História Reasonable Doubt - Norminah G!P - Capítulo 25


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Norminah
Visualizações 291
Palavras 4.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, voltei com essa "pequena" maratona, já que eu tinha esse capítulo pronto e estou postando todos os dias para vocês, então espero que tenham gostado da surpresa! 💛

Avisos: Palavras de baixo calão, então para quem não curte esse estilo de leitura sugiro que não leia! 🔞🙂

Espero que preparem os corações também ksjd boa leitura!

Capítulo 25 - Assediar.


Fanfic / Fanfiction Reasonable Doubt - Norminah G!P - Capítulo 25 - Assediar.

Assediar (n.): Importunar de modo indesejado e irritar sistematicamente e/ou continuamente que muitas vezes incluí ameaças e exigências.

Dinah Jane Hansen Point Of View.

A promotora apertou minha mão sobre o café e o chá na noite seguinte, batendo seus olhos castanhos brilhantes.

— Muito obrigada por ter concordado em ficar por algumas semanas, Jane. – Ela disse. — Isso vai ser uma ajuda real nesse caso.

— Eu tenho certeza...– Eu levantei e fui até a janela, olhando para a neve cobrindo as ruas abaixo.

— Seu antigo parceiro definitivamente contratou os melhores advogados que o dinheiro pode comprar, pagou multas e sofreu penalidades ao longo dos anos, mas eu acho que nós podemos finalmente mandá-lo para a prisão com a nova evidência que temos. Obviamente o seu testemunho, é claro.

Eu não digo nada.

— Eu não tenho certeza de como se sentiria sobre isso, mas... – A voz dela sumiu, e segundos depois ela estava ao meu lado. — Você gostaria de atualizar-se sobre tudo o que nós perdemos desde que você foi embora?

— Desculpe?

Ela esfregou meu ombro.

— Você deixou Nova York e não olhou para atrás. Você não ligou para ninguém, e nem manteve contato...Nós éramos tão boas amigas e você...

— Ok. – Eu a cortei e peguei sua mão, movendo-a para longe. — Primeiro de tudo, não, eu não quero me atualizar em merda nenhuma. Eu não dou a mínima para o que perdi. – Eu a olhei de cima à baixo. — Mas pelo o que as coisas parecem, isso não foi muito. Segundo, sim, nós éramos amigas. Termo passado. Você não ligou ou manteve contato comigo quando todo mundo nessa cidade estava arrastando meu nome pela lama, você fez?

Suas bochechas coraram.

— Você nem mesmo ligou para me perguntar se os rumores eram fodidamente reais. – Eu apontei para a porta. — Então, por favor, não pense que só porque eu concordei em ajudar a colocar um idiota onde ele pertence que nós duas somos, ou um dia seremos amigas.

— Eu sinto muito...

— É seis anos muito tarde para isso. – Eu me virei. — Eu estarei no tribunal quando precisarem de mim. Agora vá embora.

Eu esperei até que ouvi a porta se fechando e liguei para o motorista de um dos carros executivos.

— Que horas eu preciso sair para o Gala, se eu quiser estar lá quando começar?

— Agora, senhora.

Desliguei e escorreguei em meu sobretudo, pegando o elevador privado da cobertura para o saguão. Apressando-me pelas portas de saída do hotel, eu avistei o carro do outro lado da rua e fui até lá.

— Nós devemos estar lá em trinta minutos, Sra. Hansen. – Ele olhou para mim através do espelho retrovisor. — Você estará encontrando um affair nesse evento hoje à noite?

— Não. – Eu disse. — Por que está me perguntando isso?

— Porque se você estivesse, eu iria sugerir que nós parássemos no estande de flores que fica à três quarteirões abaixo.

— Nós podemos parar. – Eu olhei para fora da janela enquanto ele saía com o carro.

Eu tinha pensando em contar a Normani que estava na cidade, ou dar “boa sorte” por sua performance essa noite, mas eu não vi um ponto. Além disso, ontem à noite, em um momento de fraqueza, eu lhe enviei um vago e-mail e sua resposta curta não encorajou conversas futuras.

Assunto: Felicidade.

Você está feliz com sua atual vida longe da GBH? Você está finalmente perseguindo seus sonhos de balé?

— Jane.

Assunto. Re: Felicidade.

Por favor, pare de me enviar e-mails e apague meu número.

Obrigada.

— Normani.

