História Reason to Live; vhope - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Rap Monster, V
Tags Bts, Gay, Jhope, Taeseok, Vhope
Visualizações 79
Palavras 833
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - 3


Assim que viro a esquina de minha casa me deparo com o não tão grande carro de minha mãe estacionado e solto um longo suspiro, que é seguido de alguns resmungos ditos para mim mesmo. Apesar do desânimo continuo andando pelo extenso e mal cuidado jardim até chegar à maçaneta de minha casa, mas antes que eu pudesse abri-la, escuto um alto barulho de vidro quebrando dentro de minha casa, o que já me faz ter idéia do que estava acontecendo lá dentro.

Quando finalmente entro na tal residência, sou recebido pela minha mãe, que de uma forma assustadora, estava com sua maquiagem inteiramente espalhada pelo seu rosto, além da maldita garrafa de wiski quase vazia em uma de suas mãos, à sua volta estavam porta retratos e pertences dele que não tive coragem de jogar fora. Primeiramente não cheguei perto da mesma, fiquei apenas parado encostado à porta observando a cena, momento que não durou muito, pois logo fui percebido pela mulher à minha frente que estava começando a se aproximar.

- Ainda tem coragem de voltar à essa casa? Depois de tudo? - Ela diz parando à minha frente, me encarando fixamente. - PORQUE FEZ AQUILO? EU TINHA TUDO ANTES DE VOCÊ! - Ela completa gritando, o que faz meus olhos arregalarem.

- E-eu não tenho culpa - digo claramente com medo do que ela poderia fazer comigo. Porra eu sou um completo frouxo, por que não consigo nem ao menos me defender? Só consigo ficar parado aqui e gaguejar algumas palavras.

- EU TINHA UM MARIDO E UM CORPO PERFEITO, MAS VOCÊ APARECEU E TIROU TUDO DE MIM. VOCÊ O MATOU KIM TAEHYUNG. -

- P-pare, eu não o matei, está mentindo. - Falo antes de sair correndo para subir as escadarias, sem olhar para trás.

O primeiro lugar que tenho em vista é o banheiro, e sem pensar duas vezes corro para lá e tranco a fechadura, me encostando na porta tentando me acalmar.

Os meus olhos estão marejados de lágrimas e estou com uma dor insuportável no peito. Eu preciso fazer essa dor passar, eu não aguento mais sentir isso.

Meus olhos rolam para à estante em cima da pia do banheiro, onde se encontram anti-depressivos que nunca me importei em tomar, sempre pensei que não seriam essas minúsculas pílulas que me tirariam dessa merda.

Mas, se eu aumentar a dose, o efeito será mais rápido?

Rapidamente as minhas mãos agarram o frasco e rasgam o lacre contido, despejo uma quantidade significativa em minhas mãos, empurrando todos os comprimidos goela à baixo.

Nenhum efeito, tontura, nada, talvez seja porque só isso não seja o suficiente.

Despejo os resto de pílulas contidas no recipiente na palma de minhas mãos, mas antes que eu pudesse engoli-las novamente, sinto a minha visão ficar distoricida e o forte choque de meu corpo contra o chão do banheiro.

O carro se encontra silencioso, o único som presente é a música aleatória que toca em um volume tão baixo que é quase inaudível. Eu e meu pai não somos de conversar muito, porém, ele teve de me buscar nessa quase madrugada, após eu ter passado a noite inteira na casa de Jin.

Consigo perceber a insatisfação do mesmo pelos seus suspiros e seus baixos resmungos, mas, de alguma forma, eu entendo seu lado, buscar seu filho de 15 anos quase uma hora da manhã era de fato algo desagradável.

- Vocês estavam com mais alguém naquela casa? - Indaga meu pai, quebrando o silêncio instalado no ambiente

- Não, já lhe disse que estávamos à sós - digo num total desanimo

- Então por que continua mentindo? - ele suspira demonstrando sua insatisfação

- O que quer dizer com isso?

- Você acha que não escutei uma voz masculina bem mais grossa que a de vocês assim que cheguei? Quem era aquele?

- Era a minha voz! E irei repetir, eu e Jin estávamos sozinhos. - continuo a olhar para janela, e observo os primeiros pingos de chuva começarem a respingar no vidro do veículo.

- Não Taehyung, eu conheço sua voz. Era por acaso algum namorado de Jin? Sempre soube que aquele garoto era meio afeminado - ele parece tentar ficar calmo ao dizer tais palavras.

- E qual seria o problema disso? - finalmente viro para olhá-lo e notar sua irritada expressão.

- Por acaso também é um gayzinho igual seu amigo? - ele quase grita e me encara, o que me faz perceber seus olhos queimarem de raiva.

Percebo luminosos faróis de um carro vindo na contra mão, seguido de altas buzinas vindo em nossa direção. O choque entre os dois carros fora tão grande que jogou o corpo de meu pai inteiramente para frente, quebrando o vidro da frente do veículo.

Ele tirara totalmente a atenção da estrada por apenas alguns segundos, que acabaram lhe custando a vida.

- PAI! - já com lágrimas nos olhos consegui gritar, antes de tudo escurecer.

Tudo escurecer e eu parecer acordar nesse pesadelo que nunca terá fim.


Notas Finais


Todo fim de capítulo ando me desculpando pela demora, não é? Desta vez não será diferente, mas prometo ser mais rápida nas próximas atualizações.
Obrigada ♡


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