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História Reaper (Imagine Wanna One e BTS) - Capítulo 5


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Notas do Autor


Onsra: significa "amar por uma última vez." O sentimento de que o amor não irá durar

Capítulo 5 - .onsra


Fanfic / Fanfiction Reaper (Imagine Wanna One e BTS) - Capítulo 5 - .onsra




Eu soube assim que a senti. Não precisei olhá-la nos olhos para confirmar o que já havia desconfiado; ela é um completo perigo. Me perguntei por que diabos cedi ao pedido de Minhyun, mesmo depois de ele me contar tudo o que sabia, mas olhando agora para ela, percebo que o motivo de eu ter me medito nisso é que vi o desespero no olhar de Minhyun. Quis saber quem era o ser capaz de fazer sentimentos surgirem em seres como nós. Pela minha curiosidade, eu quis conhecê-la, ao menos.

E encarar aqueles olhos inocentes de perto foi como obter respostas duras para todas as minhas dúvidas. 

Ela não sabia. Não sabia que estava acorrentada à um poder daquele tipo. 

Isso me fez ponderar entre ficar ou sumir antes que a situação piorasse, e bem, eu fiquei. E não foi por consideração a Minhyun, mas sim porque assim que me dei conta, estava que sacrificando para que ela não se machucasse. Quis protegê-la.

Mesmo que o nosso primeiro encontro não tenha sido o dos mais agradáveis, que ela fuja sempre que esbarra comigo pela casa, ou que às vezes eu me lembre do perigo que ela é, ainda assim, a cada sorriso que ela arranca de Daniel e Minhyun quando faz graça, a cada careta que ela faz quando é chateada, e a cada grito que ela dá porque se irrita com a desordem de seus livros e papéis, eu apenas me sinto ainda mais preso. E não em um mau sentido.

Não sei se eu sou tendenciosamente atraído a pessoas difíceis, mas a cada pequena coisa que acontece, eu apenas sinto que é meu dever protegê-la.

Também não é como se fosse a primeira vez que eu faço isso. Sei que se me afastar agora, depois vai ser pior.

– Quer um pouco? – ela se vira do fogão, me encarando. Demoro alguns segundos para perceber que ela fala comigo, mas quando a ouço rir, apenas me ergo na banqueta e salto sobre o balcão em que antes eu me apoiava. A vendo arregalar os olhos, eu me aproximo.

– Cheira bem. – me inclinei. O cheiro de shampoo de morango exalando dos cabelos rebeldes recém lavados dela me fazendo sorrir.

– Verdade. – ela exala o aroma da panela, fazendo uma cara de satisfeita. 

Eu ri.

Por essas pequenas coisas. Porque ela não merece sofrer pelos erros de alguém, porque ela é apenas jovem e inocente e ainda assim se preocupa tanto, e porque sinto que posso fazer algo; por esses motivos eu vou apenas me manter ao lado dela, cuidando, até que ache um jeito de cumprir com o desejo de Minhyun.

Ele quer curá-la. Quer tirar essa gripe insistente que S/N tem em si. E eu quero ajudá-lo.

Porque de repente tenho alguém que gosto.



[......]



SeattleQueen Anne

Home.

S/N point of view



– Vai continuar parado aí, de pé? – resmungo, enquanto remexo o arroz frito na frigideira.

Estávamos apenas eu e o Sr. Cara de Pau em casa. Minhyun arrastou Daniel daqui ontem, pela madrugada, e sem me explicar muita coisa, me mandou arrumar as malas e não fazer perguntas. Jimin ficou comigo, mas eu preferiria ficar só, porque ele é tão cara de pau que eu quase não me aguento e às vezes desejo perguntar o motivo de ele sempre me encarar e ficar tanto tempo perto de mim. Suspeito até que Minhyun tenha um dedo nisso, ou uma mão inteira. Se ele mandou Jimin ficar me vigiando, então que má escolha, porque ele não é nem de longe discreto.

– Não consigo ficar quieto quando tem agitação perto de mim. – me virei, percebendo que ele procurava por algo na geladeira. "Agitação" não é bem uma palavra apropriada pra descrever a situação, eu só estou cozinhando, como assim agitação?

– Certo. – falei comigo mesma, me voltando à frigideira que chiava. Apaguei o fogo e me servi em um pote de sorvete qualquer que eu guardei por motivos que nem eu mesma sei, me acomodando na banqueta do balcão meio bagunçado. Peguei o livro aberto que eu antes lia e o trouxe até mim, o colocando ao lado no meu pote. O pincel marcador era o meu palito de cabelo, já que eu perdi minha xuxa durante o banho, então não sabia ao certo em que página parei.