— Sra. Hansen? – O motorista segurou a porta aberta. — Nós chegamos...Você planeja sair do carro?

— Obrigada. – Eu peguei o buquê de rosas e lírios no assento e lhe dei uma gorjeta, dizendo que eu precisaria que ele ficasse por perto, que eu talvez trouxesse alguém de volta comigo.

A fila para entrar no local estava circulando em torno do bloco, então eu ignorei todos e fui direto para a porta da frente.

— Desculpe-me, senhora? – Um porteiro imediatamente pisou na minha frente. — A uma fila do lado de fora por uma razão.

— Eu não gosto de esperar.

— Ninguém gosta, senhora. – Ele disse, cruzando seus braços. — Mas é a política da noite de Gala a não ser que você já tenha um ingresso. Você tem um ingresso?

— Eu realmente não gosto disso, também.

Ele soltou um rádio do seu cinto.

— Senhora, por favor, não me faça chamar a segurança. Você tem que comprar um ingresso assim como todo mundo, e tem que esperar na fila como todo mundo. Agora, eu vou gentilmente pedir que a senhora...

Ele parou no meio da frase uma vez que eu lhe entreguei um clipe de notas de cem dólares.

— A senhora acabou de dizer que o seu ingresso era para a primeira fila?

— Sim. Isso é exatamente o que meu ingresso diz.

Ele sorriu e me levou até o fundo do corredor, em uma sala colossal que contava com janelas do chão até o teto, lustres cintilantes, e pisos de mármore polidos recentemente. Centenas de mesas estavam cobertas com toalhas de mesa brancas, estampadas com extravagantes ornamentos de ouro e prata, e as letras “NYCB” foram gravadas em cada cardápio de jantar e programação.

Não tinha um palco formal nessa sala, apenas uma plataforma ligeiramente elevada que ficava no centro, com perfeita vista para todas as mesas de jantar.

— Esse assento está bom, senhora? – O lanterninha acenou com a mão para um acento que estava na frente da plataforma.

— Sim, obrigada.

— O jantar será servido em aproximadamente uma hora, os patrocinadores do NYCB serão homenageados logo após, e depois um curto tributo e a parte da dança do Gala começará.

Agradeci-lhe novamente enquanto eu tomava o meu lugar. Se eu soubesse a ordem exata do programa com antecedência eu teria aparecido muito mais tarde.

Pegando o folheto a minha frente, folheei pelas páginas, parando quando vi o rosto de Normani.

Sua imagem foi tirada no meio de uma risada, enquanto ela jogava o cabelo sobre o ombro e olhava diretamente para a câmera. De acordo com a imagem, seu cabelo estava um pouco mais longo, e seus olhos pareciam mais esperançosos e felizes do que eu já tinha visto.

Eu encarei a imagem longamente e duramente, observando todas as suas novas alterações.

As luzes da sala piscaram, e um aplauso suave surgiu quando uma mulher vestida de branco pisou na plataforma.

— Vamos começar agora. – Ela disse. — Obrigada, senhoras e senhores, por participarem do Gala Anual da Companhia de Ballet da cidade de New York. É com grande honra e orgulho que nós apresentamos os artistas dessa noite, principalmente bailarinos, solistas e membros do corpo de balé. Como vocês sabem, devido algumas infelizes circunstâncias, nós tivemos que substituir quase noventa por cento do nosso grupo nos últimos meses, mas como sempre, o show deve continuar. E eu verdadeiramente, acredito que essa é a melhor classe que nós já tivemos em um longo tempo.

O público aplaudiu novamente.

— Nossa companhia estará apresentando várias produções esse ano, mas aquelas que serão apresentadas nesse inverno são: O pássaro de Fogo, Joias, e o favorito da nossa companhia, O Lago dos Cisnes.

Mais aplausos.

— Hoje á noite, nosso corpo irá se apresentar pessoalmente a vocês e realizar pequenas homenagens como forma de agradecimento por seu continuo amor às artes. E como sempre, quando se trata de arte da dança, por favor, não aplaudam até que a última nota tenha sido tocada. Obrigada.

Ela foi embora e as luzes se transformaram de um branco absoluto para um azul arejado, então elas se dissolveram em tons fortes de roxo e rosa.

Um por um, os dançarinos apareceram, recitando um curto monólogo e dança de uma curta peça da música do piano. Enquanto a maioria dos dançarinos eram interessantes, alguns deles fizeram-me perguntar se haviam simplesmente acordado essa manhã e decido tentar o ballet pela primeira vez.

