História Reapplying To Love - Fillie - Capítulo 14


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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Mike Wheeler, Personagens Originais
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Soah
Visualizações 61
Palavras 2.685
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, chegamos ao fim, não é?
Quero agradecer a cada favorito❤.
E um beijo especial a Alana, essa garota que sempre comentou aqui❤. Te amo muito, continue sempre sendo essa pessoa especial❤.
Vocês não sabem o quanto significou escrever esse capítulo. Dói muito dizer tchau, mas vocês sabem que é só aqui.
Temos outras duas fanfics😊.
E vocês poderiam me seguir no Instagram? É que ainda não me ajeitei no Twitter.
O meu pessoal é (@rayy_schnapp) e o outro é (@nh.schnapp). Contas loucas e bobocas, para uma garota louca e boboca.
Beijinhos e amo vocês ❤.

Chorei escrevendo esse também.

Capítulo 14 - Epílogo


   Já haviam se passado meses – ou até um ano – desde que Finn ouviu o som da porta se fechando. Ou foi o seu coração? Millie não apareceu nunca mais. Nem foi buscar o resto das suas coisas, apenas foi embora. Mas ainda naquele dia, mandou uma mensagem dizendo que só queria pensar. Porém, mais nada.

A vida de cada um deles estava diferente, mais corrida. Todos tinham algo pra fazer. Noah estava trabalhando em um estúdio de fotos como modelo e suas fotos estavam em todos outdoors. Até para marcas famosas, como Nike e Adidas, ele fotografou. Sadie não aprovava os ensaios sensuais do noivo, mas deixava. Como Millie vivia dizendo para ela seguir o que o coração queria, então ela fundou um Ong para animais perdidos e abandonados, onde lá eles teriam todos os cuidados necessários e seriam doados ou vendidos. A amizade delas havia se reconstruído, pois Sadie falou tudo que sabia e até todos os motivos pra Finn ter mentido. Elas continuaram se falando e visitando uma a outra, e às vezes saíam para fazer compras ou ir ao cinema. Mas Millie ainda estava um pouco receosa com o quesito confiança com Sadie, porém tentava reconstruir isso também. Todavia ela achava que iria demorar. 

Gaten decidiu virar um mochileiro, e ainda decidiu levar a pobre Lizzy com ele. Mas ela adorava, pois em todas as fotos estava fazendo caretas ou comendo algo esquisito. Viajaram para vários lugares diferentes, faziam expedições em grutas, iam em museus históricos. Algumas fotos foram enviadas a Millie deles em um observatório, com Lizzy fingindo olhar algo no telescópio gigante. Eles pareciam felizes com a vida agitada que levavam. Sempre foi o sonho de Gaten viajar pelo mundo, e quando surgiu a oportunidade – e a garota certa – ele a agarrou. E não iria soltar por um bom tempo.

Caleb estava jogando em um time de basquete que ainda não fazia muito sucesso em Vancouver, os Vancouver Tigers. Ele era o cestinha, e pelo visto o time estava crescendo muito com seu desempenho. Pelo que todos estavam ouvindo, tinham vários olheiros nas suas partidas, até um do Golden States.

A vida estava quase separando-os, levando-os para longe um do outro. Os acontecimentos podem nos separar das pessoas que mais amamos, e com eles não era diferente. A vida não estava sendo ruim, apenas a distância. Estavam perdendo tanta coisas uns dos outros que eles sabiam que nada poderia repostar o que perderam. O acidente de Millie mexeu com a cabeça de todos eles, bagunçou a estabilidade da amizade.

Mas sempre tinha uma luz no fim do túnel, né? Qualquer coisinha poderia fazer tudo voltar a ser como era.


POINT OF VIEW MILLIE BOBBY BROWN

O dia havia esfriado muito, então apressei o passo dentre as várias pessoas que esbarravam em mim. Apertei o sobretudo ao corpo, e ajeitei o cachecol com dificuldade por conta das luvas. A neve caía levemente salpicada sobre mim, com pequenos flocos. Tão minúsculos que era quase impossível de vê-los, mas eu sabia que estavam lá. Vancouver estava com o clima mais bipolar do que nunca.

Hilary havia nos alugado muito no teatro, explicando sobre nosso desempenho na próxima apresentação, pois de acordo com ela não estávamos indo bem. Mas ela estava pegando muito no pé de Kyle, meu par romântico. Pelo visto, ele estava se distraindo muito durante as trocas de figurinos e sempre esquecia das falas. Estava com medo de dizer a ele que Hilary falou comigo sobre uma suposta troca de Matthew Wheeler, ele ficaria chateado. Sei que se desempenhava bastante, mas ultimamente...

