História Real - Capítulo 5


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Categorias Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Stiles Stilinski
Visualizações 176
Palavras 4.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Favorite Game


- não! – repreendeu Derek ao ver o canal que o filho assistia.

- ah, pai! Eu prometo que não vou fazer de novo! – exclamou Corey vendo o pai se aproximar da televisão e mudar o canal da mesma.

- não. Vai ficar um bom tempo sem assistir ao Animal Planet. Está de castigo – negou o moreno colocando num canal de desenhos qualquer e dando as costas para a televisão.

- esse canal é para criancinha! – reclamou o mais novo voltando a mudar de canal.

- assista ao que quiser, menos ao Animal Planet – disse o Hale mais velho levando um pouco da comida que Brittany trouxera para si, quando veio lhe trazer algumas roupas para Corey e para si, a boca.

- ninguém merece – murmurou o mais novo vendo o mais velho franzir o cenho em sua direção.

- Filho! O que eu já falei sobre isso? – indagou Derek fechando o semblante para o mais novo.

- me desculpe – pediu o mais novo ainda emburrado.

- francamente, o que você tem na cabeça, garoto? Por que diabos não se afastou quando viu aquela cobra? – indagou Derek, indignado.

Ele achava que o seu filho fosse mais inteligente do que aquilo. O Hale mais velho nunca pensou que, naquela idade, depois de tudo o que ele lhe ensinou e todos os documentários que assistiu, o seu filho fosse tentar pegar uma cobra selvagem durante o acampamento da escola. De sua poltrona, Derek pôde ver o filho abaixar a cabeça. Corey parecia realmente arrependido. Para a sua sorte e alívio psicológico de Derek, a cobra que picou o seu filho não tinha um veneno que apresentava risco a saúde do mesmo ou de qualquer outro ser humano. O efeito do veneno era apenas paralisia, que, quando usado em um humano na quantidade liberada por uma única picada, causou apenas a dormência no braço do garoto, que deveria passar em poucas horas.

Corey não tinha, exatamente, a necessidade de ficar internado, mas o médico achou melhor manter o garoto por perto até que o veneno fosse eliminado por completo de seu corpo. E era por isso que ele e Derek ainda se encontravam no hospital. O moreno de olhos verdes havia decidido passar a noite ao lado do filho no hospital, o fazendo companhia. Havia alertado Lydia que ele não iria trabalhar naquele dia, nem no dia seguinte. O Hale sentia que precisava passar um tempo a mais com o filho, sentia que ele precisava de si.

- a mamãe não vem? – indagou Corey olhando para o pai, que lhe fitou por um tempo, antes de suspirar.

- não. Ela disse que não está se sentindo muito bem – mentiu Derek vendo o pequeno menear positivamente.

- tudo bem – disse o castanho, desapontado.

Derek havia tentado não deixar o filho daquele jeito, mas era impossível. Corey tentava, e muito, arrancar um pouco da atenção da mãe. Mas Paige não lhe dava a importância devida. Algumas poucas vezes ela fazia companhia ao garoto, mas apenas para poder manter o mesmo por perto em caso de divórcio, Derek sabia muito bem disso. Corey sofria com isso. Em todos os momentos importantes sua mãe nunca estava presente. Nem mesmo no dia das mães a mulher aparecia na escola. Mentia para o garoto dizendo estar tendo trabalho com a sua linha de roupas e maquiagem.

Grande mentira.

A linha da mulher não tinha nada dela além do nome. Paige contratou estilistas para tocar a linha em seu lugar. Ela aparecia apenas em eventos importantes. Claro que ela não perderia um holofote. Tudo com o que a mulher se importava era dinheiro e aparência. Quem a conhecia dos tempos antigos ficava surpreso com a transformação da mulher. Sentiam pena de Derek e se afastavam da castanha. Era incrível como ninguém que a conhecia dos tempos antigos conseguia se manter próximo a ela.

- aí. Eu pedi para a Brittany trazer mais uma coisa além das roupas – sussurrou Derek, como se quisesse manter aquilo em segredo, o que despertou a atenção do filho.

- e o que é? – sussurrou Corey em resposta enquanto o pai se aproximava com uma das malas em mãos.

