me aproximar.

É interessante... É realmente interessante ver como as pessoas tratam você de uma maneira tão odiosa... Mesmo quando você tenta ser a melhor versão de si mesmo, mesmo quando você tenta ser legal, mesmo quando você tenta ser um amigo em potencial para todas elas... É realmente interessante ver como as pessoas desqualificam e jogam você ao chão dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano... Em um ciclo infinito de injustiça e leis universais torcidas e desfiguradas, que não fazem com que os maus paguem... Ao invés disto, as leis universais oprimem os bons, os justos... E os que realmente merecem um pouco de felicidade em suas vidas são os que mais sofrem... É, talvez eu odeie o mundo sim!

Ás vezes eu apenas gostaria de ir para outro lugar... Um lugar onde você é importante, onde as pessoas realmente o amem... Um lugar onde sua existência valha alguma coisa.

-Ryan! Desça aqui, por favor! –Uma voz conhecida chama por mim.

É minha mãe, uma das poucas pessoas as quais ainda devo algum respeito.

Desço rapidamente para ver o que ela deseja.

-Ryan, você poderia deixar algo na casa de sua tia? –Disse ela.

-Sim, eu poderia. O que é? –Pergunto.

-Uma fatia de bolo que fiz para seu aniversário. –Ela diz.

Ela fez um bolo...

-Eu e seu pai faremos uma festinha para você amanhã... Não é nada de mais, porém caso chamemos alguns membros da família, poderíamos dividir o bolo! –Ela diz.

Família... O que diabos é uma família?!

-E então, você pode entregar? –Ela pergunta.

-Sim, eu posso... –Respondo.

-Obrigada! Não se esqueça de pegar o cachecol antes de sair, está ficando frio nestes últimos dias! –Responde ela.

Vou em direção á meu quarto, abro o roupeiro... Azul ou Vermelho? Que dúvida cruel...

Ao fim daquela cena, escolho o cachecol azul. Sim, cores frias são minhas favoritas, desculpe Vermelho, talvez na próxima. Juntamente com o cachecol, resolvo utilizar também um par de luvas para frio.

Tenho em minhas mãos agora o pedaço de bolo... A vontade de simplesmente abandonar aquilo em alguma rua era enorme, porém sentia que não era algo á ser feito. Despeço-me de minha mãe, e rumo em direção á casa de minha tia, munido de uma blusa branca, calças pretas, uma social preta, sapatos pretos, cachecol azul, um par de luvas cor acinzentada, meu celular com 100% de carga, um pedaço de bolo e uma expressão séria em meu rosto...

Ao sair de casa, sou logo recepcionado por uma brisa gélida... Ao olhar em direção ao céu, percebo nuvens espessas á cobrir as estrelas... O tempo estava ficando feio.

Caminho em direção á casa de minha tia, localizada três quarteirões acima da minha. Enquanto caminho, paro um pouco para observar os postes de iluminação, que emanavam uma luz amarelada. O vento gélido havia cessado um pouco, porém ainda fazia-se presente.

Em algum tempo o que eu esperava acontece. Neve. Os flocos começam á cair aos poucos. Na rua, crianças mostravam feições de felicidade ao ver aquela neve... Um dia já fui como qualquer uma delas. Porém, ao olhar um pouco mais, percebo que uma criança estava triste.

Era um garoto. Ele possuía roupas esfarrapadas, e provavelmente deveria ser um morador de rua. Sem pensar muito, aproximo-me dele.

Eu e aquele garoto trocamos olhares por um tempo, silenciosamente. Embora o observasse, podia notar que as outras pessoas que estavam ao nosso redor agora focavam sua atenção em nós dois. Sem dizer sequer uma palavra, entrego o involucro de guardanapos em suas mãos. Entrego em suas mãos o pedaço de bolo.

Ele encara o involucro com curiosidade, e abre-o com um pouco de medo. Seus olhos iluminam-se ao ver o que havia por baixo. Uma fatia bolo de cenoura com cobertura de chocolate.

Ele me encara então. Continuo a manter minha expressão séria e o pleno silencio.

-Muito obrigado... Senhor... –Ele diz, timidamente.

Não respondo o cumprimento, ao invés, apenas continuo caminhando.

De longe, pude ouvir o som dos passos de corrida do garoto, enquanto o mesmo animadamente chamava sua mãe.

A multidão continuava á me observar silenciosamente, e então, palmas. Todos batem palmas.

Não ligo para nada daquilo, afinal, amanhã mesmo, aquela cena será esquecida em sua inutilidade. Ninguém liga realmente para um gesto de humanismo nos dias atuais... Espere... Isto jamais existiu e ninguém jamais ligou, em época nenhuma, em tempo nenhum.