– Desde quando gosta de romances? – à minha frente, Jimin pôs uma lata de refrigerante aberta, apontando com a cabeça o livro.

– Não sei ao certo.... – pensativa, enchi a boca de arroz e um generoso pedaço de carne. Ele me encarava com aqueles olhos naturalmente grandes e que tinham o poder de me desconcertar em segundos. A carne desceu minha garganta quase rasgando, e meus olhos lacrimejaram.

Dias se passaram, e por mais que eu já tenha me acostumado com a presença de Jimin, até mais rápido do que o esperado, ainda sinto a droga da dormência nas mãos e o gelo no estômago por ficar tanto tempo sozinha debaixo do mesmo teto que ele é simplesmente um saco.

Agarrei a latinha de refrigerante e mandei o líquido goela abaixo, fazendo uma careta de dor ao sentir tudo descer pela garganta. Suspirei profundamente, cansada. Cansada e meio fula comigo mesma.

– Tem se sentido mal? Aquelas dores no corpo. – ao meu lado, Jimin se sentou, pondo seu prato e um copo de suco de laranja sobre o balcão. Neguei com a cabeça, fixando os olhos nas folhas cor de creme do meu livro ao perceber que ele analisava de novo. Não sei como ele descobriu sobre isso, e por que não contou a Minhyun que eu não andava muito bem nos últimos dias, mas agradeço.

– Deve ter sido um mal estar. – proferi, voltando a comer. Enchi a boca tanto o quanto pude, tentando evitar qualquer possível pergunta, mas o que recebi como resposta foi uma gargalhada alta.

– Mal estar? – o vi se inclinar na minha direção e franzi o cenho. – Já se perguntou se você pode sentir? Dor, estresse, felicidade. – parada, encarando um ponto fixo à frente e com a boca cheia de comida, eu simplesmente não soube o que responder. 

– Não tenho certeza.

– Somos seres diferentes, S/N. Diferentes de humanos, e por isso vivemos separadamente. Vocês são uma exceção a regra de que não se pode viver muito tempo no mundo humano.

Fechei os olhos, inspirando o ar com força.

– Mas eu não quero ser diferente. – finalmente o encarei, engolindo a comida. Dessa vez eu engoli a comida junto com o meu bom senso, que deixou de existir ali. – Não quero me sentir diferente. Por isso fugi. – ditei, girando a banqueta na direção dele. Vi seu cenho franzir, e fico feliz em saber que pelo menos isso Minhyun não contou a ele. – É por isso que eu como tanto, durmo, e ajo como se fosse um mero ser humano. Eu simplesmente odeio o cheiro de sangue, odeio lidar com aberrações, odeio não sentir. Odeio ser assim, entende?

O silêncio foi estranho.

Ele continuava na mesma posição, enquanto remexia no próprio prato cheio de arroz. Percebi que foi a resposta que ele pôde me dar.

Seres como nós não precisam comer quando estão em casa. No caso, nas nossas organizações, mas uma vez fora da nossa dimensão, a nescessidade de comer, dormir, e agir humanamente surge. Por isso somos proibidos de passar tanto tempo aqui, mas como Jimin disse, Minhyun e Daniel são uma exceção. Já eu, também seria uma, caso tivesse uma organização. Fugi da minha logo assim que me tornei consciente no mundo sobrenatural. Ao invés de ceifeira, eu seria guerreira. O que não é tão mais legal do que separar almas de corpos. Ceifeiros atuam no pós morte, guerreiros na pré.

– Acho que sim. – respondendo a minha própria indagação, eu me voltei a posição inicial, retornando a atenção pro meu pote com comida.

– Se não gosta mesmo de ser assim, por que comprar uma briga como essa? – sorrindo, foi a vez dele de se virar na minha direção. Um sorriso camuflador. Daqueles que tentam amenizar a facada que é ouvir perguntas e verdades tão duras. – Digo, foi você quem descobriu sobre essa conspiração toda.

Escolhendo dar uma resposta sincera, diferente das que dei a Daniel, eu evitei o contato visual.