Derek retirou dois óculos de projeção de realidade virtual e o garoto sorriu animado. Era um costume, quando Corey estava de férias, pai e filho jogarem juntos o jogo favorito do garoto. Ver aquilo fora das férias animou Corey de um jeito que ele se esqueceu completamente da mãe. O Hale mais velho tratou de retirar o console de projeção da mala e o colocar no criado quase vazio ao lado da maca. Quando ele se deitou ao lado do filho, sorriu ao ver o garoto tremer em animação enquanto estendia a mão para os seus óculos.

- calma, filho. Se um médico entra agora pensa que você vai explodir – brincou Derek entregando o equipamento do mais novo.

- mas... a gente pode usar isso no hospital? – indagou Corey parando com o aparelho no topo da cabeça.

- podemos usar, sim. Eu perguntei ao médico. Ele disse que é comum alguns pacientes usarem os jogos como passatempo – respondeu o moreno vendo o filho sorrir e vestir o equipamento com velocidade antes de se deitar na maca.

- certo. Está ligado – falou Derek vendo um sorriso largo surgir nos lábios do filho antes de o mesmo pronunciar a palavra chave e o seu sorriso desaparecer quando todo o corpo do garoto relaxou, indicando que ele havia entrado.

- esse é meu filho, mesmo – brincou Derek enquanto vestia o equipamento e se deitava ao lado do mesmo.

No visor do seu equipamento, Derek viu a palavra chave piscar lentamente com uma interrogação do lado. O moreno pronunciou a palavra antes de o seu corpo relaxar, assim como o do filho e o seu consciente ser levado para a central de realidades virtuais. Lá ele procurou pelo nome do jogo favorito do filho, o encontrando quase no final da lista dos seus jogos. Assim que ele confirmou a entrada para o jogo, o seu corpo fora revestido com uma armadura medieval e uma espada surgiu em sua cintura, enquanto um escudo surgia em suas costas.







- e agora? – indagou um louro com orelhas pontudas e arco na mão enquanto olhava para cima.

- pensem – respondeu um homem de cabelos castanhos enquanto cruzava os braços e olhava para o mesmo ponto que os dois garotos a sua frente.

- eu acho que falta fazer alguma coisa. Um Puzzle da montanha cinzenta não seria tão fácil assim – respondeu outro garoto louro com orelhas pontudas, mas este usava uma armadura e uma espada, enquanto o que usava arco vestia apenas pele de animal.

- vamos lá, recapitulando: a gente juntou os sete selos das bestas – afirmou o de arco enquanto cruzava os braços.

- juntamos os sete na caverna – pontuou o de armadura cruzando os braços, pensativo.

- colocamos a estátua no lugar certo – disse o louro que vestia pele de animal erguendo um terceiro dedo.

- é isso. Era só o que dizia na quest – afirmou o louro de armadura abrindo a interface e vendo o “v” verde ao lado da quest, indicando que eles haviam finalizado a mesma.

- por que não acontece nada?! – choramingou fechando a interface e fazendo biquinho.

- falta uma coisa - afirmou o homem de cabelos castanhos e metade do rosto coberta de metal.

- e o que é? – indagaram os garotos vendo o outro negar com a cabeça.

- para invocar Porunson, você tem que... – o homem incentivou os dois mais novos a pensarem mais um pouco.

- Porunson... para invocar tem que... – o de arco cruzou os braços enquanto pensava.

- tem que... – os dois garotos se sentaram no chão, pensando. O de armadura coçou a cabeça enquanto o de arco coçava a bochecha.

- falar a língua dos demônios? – o louro de armadura chutou a resposta e o de arco estalou os dedos.

- é mesmo! O demônio só falça a língua dos demônios! – exclamou o de arco se levantando rapidamente.

- mas eu não sei a língua dos demônios – argumentou o de armadura vendo o de arco tomar um olhar entediado.

- é claro que não! Só os personagens do exercito Nyah sabem a língua – argumentou o de arco vendo o outro garoto lhe fitar irritado.

- você e eu somos do exército Klamus. Como vamos falar a língua dos demônios? – questionou o de armadura vendo o outro tomar um olhar preocupado.

- é mesmo – suspirou desapontado. Tanto trabalho que tiveram para chegar ali e não poderem conseguir os prêmios extras que a missão prometia.

- “Porunson nagula totsumoyum famuo na pítôrô” – o homem pronunciou passando pelos dois garotos e tocando a estátua de gárgula com a mão.