Após ter entregado o bolo á quem realmente o merecia, vou em direção á praça da cidade. A neve caía sobre meu cabelo enquanto caminhava, garantindo-lhe um aspecto grisalho.

Consigo chegar á praça em pouco tempo. Ao chegar, vou em direção a um dos assentos de madeira, espalho um pouco de neve que lá estava para o chão e sento-me. O local estava quase deserto, porém eu realmente não ligava.

Estava ficando tarde... Segundo meu celular, já eram 9h12min. Melhor ir andando.

A praça já estava deserta á este ponto, com apenas alguns beberrões e usuários de alguns tipos de drogas. Sendo assim levanto-me do assento.

Ao levantar-me do assento de madeira, uma sensação estranha aflige todo o meu corpo... É como se minha alma estivesse sendo separado de minha carne... É algo estranho, como se o chão faltasse sob seus pés, e uma sensação de queda livre toma minha mente... É algo como uma crise de pressão, porém bem mais intensa... Estaria eu morrendo?

Á cada segundo, as coisas á meu redor tornavam-se cada vez mais acinzentadas... As cores desbotavam, e eu sentia como se cada um dos meus cinco sentidos estivesse sendo retirado por vez... Primeiro a visão, e eu estava cego... Depois o paladar, e eu já não sentia nem sequer o gosto de minha própria saliva... Depois o olfato, e eu não sentia mais o odor do álcool consumido por aquele grupo de maridos traídos por suas esposas, e nem o odor das drogas consumidas por aqueles jovens perdidos... Depois o tato, e eu não sentia mais o vento gélido tocar minha pele... E por fim, a audição... E eu não conseguia mais escutar aqueles risos.

...

Que lugar é este? Está tudo escuro... Quem é você? Não... Pare com isto! Não!

...

-Você! Ei, você aí! Vai sair da frente de minha banca ou não? Está espantando a clientela! –Ouço uma voz.

Abro meus olhos...

A imagem que consigo ver é algo simplesmente indescritível... Era algo como um reino da idade média ou algo do tipo... Aquelas drogas... Acho que respirei muita daquela fumaça!

Dou leves tapas em minha cabeça para garantir que acordaria desta ilusão... Sem sucesso... Mas o que diabos acabou de acontecer?!

Ao olhar para os lados, consigo perceber a presença do que aparentavam ser humanos, porém nenhum deles carregava características comuns dos humanos que conheço... Suas cores exóticas de cabelo e olhos são exemplos. Havia também o que aparentavam ser semi-humanos ou algo do tipo... Animais que se comportavam como humanos e conviviam em meio á eles. Consigo perceber algumas carruagens que eram puxadas por répteis enormes, quase como dinossauros.

-E então, vai comprar uma ringa ou não? –Uma voz masculina diz.

Viro-me na direção da voz, e ao observar aquele que a lançou, pude ver um homem de aparência fechada e um corpo musculoso. Ele segurava algo similar á uma maçã.

-Ringa? O que é uma ringa? –Pergunto.

-Você é estranho! Mas então, irá comprar ou não? –Ele continua á perguntar.

-Não vou. –Respondo.

-Então caia fora de minha barraca! –Disse ele, em um tom ameaçador.

Evadi-me de sua barraca, porém não em decorrência de seu tom de voz, visto que nem sequer ligava para aquilo. Evadi-me visto que aquilo não me interessava.

Observo á mim mesmo á procura de algo errado... Não encontro nada. Continuo munido com todo o meu “equipamento inicial”, que se resumia a algumas roupas e nada além de ar em minhas mãos.

Sendo assim, ajeito o cachecol sobre meu pescoço e procedo á caminhar.

Após caminhar um pouco, pude tomar notas acerca daquela sociedade. As negociações eram em ouro, prata e cobre, contando também com algumas joias preciosas. A base para todas as construções eram madeira e tijolos de pedra mal talhados. As pessoas encaravam á mim como alguém único, visto que minhas características eram incomuns àquela sociedade.

Resolvo parar para descansar um pouco em uma rua sem saída estreita, onde me sento em uma caixa de madeira... Preciso de tempo para acostumar-me com tudo aquilo...

Ao olhar em meu celular, percebo o quão inútil ele tornou-se naquele mundo... Não havia nada para que ele poderia servir.

De repente, ouço uma voz á falar do início da rua.

-Ei você! Entregue tudo e não se arrependerá! –Uma voz diz.

Ao encara-los diretamente, percebo suas características. Havia um baixo, em magro, e um tanto normal, se é que pode se dizer isto.

-Você ouviu! Entregue tudo e ninguém se machuca! –Disse o mais baixo.

Levanto-me em silencio da caixa em que estava sentado e ajeito meu cachecol, cerro os punhos logo em seguida.

Continua.



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