E entre os sets, eu podia ouvir alguns murmúrios da multidão:

— Eles realmente têm certeza que isso é o melhor grupo?

— Talvez eles devessem ter cancelado a temporada depois do acidente...

— Felizmente, eles vão ensaiar sem intervalos até a temporada realmente começar...

Um homem ao meu lado estava cochichando sobre como ele sentia falta dos “bons velhos tempos da companhia” quando Normani pisou na plataforma.

Ela estava vestindo um top preto fino e um tutu cor de rosa, e seus lábios carnudos estavam revestido em um profundo vermelho escuro.

— Boa noite, cidade de Nova York. – Ela disse. — Meu nome é Normani Hamilton e...

Ela disse algo mais, algo que fez o público aplaudir alto, mas eu só podia focar no quão bem ela estava. Eu nunca admiti isso para ninguém, mas eu tinha mantido essa foto enquadrada de nós duas em minha cabeceira desde que ela foi embora, olhando para o seu bonito rosto á noite sempre que eu tinha um dia ruim.

Essa noite ela não estava “bonita”, no entanto. Ela estava linda, uma fodida visão.

Sua boca parou de se mover em meio a mais uma rodada de aplausos da platéia, e os sons suave de um piano e harpa preencheram lentamente a sala.

Normani fechou os olhos e começou a sua rotina, dançando como se ela fosse a única pessoa na sala.

Houve uma mudança imediata na atmosfera do Gala. Todo mundo olhava para ela, totalmente envolvidos, cativados, por cada movimento seu.

Do nada, um dançarino masculino se juntou a ela, levantando-a ao redor quando a música se tornou mais frenética. Depois que ele a colocou no chão, os dois completaram passos juntos, sorrindo um para o outro e trocando olhares que deixaram claro que eles se conheciam bem demais.

O segundo em que a música acabou o dançarino masculino a puxou em seus braços e beijos seus lábios.

Mas que porra é essa...

A multidão ficou de pé e aplaudiram pela primeira vez em toda a noite, mas eu permaneci sentada, completamente pega de surpresa pelo que diabos eu tinha acabado de ver.

— Talvez eu não vá ter que cancelar meus ingressos para a temporada depois de tudo, não é? – O homem ao meu lado falou. — Bravo!

Eu estreitei meus olhos para Normani e seu parceiro, fervendo quando ele passou um braço em volta de sua cintura e dedilhou seus dedos contra a pele dela. Ele sussurrou algo em seu ouvido e ela corou, fazendo minha pressão arterial subir para a maior alta de todos os tempos.

— Bem, que resposta! – A diretora tomou a plataforma. — Obrigada Srta. Hamilton e Sr. Williams. Eu quero que todos vocês saibam que esses dois serão a atração principal do Galã Lua de Prata do próximo mês também...– Ela continuou falando, dizendo mais sobre a programação, mas suas palavras eram sem som para mim.

Eu estava confusa com o que tinha acabado de ver, incerta se a boca de Normani tinha realmente estado em alguém mais.

Mais dançarinos tomaram a plataforma, mais aplausos, mais discursos, e meus pensamentos permaneceram os mesmos. Não foi até que os benfeitores tomaram a plataforma, que eu percebi que a exibição da noite havia acabado.

— Você está interessada em fazer uma doação para o NYCB? – Uma bailarina, ainda vestida em seu traje branco da performance, deu um passo à minha frente. – Você gostaria de fazer uma contribuição?

— Minha contribuição foi o ingresso que eu comprei hoje à noite. – Eu levantei, deixando o buquê de flores para trás, e comecei a caminhar a procura de Normani.

Não levou muito tempo para encontrá-la.

Vestida com um vestido prateado bastante revelador, ela estava em um canto rindo com seu amigo, o dançarino, batendo seus olhos enquanto ele lhe entregava uma bebida.

— Sim? – Eu mantive meus olhos em Normani.

— Hum, se você ficar para a porção depois do evento, você tem que doar...Isso é parte das regras. Isso está escrito em negrito, então...

— Aqui. – Eu entreguei a ela quaisquer notas que haviam restado em minha bolsa de mão.

Ela desapareceu.

E no mesmo instante, o amigo de Normani beijou sua testa e se afastou, deu-me uma perfeita oportunidade para me aproximar, mas ela foi cercada por um grupo de outras bailarinas.

Amigas, ao que parecia.