Eles se encontravam no topo da Montanha Cinzenta, uma área de quests especiais que somente poderiam ser concluídas em grupos. Mesmo que fosse o jogador mais forte do jogo, só poderia passar pela neblina que cercava a montanha quando entrasse em um grupo, fosse em dupla ou mais. No topo da montanha, havia uma planície com uma caverna e símbolos estranhos que brilhavam quando você derrotava o monstro correspondente a eles. Eles ascenderam todos os símbolos e colocaram a estátua de Porunson, uma gárgula musculosa, no centro do círculo de símbolos estranhos para os dois garotos

Quando os três desceram a montanha, foram recebidos com olhares curiosos dos grupos que tomavam coragem para adentrar a montanha novamente. A maioria só saía dali morta, com os espíritos malignos carregando os seus corpos para que o teletransporte de ressureição fosse feito, já que a neblina mágica da montanha impedia esse tipo de magia.

- olha! Eles saíram caminhando! – exclamou um garoto com capuz apontando para o trio.

Aquilo chamou a atenção do jogador mais velho do grupo. A maioria dos jogadores eram adultos ou adolescentes que os encarava com raiva e inveja. Mas aquele pequeno encapuzado de capuz cinza, com um cajado na mão lhe chamou a atenção e muito. Não só a sua como a dos seus parceiros. Logo o pequeno se aproximou, sendo seguido por um homem alto de armadura. Ele parou na frente dos outros garotos, que eram da sua altura, o que impressionou o encapuzado de capuz negro.

- vocês desceram a montanha? – indagou o homem de armadura vendo os três menearem positivamente.

- conseguiram cumprir alguma coisa lá? – indagou o encapuzado mais baixo revelando o seu rosto para os outros garotos que sorriram meneando positivamente.

- a gente conseguiu cumprir a missão dos desejos infernais – respondeu o louro de armadura vendo o castanho com listras brancas no cabelo lhe fitar surpreso e animado.

- e foi difícil? – perguntou o garoto vendo os outros dois menearem positivamente.

- eu quase morri duas vezes – respondeu o de armadura erguendo dois dedos para o outro.

- e eu quase morri uma vez – disse o outro vendo o garoto tomar uma expressão animada.

- ah, eu queria tanto fazer essa. Mas o meu pai disse que é preciso ter um membro do exército Nyah no grupo para conseguir os desejos, e nós dois somos do exército Klamus – argumentou o garoto, chateado com a condição de bônus da quest.

- o seu pai está certo. Só os Nyah sabem o código – disse o encapuzado mais velho vendo o garoto lhe fitar surpreso. Era como se ele tivesse se esquecido de si, ali.

- você é um Nyah – apontou o moreno de armadura vendo o encapuzado menear positivamente.

- ah, então foi ele que fez o código – pontuou o castanho com listras brancas.

- querem fazer ela com a gente? – indagou o jogador de capuz negro vendo a dupla a sua frente lhe fitar. O garoto com os olhos brilhando e o mais velho com o cenho franzido.

Aquele cara era motivo de desconfiança em si. Muitos dos jogadores do exército Nyah, um dos dois lados a serem escolhidos logo que se cadastra no jogo, eram traiçoeiros. Quando menos se espera, eles lhe atacam a fim de lhe saquear os itens mais raros e valiosos que conseguir no jogo. Como ele e seu filho deram duro para uparem seus personagens com itens bastante raros, era importante ter essa desconfiança quanto aos membros do Nyah.

- você acabou de fazer. Por que quer fazer de novo? – indagou o homem vendo o filho lhe fitar indignado.

- porque os meus parceiros gostaram do seu – respondeu o encapuzado vendo o homem lhe fitar surpreso e em seguida olhar para o guerreiro e o arqueiro que acompanhavam o mago do exército Nyah.

- viu? Ele joga com os parceiros dele que são de Klamus. Só aceita, por favor – implorou o castanho encapuzado lançando um olhar pidão para o guerreiro mais velho.

- está bem, está bem. Vamos fazer um grupo – disse o moreno abrindo a sua interface ao mesmo tempo em que o encapuzado mais velho. O moreno de olhos verdes franziu o cenho ao ler o codinome do jogador a sua frente.

Nogitsune está lhe convidando para o grupo dele. Aceitar?”

- Nogitsune? – indagou Derek vendo o outro encapuzado dar de ombros.