Abri a porta do meu apartamento e tiritei ainda mais de frio quando percebi que não tinha deixado o aquecedor ligado. Esperava uma casa quentinha quando chegasse, não um Alasca, mas sem o gelo. Liguei o aquecedor e fui a cozinha para preparar um chá pra mim. Velhos hábitos nunca mudam, a voz de Finn ecoou pela minha cabeça. Não pude deixar de sorrir pensando nisso. Mas a chaleira apitou e qualquer pensamento com Finn que tinha na minha cabeça sumiu.

Me sentei no meu sofá com a espuma gasta, bebericando meu chá de erva doce enquanto pegava as cartas. Conta de luz, internet, água... Mas prendi minha respiração e meu coração parou. Meu cérebro não quis mais enviar comando nenhum pro meu corpo e senti tudo em mim paralisar. Remetente: Finn Wolfhard. Ele nunca mais havia me mandado nenhum sinal de vida e isso me assustou muito. Eram apenas mensagens pequenas como Estou com Saudades, ou Você faz falta.

Rasguei o papel, minhas mãos estavam trêmulas.

Oi, Millie.

Por favor, não ignore essa carta. Sei que está com vontade de amassá-la ou até queimá-la, mas não a transforme nos meus emails. Não faça eu me sentir um lixo ainda pior.

Não sei por onde começar, talvez do começo, mas também seria aceitável eu falar do fim. Naquele dia da briga, antes de eu chegar em casa já sentia uma sensação ruim no ar. Sentia que algo estava errado, mas você descobrindo tudo era uma das primeiras coisas que pensava. E quando meus pensamentos foram confirmados, fiquei muito chateado.

Você pensou – ou talvez pensa – que eu não tinha motivos para ter escondido coisas tão sérias. Mas para mim era os piores. Meu medo de te perder era maior que meu medo de morrer. Você era uma das coisas mais importantes da minha vida e não conseguiria seguir em frente sem você, por isso te levei pra minha casa.

Imaginei que com você ao meu lado, mesmo sem lembrar de tudo que vivemos, podia me dar uma esperança maior. Quando você sofreu o acidente, me culpei por noites. Foram tantas garrafas viradas em bares que nem me lembro o nome até hoje, tantas noites mal dormidas ouvindo canções melancólicas que só faziam eu me lembrar que era tudo culpa minha. Nesse meio tempo sem você, percebi que não era ninguém sem a sua presença comigo. Era um simples nada.

Quando estava no trabalho, nem me lembro quantas vezes imaginei chegar em casa e você não estar lá; de ter ido embora. Isso me fazia perder o foco de várias reuniões.

Pode me achar um idiota abusivo, mas era só medo. Quando fazíamos faculdade, lembro das nossas escapadas para tomarmos banho no lago de noite; nas noites de quinta que fugiamos para cantar The Cure ou Green Day em um karaokê que amávamos; nos tantos romances que assistimos de noite que eu odiava, mas que você me fez amar. Esses momentos eram inesquecíveis pra mim enquanto dirigia até em casa, e eu só queria que se lembrasse como eu.

Sabe quantas vezes desejei chegar em casa e te ver fazendo um chá ou ouvindo Rolling Stones. Mas não me decepcionava quando via que não era a Millie de antigamente, apenas ficava feliz em saber que ainda era você. Sempre foi você, mesmo que não se lembrasse dos nossos momentos.

Sei que de vez em quando, lhe dava umas sensações de déjà-vu sobre algumas coisas da casa, mas sabia que não se lembraria de mais nada. Os médicos disseram e então eu já sabia.

Quando te levei pra minha casa, a intenção não era te assustar. Eu queria te reconquistar, pois sentia que tinha te perdido. Por isso te agradei tanto, tentei agradar a nova Millie. Mas esqueci de me lembrar da antiga Millie e de seus gostos, acho que foi isso que fez eu te perder.