Porque eu amo, mesmo que não saiba se posso. – balbuciei, desistindo de tentar comer. O gosto do arroz se tornou amargo e eu nunca achei meu tempero tão ruim. – Ou talvez eu nem saiba o porquê e tento dar uma lógica ao que não faz sentido. – soltei um riso nasalado, debochando de mim mesma por ser assim. Por sequer me entender.

– Mesmo que você seja muito inteligente, parece não poder ver o que está bem debaixo do seu nariz. – e sorrindo ele segurou meu rosto entre as mãos geladas, me fazendo encará-lo, enquanto analisava meu rosto. A aleatoriedade do ato me fez arregalar os olhos, mas eu não me desfiz do toque.

– O que é isso? – reclamando com certa dificuldade, arqueei minhas sobrancelhas,  sentindo minhas bochechas serem imprensadas à mercê do moreno. Ainda assim, fiquei quieta, aproveitando sua distração com as minhas caretas pra encará-lo como bem queria.

– Você acaba de conseguir um novo amigo. – ele sorriu. Meus olhos encararam a pele pálida do rosto dele, correndo pelos detalhes dos olhos meio cobertos pelos fios grandes, seu nariz meio avermelhado de frio e a boca constantemente umedecida com a língua enquanto ele sorri.

– Amigo? – piscando consecutivas vezes, eu engoli em seco e apertei o pano da minha calça de flanela entre os dedos com força.

Que ele é estranhamente cara de pau, isso eu sei, e acho que o fato de ele não ser capaz de sentir o quão desconcertada eu fico com cada aproximação repentina me faz ficar frustrada, eu diria. Pensando bem, eu estou em cima do muro quando o assunto é sentir. Não sei se posso sentir, mas também sei que o gelo no estômago toda vez que esbarro com ele é real.

– Vai precisar de um. – ele soltou meu rosto, bagunçando meus fios já não-tão-arrumados assim. Pude então respirar aliviada, mas não durou muito.

Um estrondo me fez saltar pra longe de Jimin, cambaleando e tropeçando nos meus próprios pés. Quando me equilibrei, procurei a origem do barulho, encontrando dois caras conhecidos de boca aberta, me encarando.

Pigarreei, tossindo forçadamente.

– Por que não usaram a porta? – coçando meu cabelo rebelde, eu indaguei. Pude jurar que a veia da testa de Minhyun saltava.

Depois conversamos. – rosnando, ele apontou o dedo na minha direção. Arregalei os olhos, engolindo em seco. Procurei ajuda em Daniel e ele deu de ombros, gesticulando com a boca um "fica tranquila". Soltei o ar com força, pondo as mãos na cintura.

Oras, eu fiz algo de errado pra ele estar descontando tudo em mim?

Com um aceno de cabeça do mais velho, eu entendi que era a minha hora de dar o fora, e mesmo que estivesse me sentindo injustiçada, obedeci e caminhei até Daniel, vendo ao mesmo tempo Minhyun alcançar Jimin como um cão raivoso.

– Ela é uma criança, não ouse..... – o ouvi resmungar com Jimin, enquanto Daniel me arrastava sala afora. Qual é, uma criança?

– O que ele tem? – cutucando Daniel com o cotovelo, chamei a sua atenção.

– Um dia ruim. – ele passou o braço sobre meus ombros, sorrindo. Fiz cara feia, negando.

– De todos os seres dessa e da próxima dimensão, Minhyun é o único que não se encaixa nessa categoria de desculpa. – me afastei dele, adentrando no meu quarto mais bagunçado que o normal. Minhyun é o tipo que diz muito mais com olhares do que com a própria boca, faz sentido que ele esteja virado do avesso por um mero "dia ruim"? E se for, o quão ruim o dia foi pra que ele esteja assim?

Daniel apenas riu do meu cenho franzido e se jogou sobre a minha cama, ficando ali. Entendi que novamente eu estava sendo excluída de assuntos "adultos" e me limitei a xingar enquanto terminava de dobrar mais algumas mudas de roupa pra colocar na minha mochila.

– Ei – me virei em direção a Daniel, o vendo sentado na beirada da cama. – Precisamos conversar sobre algumas coisas. – batendo no acolchoado ao seu lado, ele me chamou.

Poucas vezes eu vira Kang Daniel agindo tão cautelosamente. Às vezes eu me esqueço de como ele tem que ser responsável e sério quando Minhyun precisa. Comigo ele é apenas o Daniel bobão e idiota.

– Sobre o quê? – atirei as roupas em mãos de qualquer jeito de volta ao meu guarda roupa, indo me sentar na cama.