- é uma lenda – respondeu o encapuzado enviando o convite para o mago de capuz cinza, vendo o mesmo aceitar e logo um convite de amizade surgiu em sua interface.

Nogitsune sorriu e apertou em aceitar vendo os parceiros abrirem suas interfaces e fazerem o mesmo. Logo os cinco começaram a subir a montanha. Nogitsune ficava atrás dos três garotos, para a desconfiança de Clark, codinome de Derek naquele jogo. O necromante insistia em viajar sem a sua arma na mão, diferente de Camyllion, codinome de Corey. Assim como um mago necessita do seu cajado para fortificar suas magias, os necromantes precisam dos seus, mas, por algum motivo, Nogitsune explorava a montanha cinzenta sem ele, aquilo gerava mais desconfiança ainda em Derek.

-e agora? Qual é o caminho certo? – indagou Corey se virando para os dois mais velhos, esperando a resposta de qualquer um deles.

- vocês querem fazer Os desejos infernais, não querem? – indagou Ly-ah, o arqueiro.

- é – respondeu Corey vendo o guerreiro de seu tamanho com codinome Garry apontar para o caminho da esquerda.

Derek estranhou quando, ao começarem a andar na direção do caminho da quest, os dois garotos puxarem suas armas. Derek sabia do quão difícil era cumprir as quests dessa montanha. Antes do Lord of Guns surgir e do Bullet of Bullet, a Montanha Cinzenta do God’s Grace estava no topo dos assuntos mais debatidos nos fóruns gamers. Mas o fato de Nogitsune também não sacar o seu cajado ainda martelava a cabeça do homem de cabelos negros. O chão tremeu levemente e todos pararam para observar o mesmo.

- estranho. Eu não me lembro de o chão tremer na primeira vez – comentou Garry olhando para o chão com atenção enquanto o mesmo parava de tremer.

- a montanha muda os seus modos de deter os jogadores. É um sistema de defesa para impedir que a dificuldade das quests caia com guias de detonados na internet – explicou Derek vendo os garotos lhe fitarem surpresos.

- então nada do que a gente viu antes vai acontecer de novo?! – indagou Ly-ah, indignado.

- não. Não por um bom tempo – respondeu Derek vendo o garoto suspirar e guardar a flecha que havia pego em sua aljava.

- Ly-ah, quantas flechas normais você ainda tem? – indagou Nogitsune vendo o garoto olhar atentamente para a própria interface, logo abaixo da sua barra de life, onde informações pessoais eram reveladas apenas para ele.

- um pouco mais da metade da capacidade total – respondeu o garoto sem abaixar o arco.

- deve dar para o gasto – respondeu Nogitsune vendo o mago cinzento se aproximar.

- eu posso lhe dar mais – informou vendo o garoto lhe fitar surpreso.

- por que um mago anda com flechas? – indagou vendo o outro negar com a cabeça.

- eu não ando. É uma magia. Eu posso produzir armamentos de nível médio de outras classes com os materiais certos – respondeu o garoto puxando o dedo para baixo e abrindo a sua interface, procurando por sua mochila, onde escolheu alguns materiais e logo fechou a interface e os materiais escolhidos surgiram no chão a sua frente.

O grupo assistiu, em silêncio, o garoto se abaixar perto das pedras, madeira, penas e novelos de lã que retirou de sua mochila. O pequeno mago desenhou um círculo no chão e posicionou todos dentro do mesmo, antes de começar a pronunciar palavras mágicas. Os materiais dentro do círculo começaram a brilhar antes de se aproximarem uns dos outros. Quando o brilho se foi, restou apenas uma aljava com uma dezena de flechas dentro, muito parecida com as que o arqueiro do grupo carregava nos lados da cintura.

- quantas tem aqui? – indagou Ly-ah pegando a aljava e vendo a mesma se desfazer em pixels que foram absorvidos por suas aljavas.

- umas cinco centenas – respondeu vendo o arqueiro analisar o próprio arsenal.

- estou quase cheio! Caramba! – exclamou o louro vendo o castanho sorrir largo.

- conseguiu produzir tantas flechas de nível médio... você já concluiu a missão do Bosque de Ártemis – pontuou Nogitsune vendo o garoto sorrir largo meneando positivamente.

- como sabe? – indagou o mais novo vendo o mais velho sorrir ladino.