Eu esperei por sua conversa acabar, até que ela disse que se juntará a elas mais tarde, então eu fiz meu movimento em sua direção.

Quando ela se virou, eu coloquei minha mão em seu ombro, sentindo um solavanco através das minhas veias.

— Boa noite, Normani.

Ela derrubou sua taça no chão e lentamente se virou.

— Jane? – Ela deu um passo para trás. — O que você está fazendo aqui?

— Isso importa?

Ela não respondeu.

Nenhuma de nós duas falamos mais nada, e a familiar tensão que sempre existiu entre nós começou engrossar à cada segundo que passava.

Ela parecia ainda mais linda de perto, e eu estava tentada a empurrá-la contra a parede e reconectar nossos lábios, mas me segurei.

— Eu posso falar com você? – Pedi.

Ela me olhou de cima à baixo.

— Normani...– Eu olhei em seus olhos. — Eu posso falar com você?

— Não.

— Desculpe-me? – Eu levantei minhas sobrancelhas.

— Eu disse não. – Ela cruzou seus braços. — Como...não, você não pode falar comigo e você pode voltar para qualquer que seja o inferno do qual veio.

Ela caminhou para longe, em direção a pista de dança.

Suspirei e fui atrás dela, apertando-lhe a mão e virando-a.

— Isso só vai levar cinco minutos.

— Isso é cinco minutos há mais do que estou disposta a lhe dar.

— Isso é importante.

— Você está morrendo? – Seu rosto se tornou vermelho. — É um assunto de vida ou morte?

— Realmente tem que ser, Mani? – Minha não acariciou sua bochecha, temporariamente silenciando-a. — Você parece fodidamente linda essa noite...

— Obrigada. Meu namorado pensa o mesmo, também.

— Seu namorado?

— Sim. Você sabe, a pessoa que não lhe tratará como uma merda só porque ele gosta de você e você gosta dele de volta? Conceito interessante, não é mesmo?

Eu não tive a chance de responder a isso.

A orquestra tocou uma nota alta e repentina, que reverberou pela sala, e uma voz veio dos alto-falantes.

— Senhoras e senhores. – Ele disse. — A orquestra de Benjamin Wrigth irá agora tocar sua versão de uma das obras mais reverenciadas de Tchaikovsky. O tempo dessa música tem um passo similar ao que alguns de vocês podem conhecer como valsa. Por favor, juntem-se a nós na pista para essa clássica homenagem...

Eu peguei a sua mão e a entrelacei com a minha, estabelecendo minha mão livre ao redor de sua cintura.

— O que você está fazendo? – Ela assobiou e tentou se afastar. — Eu não vou dançar com você.

Eu apartei meu corpo contra o dela.

— Sim, você vai.

— Por favor, não me faça gritar, Jane...

— O que lhe faz pensar que eu não iria adorar ouvir isso?

Ela tentou se mover para longe de mim, mas eu a segurei apertado.

— Cinco minutos. – Eu disse.

— Três. – Ela devolveu.

— Tudo bem. – Eu afrouxei meu aperto e a balancei para a música. — Você está ciente de que seu namorado é um bailarino masculino?

— O termo correto, – ela disse, rolando seus olhos. — é um dançarino.

— Isso pouco me importa. – Eu a inclinei. — Isso é o que você vem fazendo pelos últimos meses?

— Vivendo meus sonhos longe de uma certa idiota? Sim.

— Eu esperava mais de você se vai namorar outra pessoa.

— Eu não dou a mínima para o que você espera. – Ela assobiou. — Ele é tudo o que você nunca vai ser...

— Por que ele beija você em público?

— É mais do que isso...Mas então eu nunca iria terminar a lista de coisas nas quais ele ganha de você...

— Ele faz você gozar?

— Ele não me faz chorar.

Silêncio.

Eu a senti se afastando de mim, mas segurei-a firme novamente.

— Você está transando com ele?

— Por que você se importa?

— Eu não me importo. Eu só quero saber.

— Nós duas não temos uma conversa em meses e você pensa que tem o direito de saber com quem eu estou dormindo?

— Eu não iria necessariamente usar o termo direito.

— Não. – Ela pressionou seu peito contra o meu. — Não, eu não estou transando com ele, mas você sabe o que, senhora Hansen? Eu vou estar em breve.

— Você não tem nenhuma razão para isso se eu estou aqui.

Ela caiu em uma gargalhada alta e deu um passo para trás.