Me lembro uma vez que você disse, anos antes, que para acertar as coisas, temos que dar um salto de fé. Lembro que você ficou emburrada e brava comigo, pois eu brinquei dizendo que você tinha tirado aquilo de um biscoito da sorte. Eu pensei nessa frase várias vezes antes de chegar a decisão de te levar pra morar comigo de novo. Pensei que te fazer pensar que eu era alguém bom, me daria uma brecha de você se apaixonar por mim. Quando você disse que eu era falso, percebi que eu era mesmo. Nem ao mesmo tentei ser eu mesmo nesse mês que passamos juntos. Fingi ser alguém que não havia sendo no nosso terceiro ano de namoro. Acho que isso que deixou você com mais raiva. Não estou magoado com você por ter ido embora, até acho justo.

Mas sabe de algo? Estou com tanta saudade que acho que nem palavras expressam. A casa nunca parecera tão silenciosa. Estou com saudade do som ligado, do barulho da chaleira apitando, ou de suas caminhadas pela casa. Até suas teorias sobre de como os gatos poderiam dominar o mundo (risos). É, até disso. Millie, você pra mim foi uma das melhores coisa que me aconteceu. Desde o momento que pus meus olhos em você, me apaixonei perdidamente. Mesmo que você estivesse toda descabelada e com o coração partido. Quando te vi nesse estado, prometi a mim mesmo te fazer a mulher mais feliz do mundo. Pelo visto não cumpri.

Me desculpa por ter mentido. Todo tempo pensei apenas em mim, em ficar sem você. Mas nem cheguei a pensar em como você ficaria ao saber a verdade, só me imaginava sem você. Millie eu sem você, é como o oceano sem água. Millie, você era minha água no deserto, eu não podia ficar sem. Acho que isso meio que me tornou um abusivo.

Mesmo que a distância esteja apelando entre nós dois, meu amor por você não diminuiu nenhum pouco. Não há uma noite sequer que não penso em você. Acho que isso está me deixando louco. É, mas essa é a consequência em se apaixonar por Millie Bobby Brown. Eu me senti como se eu fosse aquela ninfa Eco correndo atrás do Narciso (você). Você é ele, sem o convencimento; e eu sou a Eco, mas sem repetir a última palavra das pessoas.

Millie Bobby Brown, eu te amo mais que o Universo não possa aguentar. Você é tudo pra mim e vai continuar sendo até eu virar um velhinho babão em um asilo. Te amo muito.

Acho que quando te perdi, encontrei o abismo que deveria saltar de verdade. Mas espero mais ainda que você esteja a minha espera do outro lado.

Somos infinitos.

Te amo.

Finn Wolfhard

PS: Não precisa responder, eu só fico aliviado em saber que leu.


POINT OF VIEW FINN WOLFHARD

– Espero que goste, senhora – disse eu.

A senhorinha com lindos cabelos grisalhos e um fofo sorriso banguela, me olhou e sorriu mais ainda. Ela segurou seu disco enorme com orgulho. Sei que quando chegasse em casa, iria colocar ele em uma vitrola e ficar a tarde toda ouvindo.

Lembro que fiquei muito feliz em saber que Thobias não quis transformar a loja em uma loja de CDs. Gostava dela como uma loja de discos, e ficava ainda mais feliz em saber que ainda tinham clientes assim.

– Ah, vou gostar e muito. Obrigada, filho.

Acenei para ela em despedida. O fluxo de clientes estava pouco naquele dia, e isso queria dizer que eu podia sair cedo. O locutor disse que hoje iria nevar bastante, então eu podia fechar a loja as seis e não ficar até as 22 hs como sempre ficava. Enquanto atendia uma moça loura – que insistia em ficar flertando comigo mesmo eu deixando claro que não queria –, como se o destino estivesse zombando de mim, começou a tocar Can’t Help Falling In Love, do Elvis Presley. Era uma das músicas que eu e Millie sempre usávamos no final das noites de karaokê.

Quando Beto, o outro atendente, percebeu meu congelamento, tocou meu ombro. Despertei em um pulo.

– Tá tudo bem?

Remexi o corpo e me virei para a cliente. A garota ainda me olhava como se pensasse que eu estava a fim. Dei o seu troco e ela deu as costas. Olhei para o balcão e vi um papelzinho minúsculo, o joguei no lixo sem menos abri-lo.

Não estava ficando com ninguém desde Millie. Não estou me gabando, mas mulher não faltava. Eu não queria, simplesmente! Nenhuma mulher me fazia sentir o que Millie fazia, nenhuma tinha o poder de me deixar embasbacado. Quando ia para bares, umas queriam papo, mas eu as afastava. Eu ainda sentia que meu coração a pertencia, então não queria mais nada com ninguém. Acho que foi um meio de defesa do meu cérebro pelo que aconteceu. Achar que ela era minha, me ajudava a acordar de manhã. Era o jeito mais fácil de não me fazer cometer uma loucura, pois eu era capaz. Não estava falando de cometer suicídio, estava falando de ir atrás dela. Não queria estragar o único contato que fiz e que, provavelmente, foi recebido.