– Acho que Minhyun deveria ser quem te explica isso, mas não temos tempo pra discutir e agora ele não está na melhor hora. – o vi suspirar.

– Pode me falar o que for que eu vou apenas ouvir, independente do que seja. – dei de ombros, caindo de costas no colchão.

Na verdade, o que eu queria dizer é que independente da notícia, eu provavelmente não ficaria surpresa, então não precisava se preocupar com o modo de me contar, seja lá o que fosse.

– Não acho que vamos vencer uma luta com livros e pesquisas. – focalizando suas costas cobertas pelo grosso casaco eu ri, negando.

– Músculos sem táticas são inúteis. – encarei o teto.

– Ou vice-versa. – ele devolveu o riso, se deitando também. – Sei que não gosta, na verdade você odeia, mas vamos pra Soul Society. – apertei os olhos quando os fechei, praguejando mentalmente. – É por necessidade.

Que boca essa, a minha. Poderia ter ficado quieta, aí talvez a notícia não fosse tão ruim. 

Por quê?

Porque Soul Society é só um sinônimo de "lugar horrendo e desprezível", mas Minhyun e Daniel insistem em chamar de casa, também.

Soul Society é uma das organizações sobrenaturais criadas pro equilíbrio e bem estar do mundo humano. É uma das maiores e a mais antiga de todas as organizações, que geograficamente deveria se localizar na Ásia, mas não ficamos na dimensão humana, temos a nossa própria. Eu vim de uma organização diferente, e ao o conviver com Minhyun e Daniel, descobri cedo demais que assim como no mundo humano, no sobrenatural também existem coisas ruins e nojentas.

Desde que conheci a Soul, ninguém me tira da cabeça que nós temos ligações íntimas com humanos. Lá a maioria dos seres têm traços físicos semelhantes aos dos humanos que vivem na Ásia, fora a língua.

Se somos povos distintos, deveríamos ter línguas próprias, não?

O fato de que eu não suporto ir na Soul Society é simplesmente reflexo de coisas que eu ouvi. Os seres de lá não aturam os seres das outras organizações. Chega a ser cômico.

– E por que eu deveria me desgastar indo até lá? – suspirando, cruzei os braços. Mesmo que já estivesse de malas prontas, argumentar não era pecado.

– Faz quantos anos que não maneja uma espada?

Mordi a ponta da língua, suspirando.

Era verdade que eu não usava minha espada pra nada além de trabalho, não lembrava sequer como manejá-la direito, mas que jeito injusto de me calar.

– Caramba, isso é tão chato. – cocei meu cabelo, vendo o loiro se virar de lado.

– Entendo melhor do que ninguém os seus motivos pra odiar estar lá, mas você não vai estar só. – recebi um leve cutucar perto das costelas. Me retorci, quase engasgando pelo riso reprimido. Bati na mão dele, me virando de lado também.

– Grande diferença você vai fazer. – debochei, sorrindo. Achei que ganharia um cascudo, mas ele apenas sorriu abertamente.

– Daqui pra frente coisas difíceis vão acontecer. – quase sussurrando, ele aproximou a cabeça um pouco mais. Nossas testas pouco distantes. – Vai ser tão difícil que vamos pensar em desistir, mas acho que se você estiver bem e comigo, então eu posso continuar.

Premi os lábios, o coração saltando vagarosamente. A batida forte e constante chegou aos meus ouvidos como forma de aviso quando o silêncio se expandiu, mas eu não me movi. Apenas manti meus olhos nos dele, me perguntando se era real.

Se a coisa da paixão que eu vejo nos livros, e esses sintomas que mais parecem uma doença são reais, então eu talvez eu seja capaz de sentir.

Não a angústia de perder, ou medo.

Mas paixão.





Notas Finais


vou fingir q nada aconteceu e que eu não atrasei três semanas, então vocês pfvr finjam tambémkkkkk

OI! 🌈

como vão? estão gostando? dê o seu feedback porque eu dou muito valor aos comentários de vocês, sério. ♥️✊

pois eh, e vamos de romance – OU TENTATIVA NE –

eu queria dizer q essa versão q eu tô postando é a quinta que eu escrevi, nada parecia bom e confesso que não tô nem de longe muito satisfeita com o resultado de hoje, mas nem sempre o que eu idealizo na cabeça é passado do jeito q eu quero e eu me conformo com isso e sempre tento melhorar

e vamo q vamo


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