— Você está pensando que eu iria dormir com você? Sério?

— Normani...

— Você realmente pensa que eu sou tão estúpida? – Ela me cortou. — Eu não quero ter nada a ver com você, Jane. Você não é nada para mim além de uma inspiração para um orgasmo, uma boa visão para um sexo com a mão, e eu posso sentir sua falta, mas...

— Você sente a minha falta?

— Eu sinto falta da ideia de você, do que poderia ter sido.

— Nós não podemos ser amigas?

— Nós não podemos ser nada. – Seus lábios estavam à centímetros dos meus.

— Por que eu acho isso difícil de acreditar?

— Você não deveria. – Ela olhou para mim. — Porque para eu entretê-la fora da dança, eu teria que aceitá-la de volta.

— Então me aceite de volta.

— Por favor. – Ela zombou, parecendo com mais raiva do que eu já tinha visto. — Você teria que me implorar para aceitá-la de volta, Jane. Fodidamente implorar.

— Hey, Mani. – Seu namorado nos interrompeu. — Está tudo bem?

— Sim. – Ela se afasta de mim e beija a sua bochecha. — Tudo está mais do que bem.

— Quem é sua amiga?

— Ninguém. – Ela disse. — Só alguma mulher que fez uma doação.

— Obrigada pela sua doação, senhora. – Ele apertou minha mão suavemente e virou-se para Normani. — Você está pronta para irmos para casa?

— Mais do que pronta. – Ela pegou sua mão e andou para longe de mim sem olhar para trás.

[...]

Eu estava na sacada do meu quarto de hotel, completamente confusa sobre o que tinha acontecido há algumas horas. Eu estava esperando que Normani fosse sair comigo, para vir ao meu hotel para que nós pudéssemos conversar.

Incapaz de parar de pensar nisso, eu lhe enviei um e-mail.

Assunto: Seu endereço.

Nós precisamos terminar nossa conversa. Conte-me onde você vive para que eu possa passar aí e conversar.

— Jane.

Assunto. Re: Seu endereço.

Eu fortemente duvido que você só queira conversar. Você só quer foder. No entanto, eu tenho certeza que Brian não iria apreciar você aparecendo esta noite.

— Normani.

Assunto. Re: Seu endereço.

Ele é mais do que bem vindo para assistir. Ele, na verdade, poderia aprender alguma coisa.

— Jane.

Sem resposta.

Ela não respondeu por um longo tempo, e quando ela finalmente respondeu, tudo que ela me enviou foi uma mensagem de texto:

“Deixe-me em paz, Jane. Por favor”.

Eu não podia. Então, lhe enviei um e-mail novamente.

Assunto: Patrocínio.

Eu comprei um ingresso para a seção de nível ouro. Um dos benefícios é receber um passeio com um membro do elenco de minha escolha. Vai, definitivamente, ser você.

— Jane.

Assunto. Re: Patrocínio.

Obrigada pela informação inútil. Se você realmente me escolher, nós não vamos estar sozinhas, e eu vou ter certeza que nosso passeio termine no tempo exato.

Agora, por favor, me deixei em paz. Estou fora com alguém que admira meu cérebro mais do que a minha boceta.

Você teve sua chance, você ferrou, eu não tenho certeza do porque está em Nova York agora, mas eu realmente não me importo.

Eu seriamente não quero ouvir sobre você...Por favor, vá embora.

— Normani.

Suspirei e rolei para baixo em meus contatos. Eu sabia que ela estava simplesmente magoada e eu não ia deixá-la ter a última palavra. Pressionei para chamar em um número antigo e o segurei em meu ouvido.

— Quem é? – A antiga voz disse do outro lado da linha.

— Eu preciso de um endereço.

— Quem é?

— Eu preciso de um endereço. Agora.

— Dinah? – Havia um sorriso em sua voz. — É você?

— É Jane. Jane Hansen. – Rolei meus olhos. — Você vai me ajudar ou não?

— Bem, desde que você pediu tão gentilmente. – Havia um familiar barulho no fundo. — Você sabe, eu não ouvi sobre você desde a última vez que eu a vi...– Ele parou a si mesmo e limpou sua garganta. — Qual é o nome?

— Normani Hamilton.

— Você sabe o bairro?

— Não. – Eu disse. — Mas o endereço não pode ser mais do que alguns meses antigo. Ela recentemente se mudou para cá.

Ele ficou em silêncio por algum tempo, digitando e apertando botões.