Fechei a porta da frente e tranquei o cadeado. Enquanto ajeitava o casaco e o gorro, olhei para Beto que atravessava a rua correndo. Ele disse que iria a encontrar a namorada, e não parou um minuto sequer de falar sobre isso enquanto atendiamos os clientes. Estava feliz por ele, pois ele era uma pessoa muito legal. Mesmo que eu ainda estivesse meio frágil com a questão amor.

– Finn? – com essa voz, instantaneamente congelei.

Nem nos meus diversos sonhos pensei que a ouviria novamente. Me virei, ainda meio incerto e a encarei. Seus cabelos estavam maiores e presos em um coque, suas bochechas estavam mais rosadas e seus lábios também. Ela usava um sobretudo que ficou tão engraçado em seu corpo miúdo. Nunca quis tanto beijá-la na minha vida.

Não parecia que havia se passado um ano, pois ela ainda parecia a mesma.

– Oi, quanto tempo. – O mesmo sorriso pelo qual me apaixonei. Ela estava alguns passos longes, indecisa. – Está trabalhando aqui agora?

Vamos, Finn!

– Sim. – Ó, que resposta!

– Você vendeu a empresa? – Assenti. – Gostei daqui, é mais a sua cara.

Sorrimos. Millie agia no automático, eu percebi.

– O que está fazendo agora? – perguntei.

Ela sorriu, como se tivesse orgulho do que fosse falar.

– Estou em uma peça, se chama Reapplying To Love. Sou a personagem principal. 

– Parabéns. 

O silêncio que veio a seguir foi um dos mais incômodos da minha vida. Parecia que nenhum dos dois queria falar por medo de falar besteira. Bom, eu falaria, não sei Millie.

Mas Millie o quebrou:

– Eu li a sua carta.

– É, foi patética, eu sei. Pensei em desistir, mas já tinha enviado.

Ela deu um sorriso torto. Alguns fios de cabelo caíam graciosamente do coque, deixando-o com um ar divertido. A neve manchava seus cabelos, os pintava de branco.

– É verdade? – perguntou ela.

Subi meu olhar que nem sabia que estava fixado no chão. Estava envergonhado, me sentia um adolescente bobo.

– Que você ainda me ama? – completou.

– Você sabe que é. – Enfiei as mãos trêmulas nos bolsos. – Nada do que escrevi ali era mentira. Não fui hipócrita.

Millie me analisou por um tempo. Acho que minhas expressões estavam engraçadas, mas eu estava feliz em vê-la novamente.

– Sei, Finn. Bom, nesse tempo que ficamos longe, pensei a respeito de tudo. Todas as informações que ganhei de você foram importantes, mas as da carta foram ainda mais. Percebi que tudo que sente por mim é verdadeiro, e afirmo que também senti algo por você. Mas avançamos muito, as linhas foram cruzadas cedo demais. – Ela fez uma pausa. A essa altura do campeonato eu já estava morrendo de frio, mas não podia deixá-la falando sozinha. – Todavia, isso é passado. Queria recomeçar.

Quando ia perguntar como, Millie estendeu sua mão a mim. Meus olhos brilharam, mas de frio. Estava pra congelar ali. Mas, diferente de todo meu corpo, meu coração estava aquecido por tê-la ali de novo.

– Sou Millie.

Entendi todo o seu jogo, então decidi entrar nele. Sua mão foi preenchida com a minha, e uma eletricidade percorreu meu corpo. Era disso que eu precisava, essa era minha cura.

– Quer tomar um café? – propus e ela assentiu, sorrindo.

     Enquanto caminhávamos a um café qualquer, imaginei um milhão de cenas possíveis sobre o nosso futuro e todas elas eram incríveis. Mas sabia que nenhuma seria boa o suficiente, e que era melhor eu pensar no agora e ver depois no que o futuro deu. E no agora, eu estava feliz. Feliz por poder recomeçar. Nossa história seria reescrita.


Notas Finais


E acabou. Tchau, amo vocês ❤.
Nos vemos em A Garota dos Meus Sonhos ❤


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