- um mago só ganha a habilidade produzir flechas de nível médio depois dessa quest – respondeu Nogitsune vendo o garoto apontar para o guerreiro mais velho.

- o meu pai conseguiu uma boa skill também – falou antes de ver o encapuzado olhar para o guerreiro que o encarava cuidadosamente.

- estão chegando – falou Nogitsune se virando para os garotos que menearam positivamente, se armando. Não demorou para que uma neblina densa surgisse.

- como sabe? – indagou Corey vendo o outro se abaixar um pouco.

- eu sou um necromante. Ganhei a habilidade de sentir demônios se aproximando – respondeu vendo o garoto puxar o próprio cajado para mais perto.

- e de onde vem? – indagou Derek já puxando o seu escudo.

- dos lados. A frente está livre – respondeu e logo eles puderam ouvir rosnados e grunhidos animalescos, além de passos rápidos.

Derek fora surpreendido quando o garoto arqueiro disparou três flechas contra a neblina da montanha, vendo corpos caírem no chão. Ele não esperava que aquelas crianças fossem tão boas. Garry simplesmente protegeu Corey de flechas lançadas nas costas do mago branco, que se viu surpreso com o som metálico do escudo quando o mesmo fora atingido. O moreno de olhos verdes se defendeu com o escudo quando um monstro de aparência humanoide surgiu de sua esquerda, com a espada erguida em sua direção.

- são muitos! – exclamou Garry ao ver quatro vindo em sua direção.

- são mais do que antes! – argumentou Ly-ah saltando e disparando no monstro que lhe atacara

- a montanha... aumenta a quantidade de inimigos de acordo com a quantidade de membros do grupo – explicou Derek cortando dois dos monstros, mas não obtendo descanso, já que mais dois vieram em sua direção.

- eu poderia usar minha skill nova se eu pudesse enxergar todos eles – argumentou Ly-ah mirando num monstro que saltara sobre si, mas o mesmo logo fora atingido por uma bola de fogo e sendo feito em pedaços pela mesma.

- eu posso fazer isso – afirmou Corey já batendo com o cajado contra o chão.

O ar se moveu com velocidade, girando ao redor do garoto, antes de acelerar e começar a se expandir, levando a neblina junto e revelando uma parte maior dos monstros que os cercavam. O louro de arco puxou a corda do mesmo, sem flecha alguma na mesma, e logo o arco brilhou em branco, enquanto uma flecha branca de energia surgia no mesmo. Aos olhos de Ly-ah, um ponto branco marcava cada monstro que se colocava em sua mira enquanto ele segurava a corda do arco e o mesmo brilhava. Quando o garoto deu um giro completo sobre o próprio eixo, tomando o cuidado de não mirar em nenhum dos seus companheiros, ele fora surpreendido quando um monstro que não havia sido marcado surgiu a sua frente, apontando a espada para si. Mas o monstro logo sumiu do seu campo de visão quando o encapuzado mais velho surgiu da lateral, acertando um soco potente no rosto do monstro, o fazendo recuar e entrar na mira do arco do louro, sendo marcado na testa.

- agora – ordenou Nogitsune acertando um chute no pescoço de um dos monstros e o lançando numa rocha.

- técnica branca, A flecha de luz! – exclamou o arqueiro soltando a corda e logo a flecha brilhante seguiu um percurso cheio de curvas, acertando o ponto marcado pelo seu disparador nos alvos, surpreendendo Corey e Derek.

Pai e filho ficaram surpresos ao ver a flecha percorrer um percurso ao seu redor, rápida como um raio, sempre acertando os monstros que foram descobertos quando Corey usou a sua magia de vento. O último alvo fora o monstro que Nogitsune socou. A flecha atravessou a sua testa, abrindo um buraco em sua cabeça, antes de desaparecer e todos os monstros acertados pela mesma caírem no chão, mortos. Derek olhou para o garoto, surpreso com o nível do mesmo. Ele nunca imaginou que uma criança fosse chegar a tal nível naquele jogo. Apesar de ser permitido para todo público, God’s Grace era um jogo bastante difícil e poucas crianças se davam bem ali antes de atingir a puberdade.

- quando adquiriu essa Skill? – indagou Derek vendo o arqueiro mirar uma flecha e si e disparar a mesma, vendo a mesma passar ao lado do pescoço do guerreiro e atingir um monstro que saltava nas costas do mesmo.