— Encontrei. – Ele disse. — 7654, Quinta Avenida.

Cinco quarteirões daqui...

Eu pensei se deveria esperar até a amanhã para passar por lá, mas eu já estava vestindo meu sobretudo.

— Foi bom ouvir sua voz novamente, Dinah... – A voz do velho homem me trouxe de volta para o presente. — Bom saber que você está bem e...superando o que aconteceu.

— Eu nunca vou superar isso. – Desliguei e me dirigi para fora, sinalizando para o motorista executivo abrir a porta de trás.

— Para onde, Sra. Hansen? – Ele perguntou.

— 7654, Quinta Avenida.

— É para já.

Levou menos do que vinte minutos para chegarmos lá, e quando nós chegamos, eu encarei o triplex por um tempo. Parecia algo que eu teria comprado anos atrás quando eu ainda vivia aqui, algo muito fora do orçamento de uma bailarina, então eu entendi que seus pais estavam pagando o aluguel.

Saindo do carro, eu ajustei meu sobretudo e caminhei até a porta, batendo cinco vezes.

— Estou indo! – Ela gritou. A porta se abriu, mas ela não estava atrás dela. Era o namorado de Normani.

— Hum...– Ele parecia confuso. — Você deixou a pizza em seu carro ou algo assim?

— Eu não sou a fodida da pizza. Onde está Normani?

— Isso depende. Nós não acabamos de ver você no baile de Gala? – Ele cruzou seus braços quando Normani apareceu na porta. — Quem é você?

— Ela não é ninguém, novamente. – Normani disse, ficando na ponta dos pés e beijando seus lábios.

Ela olhou para mim com suas sobrancelhas levantadas e retornou o seu beijo.

— Meu pau já esteve em cada centímetro da sua boca. – Eu cerrei meus dentes.

Normani engasgou, seu rosto ficou vermelho brilhante.

— Eu sinto muito, Brian...você pode nos dar um momento, por favor?

Ele olhou entre nós duas, raiva rastejava o seu rosto, mas se afastou.

— Que porra você quer, Jane? – Ela exalou. — O que você quer?

— Conversar.

— Sobre o quê?

— Você e eu, sobre nós sermos amigas outra vez...

— Isso fodidamente nunca vai acontecer. Está bem?

— Normani...

— O que lhe trás para Nova York, hein? Você precisou voltar a foder alguma mulher familiar do Date-Match? Durham de alguma forma ficou sem bocetas?

— Na verdade, estava começando a parecer dessa maneira.

Ela começou a fechar a porta, mas eu segurei firme com a minha mão.

— Eu sinto sua falta, Normani...– Olhei diretamente em seus olhos. — Eu realmente sinto, e eu...eu sinto tanto por ter lhe chutado para fora naquela noite.

— Você deveria sentir. – Sua voz estava apenas em um suspiro. — E se você realmente sente a minha falta, você deveria me deixar em paz.

— Por que eu faria isso?

— Porque você é uma bipolar. Por que no segundo em que faço muitas perguntas, ou sugiro alguma coisa fora da sua zona de conforto, você vai me tratar como lixo novamente e eu prefiro me poupar agora. – Ela limpa algumas lágrimas que caiam de seus olhos. — Eu era a sua única amiga, sua única fodida amiga, você me tratou pior do que qualquer uma das mulheres que você conheceu online. Na verdade, eu sinto muito que eu alguma vez deixei-a fazer isso. Então lhe peço, por favor, vá embora!

— Normani, apenas me escute...

— Tem super cola no meu chão? – Ela me empurrou para baixo em um degrau. — É por isso que você ainda está de pé aí?

— Por favor, só...

— Minta sobre uma coisa, minta sobre tudo, certo? – Ela me empurrou novamente. — Você ainda é a maior mentirosa entre nós duas. Mentir por omissão ainda é mentira.

— Você pode, por favor, se acalmar e me deixar conversar sobre isso com você lá dentro?

— Eu pensei que você odiasse perguntas retóricas. – Ela bateu a porta na minha cara.


Notas Finais


Que capítulo, não? normani fazendo exatamente o que a dinah fez com ela né? e a dinah aparentamente nunca vai deixar de ser rude kkkkj bom, espero que tenham gostado do capítulo e comentem, ok? as fortes emoções por aqui só estão começando e com isso estamos próximas de entrar na reta final da fanfic.

Até qualquer dia! 💛


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