- é o meu jogo favorito. Não vou ser um noob aqui – respondeu o garoto rolando no chão e voltando a disparar mais flechas.

- eles são realmente crianças? – murmurou Derek vendo o garoto guerreiro empurrar dois monstros enquanto disputava força com os mesmos na espada.

- ainda falta muito? – indagou Garry vendo os dois monstros que enfrentava ficarem cobertos de gelo quando Corey disparou uma magia azul neles.

- não. Não precisamos nem usar mais skills. Já está quase acabando. – respondeu Nogitsune chutando o queixo de um monstro ao erguer a perna para trás

- que sorte você conseguir sentir eles. Agora podemos economizar mana – comentou Corey vendo o encapuzado quebrar o pescoço de um monstro e o mesmo cair no chão.

- e que sorte a nossa ter você para afastar a neblina – o necromante retribuiu o elogio vendo o garoto sorrir animado enquanto fazia um monstro pegar fogo.

- acabou – falou Derek ao ver a neblina se dissipar sozinha, deixando apenas eles e os cadáveres de monstros, que iria permanecer ali até que eles seguissem para o próximo local de ataque.

- foi divertido – comentou Garry enquanto jogava a espada para o lado, limpando a gosma preta que havia na lâmina.

- não foi? – indagou Corey sorrindo para si.

- por que não usou o seu cajado? – indagou Derek vendo o necromante lhe fitar por debaixo do capuz.

- porque não tinha necessidade – respondeu Nogitsune vendo os garotos lhe fitarem por um tempo, antes de voltarem a olhar para a frente.

- os próximos devem aparecer na próxima bifurcação – comentou Garry vendo Corey começar a caminhar a sua frente.

- tem outra? – indagou o mago vendo o guerreiro menear positivamente.

- é onde agente tem que ir e voltar sempre para poder pegar os selos – respondeu Ly-ah vendo o garoto parar e pensar por um tempo enquanto abaixava a cabeça.

- mas o meu pai disse que a montanha sempre muda, então talvez não aconteça – comentou o castanho e logo o chão se abriu, revelando a boca de um enorme verme que saltou sobre eles, com a sua enorme boca aberta.

Corey gritou assustado, enquanto Derek corria até o garoto e o puxava para trás, tentando fugir. Ele se viu confuso quando, ao passar por Nogitsune, o viu parado, apenas encarando o enorme verme vir. Derek e os três garotos conseguiram correr do verme, que engoliu o necromante e voltou a adentrar o chão, desaparecendo e deixando uma enorme cratera no meio do caminho.

- vamos voltar – ordenou Derek vendo os dois garotos que acompanhavam o necromante suspirarem enquanto olhavam para baixo.

- acho que mudou mesmo – comentou Garry olhando para o arqueiro que meneou positivamente.

- o nosso membro do Nyah morreu! – exclamou Corey, chateado. Agora eles teriam que voltar para procurar outro membro do exército Nyah.

- o quê?! – exclamou o guerreiro se virando para o garoto.

- não, não. Aquele é um dos selos. O senhor Nogitsune não está morto. Ele só foi na frente – explicou Ly-ah e Derek logo compreendeu.

- ele é o demônio que só pode ser morto por dentro? – indagou vendo os dois garotos menearem positivamente.

- o senhor não viu? Embaixo dele, quando ele surgiu do chão? – questionou Garry e Derek meneou positivamente.

Ele se lembrava perfeitamente de ver um símbolo dourado brilhando na casca do verme.

- a gente também fugiu na primeira vez. Mas nada funcionava do lado de fora, então tivemos a ideia de tentar por dentro e deu certo. Ele é grande demais para mastigar a gente – explicou Ly-ah olhando ao redor, procurando por onde o demônio viria dessa vez.

- mas tem que caminhar muito para achar o corpo do selo dentro dele – argumentou Derek sentindo o chão vibrar novamente.

- faz parte do jogo. O selo está em algum lugar do corpo dele. Só temos que destruir o corpo do selo e ele morre junto – ditou Garry e logo o tremor aumentou.

- eu não gostei dessa ideia – reclamou Corey se afastando um pouco e logo o verme voltou a surgir, apontando a sua boca enorme na direção do grupo.

- é só ficar bem no meio que os dentes não encostam – explicou Derek puxando os garotos para o centro da sombra do verme e logo os quatro foram engolidos pelo demônio em forma de verme.



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